sábado, 9 de Maio de 2009

E se de repente o carro se sente cansado?

Se é verdade que não há um bom lugar ou um bom momento para que o carro avarie e nos deixe a meio de qualquer coisa, quando isso acontece num parque de estacionamento subterrâneo e de pé direito tão baixinho que não cabe lá um reboque, minutos depois de termos tirado sangue para análises e numa altura em que não podemos fazer qualquer esforço, é mesmo muito mau. Mas foi precisamente isso que me aconteceu ontem, à hora do almoço, quando saía de um laboratório no centro do Porto. Depois de o porteiro do parque ter tentado empurrar o Nunzio (sim, o meu carro tem nome), embora ambos soubéssemos já que esse esforço seria inglório, uma vez que, ao rodar da chave, nada acontecia, restou-me chamar o reboque e aguardar. E desta vez não tive sequer tempo de me aborrecer com o meu amigo de quatro rodas, porque de imediato me esclareceram da razão da súbita indisponibilidade do Nunzio para seguir viagem: a bateria, com apenas nove meses, estava irremediavelmente perdida. “Morta”, disse o mecânico. Por isso, apesar de o carro ter pegado à primeira quando recebeu alguma carga, e de esta manhã ter arrancado como se nada fosse, fomos à Renault e resolvemos o problema. Como a bateria ainda estava na garantia (é de dois anos, e esta nem tinha um), substituíram-na em menos de nada e o Nunzio voltou à estrada. Está como novo. Lavadinho e tudo! :)

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