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quarta-feira, 30 de abril de 2014

Parece tão fácil de entender, não parece? E no entanto...


Talvez tenha sido ingénua, ou talvez tenha vivido sempre no meio de gente esclarecida que sabe que não é o tom de pele que define o valor das pessoas. Sei que a sociedade contemporânea é má. Que ostraciza os que são diferentes: os negros, os gordos, os deficientes, os que trazem no corpo ou na mente uma qualquer diferença que se revela estupidamente impactante nos outros. 

Não sei se as pessoas não gostam de gordos por terem medo de um dia se transformarem num. Poderá ser isso. Não sei se muitas pessoas se afastam dos portadores de deficiência por acharem que não sabem lidar com eles. Também poderá ser. Não sei se escarnecem dos homossexuais por acharem que podem ser contagiados. Não sei. Não sei se ostracizam os cidadãos de outras etnias por considerarem que eles são menores, inferiores em alguma coisa. Desconheço. 
Há uma coisa que sei: a aversão que tanta gente tem pelos negros, pelos homossexuais, pelos gordos, pelos deficientes e por tantos e tantos outros actores da diferenciação social do mundo actual têm origem nessas próprias pessoas. Nasce nos seus medos, nas suas patéticas convicções, na sua falta de inteligência para se darem conta de que na diversidade é que está a riqueza do mundo, e que as pessoas diferentes, por serem diferentes, não constituem qualquer perigo ou ameaça.
O problema dos negros, dos gordos, dos deficientes, dos homossexuais... não está neles. Está somente na cabeça dos que têm medo deles, dos que os rejeitam como aberrações. A aberração, meus caros, são vocês. É a vossa cabeça! É a incapacidade de se sentirem bem sem fazerem outros sentir-se mal. É o medo que vive dentro de vós. Que vos importa se o vizinho do lado é gay?! Em que é que vos afecta o facto de se sentarem ao lado de um negro no autocarro?! Em que é que vos diminui a circunstância de terem um amigo gordo ou deficiente, afinal?!
A resposta para todas estas perguntas é uma e só uma: nada! Nada nestas pessoas vos afecta directamente. Nada no contacto com elas vos diminui, antes pelo contrário! Nada nelas é contagioso ou ameaçador para vós, pelo contrário também. A diferença é riqueza, é cultura, é ensinamento ampliado sobre o mundo. E se há coisa de que o mundo de hoje precisa é de aprender a ser diverso, a ser rico, a ser respeitador. Não falo em tolerância, porque é errado dizer-se que devemos ser tolerantes para com a diferença. Estupidez. Não é de tolerância que se trata. Devemos ser respeitadores do que é diferente e do que é igual a nós. Da mesma maneira, na mesma medida. Porque com todas as diferenças que temos, somos na verdade todos iguais em direitos e em deveres. Parece fácil de entender, não parece? E no entanto...

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Adolescente romena resgatou 150 cães de rua em sete meses


É uma heroína dos tempos modernos! Ana Maria Ciulcu, uma adolescente romena de apenas 13 anos, tem trabalhado de forma incansável para resgatar das ruas de Bucareste dezenas de cães abandonados, e usa o Facebook para encontrar quem queira adoptá-los. Em apenas sete meses, esta jovem salvou a vida a cerca de 150 animais que de outro modo teriam sido abatidos ou viveriam tempos difíceis nas ruas, entregues à fome e à indiferença humana.

Ana Maria criou um pequeno abrigo no seu quintal, e é nesse espaço que acolhe os animais que vai encontrando, até que haja alguém interessado em ficar com eles. Nesse intervalo, a menina refere-se a todos eles como os seus cães, e apenas pede a quem quiser adoptá-los que o faça de forma plena, abnegada, que lhes dê carinho e os trate como membros da família: “Gosto de saber que os meus cães vão ser mimados e que poderão andar dentro de casa e sentar-se com a família no sofá”. Assim, acrescenta, “a primeira pergunta que faço às pessoas interessadas em adoptar qualquer um deles é se pretendem acorrentá-los”.
A consciência e amizade desta adolescente para com os animais de rua encontra eco na família, que paga todas as despesas inerentes à microchipagem e à administração de todas as vacinas necessárias para os animais (200 dólares, cerca de 145 euros por cada cão), uma vez que todos são entregues aos adoptantes com boletins de saúde actualizados. Às novas famílias Ana Maria pede apenas que suportem as despesas com as taxas de adopção e o transporte para as novas casas. Fluente em alemão, a menina tem encontrado novos donos para os seus cães em países como a Alemanha, a Áustria e a Bélgica, e só lamenta que no seu país a maior parte das pessoas apenas esteja interessada em adoptar cães de raça pura, ignorando estes “rafeiros”.
Tal como acontece em Portugal, muitos dos canis estatais da Roménia são de abate, o que faz com que Ana Maria não veja aquelas instituições com bons olhos. “São planos de extermínio, não uma verdadeira solução” para o grande número de animais abandonados e negligenciados que vagueiam pelas ruas, esclarece. Com o sonho de vir a ser médica, esta jovem revela para já uma enorme consciência e preocupação com o futuro dos animais, e tenta ajudar todos aqueles que vai encontrando nas ruas da sua cidade. Sem dúvida um exemplo de dignidade e de garra que merece o nosso respeito e o nosso aplauso.


quarta-feira, 16 de abril de 2014

Inspecção encontra portugueses explorados na Bélgica

Os serviços da inspecção do trabalho belgas encontraram 15 trabalhadores da construção civil portugueses a trabalhar num estaleiro de obras perto da estação norte de Bruxelas por cerca de 3,40 euros à hora. O valor mínimo legal por uma hora de trabalho na Bélgica é 14,23 euros, e o grupo de trabalhadores já teria dado conta daquele incumprimento às autoridades portuguesas.

No âmbito de um encontro de trabalho que na semana passada reuniu em Bruxelas inspectores do trabalho de vários países europeus (Letónia, Lituânia, Holanda, Polónia e Portugal) e que teve como objectivos a troca de experiências sobre os métodos de trabalho aplicados em cada um daqueles estados, os especialistas estrangeiros foram convidados a acompanhar os colegas belgas numa operação em que acabaram por detectar diversos casos de incumprimento da legislação laboral local.

As autoridades belgas vão agora calcular o montante das sobretaxas que a empresa responsável por aqueles trabalhadores terá de pagar até que seja atingido o valor mínimo por uma hora de trabalho naquele país, que é actualmente de 14,23 euros. Monica de Coninck, ministra do trabalho da Bélgica, informou que as autoridades portuguesas vão acompanhar a queixa agora formalizada, e verificarão se os pagamentos a que a entidade empregadora vier a ser condenada serão efectivamente realizados.

Fonte: Expatica

Das modas mais inofensivas aos jogos perigosos na internet…


Primeiro surgiram as selfies. Milhões de pessoas em todo o mundo aderiram à ideia publicaram nas redes sociais auto-retratos nas mais diversas situações, das simplesmente divertidas às mais absurdas. Mas a coisa não ficou por aqui! Como qualquer conceito que “vira” moda, também este foi sendo sucessivamente adaptado: surgiram então as felfies (auto-retratos com animais de estimação), as belfies (fotos ousadas, normalmente em frente ao espelho, que evidenciam determinados atributos físicos dos fotografados), e mais recentemente as after-sex selfies (fotos de casais depois das relações sexuais que são partilhadas no Facebook ou no Instagram). 

Mas há mais: há vídeos virais com as músicas do momento (quem não se lembra dos fenómenos «Harlem Shake» e «Gangnam Style»?) e há coisas como memes, planking, horsemannig, owling, teapotting, condom chalenge e neknominate, por exemplo. Se estas são palavras que não lhe dizem muito, este artigo é para si! Leia e descubra as manias mais ou menos imbecis, e algumas até perigosas, que vêm conquistando adeptos em todo o mundo.

Selfies
Uma selfie é um auto-retrato simples. De câmara ou smartphone na mão, qualquer um de nós pode colocar-se em pose e fotografar-se as vezes que entender até encontrar o “clique perfeito” que quer partilhar com os outros. É uma moda que surgiu há já alguns anos, antes mesmo de ter sido baptizada dessa forma, e que em princípio não encerra grandes riscos para o fotografado;

Felfies
Depois das selfies, também as felfies fizeram enorme sucesso nas redes sociais. São fotografias em que uma pessoa se fotografa na companhia do seu animal de estimação, em pose simples ou de brincadeira, e que suscitam normalmente a ternura de quem as observa;

Belfies
Numa nova adaptação do conceito de selfie, esta é uma tendência que agrada especialmente às jovens e adolescentes do sexo feminino, que se fotografam em poses supostamente sensuais, normalmente em frente a um espelho, e que visam evidenciar atributos físicos das retratadas, em especial o rabo ou a zona do peito;

After-sex selfies
E depois de ousar na evidência dos atributos físicos tidos como mais relevantes, houve quem quisesse avançar no grau de intimidade partilhada na internet, fotografando-se em casal, ainda na cama, depois das relações sexuais. Esta é uma das modas mais recentes nas redes sociais e está a fazer particular furor no Instagram;

Bico-de-pato ou esparguete
Modas transitórias nas redes sociais foram a das “fotos bico-de-pato”, em que os retratados, geralmente do sexo feminino, adoptam uma postura bocal que faz lembrar o bico do animal, ou a das fotos em que a pessoa está simplesmente a comer esparguete…

Memes
Esta moda consiste na junção de imagens e frases que reflectem a expressão facial que fazem as pessoas quando dizem essas frases, ou que evidenciam a ironia de algumas situações;

JOGOS MAIS OU MENOS PERIGOSOS

Condom Chalenge
Esta é uma moda que consiste em introduzir um preservativo pelo nariz e conseguir puxá-lo pela boca. Não será uma ideia muito usada em Portugal, mas um pouco por todo o mundo há muitos jovens a fotografar-se enquanto cumprem este desafio;

Owling
Este será um dos mais inofensivos, e porventura divertidos, jogos em voga nas redes sociais: é o simples registo fotográfico do momento em que alguém imita a pose de um mocho, e se há quem o faça sem grandes requintes, há quem leve mesmo a sério a imitação…

Teapotting
Numa variante igualmente inofensiva (mas também um bocadinho imbecil) do owling, surgiu o teapotting, que consiste, nada mais nada menos, em alguém fotografar-se no momento em que assume, com os braços, a posição de um bule de chá;

Horsemannig
Já um pouco mais trabalhosa é esta tendência, em que duas pessoas se juntam para fazer uma fotografia em que parecem ser apenas um, e decapitado…

Planking
E se no Horsemannig há quem se faça de morto, com o Planking houve mesmo mortes reais a lamentar. É que o jogo consiste em registar imagens de pessoas que se deitam, na posição mais rigidamente horizontal que conseguirem, com o rosto inexpressivo e os braços estendidos ao longo do corpo. O problema é que, querendo inovar e ousar mais, alguns dos fotografados terão ido demasiado longe, colocando-se em lugares perigosos, como varandas, de onde caíram…

Neknominate 
Este é mais um dos jogos mais absurdos e perigosos das redes sociais, mas que tem cativado milhões de jovens em todo o mundo: consiste em alguém beber grandes quantidades de álcool e realizar, ao mesmo tempo, uma qualquer proeza física, terminando a prova com um desafio a um amigo para que faça algo do género nas próximas 24 horas.

Haverá mais tendências deste género, e todos os dias nascem novas manias, mas estas têm sido as preferidas dos utilizadores das redes sociais, que muitas vezes ignoram o risco de algumas, ou que assumem correr esse risco, às vezes com consequências muito negativas. Fenómenos virais que alguns especialistas na área da Psicologia têm criticado, mas que prometem continuar a cativar muita gente por esse mundo fora…