quarta-feira, 25 de novembro de 2015

PRESIDENCIAIS 2016: Manuela Gonzaga, candidata à sucessão de Cavaco Silva com apoio do PAN, visita Distrito de Faro no início de Dezembro


Manuela Gonzaga nasceu no Porto, em 1951. Foi jornalista durante mais de 30 anos, primeiro em Moçambique e em Angola, mais tarde em Portugal, onde colaborou com várias publicações. Escritora e autora de vários livros (romances, romances históricos, biografias, contos e literatura infanto-juvenil), é também historiadora. Recentemente, no âmbito das eleições presidenciais de 2016, é protagonista de uma candidatura a Belém, contando com o apoio do PAN – Pessoas, Animais, Natureza, a causa em que milita activamente desde 2012. É no papel da candidata à sucessão de Cavaco Silva que visita o Distrito de Faro no início de Dezembro.

O programa da visita ao nosso distrito, agendada para os próximos dias 5 e 6, está ainda a ser ultimado, mas confirma-se desde já uma reunião na Associação Recreativa e Cultural de Músicos (prevista para o final da tarde de domingo) e a realização de uma Oficina de Escrita na Biblioteca Municipal de Loulé, agendada para as 15h00 de sábado e com duração prevista de duas horas. Pode saber mais sobre este evento e acompanhar toda a informação aqui!

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Evento AWBN de Novembro apoia PRAVI – Núcleo de Faro


A Algarve Women’s Business Network (AWBN) realiza na próxima quinta-feira, dia 26, em Faro, o seu último meeting deste ano. O encontro, de mulheres e para mulheres, está marcado para as 18h00, no Hostel 1878, e terá como causa social o Núcleo de Faro da PRAVI, mas não faltarão motivos de interesse, já que esta sessão é dedicada ao tema «Começar de novo, com a criação do próprio emprego», e terá como oradora Cristina Ramalho, da marca Retalhos & Retalhinhos. A entrada é gratuita, mas todas as participantes – que deverão formalizar previamente a sua inscrição – são convidadas a fazer um donativo, em dinheiro ou em géneros (comida ou areia para gato, por exemplo), a favor daquela associação.

O grupo AWBN tem já uma história de 25 anos. Nasceu no seio de uma comunidade estrangeira radicada no Algarve, mas rapidamente se expandiu para a comunidade geral e tem hoje como rostos representativos desta filosofia quatro mulheres: Cláudia Fonseca, Lisa Santos, Manuela Sabino e Sónia Rodrigues. Acreditando que “a união faz a força”, estas quatro empresárias têm promovido estes encontros, que não têm qualquer vertente comercial e são abertos a todas as mulheres interessadas em participar, desde que, até à véspera de cada reunião, façam a sua inscrição para o e-mail awbn.info@gmail.com.

O encontro da próxima quinta-feira será o último do que as dinamizadoras definem como “um ano de mudança para a AWBN”, recordando que desde que tomaram as rédeas deste projecto foram organizados nove encontros, com outras tantas causas sociais apoiadas, em sete zonas do Algarve, que contaram com o apoio de 77 patrocinadores e fizeram felizes mais de 500 mulheres da região, que tinham como objectivo comum a partilha de conhecimento e o interesse pela área do networking.

A PRAVI – Projecto de Apoio a Vítimas Indefesas desenvolve o seu trabalho na área da proteção de animais vítimas de abandono e maus-tratos – actuando no resgate de animais abandonados ou em risco, no alojamento, na alimentação e na assistência veterinária a esses animais, e na promoção de campanhas de esterilização, adopção e sensibilização –, ao mesmo tempo que leva a cabo o seu programa de terapia assistida com animais a crianças e idosos, sempre em regime de voluntariado.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Cidades algarvias de Faro e Tavira associam-se à Marcha Climática Global, antecipando a 21ª Cimeira do Clima, marcada para Dezembro em Paris


O ano de 2015, agora quase a chegar ao fim, poderá ter sido o mais quente de sempre, fruto das alterações climáticas que há décadas estão em curso no nosso planeta. Na 21ª Cimeira do Clima (COP 21), agendada para o próximo mês de Dezembro em Paris, centenas de responsáveis políticos de todo o mundo deverão tentar alcançar um acordo climático global que ajude a travar os efeitos nefastos dessas mudanças: encontrar uma plataforma de entendimento que permita diminuir as emissões de gases com efeito de estufa, e dessa forma travar o aquecimento global, limitando o aumento da temperatura global a dois graus centígrados até 2100, é o grande objectivo desta reunião, cuja realização poderá estar ameaçada na sequência dos recentes atentados terroristas na capital francesa e da ameaça de novas ocorrências que paira sobre a cidade.

Um pouco por todo o mundo, e também em Portugal – e mais concretamente no Algarve – estão a ser preparadas iniciativas prévias ao encontro de governantes, que visam envolver os cidadãos na tomada de consciência face à situação preocupante em que vivemos, também no contexto do Ambiente. Assim, tal como acontecerá em Paris, Estocolmo, Tóquio, Amesterdão, Copenhaga, Berlim, Londres, Barcelona, Sevilha, Roma, Lisboa, Edimburgo, Oslo, Helsínquia, Sidney, Beirute, Joanesburgo, S. Paulo, Cidade do México ou Nova Deli, também a algarvia Tavira se associará, no próximo dia 29 de Novembro, à Marcha Climática Global, um evento que procurará enviar a todos os participantes da 21ª Cimeira do Clima, em Paris, a mensagem de que é urgente apostar na defesa dos recursos naturais, na sustentabilidade do planeta e nas energias renováveis, por oposição à aposta na indústria de exploração de petróleo.




28 de Novembro
no Mercado de Faro

No âmbito desta mobilização mundial pelo Clima, também a Cidade de Faro ocupará a linha da frente do protesto que urge fazer: já no dia 28 de Novembro, no Mercado Municipal, terá lugar um amplo conjunto de acções de informação e sensibilização para esta problemática, visando alertar os cidadãos para as consequências da exploração desenfreada e caótica dos recursos naturais do planeta. Esta é uma questão que afecta todo o globo, mas que no Algarve começa a ser verdadeiramente sentida, e é por isso fundamental que toda a comunidade tenha noção da relevância do assunto. Não se trata apenas de expressar o nosso descontentamento perante a ausência de decisões políticas que levem a um maior respeito pelo Ambiente! É preciso tomar medidas para travar e reverter as situações que nos penalizam a nível ambiental, económico e social, prevenindo o agravamento de um problema que poderá ditar o fim do nosso planeta tal como o conhecemos.

E porque o primeiro passo para agir é conhecer o problema, as suas causas e as possíveis formas de o solucionar, no próximo dia 28 o Mercado Municipal de Faro acolherá palestras com temas que vão desde a permacultura à exploração de petróleo, às energias renováveis e ao veganismo, com sessões de showcooking para fomentar opções alimentares mais saudáveis. Estarão ainda presentes várias empresas e associações dedicadas a causas e soluções de eficiência ambiental e energética. Com a realização deste evento, a Cidade de Faro poderá afirmar-se como um grande pólo de sensibilização para a temática do Ambiente, do respeito pelo planeta e por todos os que nele vivem. É, com toda a certeza, um evento a não perder!

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Um pobre não gosta de se sentir pobre, por muito pobre que seja...


Um pobre nunca gosta de sentir que parece pobre, por muito pobre que realmente seja (é ou não é verdade?), e por isso é que, embora fuja deles a sete pés e lhes diga sempre que não estou interessada, não consigo evitar ficar um pouco triste quando um dos senhores dos quiosques Barclaycard dos centros comerciais olha para mim e decide não meter conversa. Pensará ele que não tenho estaleca para ter um cartão de crédito?! Logo eu, que gosto tanto de compras?!

Mau mesmo foi daquela vez em que, num centro comercial do Grande Porto, uma senhora que tentava impingir o dito cartão a todo e qualquer um que por ela passasse, ficou cheia de pena de mim quando lhe disse que estava desempregada há vários anos e que, mesmo que eu quisesse, ninguém me daria um cartão de crédito. Perguntou-me ela se não teria “um biscatezito, a fazer limpezas ou assim”.

Tenho de dizer que nada tenho contra as senhoras que fazem limpezas, pelo contrário! Só tenho admiração pela garra que têm para um trabalho que é exigentíssimo, muito puxado fisicamente e que, como é normal neste país, é muito mal pago. Mas caramba... por que raios achou aquela criatura que eu poderia ter “um biscatezito, a fazer limpezas ou assim”?!

Hoje fui às compras ao shopping e, apesar de vestir roupa simples e estar no meu natural estado de descabelamento, o senhor do Quiosque Barclaycard lá meteu conversa. “É só um minuto”, dizia ele. Demorou um bocadinho mais. Quando me ouviu dizer que estou desempregada desde 2009 franziu o sobrolho, fez um estalido com os lábios, aquele ar de pena... E depois perguntou-me se não gostaria de trabalhar no quiosque do Barclaycard. Ora aí está um desfecho inusitado para a tal conversa de um minuto sobre cartões de crédito para pobres que não gostam nada de parecer pobres.

Quando lhe perguntei por que rodam tanto os funcionários destes quiosques, não se atrapalhou – o que me fez gostar dele. Vê-se que tem veia de vendedor. “Sim, há uma grande rotatividade, porque este é um trabalho muito desgastante”, esclareceu. Eu, que até acredito que seja muito desgastante tentar vender cartões de crédito a quem os não quer ou não pode tê-los, completei a versão do meu gentil interlocutor, questionando-o se esse desgaste não resultaria da tal rotatividade elevadíssima, e se esta não se deveria ao facto de não venderem nada e por isso não cumprirem os objectivos irrealistas que lhes são impostos por quem os contrata.

Garantiu-me que não. Que “há pessoas a conseguir um rendimento mensal muito elevado”, e deu como exemplo colegas que chegam a receber mais de dois mil euros por mês. Ora, pegando numa anterior conversa que mantive há uns anos, em Vila do Conde, com outro funcionário de um quiosque destes, e tendo como verdade o que me disse - que por cada contrato celebrado o vendedor recebe 15 euros, pagos contra a emissão de recibo verde -, fiz as contas: para alguém receber dois mil euros teria de vender 133 cartões por mês. Isto sem passar recibo verde, porque como nesse caso metade do que se ganha vai para impostos, a criatura teria de impingir mais de 250 cartões por mês para chegar aos tais dois mil euros! Alguém acredita nisso? Eu não. Sou pobre, mas não sou pobre de espírito!

E assim se conclui, em pouco mais de um minuto, que a lábia de um vendedor o faz dizer coisas disparatadas com o ar mais sério deste mundo, como se de facto acreditassem no que dizem. Vim de lá com pena do rapaz, que todos os dias se veste e perfuma elegantemente para estar ali, horas a fio, de pé, a pedir “um minutinho” às pessoas que passam e se esforçam por ignorá-lo. Gostei dele pela resposta pronta que soube dar-me, não tanto pela mentira descarada em que queria que eu acreditasse. Despedi-me com um sorriso e um “dois mil euros?! Nem você acredita nisso”. Ele sorriu também e lá ficou, a desgastar-se...

Centro Comunitário de Estoi promove Jantar de S. Martinho solidário


O Centro Comunitário de Estoi realiza no próximo dia 14 de Novembro, sábado, pelas 19h30, na sua Tenda de Eventos, o seu Jantar de S. Martinho. Trata-se de um evento de solidariedade, cuja receita reverterá para a compra de equipamento para o parque infantil e materiais didácticos para a Creche e Jardim-de-Infância «O Caracol».

Os bilhetes, que dão acesso ao jantar (lombo com castanhas) e ao programa de animação, têm um preço unitário de 20 euros, e poderão ser adquiridos no Centro Comunitário ou na creche, podendo ser reservados através do endereço de e-mail tendadeeventos.ccestoi@gmail.com. A organização disponibiliza ainda, para quem tiver essa necessidade, o transporte da Aldeia de Estoi para o evento, assim como o regresso a casa no final da festa.

Para mais informações: 289 998 402 – 927 200 825 – 963 936 450

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Faro: Animais de Rua na Festa da Abóbora da Sardinha de Papel

O Núcleo de Faro da Animais de Rua vai, no próximo dia 31, sábado, participar activamente na Festa da Abóbora que a loja de artesanato Sardinha de Papel (Rua Conselheiro Bivar, nº 83, na baixa da cidade) vai promover com a presença de todos os artesãos que têm o seu trabalho exposto e à venda naquele espaço comercial.

No âmbito da parceria celebrada em finais de Agosto, que permite à Animais de Rua expor de forma gratuita na loja os seus artigos de merchandising, para que possam ser ali adquiridos por quem pretenda apoiar o trabalho de esterilização massiva de animais abandonados e carenciados que a associação leva a cabo, o Núcleo de Faro da AdR foi também convidado a fazer parte da festa.

Assim, os voluntários da Animais de Rua apresentarão também a concurso uma abóbora decorada a preceito para o evento. Não estará sujeita a prémio, como a dos restantes expositores participantes, pelo simples facto de que ao vencedor será oferecida a próxima mensalidade relativa à presença na loja, a cujo pagamento a AdR, por ser uma causa social e de promoção do bem-estar animal, não está vinculada.

Não obstante, o Núcleo de Faro da Animais de Rua quer contar com a presença de todos, e com os votos de quem apreciar a sua abóbora. A festa vai ter contos de horror, workshops, pinturas faciais e muita música, assegurada por Tony Love DJ Set. O arranque da celebração está programado para as 16h00, mas a diversão deverá invadir a noite e a madrugada de domingo, dia 1 de Novembro. Apareça, vote na sua abóbora favorita e divirta-se! Vai ser uma festa de assombro! 

Mais informação aqui!

CIAA promove leilão solidário para ajudar animais

O CIAA – Combate à Indiferença e ao Abandono Animal está a promover desde o passado dia 24, no Facebook, um leilão solidário. O objectivo desta iniciativa, a que poderá associar-se clicando aqui, é a angariação de fundos para ajudar o CIAA, um empenhado grupo de cidadãos que trabalha exclusivamente em regime de voluntariado, a suportar o enorme volume de despesas decorrente do facto de, neste momento, ter a seu cargo cerca de meia centena de animais.

Entre peças de roupa, livros, brinquedos, vouchers para massagens e sessões fotográficas, entre outros artigos, são já perto de 100 as propostas a que pode aderir, com preços a partir de 1 euro. Ao licitar já estará a ajudar os muitos animais abandonados ou negligenciados, feridos ou a necessitar de tratamento médico urgente, esterilizações ou outro tipo de assistência. Entre no grupo e ajude, licitando os produtos disponíveis ou doando novos artigos para leiloar. A vida destes animais depende de si!

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Crazy cat ladies ou nem por isso...


Alexandra Falardo tem 37 anos e é voluntária da Animais de Rua desde 2011, altura em que fundou, praticamente sozinha, o segundo núcleo da associação no Algarve (o primeiro tinha sido criado em Lagos, cerca de um ano antes). Tem actualmente 15 gatos em casa, a maior parte deles recolhida em situações de risco e destinada a adopção. Enquanto aguardam o dia em que finalmente terão o lar e a família que merecem, vão ficando. E entretanto vão chegando mais…

Joana Silva tem 23 anos, é uma das mais recentes voluntárias do núcleo (função que acumula com o voluntariado no Canil de S. Francisco, em Loulé, na Cruz Vermelha e no Refúgio Aboim Ascensão). Além de participar nas capturas, é família de acolhimento temporário de quatro gatos e recentemente acolheu, por alguns dias, um cão jovem que encontrou junto a um contentor do lixo.

Alexandra e Joana não são duas “crazy cat ladies” como as que vemos nos filmes. Não são velhotas solteironas e rabugentas que conspurcam as ruas com sacos de arroz cozido e que “armazenam” gatos para mascarar a solidão. São jovens sensíveis e atentas ao mundo que as rodeia, que não resistem ao ímpeto de ajudar e proteger animais em risco, e que fazem de tudo para lhes assegurar uma vida mais digna, mais tranquila e mais feliz.

Quando uma gata de rua morre no parto e deixa órfãs, com minutos de vida, cinco bolinhas ainda sem pêlo, o que pode um ser humano fazer? Virar costas sorrateiramente, como quem não viu nada, e convencer-se de que não podia ajudar? Ou pegar nos gatinhos, embrulhá-los em mantas quentes, no calor do coração enternecido, e dispor-se a criá-los a biberão, alimentando-os de duas em duas horas, de dia e de noite, sabendo que eventualmente perderá um, ou dois, ou três…, mas que com sorte conseguirá salvar algum? Para Alexandra a questão nem se coloca! Se há hipótese de salvar uma vida, mesmo que remota, se é possível, ainda que muito difícil, é esse o caminho.

Joana pensa e age da mesma forma. Se um animal precisa de um lar, de um porto seguro, mesmo que temporário, que importa se a casa está lotada? “Cá em casa é assim que os animais são educados: com muito carinho”, dizia há dias num post do Facebook, ilustrado com uma fotografia que acabaria por servir de cartaz numa campanha de angariação de famílias de acolhimento do Núcleo de Faro da Animais de Rua. Não é tarefa fácil. Encontrar famílias que se disponham a acolher um cão ou um gato de rua, ajudando a prepará-lo para ser adoptado e feliz, é tão complicado como encontrar voluntários com tempo e vontade para ajudar nas capturas, no transporte para as clínicas, na distribuição de ração, nos eventos, na venda de merchandising…


O Núcleo de Faro da Animais de Rua, como a generalidade das associações, tem poucos voluntários, e são quase sempre os mesmos a acudir a todas as situações. Não são super-heróis, mas todos os dias salvam vidas. Não têm capa e espada, nem sequer poderes inimagináveis ao homem comum, mas todos os dias vestem a camisola do amor pelos animais, e tudo fazem para lhes dar as condições de vida e de dignidade que merecem. Todos os dias acordam e adormecem a pensar nos cães e nos gatos que só conhecem porque outros os abandonaram ou negligenciaram. Têm vitórias para celebrar e derrotas para lamentar. Vidas que ganham, vidas que perdem. Faz parte. Às vezes choram, mas são mais, felizmente, as vezes em que sorriem. Estão com os animais de rua, de coração, todos os dias e todas as noites. Sempre.

Texto e foto: CARLA TEIXEIRA
Publicado no jornal «Barlavento» de 15 de Outubro de 2015

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Livro «António Marinho e Pinto – Mudar Portugal», de Orlando Castro, será amanhã apresentado na nova sede do PDR, em Armação de Pêra


O livro «António Marinho e Pinto – Mudar Portugal», da autoria de Orlando Castro, jornalista e chefe de redacção do jornal angolano «Folha 8», vai ser apresentado amanhã, pelas 18 horas, em Armação de Pêra, no Algarve. A apresentação ocorre no âmbito da cerimónia de inauguração da sede do PDR – Partido Democrático Republicano (sita na Rua D. João II, Loja nº 6, Edifício Paula), de que Marinho e Pinto é presidente. O autor da obra não estará presente, mas adiantou ao Mente Despenteada algumas palavras sobre o que podemos esperar ao ler o que define como “uma grande entrevista com uma figura incontornável do actual cenário político português”.

De facto, enquanto a generalidade dos políticos portugueses pensa sempre muito bem no que vai dizer, Marinho e Pinto é um político, talvez o único, que diz exactamente aquilo que pensa e que não se coíbe de defender as ideias em que acredita, venha quem vier! “Sem papas na língua”, como diz o povo, o ex-jornalista, antigo bastonário da Ordem dos Advogados, eurodeputado e agora líder partidário tornou-se conhecido da maior parte dos portugueses pela forma aberta e aguerrida como se manifesta sempre em defesa das suas ideias, sem medo de “comprar uma guerra” com os seus detractores.

São características em que Marinho e Pinto não difere tanto assim de Orlando Castro, homem intrépido e jornalista especializado em questões relacionadas com a Lusofonia que há muito assumiu como forma de estar na profissão o diapasão de que “o poder das ideias tem de estar acima das ideias de poder”, e que “não se é Jornalista seis ou sete horas por dia a uns tantos euros por mês, mas sim 24 horas por dia, mesmo estando (des)empregado”. A trabalhar a informação de Portugal e de Angola, cedo percebeu que, em qualquer destes países, “os donos do poder preferem ser mortos pelo elogio do que salvos pela crítica”, mas enquanto cidadão e enquanto jornalista sempre fez questão de se apresentar “com nome, rosto e identificação” em tudo o que diz e escreve.

O livro que hoje é apresentado em Armação de Pêra resulta, segundo contou Orlando Castro ao Mente Despenteada, de um conjunto de conversas que manteve com o agora líder do PDR. “Todo o passado de António Marinho e Pinto, sobretudo enquanto jornalista e bastonário da Ordem dos Advogados, bem como o seu presente, como político, mereciam ser do conhecimento público”, considera, acrescentando que “é isso que este livro pretende mostrar”. Afinal, continua, “por alguma razão o povo gosta do que ele diz, das suas bandeiras de luta, da sua forma directa de abordar as questões. Ele é dos raros políticos que diz o que de facto pensa. Em oposição aos seus congéneres, que quase sempre pensam no que vão dizer e, por isso, ou ficam calados ou... mentem”…

«António Marinho e Pinto – Mudar Portugal» é certamente uma obra a não perder! Editado com a chancela da Verso de Kapa e distribuído pela Bertrand, do Grupo Porto Editora, o livro estará disponível para venda nas principais livrarias de todo o país e também online, bastando para esse efeito contactar a editora (info@versodakapa.pt).
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Ao amigo e camarada Orlando o Mente Despenteada deseja muito sucesso na venda de mais uma obra, na certeza de que cada página evidencia a clarividência, a assertividade e o respeito pela verdade dos factos a que desde sempre nos habituou. Força, companheiro! :)

domingo, 2 de agosto de 2015

TRANSPLANTE CAPILAR: A importância de (não) ser careca!


Houve uma altura na história do homem em que ser careca era um estigma. Uma espécie de sarna ou de peste, tão vergonhosa que se escondia – ou que tentava esconder-se, por vezes com resultados para lá de caricatos) a qualquer custo. Não havia, nesse tempo, carecas premeditados. A não ser, talvez, uns quantos rapazolas que se baptizaram de skinheads e que pareciam achar o máximo essa coisa de se ser careca. A maior parte das criaturas humanas, contudo, não achava graça alguma à circunstância de ter um aeroporto em cima do pescoço! 

Depois, quase de repente – eu pelo menos senti que era tudo muito repentino! –, ser careca era a coisa mais in e mais fixe deste mundo e do outro, e o “eu não quero ir à máquina-zero” do Rui Veloso um hino ao que de mais serôdio podia haver. Afinal, quem é que não gostava de ser careca, se até se dizia que era dos carecas que elas – nós – gostavam mais. No meu caso até é verdade, que foi a um careca que há uns anos entreguei o coração, mas o meu careca é um careca a sério, dos verdadeiros, e não daqueles que rapam o cabelo e se fazem carecas, muitas vezes precisamente para esconder que estão a ficar sem cabelo!

Ser careca deixou de ser um estigma para passar a ser uma moda, e os homens deixaram de chorar às escondidas todas as manhãs enquanto desfaziam a barba ao espelho para passarem a rapar o cabelo todo, com recurso a uma máquina própria ou mesmo com a tal lâmina da barba. Ainda estou para saber de onde veio essa ideia peregrina, mas imagino sempre que foi um gajo que tinha bebido uns copos a mais que um dia, a tentar desfazer a barba, se enganou e desfez o cabelo! Mas curiosamente a moda pegou, e de que maneira! Em tempos conheci um fulano que andava sempre cheio de cortes a escorrer sangue pela cabeça abaixo, mas não parecia importar-se nada com isso. Eu achava aquilo medonho.

Isto tudo para dizer que os carecas estão aí, a cada passo que damos. Uns assumidos e felizes, por não darem grande importância ao assunto, outros macambúzios e envergonhados, escondidos por baixo de perucas horrendas ou a contar os trocos para fazer um transplante capilar mal acabem de pagar a casa, o carro, o telemóvel, o portátil, o tablet, a bicicleta que deram à mulher e a Bimby que ofereceram à sogra. Concentremo-nos nesses. Porque dos carecas premeditados não reza a história, falemos dos tais carecas acidentais e descontentes, os que, se pudessem, vendiam o que têm e o que ainda não pagaram para fazer o dito transplante. Boa notícia para vocês: nunca foi tão fácil deixar de ser careca!

CARECA NO MORE!


Ter um namorado careca faz que com de vez em quando esse assunto venha à baila nas conversas com os amigos. Ter esse namorado e um amigo que, não sendo careca nem nada que se pareça, chegou em tempos a temer vir a sê-lo, quando lhe começou a cair mais cabelo do que era habitual, levou-nos há dias novamente a esse tema de conversa. Dizia-lhes eu que, de há uns tempos para cá, me parece muito evidente que o número de carecas está a aumentar, e que cada vez há mais homens ainda muito jovens a perder completamente, ou quase completamente, o cabelo. Fiz uma pequena pesquisa na internet e a minha convicção ganhou raiz e instalou-se de pedra e cal por baixo da minha vasta cabeleira (sim, que eu não devo correr o risco de ficar careca nesta vida!).

As estatísticas que encontrei deram-me razão: se é verdade que 60 a 70% dos homens ficam carecas já depois dos 40 anos (na flor da idade, portanto), há outros 20 a 30% que conhecem a calvície entre os 20 e os 30 anos, e uma surpreendente franja de cerca de 10% que começa a perder cabelo ainda antes dos 20! Oito em cada 10 homens ficam calvos em idades cada vez mais jovens. E também há mulheres que sofrem com este problema, que causa uma enorme perda de auto-estima e muitas, muitas depressões, com todos os problemas daí decorrentes. As razões para a calvície são essencialmente genéticas, mas há cada vez menos portugueses a conformar-se com a genética e com essa situação.

Nessa conversa, dizia eu aos meus amigos que uns dias antes tinha tido conhecimento, através de uma amiga, de que há no Porto (e em Lisboa também, mas isso agora não interessa nada!) uma clínica que faz transplantes capilares com recurso a tecnologia de ponta, e que essa tecnologia inovadora, até agora inédita em Portugal, consegue reverter a calvície com efeitos visíveis logo a partir do primeiro dia. Ficaram maravilhados, e eu prometi que ia tentar saber mais. Aqui está o que consegui apurar: a clínica é a Saúde Viável e a razão de tanto maravilhamento é um robot, porque os robots, como nos filmes, têm a mania de causar revoluções em todo o lado por onde passam! Ora, este robot parece ser realmente espectacular. Chama-se ARTAS (não confundir com artolas, que no Norte esse é um adjectivo pouco positivo), e o melhor que há a dizer dele, penso, é que opera um procedimento menos invasivo, que não deixa cicatrizes nem marcas, e que por isso permite uma recuperação mais rápida.

Querem ver uma fotografia do ARTAS? Aqui está ela! 


O ARTAS veio tornar os transplantes capilares mais rápidos, mais precisos e mais eficazes. Com a utilização do aparelho podem ser extraídos e logo depois implantados cerca de seis mil cabelos! Um fartote, não é? Ah pois! O procedimento realiza-se em sete horas apenas (metade do tempo que exigem as técnicas manuais), com os resultados a serem perceptíveis logo desde a primeira sessão, ainda que a transformação seja gradual. Não sei se seria bom um homem entrar na clínica careca e sair de lá, sete horas depois, a sofrer de hirsutismo e a ter de ir a correr actualizar os documentos por já não parecer ser ele o gajo das fotos! O efeito final é alcançado em seis meses, garante a Clínica Saúde Viável, a única em Portugal em que este procedimento já está disponível.


Desenvolvido nos Estados Unidos e aprovado pela agência norte-americana do medicamento (a Food and Drug Administration), o ARTAS foi distinguido em 2013 com o Galardão de Ouro dos Prémios Edison, tidos como os óscares da Inovação. A sua aquisição representa um investimento de cerca de 500 mil euros. Um esforço financeiro considerável, mas que se justifica com o facto de este aparelho dar às equipas médicas que operam com ele 50 imagens por segundo, possibilitando assim a definição imediata de um plano de transplantação adequado a cada caso e a cada paciente.

Chega por isso de lamúrias! Carecas, a hora é agora! Ganhem coragem! Ponham-se em frente ao espelho, mirem bem o brilho e a jactância do vosso aeroporto privado, porque estão prestes a perdê-lo para sempre! Chegou o tempo de dizerem “careca no more”. E depois de dizer, é só fazer. Corram ao Porto (ou a Lisboa, vá...), contactem a Clínica Saúde Viável e programem a coisa. E sejam felizes! :)

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Um ano de Cookie, um amor para toda a vida!


Faz hoje um ano que adoptámos a Cookie. Foi por acaso que a conheci, como foi por acaso que conheci quem ma apresentou e quem me apresentou quem ma apresentou. Quando estive internada no Porto conheci a Orlanda, que depois, sabendo que me tinha mudado para Faro, me apresentou e me fez “amiga do Facebook” da Cecília, que definiu como uma “amiga dos animais”. Foi a Cecília que naquele fabuloso fim-de-tarde me pôs nas mãos a minha primogénita. “Olá, eu sou a tua mamã”, atirei eu àqueles olhos grandes e amarelos que se lançavam aos meus como flechas, indagando quem era e o que lhe queria. Li no olhar da Cecília, bondoso como ela, que tinha apreciado o carinho que pus na voz na primeira vez em que falei à minha miúda.

O amor nasceu logo ali, brotando da sementinha que, horas antes, a Cecília tinha lançado à terra através do Facebook, ao publicar o anúncio de uma gatinha para adopção. A Cookie deveria ter entre seis e oito meses. Decidimos depois, por falta de melhor informação, que aquele seria o dia em que completaria os sete meses. Era pequenina e escanzelada, tinha o pêlo eriçado e sem brilho, e toda ela era olhos. Olhos inequivocamente amarelos, que mais tarde foram esverdeando. Era linda. É linda, mas agora mais cheia de carninha, de brilho, de manifestações amorosas de graça e de uma candura que parecia impossível de atingir, tal era o medo que demonstrava de tudo e de todos. Apesar de ter dormido encostadinha a mim logo na primeira noite, ronronando com as minhas festinhas e deixando que lhe pusesse a mão por cima, em jeito de abraço, demorou meses a confiar em mim ou no papá. Em deixar-se tocar sem reagir, sem arranhar, sem tentar fugir.

A curiosidade, tão característica nos felinos, ganha na Cookie novos contornos: faz dela uma sombra de cada gesto meu, de cada movimento. Segue-me para todo o lado desde o primeiro dia, a ponto de me surpreender enquanto durmo, com gritinhos quase mudos (a Cookie nunca miou), toques ao de leve com as patinhas e até lambidelas no cabelo (esse vício nunca perdeu), quando arrumo a casa ou até no banho. É a minha sombrinha, e só deixa de o ser, por pouco tempo, quando se deixa ficar à janela, “a ver os pipius” até adormecer. Quando acorda vem sempre cumprimentar quem estiver em casa, e é cada vez mais faladora e meiga no cumprimento. Até me ralha quando saio de casa e não a levo, que é quase sempre.

Meio ano depois de adoptarmos a Cookie trouxemos para casa a Sushi. Depois de cerca de três meses a alimentá-la na rua, juntamente com outros dois gatinhos que dividiam com ela um barracão em Faro, o inesperado momento em que ela, além de comer tudo o que lhe levei naquela noite, resolveu saltar-me para o colo precipitou a adopção que nos últimos tempos equacionávamos. Tinha lido que “os gatos são mais felizes aos pares”, e mesmo sabendo que a convivência entre duas fêmeas pode ser complicada, arriscámos. A Cookie poderia ser mais feliz com uma irmã, e a Sushi vivia na rua, entregue à fome e ao frio que naquela altura, Dezembro, era cortante. Tínhamos de a trazer.

A adaptação não foi (não está a ser!) fácil, mas a cada dia que passa elas parecem entender-se e aceitar melhor a ideia de que ambas estão para lavar e durar cá em casa. E nós não podíamos estar mais certos de que fizemos a melhor escolha possível. As nossas meninas são duas gatas, e as gatas, toda a gente sabe, são as melhores pessoas do mundo! A Cookie está connosco há um ano, a Sushi há meio. E parece (juro, parece mesmo!) que sempre aqui estiveram, que sempre fizeram parte de nós. Ou somos nós que fazemos parte delas, nem sei bem. Acho que somos partes do mesmo fruto, no fundo. Amor deve ser isto! :)

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Faro recebe Encontro Internacional de Turismo Cultural

FOTO: HÉLIO RAMOS (S. Lourenço, Almancil)

Faro acolhe na próxima quarta-feira, 03 de junho, o Encontro Internacional de Turismo Cultural – Projeto Umayyad, um evento que se enquadra na criação da Rota Omíada que irá percorrer o legado da dinastia árabe omíada na cultura e património de vários países mediterrânicos, entre os quais Portugal, informa a RTA. 

O encontro internacional decorrerá no Museu Municipal de Faro, entre as 09h45 e as 13h00. Além do presidente do município, Rogério Bacalhau, do presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), Desidério Silva, e da diretora regional de Cultura do Algarve, Alexandra Gonçalves, o evento contará com a presença dos parceiros internacionais do projeto. 

Mas este encontro é apenas um dos momentos previstos no programa da visita à região do comité diretivo do projeto Umayyad. Esta comitiva de 25 pessoas chegará ao Algarve logo no dia 02 para reuniões de trabalho, às quais se seguirá o encontro do dia 03, aberto ao público, e um passeio no dia 04 por Castro Marim, Alcoutim, Cacela Velha e Tavira, tendo os três últimos locais vestígios omíadas, datados de 711 a 1031. 

«Umayaad» ou «Rota Omíada» é o nome do percurso turístico que junta sete países ligados ao Mediterrâneo – Itália, Tunísia, Egito, Jordânia, Líbano, Espanha (Andaluzia) e Portugal (Algarve) – e um património comum a todos eles: a herança dos omíadas. Na região algarvia, a presença desta dinastia fez-se sentir por mais de três séculos. 

O projeto da rota transnacional que dará a conhecer a história do império omíada no mundo arrancou em 2013, tem sítio oficial na Internet, em http://umayyad.eu, e um folheto próprio que chegará em junho aos 21 postos de turismo do Algarve. O Umayyad está agora na fase final, com a sinalização no terreno e o desenvolvimento de materiais de apoio para que até ao final do ano seja possível colocar os pés na primeira rota omíada do mundo, segundo a RTA. 

A representação portuguesa no projeto Umayyad é assegurada pela RTA e pela Direção Regional de Cultura do Algarve, que lideram o grupo de suporte local que está a implementar o itinerário na região. A nível global, a Rota Omíada é liderada pela Fundação El Legado Andalusí e co-financiada pela União Europeia, através do programa ENPI – European Neighborhood and Partnership Instrument. 

“Quando atravessarem a futura rota internacional, os visitantes poderão admirar mesquitas, palácios, fachadas de edifícios e outros monumentos que ajudarão a explicar quem foram os omíadas, através da pegada arquitetónica por eles deixada. No Algarve, a rota abrangerá 11 municípios, num total de 36 localidades. Entre o conjunto de 15 bens inventariados no Algarve estão, por exemplo, os jogos de tabuleiro omíadas do núcleo de arqueologia do castelo de Alcoutim, o castelo velho desse município e o pano de muralha no castelo de Silves.”

Fonte: Diário Online/Região Sul

Consultar programa completo aqui.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

XICA | 6 meses, FeLV+ para adopção responsável (Porto/Urgente)


A bonita Xica tem cerca de seis meses e, apesar da tenra idade tem já uma história de vida muito triste para contar: nasceu na rua, de onde foi retirada para uma adopção que apenas três dias depois acabaria por ser cancelada, ao que parece porque “miava muito” (não é de estranhar que uma gata confinada os dias inteiros a uma marquise mie bastante, já que nenhum animal nasceu para estar preso e nenhum gato gosta de estar fechado…).

Devolvida a quem a resgatou, a Xica foi alguns dias depois levada ao veterinário, uma vez que deixou de comer. Constatou-se que tinha a cauda partida, provavelmente devido a maus-tratos físicos, pelo que teve de ser internada e operada para remover a cauda. Foi também testada aos retrovírus FIV (“a sida dos gatos”) e FeLV (a chamada “leucemia felina”), tendo o resultado sido positivo para esta doença, que apenas se transmite entre gatos, se não estiverem vacinados, e não constitui qualquer ameaça para os seres humanos ou para outros animais.

A Xica encontra-se actualmente em FAT (família de acolhimento temporário) e tem-se mostrado muito meiga (apesar de passar as tardes sozinha, recebe sempre com ronrons e turrinhas a pessoa que a acolheu), está esterilizada e desparasitada, já come bem e brinca normalmente. Porque o vírus da Leucemia Felina impede o sistema imunitário de funcionar de forma adequada, comprometendo a capacidade de resistir a infecções, a Xica não pode voltar para a rua! Um organismo com baixas defesas abre portas a doenças sérias, como o cancro, que poderiam desenvolver-se rapidamente e provocar-lhe a morte prematura.

A Xica está por isso disponível para adopção muito responsável, cuja aceitação está sujeita à assinatura de um termo de responsabilidade. Está no Porto, mas poderá haver hipótese de ser entregue num outro ponto do país. Será entregue esterilizada, desparasitada e cheia de amor para dar.

Contacto para adopção: 913520371

quarta-feira, 22 de abril de 2015

2ª Feira do Queijo e do Vinho de Faro arranca amanhã na Baixa

É um certame essencialmente dedicado aos queijos e aos vinhos, mas também os doces regionais, o mel, os licores e os enchidos vão estar em destaque na segunda edição da Feira do Queijo e do Vinho de Faro, que arranca pelas 17 horas de amanhã no Jardim Manuel Bívar, no centro da cidade. Até ao próximo domingo marcarão presença neste evento mais de 200 expositores, e numa tenda gigante haverá diversas tasquinhas para promover o que de melhor se faz no Algarve.

Dinamizada pela AmbiFaro – Agência para o Desenvolvimento Económico de Faro, em parceria com o Município, esta segunda edição da Feira do Queijo e do Vinho visa decalcar, e se possível ampliar, o enorme sucesso da primeira edição, realizada no ano passado, e ao mesmo tempo potenciar a fruição de momentos de lazer e convívio por parte da população residente e visitante, aumentando também o dinamismo na Baixa de Faro. A feira abre portas nesta quinta-feira pelas 17 horas e encerra pelas 23, enquanto na sexta-feira abre também às 17 mas para encerrar apenas à meia-noite. No sábado e no domingo a abertura tem lugar às 15 horas, enquanto o encerramento se dará pelas 24 horas no primeiro dia e uma hora mais cedo no segundo. Nestes horários, o público será convidado a participar em algumas provas de queijos, enchidos e vinho, num certame de entrada livre que marca a aposta da organização no desejo assumido aquando da criação da AmbiFaro: através do desenvolvimento de actividades inovadoras em certos campos da promoção do desenvolvimento económico do concelho, procurar-se-á “influenciar mudanças na base produtiva local, apostando na modernização das suas infra-estruturas”, contribuindo deste modo para a “melhoria da qualidade de vida e do ambiente urbano”.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Faro Urban Race 2015 percorrerá centro da cidade no próximo dia 28


Está a entrar na recta final o prazo para inscrição na edição deste ano da Faro Urban Race, prova de BTT em circuito urbano fechado, no formato Resistência, que percorrerá algumas das ruas do centro da capital algarvia (Cidade Velha, Jardim Manuel Bívar e zona circundante). Organizada pela Algarve Nature Adventure, esta prova terá lugar na tarde do dia 28 deste mês e será aberta a atletas federados e não federados. A grande novidade deste ano é que a competição terá transmissão directa no site da BTT-TV. Quem estiver interessado em participar no que, segundo a organização, pretende ser "uma verdadeira festa" e "dar a conhecer a cidade de Faro sob outra perspectiva", deverá formalizar a sua inscrição no site A Pedalar.

Dividida em três escalões, consoante a dificuldade de cada um deles e a capacidade física dos participantes que se inscreverão em cada uma das variantes, haverá três partidas: a primeira terá lugar pelas 15 horas, para a prova mais exigente, com duração de seis horas. Às 17 horas partirão os participantes da prova de dificuldade intermédia, com duração de quatro horas, e às 19 horas será a vez de partirem os atletas que optarem pela prova mais leve, com duas horas de duração. Nos formatos de duas e quatro horas poderão participar apenas ciclistas a solo, enquanto na prova de seis horas poderão participar atletas a solo ou em duplas.

PRAVI dinamiza campanha de adopção no Mercado Municipal de Faro


O Núcleo de Faro da PRAVI, associação que desenvolve o seu trabalho na área da protecção de animais vítimas de abandono e maus-tratos, a par do desenvolvimento de um programa de terapia assistida com animais a crianças e idosos, vai realizar no próximo sábado, no Mercado Municipal da capital algarvia, uma campanha de sensibilização e adopção de animais. Os voluntários da associação estarão naquele local entre as 9h30 e as 14 horas, disponíveis para dar a conhecer o trabalho da PRAVI e apresentar alguns dos cães e gatos que tem ao seu cuidado às suas futuras famílias. Quem não tiver possibilidades de adoptar um animal poderá, em alternativa, apadrinhá-lo. Da mesma forma, poderá tornar-se sócio ou voluntário da PRAVI, criando um vínculo mais permanente com a associação, ou fazer um donativo para apoiar o trabalho que aquela entidade tão empenhadamente vem desenvolvendo. Não fique indiferente. Pelos animais! Por todos nós!

quarta-feira, 11 de março de 2015

Os contraceptivos orais podem ou não matar?


Em Janeiro de 2008 fui internada de urgência nos Hospitais da Universidade de Coimbra. O que cerca de duas semanas antes parecia ser apenas uma dor numa perna, atribuída ao cansaço e ao uso de botas novas durante as compras de Natal, era afinal uma embolia pulmonar que por pouco, muito pouco, não me foi fatal. Dei entrada no hospital por volta das 14h30, estive até às 23 horas em observação nas urgências, fiz tudo o que era teste e análise, e foi um exame muito específico, feito por um aparelho que naquela altura não existia em mais nenhum hospital público do país, que encontrou o problema.

Se não fosse diagnosticada naquele momento, disse-me mais tarde a equipa médica, teria tido cerca de quatro horas de vida, já que tinha sofrido duas tromboses venosas profundas e duas superficiais, além de uma tromboembolia pulmonar, e os coágulos de sangue que me preenchiam quase na totalidade os pulmões teriam migrado para o coração, provocando um enfarte fulminante, ou para o cérebro, dando origem a um AVC fortíssimo. 

Fui internada nos Cuidados Intensivos da Unidade de Cardiologia, e mais tarde transferida para a enfermaria. Durante alguns dias não pude sequer sair da cama, sempre ligada a fios e máquinas e com o corpo todo roxo por acção da heparina e da varfarina que iam dissolvendo os coágulos e fazendo fluir de forma mais natural o meu sangue. Quando tive autorização para dar alguns passos, fui forçada a usar meias elásticas de contenção, que ainda uso diariamente, e que terei de usar toda a vida, e andei três anos a tomar anticoagulantes, para garantir que o sangue não espessava de novo, causando novas tromboses e nova embolia. 

Passados esses três anos, com recolhas e análises regulares ao sangue (primeiro três vezes por semana, depois semanalmente e mais tarde de 15 em 15 dias ou de mês a mês), fiz um teste para saber se a embolia poderia ter origem genética. Se assim fosse, a medicação com anticoagulantes teria de se manter pela vida fora, com todos os inconvenientes e transtornos daí decorrentes (se antes não era alérgica a nada, passei a ser alérgica a quase tudo, até ao sol e ao meu próprio suor, e por força da maior fluidez do sangue não podia sequer correr o risco de fazer um corte num dedo, tendo também de usar um cartão para o caso de sofrer um acidente na rua, de carro ou a pé, ter prioridade no atendimento médico).

O teste genético deu negativo, e por isso não sei, até hoje, qual a razão daquela tromboembolia pulmonar. Suspeita-se de que seria um conjunto de factores, entre s quais avultavam o excesso de peso, a vida sedentária que levava e a toma regular e já com vários anos de contraceptivos orais (sendo que até tinha mudado de pílula, cerca de um ano antes, por causa de um outro problema de saúde relacionado com o útero, para uma mais forte). Fui, por isso, obrigada a mudar de vida: pílula nunca mais! Mas não só: era preciso perder peso, fazer caminhadas, mesmo que fosse à velocidade de um caracol. Assim foi.

Mais recentemente conheci a história da Carolina Tendon, uma estudante de Veterinária e bailarina que, aos 22 anos, foi repentinamente surpreendida pela morte durante o sono. A história comoveu-me, a tal ponto de ter ido assistir ao enternecedor périplo que o namorado desta miúda (quando se tem 22 anos tem-se ainda tanto para viver!), o Pedro, anda a fazer pelo país, a apresentar o livro que ela foi escrevendo, desde os seus 10 anos de idade, mas que nunca teve tempo de editar. A história de vida da Carolina, que em pouco coincidirá com a minha, coincide num ponto essencial: ela também tomava a pílula, e a família, apoiada por pareceres de especialistas, diz que poderá ter sido isso a matá-la...

Serve esta longa história para dizer que sim, a pílula tem riscos. E que sim, a pílula pode matar. Creio, porém, que não matará sozinha. Precisará da nossa ajuda no cumprimento desse objectivo. Desde logo porque a maior parte das mulheres inicia a toma da pílula sem sequer consultar um médico. Eu consultei, e tudo o que ele me perguntou foi se fumava e se tinha hipertensão. Nada mais. Nem um exame ou análise. Conheço milhares de mulheres que tomam a pílula há anos e que nunca tiveram problemas. Eu mesma nunca os tinha tido, até saber que tinha problemas no útero, que os médicos garantiam nada ter a ver com a pílula, pelo contrário!

A verdade é que temos assistido a cada vez mais doenças e até a mortes de mulheres atribuídas, ou pelo menos alegadamente relacionadas com a pílula. Acho, ainda assim, que a pílula não age sozinha na geração desses males que matam. Mas convém estarmos atentas. Conheço muitas mulheres que nunca tomaram a pílula, porque não podiam ou porque não queriam, e nem por isso as vejo impedidas de terem a sua sexualidade segura e feliz. Aprendamos com elas! Para quê encher o corpo de químicos se podemos resolver a nossa vida sem eles? Eu já não preciso de contraceptivos, mas se precisasse, garanto-vos, excluía da equação a pílula. O seguro morreu de velho, e mais vale prevenir do que remediar...

terça-feira, 3 de março de 2015

“Marcha” da ANIMAL leva grupos e cuidadores de todo o país a Lisboa


É uma marcha que desta vez não é uma marcha. E não é uma marcha porque é muito mais do que isso: em luta pelo reconhecimento dos direitos dos animais e pelo respeito integral desses direitos por parte de todos os cidadãos, serão certamente muitas as pessoas - entre cuidadores independentes e elementos de associações - que no próximo dia 11 de Abril rumarão ao Terreiro do Paço, em Lisboa, a fim de participar na “Marcha” promovida anualmente pela Animal. De Faro partirá um autocarro para levar todos os interessados em marcar presença neste evento, que devem assegurar a sua inscrição até 15 de Março. A viagem de ida e volta custa 13 euros por pessoa.

TEXTO | CARLA TEIXEIRA

“Comida livre de crueldade e muito saborosa, música e performances circenses”, a par do “lançamento da segunda fase da campanha «Enterrar Touradas» e do tempo de antena para dar voz aos animais, são alguns dos argumentos da organização deste evento, a Associação ANIMAL, que promete “um evento em defesa dos direitos dos animais como nunca se viu em Portugal”. Num encontro que deverá reunir numerosos grupos e activistas individuais que todos os dias, em diversos pontos do país, se batem por esta causa, este será, segundo a organização, o momento ideal para que todos se conheçam e convivam amigavelmente, trocando ideias e experiências. A ANIMAL assegura que “todos os grupos, associações e cidadãos que queiram participar e trazer os seus próprios banners e cartazes serão muito bem-vindos”, e pede apenas que se comportem de forma ordeira, evitando mensagens ofensivas. Pelos contornos do evento, pede-se também que os participantes se abstenham de levar consigo os seus animais, já que, por razões várias, aquele não será um ambiente adequado para eles.

Cidade amiga dos animais, Faro não poderia deixar de estar presente num encontro que celebra os seus direitos e a necessidade diariamente renovada de lutar por eles e por melhores condições de vida os que têm a felicidade de encontrar um lar e uma família, mas também e sobretudo para os que vivem na rua, porque ali nasceram e viveram sempre ou porque foram abandonados por aqueles que viam como a sua família. Reconhecendo que a entrada em vigor, no final do ano passado, da lei que criminaliza os maus-tratos a animais, o Núcleo de Faro da PRAVI afirma que ainda há muito a fazer por eles, e por isso convida todos os amigos dos animais a juntar-se à associação na viagem a Lisboa, disponibilizando para isso um autocarro que levará à capital e trará de volta a casa todos os interessados. A partida deverá ter lugar por volta das 11 horas, estando a chegada prevista para as 23.

As inscrições estão a decorrer até ao próximo dia 15 e dependem do envio de uma mensagem de e-mail para o endereço faro.pravi@gmail.com, com indicação do nome, da localidade e do número de telefone de todos os participantes. Depois de garantir a existência de lugares no autocarro, deverá então fazer-se o pagamento devido (13 euros por pessoa) para o NIB 0033.0000.45415941649.05, remetendo depois, pelo mesmo meio, o comprovativo para a PRAVI. Na eventualidade de até à data indicada os lugares no autocarro não serem todos vendidos, o dinheiro entregue será devolvido e a viagem cancelada, por isso, se quiser mesmo estar presente neste momento e ajudar a dar voz às necessidades e aos direitos dos animais, inscreva-se o quanto antes! Pelos animais!