Houve uma altura na história do homem em que ser careca era um estigma. Uma espécie de sarna ou de peste, tão vergonhosa que se escondia – ou que tentava esconder-se, por vezes com resultados para lá de caricatos) a qualquer custo. Não havia, nesse tempo, carecas premeditados. A não ser, talvez, uns quantos rapazolas que se baptizaram de skinheads e que pareciam achar o máximo essa coisa de se ser careca. A maior parte das criaturas humanas, contudo, não achava graça alguma à circunstância de ter um aeroporto em cima do pescoço!
Depois, quase de repente – eu pelo menos senti que era tudo muito repentino! –, ser careca era a coisa mais in e mais fixe deste mundo e do outro, e o “eu não quero ir à máquina-zero” do Rui Veloso um hino ao que de mais serôdio podia haver. Afinal, quem é que não gostava de ser careca, se até se dizia que era dos carecas que elas – nós – gostavam mais. No meu caso até é verdade, que foi a um careca que há uns anos entreguei o coração, mas o meu careca é um careca a sério, dos verdadeiros, e não daqueles que rapam o cabelo e se fazem carecas, muitas vezes precisamente para esconder que estão a ficar sem cabelo!
Ser careca deixou de ser um estigma para passar a ser uma moda, e os homens deixaram de chorar às escondidas todas as manhãs enquanto desfaziam a barba ao espelho para passarem a rapar o cabelo todo, com recurso a uma máquina própria ou mesmo com a tal lâmina da barba. Ainda estou para saber de onde veio essa ideia peregrina, mas imagino sempre que foi um gajo que tinha bebido uns copos a mais que um dia, a tentar desfazer a barba, se enganou e desfez o cabelo! Mas curiosamente a moda pegou, e de que maneira! Em tempos conheci um fulano que andava sempre cheio de cortes a escorrer sangue pela cabeça abaixo, mas não parecia importar-se nada com isso. Eu achava aquilo medonho.
Isto tudo para dizer que os carecas estão aí, a cada passo que damos. Uns assumidos e felizes, por não darem grande importância ao assunto, outros macambúzios e envergonhados, escondidos por baixo de perucas horrendas ou a contar os trocos para fazer um transplante capilar mal acabem de pagar a casa, o carro, o telemóvel, o portátil, o tablet, a bicicleta que deram à mulher e a Bimby que ofereceram à sogra. Concentremo-nos nesses. Porque dos carecas premeditados não reza a história, falemos dos tais carecas acidentais e descontentes, os que, se pudessem, vendiam o que têm e o que ainda não pagaram para fazer o dito transplante. Boa notícia para vocês: nunca foi tão fácil deixar de ser careca!
CARECA NO MORE!
Ter um namorado careca faz que com de vez em quando esse assunto venha à baila nas conversas com os amigos. Ter esse namorado e um amigo que, não sendo careca nem nada que se pareça, chegou em tempos a temer vir a sê-lo, quando lhe começou a cair mais cabelo do que era habitual, levou-nos há dias novamente a esse tema de conversa. Dizia-lhes eu que, de há uns tempos para cá, me parece muito evidente que o número de carecas está a aumentar, e que cada vez há mais homens ainda muito jovens a perder completamente, ou quase completamente, o cabelo. Fiz uma pequena pesquisa na internet e a minha convicção ganhou raiz e instalou-se de pedra e cal por baixo da minha vasta cabeleira (sim, que eu não devo correr o risco de ficar careca nesta vida!).
As estatísticas que encontrei deram-me razão: se é verdade que 60 a 70% dos homens ficam carecas já depois dos 40 anos (na flor da idade, portanto), há outros 20 a 30% que conhecem a calvície entre os 20 e os 30 anos, e uma surpreendente franja de cerca de 10% que começa a perder cabelo ainda antes dos 20! Oito em cada 10 homens ficam calvos em idades cada vez mais jovens. E também há mulheres que sofrem com este problema, que causa uma enorme perda de auto-estima e muitas, muitas depressões, com todos os problemas daí decorrentes. As razões para a calvície são essencialmente genéticas, mas há cada vez menos portugueses a conformar-se com a genética e com essa situação.
Nessa conversa, dizia eu aos meus amigos que uns dias antes tinha tido conhecimento, através de uma amiga, de que há no Porto (e em Lisboa também, mas isso agora não interessa nada!) uma clínica que faz transplantes capilares com recurso a tecnologia de ponta, e que essa tecnologia inovadora, até agora inédita em Portugal, consegue reverter a calvície com efeitos visíveis logo a partir do primeiro dia. Ficaram maravilhados, e eu prometi que ia tentar saber mais. Aqui está o que consegui apurar: a clínica é a Saúde Viável e a razão de tanto maravilhamento é um robot, porque os robots, como nos filmes, têm a mania de causar revoluções em todo o lado por onde passam! Ora, este robot parece ser realmente espectacular. Chama-se ARTAS (não confundir com artolas, que no Norte esse é um adjectivo pouco positivo), e o melhor que há a dizer dele, penso, é que opera um procedimento menos invasivo, que não deixa cicatrizes nem marcas, e que por isso permite uma recuperação mais rápida.
Querem ver uma fotografia do ARTAS? Aqui está ela!
O ARTAS veio tornar os transplantes capilares mais rápidos, mais precisos e mais eficazes. Com a utilização do aparelho podem ser extraídos e logo depois implantados cerca de seis mil cabelos! Um fartote, não é? Ah pois! O procedimento realiza-se em sete horas apenas (metade do tempo que exigem as técnicas manuais), com os resultados a serem perceptíveis logo desde a primeira sessão, ainda que a transformação seja gradual. Não sei se seria bom um homem entrar na clínica careca e sair de lá, sete horas depois, a sofrer de hirsutismo e a ter de ir a correr actualizar os documentos por já não parecer ser ele o gajo das fotos! O efeito final é alcançado em seis meses, garante a Clínica Saúde Viável, a única em Portugal em que este procedimento já está disponível.
Desenvolvido nos Estados Unidos e aprovado pela agência norte-americana do medicamento (a Food and Drug Administration), o ARTAS foi distinguido em 2013 com o Galardão de Ouro dos Prémios Edison, tidos como os óscares da Inovação. A sua aquisição representa um investimento de cerca de 500 mil euros. Um esforço financeiro considerável, mas que se justifica com o facto de este aparelho dar às equipas médicas que operam com ele 50 imagens por segundo, possibilitando assim a definição imediata de um plano de transplantação adequado a cada caso e a cada paciente.
Chega por isso de lamúrias! Carecas, a hora é agora! Ganhem coragem! Ponham-se em frente ao espelho, mirem bem o brilho e a jactância do vosso aeroporto privado, porque estão prestes a perdê-lo para sempre! Chegou o tempo de dizerem “careca no more”. E depois de dizer, é só fazer. Corram ao Porto (ou a Lisboa, vá...), contactem a Clínica Saúde Viável e programem a coisa. E sejam felizes! :)




Concordo plenamente com tudo aqui escrito.
ResponderEliminarVenho de uma família de calvos (carecas) pai, irmãos, sobrinhos... E acreditem nunca ouvi nenhum deles dizer que eram felizes por serem carecas, estavam e estão sempre em busca de soluções, mas até hoje sem efeito. Pois continuam carecas.
Tudi isto para dizer o quê? !!!!!! Que a Clínica Saúde Viável tem a solução, eu procurei ajuda para o meu filho que com apenas 15 anos já sofria de calvície, hoje com 17anos já fez o micro transplante capilar e está muito feliz com o resultado.