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sábado, 24 de maio de 2014

Pauliteiros de Vila Nova de Anços promovem 6º festival infantil


O Grupo de Pauliteiros de Vila Nova de Anços, uma pequena aldeia do Concelho de Soure, no Distrito de Coimbra, promove no próximo dia 1 de Junho, Dia Mundial da Criança, a sexta edição do seu Festival Infantil de Danças e Cantares. A tarde promete ser animada, com actuações do grupo anfitrião e de mais três ranchos folclóricos.

O início da festa está marcado para as 15 horas, com a realização do habitual desfile dos vários grupos participantes pelas ruas da localidade, após o que, cerca de meia hora mais tarde, terão lugar as suas actuações. A secção infantil do Grupo de Pauliteiros de Vila Nova de Anços abre o programa, seguindo-se o Rancho Juvenil da Casa do Povo de Arganil, o Rancho Etnográfico Infantil da Borda do Campo e, a fechar, o Rancho Folclórico Infantil das Fazendas de Almeirim. A entrada é gratuita e aberta não só aos locais, mas a todos os interessados, oriundos de qualquer ponto do país.

Criado a 15 de Agosto de 1935, o Grupo de Pauliteiros de Vila Nova de Anços é hoje um dos mais antigos grupos de folclore em actividade em Portugal. A formação da secção infantil é relativamente recente, mas tem conquistado enorme sucesso junto de todos os que assistem às suas interessantes actuações, de tal forma que este é já o sexto festival dedicado em exclusivo aos pauliteiros mais jovens, e que conta sempre com a participação de outros ranchos folclóricos infantis.

Os pauliteiros mais pequeninos são uma versão mini dos mais velhos, conhecidos e prestigiados aquém e além-fronteiras, tantas são as solicitações para actuarem nos mais diversos pontos do país e até lá fora. Os Pauliteiros de Vila Nova de Anços sentem sempre alguma dificuldade em escapar à comparação com os de Miranda do Douro – a maioria dos portugueses desconhece mesmo a existência de outros grupos de pauliteiros em Portugal –, mas frisam que têm características muito próprias. Desde logo o traje, mais sóbrio e menos garrido do que os do grupo transmontano, mas também os paus com que se apresentam nos espectáculos, mais curtos do que os usados pelos bailarinos mirandeses (medem cerca de 60 centímetros de comprimento apenas e têm cerca de três de diâmetro) são pintados de branco com listas vermelhas, tendo as extremidades em azul e amarelo (as cores da freguesia). No topo ostentam duas fitas em cruz, com as cores de Portugal.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Romaria a Nossa Senhora dos Remédios em Vila Nova de Anços


A Freguesia de Vila Nova de Anços, no Concelho de Soure, Distrito de Coimbra, estará em festa no próximo fim-de-semana, com a realização da sua tradicional Romaria a Nossa Senhora dos Remédios, que ocorre anualmente por alturas da Páscoa. O cartaz comemorativo arranca no próprio domingo pascal, mas conhece o seu ponto mais alto durante a tarde de segunda-feira, com a celebração religiosa e muita animação musical. A organização do evento coube desta vez à Sociedade Filarmónica Vilanovense, que assim pretende angariar apoios para dar continuidade à obra de construção da sua nova sede.
Do cartaz deste evento constam, no dia 20, pelas 11 horas, uma Arruada pelos Gaiteiros, e às 14h40, na Casa do Povo de Vila Nova de Anços, a habitual cerimónia do Enterro do Judas. No dia seguinte, pelas 10 horas, será também a Arruada pelos Gaiteiros a abrir as celebrações, mas as iniciativas mais marcantes estão reservadas para a tarde: a recepção à Filarmónica Vilanovense, pelas 15 horas; a celebração religiosa, que tem início 15 minutos depois; a actuação em palco da colectividade responsável pela organização da festa, às 16 horas; e, a fechar, a subida ao palco do Grupo Infantil dos Pauliteiros de Vila Nova de Anços, prevista para as 16h30. No recinto da festa estará disponível um serviço de bar e petiscos.
A Sociedade Filarmónica Recreativa e Beneficente Vilanovense foi fundada no dia 10 de Março de 1878, quando tocou a sua primeira marcha na praça onde se encontra o pelourinho, símbolo heráldico de Vila Nova de Anços. Desde essa data, a colectividade mantém a sua actividade de forma ininterrupta, visando sempre o objectivo primeiro de divulgar a música e a cultura local. A sua fundação surgiu no âmbito da actividade teatral, uma vez que tentou dar resposta àquela que era uma necessidade da altura: fazer o acompanhamento musical das operetas que eram levadas à cena naquela zona do país.

sábado, 17 de outubro de 2009

Pauliteiros de V. N. de Anços no Cadaval

Já falta mesmo muito pouco (é hoje, às 16 horas) para o arranque da oitava edição da Festa das Adiafas e do VIII Festival Nacional do Vinho Leve, que se prolonga até ao próximo dia 25, no recinto junto ao Campo da Feira do Cadaval, no Distrito de Lisboa, e que contará, na sua sessão inaugural, com a presença do Director Regional da Agricultura e das Pescas de Lisboa e do Vale do Tejo, José António Canha. Nestes eventos, que têm como objectivo a promoção das actividades económicas e dos produtos da região, são protagonistas a gastronomia típica e o bom vinho, mas também há exposições, a eleição da Rainha das Adiafas e, num momento ainda mais especial do programa (amanhã, pelas 17h30), a actuação do meu querido Grupo de Pauliteiros de Vila Nova de Anços, que do alto dos seus 73 anos de existência e actividade ininterrupta, promete animar a tarde dos Cadavalenses e de todos os que ali se deslocarem.
De acordo com informações avançadas pela Câmara Municipal do Cadaval, promotora desta iniciativa, a Festa das Adiafas “tem como ponto de partida a celebração anual do final das colheitas, sejam de carácter vitícola ou frutícola. Ao longo das edições, o certame expandiu o seu âmbito, e hoje constitui um autêntico espaço agregador das actividades económicas e dos produtos da região”. Contudo, e “visto que os pilares fundamentais da Festa das Adiafas continuam a ser a produção frutícola e vitivinícola, de onde sobressaem, respectivamente, a reconhecida pêra rocha (o Cadaval é um dos principais produtores e exportadores do País) e o tão apreciado Vinho Leve, de que o concelho é também um exímio representante”.

domingo, 26 de julho de 2009

Pauliteiros de V. N. de Anços no Minho

O programa de festas despenteadas para hoje tem lugar na cidade de Monção, lá no Alto Minho, e o prato forte é, como sempre, pelo menos para mim, a actuação do Grupo de Pauliteiros de Vila Nova de Anços. Depois de ontem à noite terem encantado no XXIX Festival Nacional de Folclore de Santo António das Areias, em Marvão, distrito de Portalegre, hoje prometem impressionar a gente de uma cidade que conheci enquanto miúda, por ter um tio de lá, mas onde já não vou há séculos! Deixo-vos o programa do evento. Se estiverem lá perto, apareçam! Vale a pena. Não é todos os dias que temos a oportunidade de ver um grupo de homens dançar e bater paus…

IV Festival Folclórico «Os Amigos de Longos Vales»

Mosteiro, 15h
Grupo Folclórico «Os Amigos de Longos Vales»
Rancho Folclórico e Regional do Lavradio, Barreiro
Grupo Folclórico de Escapães, Santa Maria da Feira
Rancho Folclórico de Fornelo do Monte, Viseu
Grupo Folclórico da Casa do Povo de Lomar, Braga

Praça Deu-la-Deu Martins, 21h
Grupo de Pauliteiros de Vila Nova de Anços, Coimbra
Grupo Folclórico "Os Amigos de Longos Vales"

Pauliteiros fizeram a festa em Marvão














O dia de ontem foi um dia em cheio. O calor era mais do que muito, mas a festa não esperava por ninguém, e por isso ganhou a vontade de nos fazermos à estrada e percorrermos os cerca de 250 quilómetros que, em Vila Nova de Anços (concelho de Soure, distrito de Coimbra), nos afastavam de Santo António das Areias (freguesia do concelho de Marvão, no distrito de Portalegre). Foram algumas horas de caminho: primeiro pela A1, depois pela A23, e no troço final por estradas mais pequenas, mas sempre em grande animação. A festa foi de arromba e, como é hábito, o Grupo de Pauliteiros de Vila Nova de Anços dançou e encantou a plateia. Se é certo que nunca me definiria como uma amante do folclore, a verdade é que (apesar de a minha opinião ser suspeita) ver os espectáculos dos Pauliteiros é sempre muito agradável. E mesmo que assim não fosse, a vista do Castelo de Marvão compensava o sacrifício! Hoje, os Pauliteiros actuam em Monção, no Alto Minho!

domingo, 21 de junho de 2009

S. João do Deserto em todo o esplendor



Fotos: Mente Despenteada

Estava um calor infernal, e de início até parecia que não ia aparecer muita gente. Depois de muito pó engolido para lá chegar, e daqueles primeiros alguns minutos de alguma expectativa quanto ao sucesso da coisa, a actuação do Grupo de Pauliteiros de Vila Nova de Anços fez a festa, como aliás é hábito. Depois desta tarde, o lugar de S. João do Deserto, no Concelho de Penela, nunca mais será o mesmo... :)

Pauliteiros de V. N. de Anços em Penela

Arrancaram ontem, na aldeia de Espinhal, Concelho de Penela, Distrito de Coimbra, os tradicionais festejos em honra de S. João do Deserto. Num lugar famoso pelo seu miradouro, de onde, “com um bom binóculo e um pouco de imaginação”, é possível avistar seis distritos – Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Guarda, Aveiro e Viseu – sem gastar mais do que botas, como afirmava Eugénio de Castro, sucedem-se, até amanhã, os momentos de celebração. De acordo com a junta de freguesia local, a aldeia de Espinhal tem “muitos encantos naturais”, entre os quais figuram as represas naturais da Louçainha, a bravia da Pedra da Ferida e, obviamente, o Lugar de S. João do Deserto, “uma das paisagens em que mais se comprazia o grande poeta Eugénio de Castro”. Não faltam, por isso, os ingredientes para que este seja um passeio inesquecível. Mas hoje há ainda mais uma razão para lá ir: o Grupo de Pauliteiros de Vila Nova de Anços, em que milita o meu consorte, actua hoje, a partir das 15 horas, naquelas festas, antes mesmo da tradicional garraiada. Fica o convite, a quem estiver por lá perto. Apareçam!

A Serra do Espinhal oferece aos olhos de quem passa uma paisagem inigualável. Daqui se avista a bela Vila de Penela, encimada pelo seu Castelo. Dependendo da altura do ano, a serra cobre-se de tonalidades diversas, que vão desde o verde, ao azul, passando pelo cor de rosa e pelo amarelo, dependendo da imensa variedade de plantas e árvores que aqui se pode encontrar. Na freguesia do Espinhal, para além das diversas habitações nobres, é imprescindível visitar as Piscinas Naturais da Louçainha, subir ao alto da serra de Stª Maria (onde existe um característico relógio de sol) e deslumbrar-se com as paisagens de S. João do Deserto. Um dos edifícios mais importantes da freguesia do Espinhal é a Igreja Matriz datada do séc. XVI, a qual se destaca pela sua arquitectura e pela sua escultura”. http://www.aldeiasdoxisto.pt/

sábado, 23 de agosto de 2008

Pauliteiros no Algarve

O Grupo de Pauliteiros de Vila Nova de Anços, instituição que conta já 73 anos de vida no concelho de Soure, distrito de Coimbra, participa, a partir das 22 horas de hoje, no Festival Internacional de Folclore de Santa Catarina, iniciativa que se integra no calendário de um fim-de-semana que recheia a cidade algarvia de danças e cantares, já que, a par deste festival, agendado para o lugar de Fonte do Bispo, decorrerá também, e em simultâneo, o XXXI Festival Internacional de Folclore da Luz de Tavira, que contará com a participação de outros grupos tradicionais, no Largo da República.

No passado dia 15, os Pauliteiros de Vila Nova de Anços completaram 73 anos sobre a data da sua formação. São, por isso, um dos grupos de folclore mais antigos do nosso país, e mantiveram desde sempre a chama da regularidade. Conhecidos e prestigiados aquém e além fronteiras, tais são as solicitações para actuar nos mais diversos pontos do país e até lá fora, os Pauliteiros de Vila Nova de Anços têm dificuldade em escapar à comparação com os de Miranda do Douro – a maioria dos portugueses desconhece até a existência de outros grupos de pauliteiros, de outras proveniências –, mas frisam que têm características muito próprias. Desde logo o traje, mais sóbrio e menos garrido do que o do grupo transmontano. Também os paus com que se apresentam em palco nos espectáculos, mais curtos do que os utilizados pelos dançarinos mirandeses (medem apenas 60 centímetros de comprimento e cerca de três de diâmetro), são pintados de branco, com listas vermelhas, e nas extremidades têm o azul e o amarelo (as cores da freguesia), enquanto no topo ostentam duas fitas em cruz, com as cores de Portugal.

Foto: Mente Despenteada