Por causa de um súbito e intenso mal-estar de uma amiga, entre o Centro de Saúde e o Hospital de Faro passei ontem uma bela tarde a limpar com o rabo as cadeiras de salas de espera da Saúde nesta cidade. Até aqui nada de surpreendente, de tão conhecida que é a realidade do funcionamento dos sistemas de saúde em Portugal! É de facto digna de estudo a forma como as coisas se passam nesta área no nosso país!
A história começa logo no atendimento na Linha Saúde 24, a que a minha amiga recorreu numa primeira fase, por viver na Cidade de Faro há relativamente pouco tempo e não ter ainda, apesar de já ter feito o pedido em Agosto do ano passado, médico de família atribuído! Nesta linha, apesar de considerarem que o problema dela poderia ser bastante grave e carecer de intervenção imediata e até de exames complexos (TAC, por exemplo), enviaram-na para o centro de saúde, onde algumas horas depois lhe foi explicado pela médica que a atendeu que nenhum dos exames que permitiriam despistar as suspeitas que tinham do mal que a acometia podiam ser realizados ali! Nice...
Fomos então para o Hospital. Deixei-a à porta da Urgência e quase uma hora depois quem precisava de atendimento urgente era eu, tal foi a dificuldade em encontrar um lugar legal para estacionar o carro sabia-se lá por quanto tempo! Acabei por deixar num parque pago, já que nestes sítios, já sabemos, há sempre lugares que chegam e sobram para as necessidades. Go figure!
Entrei finalmente na urgência, onde fui encontrar a minha amiga, já com a triagem feita, de pulseira amarela no pulso, na sala de espera correspondente: para quem não sabe, o Hospital de Faro tem uma sala de espera para os "verdes" e outra para os "amarelos", e nada para as outras cores, suponho que pelo optimismo desenfreado de quem acha que mais urgentes "laranjas" e "vermelhos" poderão ser todos atendidos no imediato. Oh, santa ingenuidade!
Um placard na parede informava que a espera prevista para os doentes "amarelos" era de 1h30. Brincalhões, os senhores que se dão ao trabalho de escrever estas coisas num placard numa parede de uma sala de espera atafulhada de gente crente no que os olhos deixam ver que é uma mentira completa! Ainda não eram 16h00 e na sala ecoavam frases como "estou aqui há quatro horas", "estou aqui desde as 9h00" e afins...
Entre espera, atendimento, exames, novo atendimento, diagnóstico, medicação e saída da urgência, a minha amiga precisou de mais de cinco horas. Eu já lá esperei sete, só para chegar a ver a cara do médico, e por isso, tristemente, tenho de concluir que este até nem foi um caso assim tão dramático de espera. Mas estar umas horas fechada numa sala de espera com gente tão diversa e tão patusca como a que ontem pude apreciar merece, garanto-vos, aprofundado estudo.
Permanecer numa sala de espera de um centro de saúde ou de um hospital português - ou, se tiverem sorte, dos dois na mesma tarde - é uma experiência sociológica que quase nos convence de que há mesmo cromos (e, para nossa desgraça, nem são assim tão raros) como os que vê quem vê os "reality shows" de domingo à noite da TVI. É que eu, pelo menos até ontem, acreditava que aquela gente era fabricada. Que eram actores, foleiros mas actores, pagos para se fazerem passar por pessoas "normais"...
Ontem, porém, vi e ouvi de tudo naquela sala. Desde pessoas que exalavam de cada poro um cheiro nauseabundo a suor de meses ou de ciganos que garantiam ter planos para ter "mais sete ou oito filhos, que são a alegria de um pai" (abençoados rendimentos mínimos!), ou ainda de homens a dizer que iam "para o tasco enfiar copos de whisky para enganar as dores" a ignorantes orgulhosos na ostentação da sua ignorância: uma estava espantada, e crente de que tinha descoberto o "esquema para nos enganarem" de toda a gente ter pulseira amarela. Achava ela que era um embuste "para ninguém se queixar da espera": "Dão pulseira amarela a todos e assim ninguém sabe quem é o mais grave nem quem deve ser atendido primeiro". Expliquei-lhe que aquela era a "sala dos amarelos" e que era apenas por isso que todos tinham a tal pulseira amarela. Olhou para mim como se eu lhe explicasse como se põe a trabalhar um foguetão da NASA e nem se dignou a responder.
A mesma criatura atreveu-se depois a debater questões políticas com as vizinhas de infortúnio: dizia ela, ante o espanto generalizado dos poucos que tinham dois dedos de testa e que o destino sentara naquele espaço diminuto atulhado de cadeiras com e sem rodas, que os jornais e as televisões nos enganam todos os dias. Arregalei os olhos, num primeiro momento, pensando que de facto sairia daquela cabecinha pensadora uma ideia estruturada, mas a senhora saiu-se com esta: "Não percebo como é que dizem que estamos numa democracia se temos um Presidente da República! Se isto fosse uma democracia, teríamos de ter um Presidente da Democracia! Não percebo por que é que dizem que vivemos numa democracia", insistia a senhora. Eu, neste particular, estou com ela. Não sei como pode alguém dizer que se vive numa democracia num país cujos destinos são escolhidos pelo voto deste tipo de pessoas. Democracia? A malta vive é num circo!
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quinta-feira, 7 de abril de 2016
domingo, 2 de agosto de 2015
TRANSPLANTE CAPILAR: A importância de (não) ser careca!
Houve uma altura na história do homem em que ser careca era um estigma. Uma espécie de sarna ou de peste, tão vergonhosa que se escondia – ou que tentava esconder-se, por vezes com resultados para lá de caricatos) a qualquer custo. Não havia, nesse tempo, carecas premeditados. A não ser, talvez, uns quantos rapazolas que se baptizaram de skinheads e que pareciam achar o máximo essa coisa de se ser careca. A maior parte das criaturas humanas, contudo, não achava graça alguma à circunstância de ter um aeroporto em cima do pescoço!
Depois, quase de repente – eu pelo menos senti que era tudo muito repentino! –, ser careca era a coisa mais in e mais fixe deste mundo e do outro, e o “eu não quero ir à máquina-zero” do Rui Veloso um hino ao que de mais serôdio podia haver. Afinal, quem é que não gostava de ser careca, se até se dizia que era dos carecas que elas – nós – gostavam mais. No meu caso até é verdade, que foi a um careca que há uns anos entreguei o coração, mas o meu careca é um careca a sério, dos verdadeiros, e não daqueles que rapam o cabelo e se fazem carecas, muitas vezes precisamente para esconder que estão a ficar sem cabelo!
Ser careca deixou de ser um estigma para passar a ser uma moda, e os homens deixaram de chorar às escondidas todas as manhãs enquanto desfaziam a barba ao espelho para passarem a rapar o cabelo todo, com recurso a uma máquina própria ou mesmo com a tal lâmina da barba. Ainda estou para saber de onde veio essa ideia peregrina, mas imagino sempre que foi um gajo que tinha bebido uns copos a mais que um dia, a tentar desfazer a barba, se enganou e desfez o cabelo! Mas curiosamente a moda pegou, e de que maneira! Em tempos conheci um fulano que andava sempre cheio de cortes a escorrer sangue pela cabeça abaixo, mas não parecia importar-se nada com isso. Eu achava aquilo medonho.
Isto tudo para dizer que os carecas estão aí, a cada passo que damos. Uns assumidos e felizes, por não darem grande importância ao assunto, outros macambúzios e envergonhados, escondidos por baixo de perucas horrendas ou a contar os trocos para fazer um transplante capilar mal acabem de pagar a casa, o carro, o telemóvel, o portátil, o tablet, a bicicleta que deram à mulher e a Bimby que ofereceram à sogra. Concentremo-nos nesses. Porque dos carecas premeditados não reza a história, falemos dos tais carecas acidentais e descontentes, os que, se pudessem, vendiam o que têm e o que ainda não pagaram para fazer o dito transplante. Boa notícia para vocês: nunca foi tão fácil deixar de ser careca!
CARECA NO MORE!
Ter um namorado careca faz que com de vez em quando esse assunto venha à baila nas conversas com os amigos. Ter esse namorado e um amigo que, não sendo careca nem nada que se pareça, chegou em tempos a temer vir a sê-lo, quando lhe começou a cair mais cabelo do que era habitual, levou-nos há dias novamente a esse tema de conversa. Dizia-lhes eu que, de há uns tempos para cá, me parece muito evidente que o número de carecas está a aumentar, e que cada vez há mais homens ainda muito jovens a perder completamente, ou quase completamente, o cabelo. Fiz uma pequena pesquisa na internet e a minha convicção ganhou raiz e instalou-se de pedra e cal por baixo da minha vasta cabeleira (sim, que eu não devo correr o risco de ficar careca nesta vida!).
As estatísticas que encontrei deram-me razão: se é verdade que 60 a 70% dos homens ficam carecas já depois dos 40 anos (na flor da idade, portanto), há outros 20 a 30% que conhecem a calvície entre os 20 e os 30 anos, e uma surpreendente franja de cerca de 10% que começa a perder cabelo ainda antes dos 20! Oito em cada 10 homens ficam calvos em idades cada vez mais jovens. E também há mulheres que sofrem com este problema, que causa uma enorme perda de auto-estima e muitas, muitas depressões, com todos os problemas daí decorrentes. As razões para a calvície são essencialmente genéticas, mas há cada vez menos portugueses a conformar-se com a genética e com essa situação.
Nessa conversa, dizia eu aos meus amigos que uns dias antes tinha tido conhecimento, através de uma amiga, de que há no Porto (e em Lisboa também, mas isso agora não interessa nada!) uma clínica que faz transplantes capilares com recurso a tecnologia de ponta, e que essa tecnologia inovadora, até agora inédita em Portugal, consegue reverter a calvície com efeitos visíveis logo a partir do primeiro dia. Ficaram maravilhados, e eu prometi que ia tentar saber mais. Aqui está o que consegui apurar: a clínica é a Saúde Viável e a razão de tanto maravilhamento é um robot, porque os robots, como nos filmes, têm a mania de causar revoluções em todo o lado por onde passam! Ora, este robot parece ser realmente espectacular. Chama-se ARTAS (não confundir com artolas, que no Norte esse é um adjectivo pouco positivo), e o melhor que há a dizer dele, penso, é que opera um procedimento menos invasivo, que não deixa cicatrizes nem marcas, e que por isso permite uma recuperação mais rápida.
Querem ver uma fotografia do ARTAS? Aqui está ela!
O ARTAS veio tornar os transplantes capilares mais rápidos, mais precisos e mais eficazes. Com a utilização do aparelho podem ser extraídos e logo depois implantados cerca de seis mil cabelos! Um fartote, não é? Ah pois! O procedimento realiza-se em sete horas apenas (metade do tempo que exigem as técnicas manuais), com os resultados a serem perceptíveis logo desde a primeira sessão, ainda que a transformação seja gradual. Não sei se seria bom um homem entrar na clínica careca e sair de lá, sete horas depois, a sofrer de hirsutismo e a ter de ir a correr actualizar os documentos por já não parecer ser ele o gajo das fotos! O efeito final é alcançado em seis meses, garante a Clínica Saúde Viável, a única em Portugal em que este procedimento já está disponível.
Desenvolvido nos Estados Unidos e aprovado pela agência norte-americana do medicamento (a Food and Drug Administration), o ARTAS foi distinguido em 2013 com o Galardão de Ouro dos Prémios Edison, tidos como os óscares da Inovação. A sua aquisição representa um investimento de cerca de 500 mil euros. Um esforço financeiro considerável, mas que se justifica com o facto de este aparelho dar às equipas médicas que operam com ele 50 imagens por segundo, possibilitando assim a definição imediata de um plano de transplantação adequado a cada caso e a cada paciente.
Chega por isso de lamúrias! Carecas, a hora é agora! Ganhem coragem! Ponham-se em frente ao espelho, mirem bem o brilho e a jactância do vosso aeroporto privado, porque estão prestes a perdê-lo para sempre! Chegou o tempo de dizerem “careca no more”. E depois de dizer, é só fazer. Corram ao Porto (ou a Lisboa, vá...), contactem a Clínica Saúde Viável e programem a coisa. E sejam felizes! :)
quarta-feira, 11 de março de 2015
Os contraceptivos orais podem ou não matar?
Em Janeiro de 2008 fui internada de urgência nos Hospitais da Universidade de Coimbra. O que cerca de duas semanas antes parecia ser apenas uma dor numa perna, atribuída ao cansaço e ao uso de botas novas durante as compras de Natal, era afinal uma embolia pulmonar que por pouco, muito pouco, não me foi fatal. Dei entrada no hospital por volta das 14h30, estive até às 23 horas em observação nas urgências, fiz tudo o que era teste e análise, e foi um exame muito específico, feito por um aparelho que naquela altura não existia em mais nenhum hospital público do país, que encontrou o problema.
Se não fosse diagnosticada naquele momento, disse-me mais tarde a equipa médica, teria tido cerca de quatro horas de vida, já que tinha sofrido duas tromboses venosas profundas e duas superficiais, além de uma tromboembolia pulmonar, e os coágulos de sangue que me preenchiam quase na totalidade os pulmões teriam migrado para o coração, provocando um enfarte fulminante, ou para o cérebro, dando origem a um AVC fortíssimo.
Fui internada nos Cuidados Intensivos da Unidade de Cardiologia, e mais tarde transferida para a enfermaria. Durante alguns dias não pude sequer sair da cama, sempre ligada a fios e máquinas e com o corpo todo roxo por acção da heparina e da varfarina que iam dissolvendo os coágulos e fazendo fluir de forma mais natural o meu sangue. Quando tive autorização para dar alguns passos, fui forçada a usar meias elásticas de contenção, que ainda uso diariamente, e que terei de usar toda a vida, e andei três anos a tomar anticoagulantes, para garantir que o sangue não espessava de novo, causando novas tromboses e nova embolia.
Passados esses três anos, com recolhas e análises regulares ao sangue (primeiro três vezes por semana, depois semanalmente e mais tarde de 15 em 15 dias ou de mês a mês), fiz um teste para saber se a embolia poderia ter origem genética. Se assim fosse, a medicação com anticoagulantes teria de se manter pela vida fora, com todos os inconvenientes e transtornos daí decorrentes (se antes não era alérgica a nada, passei a ser alérgica a quase tudo, até ao sol e ao meu próprio suor, e por força da maior fluidez do sangue não podia sequer correr o risco de fazer um corte num dedo, tendo também de usar um cartão para o caso de sofrer um acidente na rua, de carro ou a pé, ter prioridade no atendimento médico).
O teste genético deu negativo, e por isso não sei, até hoje, qual a razão daquela tromboembolia pulmonar. Suspeita-se de que seria um conjunto de factores, entre s quais avultavam o excesso de peso, a vida sedentária que levava e a toma regular e já com vários anos de contraceptivos orais (sendo que até tinha mudado de pílula, cerca de um ano antes, por causa de um outro problema de saúde relacionado com o útero, para uma mais forte). Fui, por isso, obrigada a mudar de vida: pílula nunca mais! Mas não só: era preciso perder peso, fazer caminhadas, mesmo que fosse à velocidade de um caracol. Assim foi.
Mais recentemente conheci a história da Carolina Tendon, uma estudante de Veterinária e bailarina que, aos 22 anos, foi repentinamente surpreendida pela morte durante o sono. A história comoveu-me, a tal ponto de ter ido assistir ao enternecedor périplo que o namorado desta miúda (quando se tem 22 anos tem-se ainda tanto para viver!), o Pedro, anda a fazer pelo país, a apresentar o livro que ela foi escrevendo, desde os seus 10 anos de idade, mas que nunca teve tempo de editar. A história de vida da Carolina, que em pouco coincidirá com a minha, coincide num ponto essencial: ela também tomava a pílula, e a família, apoiada por pareceres de especialistas, diz que poderá ter sido isso a matá-la...
Serve esta longa história para dizer que sim, a pílula tem riscos. E que sim, a pílula pode matar. Creio, porém, que não matará sozinha. Precisará da nossa ajuda no cumprimento desse objectivo. Desde logo porque a maior parte das mulheres inicia a toma da pílula sem sequer consultar um médico. Eu consultei, e tudo o que ele me perguntou foi se fumava e se tinha hipertensão. Nada mais. Nem um exame ou análise. Conheço milhares de mulheres que tomam a pílula há anos e que nunca tiveram problemas. Eu mesma nunca os tinha tido, até saber que tinha problemas no útero, que os médicos garantiam nada ter a ver com a pílula, pelo contrário!
A verdade é que temos assistido a cada vez mais doenças e até a mortes de mulheres atribuídas, ou pelo menos alegadamente relacionadas com a pílula. Acho, ainda assim, que a pílula não age sozinha na geração desses males que matam. Mas convém estarmos atentas. Conheço muitas mulheres que nunca tomaram a pílula, porque não podiam ou porque não queriam, e nem por isso as vejo impedidas de terem a sua sexualidade segura e feliz. Aprendamos com elas! Para quê encher o corpo de químicos se podemos resolver a nossa vida sem eles? Eu já não preciso de contraceptivos, mas se precisasse, garanto-vos, excluía da equação a pílula. O seguro morreu de velho, e mais vale prevenir do que remediar...
domingo, 28 de setembro de 2014
Silves assinala Dia Mundial do Coração em acções com a população
Entre os dias 29 de Setembro e 3 de Outubro, os praticantes do programa Desporto Sénior – promovido pela Câmara Municipal de Silves através do seu sector de Desporto – irão assinalar o Dia Mundial do Coração através de diversas acções, onde está contemplada a realização de caminhadas e de actividades de grupo e de interacção com a população local.
São participantes as classes deste projecto existentes em Alcantarilha, Algoz, Amorosa, Armação de Pêra, Azilheira, Enxerim/Poço Barreto/Fontes da Matosa, Pêra, S. Bartolomeu de Messines, S. Marcos da Serra, Silves e Tunes, tendo como local de actividade as ruas e locais públicos como jardins e praças das diversas freguesias.
Relembre-se que, numa iniciativa da Federação Mundial do Coração, da qual a Federação Portuguesa de Cardiologia faz parte, o Dia Mundial do Coração se assinala a 29 de Setembro. Em Portugal a FPC é a responsável pela organização e dinamização das comemorações desta data no nosso país, através da realização de um conjunto de actividades físicas e desportivas, de modo a mobilizar uma grande parte da população e consciencializa-la quanto à importância da prática de exercício físico, bem como a adopção de estilos e hábitos de vida mais activos, que permitam ter um coração e uma vida mais saudáveis.
Texto: Gerson Ingrês/Local.PT
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Infarmed avisa: venda de sabonetes que parecem alimentos é proibida
A Autoridade Nacional do Medicamento e dos Produtos de Saúde (Infarmed) lançou ontem um alerta para o que diz ser um aumento do comércio de sabonetes ilegais, sobretudo de fabrico artesanal, que, pela forma, pela cor, pelo odor ou mesmo pela embalagem, podem ser confundidos com alimentos.
Em comunicado, aquela entidade recorda que a comercialização desse tipo de produtos é proibida por legislação nacional e europeia, já que estes produtos poderão pôr em causa a segurança dos utilizadores e, no caso de crianças, provocar acidentes, asfixias ou intoxicações. No mesmo documento, o Infarmed avisa que “as entidades que fabriquem ou distribuam este tipo de produtos têm de tomar as medidas necessárias para suprimir a perigosidade de tais produtos e colocarem no mercado apenas aqueles que cumpram a legislação aplicável”, vincando que os produtos que não estejam de acordo com este princípio não poderão ser vendidos.
A mesma fonte explica que “os consumidores não devem comprar produtos cosméticos semelhantes a alimentos”, acrescentando que, no caso de já os terem adquirido, deverão optar pela sua não utilização, podendo ou não destruí-los, mas mantendo-os sempre fora do alcance dos mais pequenos. “A violação das disposições legalmente previstas será punida em conformidade”, assegura a mesma autoridade na conclusão do comunicado.
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Unidades de saúde do Algarve impossibilitadas de realizar citologias
Diversas unidades de saúde do Algarve encontram-se impossibilitadas de realizar citologias por falta de escovilhões. Situação que, segundo um comunicado do Bloco de Esquerda, arrasta-se há algumas semanas, tendo sido denunciada na Comissão Parlamentar de Saúde pela Direção Regional de Faro do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses. Segundo o BE, neste momento estão em falta escovilhões, por exemplo, em Portimão e em Lagos, em Faro já faltaram e em Albufeira e Vila Real de Santo António os stocks encontram-se perto do fim.
Vulgarmente designado como papanicolau devido ao médico grego que o concebeu Geórgios Papanicolau, este exame permite identificar possíveis alterações no colo do útero, entre as quais se encontram a infeção pelo papiloma vírus humano (HPV). Por norma, este exame é efetuado uma vez por ano. Os bloquistas dizem ser "incompreensível" que, por falta de escovilhões, as mulheres não possam realizar a citologia quando se dirigem à normal consulta com o médico de família, sendo obrigadas a regressar mais tarde para o fazer. O Bloco de Esquerda considera que esta situação é "inaceitável" e tem que ser reparada com toda a urgência.
Deste modo o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda dirigiu ao Governo, através do Ministério da Saúde, algumas perguntas que passam por saber se o Governo tem conhecimento da situação, por que motivo se está a registar esta rutura no material necessário à realização de citologias e que medidas vão ser tomadas para garantir a disponibilização do material necessário às unidades de saúde do Algarve.
Fonte: Algarve Primeiro
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Junta de Montenegro organiza IV Semana da Saúde e do Bem-Estar
FOTO: CARLA TEIXEIRA
A Junta de Freguesia de Montenegro, em Faro, promove entre os dias 26 e 31 deste mês, em parceria com várias entidades locais ligadas aos sectores da Saúde, do Desporto e do Bem-Estar, a quarta edição da Semana da Saúde e do Bem-Estar de Montenegro. Salientar junto da população a relevância dos bons hábitos de vida, ajudando a prevenir doenças e estimulando a prática regular de exercício físico, são os principais objectivos desta iniciativa.
O programa é vasto e recheado de bons conselhos para todos os que pretendam apostar numa melhoria da sua qualidade de vida, que neste evento poderão estabelecer contacto com várias entidades públicas e privadas e profissionais dessas áreas, a quem poderão colocar perguntas ou pedir aconselhamento. Ao alcance de todos estará a realização de numerosos rastreios (oftalmológico, podológico, aptidão física, índice de massa corporal, pressão arterial, risco cardiovascular, diabetes, osteoporose e VIH/Sida), além de consultas de nutrição, workshops e diversas outras propostas de actividade física (surf, fitness, ténis, ginástica e equitação) ou valências como fisioterapia e terapia da fala.
Segundo o que o Mente Despenteada conseguiu apurar, a edição 2014 da Semana da Saúde e do Bem-Estar de Montenegro funcionará em articulação com a Unidade de Saúde Familiar da Ria Formosa, que desenvolverá várias acções de informação e sensibilização junto das escolas, assumindo que os alunos são parte essencial da estrutura de divulgação das boas práticas junto de toda a comunidade local. Para saber mais sobre este evento, consulte os folhetos publicados abaixo ou contacte a Junta de Freguesia de Montenegro!
terça-feira, 13 de maio de 2014
Escola Profissional Mariana Seixas acolhe «Semana da Protecção Civil»
A Escola Profissional Mariana Seixas, em Viseu, acolher, entre os dias 19 e 23 deste mês, a «Semana da Protecção Civil». Numa iniciativa conjunta da EPMS e do Comando Distrital de Operações de Socorro, a iniciativa visa aumentar o grau de sensibilização da comunidade, e em particular os mais jovens, para a necessidade da adopção de boas práticas que garantam a segurança e a protecção das populações.
Agentes da Associação Nacional de Protecção Civil e do CDOS de Viseu, da Polícia Municipal local, da PSP e da GNR, militares do Regimento de Infantaria 14 do Exército, bem como os Bombeiros Municipais e os Voluntários da cidade e funcionários do INEM, do Centro Humanitário da Cruz Vermelha e do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas estarão presentes neste certame, a ter lugar nas instalações da EPMS. Cada dia será dedicado a uma das entidades participantes, cabendo aos respectivos agentes a realização de uma sessão de esclarecimento e convívio com os estudantes, com a duração estimada de uma hora (entre as 11 e as 12 horas), em que haverá tempo para uma apresentação teórica, seguida de uma visita-guiada aos diversos equipamentos e materiais utilizados nessa missão, que estarão expostos no exterior da escola. Pretende-se que, ao longo desta semana, os alunos da EPMS tomem contacto com as diversas entidades participantes na prevenção, no auxílio e no socorro às populações, apostando numa maior sensibilização para a necessidade de adopção de boas práticas nestas áreas, no sentido de garantir maior segurança a toda a comunidade, minimizando os riscos e maximizando a capacidade de os prevenir e de encontrar respostas mais eficazes quando a prevenção falhar ou não for suficiente.
sábado, 10 de maio de 2014
Portal do Utente permite melhor monitorização da saúde dos cidadãos
Está disponível desde 2012 e é, em teoria, uma boa ideia. Criado com o objectivo de aproximar o Serviço Nacional de Saúde daqueles que dele beneficiam, os cidadãos, o Portal do Utente pretende ser, como o próprio nome indica, uma ferramenta de trabalho voltada para os utilizadores dos cuidados prestados na rede de hospitais e centros de saúde portugueses e para os médicos, facilitando a monitorização do estado de saúde de uns e a maior disponibilização de informação para outros. Permitindo a integração com o Cartão de Cidadão, expoente da aposta tecnológica e de vanguarda que Portugal vem assumindo ao longo dos últimos anos, este portal permite que o próprio cidadão possa aceder e actualizar os dados relativos ao seu estado de saúde, de modo a que, em caso de acidente ou doença súbita, o médico que venha a assisti-lo possa tomar conhecimento de todas as informações relevantes sem ter de o massacrar com as perguntas que todos os outros médicos, em consultas anteriores, já repetiram até à exaustão.
O Portal do Utente permite a todos os utilizadores registados proceder a uma série de acções com vista a agilizar o seu atendimento nos centros de saúde e nos hospitais, agregando todo o tipo de informações sobre o seu perfil sanitário, desde as alergias e doenças mais ou menos graves de que padece até às cirurgias e demais intervenções a que já foram sujeitos, entre outras. Acedendo ao site mediante a introdução do número de utente e de uma password, qualquer cidadão registado poderá aceder e actualizar os seus dados, de modo a ter sempre disponível na plataforma online informações mais precisas e actualizadas sobre o seu estado de saúde.
Há áreas do portal a que apenas podemos aceder através da utilização do Cartão de Cidadão, que obriga ao uso de um leitor de cartões específico, e essa será ainda a área menos explorada do site e aquela que neste momento menos responde aos anseios dos utilizadores, primeiro porque nem toda a gente dispõe do dito leitor, e depois porque não está ainda a funcionar em pleno. Como membro da comunidade Youzz Net Portugal*, e em conjunto com mais cinco mil pessoas, sou uma das testers da plataforma, e a minha experiência tem sido exactamente essa: nos últimos dias tem sido impossível aceder às áreas do Portal do Utente que exigem a leitura do Cartão de Cidadão, pois o CC, mesmo depois de correctamente associado ao meu perfil, continua a não ser reconhecido como válido pelo site, impossibilitando-me de aceder à área reservada.
Tendo já decorrido quase dois anos sobre a sua disponibilização online, ocorrida a 31 de Maio de 2012, seria de esperar que por esta altura o Portal do Utente estivesse já a funcionar em pleno, sem bugs desta natureza, mas apesar disso, e crendo que este será um problema passageiro, esta parece ser de facto uma ferramenta muito interessante e com grandes hipóteses de vir a ajudar muitos utentes do SNS e médicos. Entre as funcionalidades do site figuram a marcação de consultas online, a gestão e actualização dos parâmetros de altura, peso, glicémia, pressão arterial, colesterol, triglicéridos, saturação de oxigénio e tempo de coagulação do sangue, bem como a possível inserção dos contactos de emergência de familiares, que poderão ser consultados em caso de internamento urgente ou de um acidente em que o paciente não esteja em condições de fornecê-los de viva voz.
A plataforma, reformulada por alturas do seu primeiro aniversário, em Maio de 2013, ganhou uma nova imagem e novas funcionalidades, e hoje contempla ainda o cálculo actualizado do tempo estimado de espera para cirurgias ou mesmo a enumeração dos medicamentos que cada cidadão toma actualmente ou que tomou em dada altura da sua vida, fornecendo informações que poderão ser muito úteis aos profissionais de saúde na altura de diagnosticar ou tratar determinada sintomatologia, sem que para isso o paciente tenha de ser forçado a repetir o seu historial clínico, uma e outra vez, a cada médico que o atende.
Inserido na Plataforma de Dados de Saúde, o Portal do Utente pretende ser um serviço inovador, virado para os utentes, assumindo como objectivo primordial a melhoria constante dos padrões de qualidade no atendimento e nos serviços prestados em ambiente hospitalar ou nos centros de saúde. Permitindo ao cidadão um papel activo na gestão da sua informação clínica, o site transforma cada utente num agente activo da promoção, manutenção e melhoria do seu estado de saúde e do funcionamento da rede de prestadores de cuidados. Quase dois anos depois de ter sido criado, o Portal do Utente regista actualmente cerca de um milhão de utilizadores, sendo a área da Administração Regional de Saúde de Lisboa e do Vale do Tejo a mais representativa. Com a minha avaliação desta ferramenta, no âmbito da Youzz Net Portugal, espero contribuir de forma útil e eficaz para a melhoria do serviço e para a sua cada vez maior divulgação, pois penso que será efectivamente um utensílio de enorme valia no futuro de uma rede de prestação de cuidados de saúde ao nível de um país que se quer desenvolvido e capaz de dar aos seus cidadãos as melhores condições de vida dentro das suas fronteiras.
Para mais informações, consultem por favor os dados abaixo disponibilizados.
(Edição de Janeiro de 2014)
* Youzz.net™ é uma comunidade de pessoas que gostam de partilhar a sua opinião honesta sobre marcas. Desenvolve campanhas para produtos e serviços, como por exemplo: produtos de beleza pessoal, automóveis, hotéis, jogos, moda, música, chocolates, bebidas, detergentes, telemóveis, internet, TV e muitos mais. Ser youzzer™ é poder influenciar as principais marcas do mercado e tornar-se um autêntico trend setter. Um youzzer™ é dos primeiros a experimentar novos produtos e serviços e a renovar tendências.
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Pedalar em Faro: «Uma aventura que não vais querer perder»
A Câmara Municipal de Faro, em parceria com a Volvo Cars e o Clube de Surf de Faro, vai promover mais uma edição do evento Faro Aventura, a ter lugar no próximo dia 7 de Junho no Centro Náutico da Praia de Faro. Sob o mote «Uma Aventura que não vais querer perder», a prova estará disponível num quadro competitivo dividido em dois momentos (“Hard Conditions”, uma prova de cerca de 30 quilómetros, e “Light Conditions”, com aproximadamente 20 quilómetros) e em três categorias: individual masculino, individual feminino e equipas de dois elementos, masculinos, femininos ou mistos. Haverá prémios especiais para os três primeiros classificados de cada categoria.
PROGRAMA
HARD CONDITIONS
09h00 às 09H30 – Check-in
09h30 – Briefing
10h00 – Transporte do material para os checkpoints
11h00/12h00 – Início da prova (horários e número de partidas mediante o número de inscritos)
16h00 – Churrasco e convívio
16h30 – Entrega de prémios
LIGHT CONDITIONS
10h00 às 10H30 – Check-in
10h30 – Briefing
11h00 – Transporte do material para os checkpoints
12h00/13h00 – Início da prova (horários e número de partidas mediante o número de inscritos)
16h00 – Churrasco e convívio
16h30 – Entrega de prémios
Esta prova é uma aventura em contra-relógio e promete um dia cheio de emoções, convívio e diversão, incluindo alinda modalidades de natação, canoagem, BTT e orientação. A iniciativa visa a integração da população do Concelho de Faro em práticas recreativas e desportivas, num local que oferece facilidades naturais singulares de extremo fascínio de (re)descoberta da natureza. O evento conta com o apoio do Instituto Português do Desporto e da Juventude, da Junta de Freguesia de Montenegro, da Associação de Atletismo do Algarve, da Associação de Ciclismo do Algarve, do Ginásio Clube Naval, da Secção de Canoagem do Sport Faro e Benfica, do Ray Energy, do Aqui Há Praia, da Bike Algarve, da Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve, da Escola Secundária Pinheiro e Rosa e da RUA FM.
As inscrições são limitadas e os interessados, obrigatoriamente maiores de 16 anos, deverão inscrever-se até ao próximo dia 16 de maio, tendo um custo de 10 euros, ou até 30 de maio, com um custo de 15 euros. A inscrição poderá ser feita no Centro Náutico da Praia de Faro (através dos telefones 289870898 e 289870056, do telefax 289870014 ou do endereço de e-mail: centronauticofaro@cm-faro.pt) e inclui a licra, a participação no churrasco e todo o material desportivo necessário, à excepção da bicicleta. Os pagamentos poderão ser realizados directamente no Centro Náutico da Praia de Faro ou através de transferência bancária para o NIB 0018 0003 1609 7552 0208 6. Para confirmar a inscrição, deverá ser feito o envio do comprovativo de pagamento para centronauticofaro@cm-faro.pt, juntamente com o nome dos participantes.
Para quem não tem bicicleta, a organização prevê ainda a possibilidade de alugar uma na Bike Algarve (limitada ao stock existente), pelo preço de 10 euros (o aluguer poderá ser feito através dos número de telefone 917707042 e 289865672 ou pelo e-mail geral@bikealgarve.com).
Fonte: Câmara Municipal de Faro
terça-feira, 15 de abril de 2014
Cidades do Mundial de Futebol vão ter inpecção anti-dengue
pixels en vrac/Flickr
As 12 cidades-sedes do Mundial2014, que se realiza no Brasil, receberão uma inspeção anti-dengue “detalhada” antes do evento, informou na segunda-feira à Lusa Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde brasileiro. “As cidades brasileiras já possuem um controlo permanente, com 55 mil agentes, para evitar os criadouros do mosquito transmissor da dengue, mas, no período anterior à Copa, as equipas farão uma inspeção detalhada nas cidades-sedes, incluindo os estádios e o seu entorno”, afirmou Barbosa, por telefone.
A inspeção incluirá também os locais sedes das seleções estrangeiras, como a cidade de Campinas (interior de São Paulo), onde ficará Portugal, segundo o secretário de Vigilância em Saúde. As autoridades de Campinas pediram hoje ajuda ao Governo Federal brasileiro para combater um surto de dengue. De acordo com a Agência Brasil, a cidade registou 3.615 casos da doença neste ano e investiga 3.346 outros casos suspeitos. Jarbas Barbosa afirmou que serão enviados à cidade técnicos do Ministério da Saúde para analisar as ações a ser tomadas.
O secretário de Vigilância em Saúde realçou não acreditar que a dengue será um problema durante o Mundial, já que 90% dos casos da doença ocorrem no Brasil entre janeiro e maio, durante a temporada de calor e chuvas no sudeste brasileiro, clima mais propício para a proliferação da doença. Barbosa afirmou ainda que este ano apresentou uma redução de 77% dos casos de dengue em relação ao ano passado até o momento. Para os turistas que virão ao Brasil para o evento, o secretário de Vigilância em Saúde acrescentou que os hotéis costumam ter orientação constante para evitar criadouros para o mosquito transmissor da dengue.
Fonte: Agência Lusa (via ZAP)
domingo, 13 de abril de 2014
IPO de Lisboa cancelou cirurgias programadas por… falta de batas
Pelo menos três cirurgias programadas para a passada sexta-feira no Instituto Português de Oncologia de Lisboa foram canceladas devido à falta de batas esterilizadas para os médicos. Segundo uma notícia avançada pelo «Público», a administração do IPO terá garantido que se tratou de um problema pontual, que foi rapidamente resolvido, já que o armazenista terá feito a reposição do material em falta.
Seria caricato, se não fosse profundamente triste!
A administração do IPO explicou que o problema se deveu a “questões administrativas no processo de fornecimento daquele material”, e que foi detectado logo no início do turno da manhã, o que levou à necessidade de reorganizar o planeamento das cirurgias previstas para aquele horário. Em declarações ao «Público», a mesma fonte acrescentou que apenas terão sido afectadas três pequenas cirurgias e que não tinha havido, até àquele momento, mais cancelamentos, designadamente de grandes cirurgias.
Este caso é mais um, igual a tantos outros que têm vindo a ser denunciados por vários estabelecimentos hospitalares e de saúde do país, em que a falta de material clínico tem condicionado a normal actividade daquelas unidades. O Centro Hospitalar do Algarve é um dos mais afectados por este problema: à luz de uma carta escrita por um médico e enviada ao ministro da Saúde, são frequentes no CHA os adiamentos de cirurgias programadas por falta de material cirúrgico.
Depois de anos de claro desenvolvimento e de notórias melhorias na qualidade dos cuidados de saúde prestados em Portugal, o processo parece estar agora, para tristeza de todos, a inverter-se: a somar aos aumentos das taxas moderadoras, que afastaram tantos cidadãos dos hospitais e centros de saúde nos últimos tempos, do encerramento de serviços e de dificuldades no funcionamento de ambulâncias, têm sido sucessivas as queixas e reclamações relativas ao funcionamento dos hospitais, facto a que não será certamente alheia a crise e os cortes que ela tem implicado no sector…
sábado, 3 de julho de 2010
Um bom serviço aos utentes do Lovenox
E ao terceiro dia da minha terapia com Lovenox (solução injectável que contém enoxaparina sódica, uma heparina de baixo peso molecular), encontrei esta vídeo da Sanofi-Aventis, a companhia farmacêutica que produz e comercializa o medicamento. E é um vídeo fantástico porque, além de ensinar a administrar correctamente cada injecção (ainda não tive coragem de me auto-injectar, mas tenho contado sempre com a ajuda da minha atenciosa irmã mais nova), ensina também um pouco sobre a tromboembolia pulmonar, a sua origem e os riscos que eventualmente dela podem resultar, sempre em linguagem simples e acessível. Um bom exemplo do que uma empresa pode fazer pelo bem-estar e qualidade de vida dos utilizadores dos seus produtos. Gostei de ver. Obrigada, Sanofi-Aventis!
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Terá o cliente razão mesmo quando tem razão?
Pode parecer linear, e até abusiva, a máxima de que, nas relações comerciais, o cliente tem sempre razão. Eu discordo, e já vi muito cliente que merecia era ser esbofeteado em público pela forma como se dirige aos funcionários das lojas em que se apresentam com o evidente síndroma do “sou o dono do mundo”, e que sem razão alguma pretendem que aquelas pessoas lhes resolvam problemas que criaram ou que só existem nas suas cabeças. Não é o meu caso, mas – que diabo – quando tenho razão não aceito que queiram tratar-me como idiota ou, no mínimo, como analfabeta. Por isso, em jeito de desabafo, partilho convosco o que às primeiras horas de hoje parecia ser razão suficiente para me estragar o dia:
Ontem, dia 30 de Junho, desloquei-me à Farmácia Sousa Torres, no MaiaShopping (põem farmácias nos centros comerciais e depois dá nisto…), na cidade da Maia, onde pedi, entre outros medicamentos, um gel dentífrico de tratamento da marca Bexident. A funcionária que me atendeu, cujo nome não fixei, mas que soube entretanto ter como código de identificação interno o número 19), entregou-me, certamente por lapso, uma embalagem de gel gengival da mesma marca, que colocou no mesmo saco em que se encontravam já os restantes artigos comprados (três caixas de comprimidos anticoagulantes e duas caixas de injecções). Só em casa me apercebi da troca dos artigos. Não me foi vendido o gel dentífrico que solicitei, mas antes um gel gengival.
Como tal, sem abrir nem utilizar o fármaco, dirigi-me esta manhã à referida farmácia, onde me foi dito, para grande espanto meu, que não fazem devoluções. Ora, tendo em conta que não pretendia uma devolução, mas sim a troca de um produto vendido erradamente por outro, de que efectivamente necessitava, chamaram a directora técnica da farmácia, a quem expus de novo, e com toda a paciência e boa educação, o problema. A senhora, que julgo chamar-se Joana Ascenção, começou por me garantir, tal como a sua subordinada, que aquela farmácia não faz devoluções, e fez tábua rasa de todos os meus argumentos, chegando mesmo ao ponto de afirmar, com evidente arrogância, que eu é que não sabia o que queria (registe-se que pedi uma pasta dentífrica, quando queria um gel dentífrico, mas o que me deram foi um gel gengival)!
Nessa altura, diante da intransigência da senhora e dos olhares curiosos dos restantes utentes da farmácia, optei por pedir o Livro de Reclamações, onde lavrei a descrição do sucedido, que já enviei para a Ordem dos Farmacêuticos, em anexo a uma carta em que explico direitinho o sucedido. Não sei ao certo que repercussão poderá ter a missiva, ou sequer a reclamação feita no livro, mas considero intolerável a atitude das técnicas da Farmácia Sousa Torres, e mormente da sua responsável máxima, que chegou a ser mal-educada comigo, num caso em que manifestamente eu tinha razão, pois não me venderam o que pretendia. É para mim claro e evidente que qualquer pessoa de boa fé procederia à troca sem colocar entraves, mas na Farmácia Sousa Torres parece que o cliente não tem razão, mesmo quando a tem...
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Toda a verdade sobre os genéricos
Foi no programa matinal da SIC apresentado por Merche Romero – com que me deparei num zapping e cujo nome ignoro – que assisti a uma cena digna de figurar numa qualquer listagem de “tesourinhos deprimentes da nossa televisão”. Num pretenso debate sobre medicamentos genéricos, eram convidados João Braga, Simone de Oliveira e Joana Amaral Dias. Médico, havia algum? Não. Farmacêutico, havia algum? Não. Havia uma psicóloga que ficou mais conhecida por ser uma espécie de "boazona da política", um fadista e uma actriz e cantora. Tudo isto polvilhado pela “sabedoria” de uma apresentadora de substituição. Foi neste debate, em que precisamente demorei o meu zapping, que ouvi algumas “pérolas” de pessoas que percebem tanto de medicamentos como o meu vizinho que trabalha num banco, ou como o homem que entrega os jornais na papelaria cá da rua. Ou se calhar menos. Por isso, para quem se importa com a verdade e se exaspera quase até ao colapso com tamanhas demonstrações de estupidez, e com a ousadia de meia dúzia de ignorantes em debater um tema tão importante como a saúde de todos nós, deixo-vos algumas informações sobre os genéricos, disponibilizadas por quem merece, pelo papel que desempenha, alguma credibilidade nesta matéria: a Autoridade Nacional da Farmácia e do Medicamento (Infarmed).O QUE É UM MEDICAMENTO GENÉRICO? Um medicamento genérico é um medicamento com a mesma substância activa, forma farmacêutica e dosagem e com a mesma indicação terapêutica que o medicamento original, de marca, que serviu de referência.
COMO RECONHECER UM MEDICAMENTO GENÉRICO? Os medicamentos genéricos são identificados pela sigla (MG), inserida na embalagem exterior do medicamento.
COMO SÃO PRESCRITOS OS MEDICAMENTOS GENÉRICOS? São prescritos pela DCI das substâncias activas, seguida da dosagem e forma farmacêutica, podendo o médico acrescentar o nome do respectivo titular da AIM ou marca.
GARANTIA DE QUALIDADE, SEGURANÇA E EFICÁCIA De acordo com o Decreto-Lei n.º 176/2006, de 30 de Agosto, a AIM de medicamentos genéricos está sujeita às mesmas disposições legais dos outros medicamentos, estando dispensada a apresentação de ensaios pré-clínicos e clínicos desde que demonstrada a bioequivalência com base em estudos de biodisponibilidade ou quando estes não forem adequados, equivalência terapêutica por meio de estudos de farmacologia clínica apropriados (estes testes seguem estritamente o disposto nas normas comunitárias) ou outros a solicitar pelo Infarmed.
Quais são as vantagens dos medicamentos genéricos?
- São medicamentos cujas substâncias activas se encontram no mercado há vários anos e que, por essa razão, apresentam maior garantia de efectividade e permitem um melhor conhecimento do respectivo perfil de segurança.
- Apresentam a mesma qualidade do medicamento de referência, traduzida na demonstração de bioequivalência, através de estudos de biodisponibilidade (Decreto-Lei n.º 176/2006, de 30 de Agosto).
- São 20 ou 35% mais baratos do que o medicamento de referência, com a mesma forma farmacêutica e igual dosagem caso não exista grupo homogéneo, o que se torna uma vantagem económica, para os utentes porque estes medicamentos são substancialmente mais baratos do que o medicamento de referência, e para o SNS porque permite uma melhor gestão dos recursos disponíveis. No caso de existir grupo homogéneo, o preço de venda ao público é igual ou inferior ao preço de referência desse grupo.
- A prescrição por DCI ou por nome genérico representa uma prescrição de base mais científica e mais racional.
- Maior rapidez na obtenção de AIM, associada a uma simplificação de todo o processo (está dispensada a apresentação dos relatórios dos peritos sobre os ensaios farmacológicos, toxicológicos e clínicos e pré-clínicos (Decreto-Lei n.º 176/2006, de 30 de Agosto).
EM SUMA…
Os medicamentos genéricos têm a mesma qualidade, eficácia e segurança a um preço inferior ao do medicamento original.
sábado, 9 de maio de 2009
Obesidade infantil em debate em Anadia
O Centro de Saúde de Anadia, em colaboração com a Rede Social local e com a Câmara Municipal de Anadia, organiza na próxima quinta-feira, dia 14 de Maio, no Cine-Teatro, o Fórum Obesidade Infantil. Porque a alimentação tem uma influência determinante no desenvolvimento emocional, intelectual e social dos cidadãos, é urgente debater a forma como se alimentam os mais novos, ainda mais numa altura em que o número de obesos em todo o mundo é crescente e que a procura de consultas para este problema disparou, sem que os hospitais consigam dar resposta a tantas solicitações. No âmbito desta iniciativa, que merece o aplauso de todos os anadienses pela importância do tema em análise, passarão pelo Cine-Teatro de Anadia alguns dos especialistas que lidam mais de perto com o problema da obesidade nas crianças, em particular no concelho de Anadia, sendo também de destacar a presença do médico João Breda, em representação da Direcção-Geral de Saúde.Numa altura em que cerca de metade da população mundial sofre já de problemas relacionados com excesso de peso e obesidade, entre as crianças portuguesas esta começa a ser também uma questão prioritária: a procura de consultas de obesidade infantil aumentou exponencialmente ao longo dos últimos anos, de tal forma que os hospitais nacionais não têm conseguido encontrar resposta para as inúmeras solicitações de tratamento que recebem. Em virtude dessa situação, muitas unidades de saúde limitam-se a aceitar os casos mais graves ou em que existem outras doenças associadas ao excesso de peso (hipertensão ou diabetes, por exemplo), declinando o atendimento aos restantes. O «Diário de Notícias» referia há dias que, no Hospital de São João, no Porto, um dos poucos que tem uma consulta organizada para crianças e adolescentes, “mais de metade dos casos referenciados não são aceites”.
Nos casos menos graves, a tendência dos hospitais parece ser a de encaminhar os doentes para os centros de saúde, onde os médicos nem sempre têm o tempo e o apoio adequados, designadamente no que diz respeito a consultas de nutrição ou psicologia. É exactamente por isso que esta iniciativa do Centro de Saúde de Anadia se reveste de enorme importância: porque mais vale prevenir do que remediar, e porque só conhecendo as normas para uma alimentação mais equilibrada e saudável, bem como os mecanismos para potenciar a luta contra a obesidade, teremos condições de ajudar as nossas crianças a evitar cair nessa situação. Segue, por isso, o programa completo do Fórum sobre Obesidade Infantil, cujo lema é «Dizem que sou gordinho. Serei?».
Quinta-feira
14 de Maio de 2009
8h45: Abertura do Secretariado
9h00: Sessão Solene de Abertura
9h30: Pandemia do Séc. XXI – Factos Mundiais, Nacionais e Locais: Abordagem sócio-económica
Prelector: Enfª Silvana Marques, Centro de Saúde de Anadia
Moderador: Professor Doutor Jorge Simões, Universidade de Aveiro
10h15: Monitorização IMC numa Escola do Concelho
Prelector: Enfª Carmen Santos, Centro de Saúde de Anadia
Moderador: Profª Alexandra Gonçalves, Agrupamento de Escolas de Vilarinho do Bairro
10h45: Intervalo para Café
11h15: Alimentação e Obesidade — Perspectiva Sociocultural
Prelector: Dr. João Breda, Direcção-Geral da Saúde
Moderador: Drª Marisa Santos, Psicóloga no Centro de Saúde de Anadia
12h15: Intervalo para Almoço
14h00: Alimentação da Criança e Comportamentos Saudáveis
Prelector: Paulo Abrantes, Dietista no Hospital José Luciano de Castro
Moderador: Dr. Mário Rui, Centro de Saúde de Anadia
14h45: Obesidade: Consequências para a Saúde
Prelector: Dra Maria João, Pediatra no Hospital José Luciano de Castro
Moderador: Dr. Mário Sousa, Centro de Saúde de Anadia
15h30: Intervalo para Café
15h45: Estratégia de Intervenção na Comunidade
Prelector: Dra Fernanda Pinto, Delegada de Saúde do Centro de Saúde de Anadia
Moderador: Enfª Silvana Marques, Centro de Saúde de Anadia
15h45: Conclusões
17h15: Sessão de Encerramento
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Dúvidas quase existenciais…

Por que é que os Hospitais da Universidade de Coimbra convocam os seus pacientes para a realização de exames às oito horas da manhã de uma segunda-feira se o serviço onde esses exames terão de ser realizados só dá início ao atendimento ao público depois das 8h30?Por que é que os utentes que vão fazendo fila à porta do secretariado do referido serviço – quase todos com idade superior a 60 anos – têm de aguardar no corredor do serviço, de pé? Será esta a “prova de esforço” a que se refere a placa que pende sobre as nossas cabeças?
Por que é que, fruto dessa desinteressante antecipação de horários, uma paciente (e eu estava muito paciente hoje…) que consegue o quarto lugar na lista de espera, depois de uma hora de pé num corredor frio e povoado de doentes com muita vontade de socializar, tem de aguardar a manhã toda para realizar um mero ecocardiograma, depois de os três primeiros doentes terem sido chamados em menos de 15 minutos?
Por que é que só depois de uma hora à espera, e de ter ido a paciente a perguntar o que se passava, é que se dignaram a dar uma explicação (bastante curiosa, a propósito) para a demora em chamar os restantes doentes?
Por que é que num hospital desta envergadura, e onde tudo – mesmo tudo, da qualidade técnica dos médicos à simpatia e boa vontade dos funcionários e à funcionalidade dos serviços – me agradava tanto até ao momento, de repente se dá conta, na manhã do dia 6 de Abril, que perdeu os exames que uma doente realizou no dia 19 de Março, no momento em que a senhora já se encontra na mesa do bloco operatório, obrigando a inviabilizar a utilização do equipamento até que sejam encontrados, na memória do mesmo, os dados daquela paciente? Será que ninguém confirmou se o DVD tinha sido bem gravado antes da intervenção cirúrgica a que a senhora teve de ser submetida?!
Fotos: Carla Teixeira
sábado, 27 de dezembro de 2008
Será que consigo escapar?
Fujo dela como o Diabo foge da cruz, embora me digam que ela está por todo o lado. Veloz, prudente e antecipadamente, entupi-me de Vitamina C, afugentei os amigos mais “espirrentos” e, pela primeira vez na vida, consegui escapar incólume a um surto de gripe familiar. Todos cá em casa foram atacados e derrotados pelo vírus, e houve até quem precisasse de um ou dois dias de cama. Eu não. Eu, que costumo ser a primeira, a mais febril e a mais atormentada pelas gripes e constipações, escapei. Pensei que tinha escapado. Porque dois dias a braços com a gripe do mais-que-tudo, corridas à farmácia, chás e caldinhos, e pronto! Hoje acordei com uma sensação estranha na garganta e um projecto de dor de ouvidos, devidamente acompanhados pelo belo do pingo no nariz. Pensava eu que tinha escapado…segunda-feira, 1 de setembro de 2008
O medo mora comigo!
Uma pulsação acima dos 70 batimentos por minuto (bpm) aumenta em 39 por cento o risco de enfartes nos doentes coronários, indica um estudo apresentado hoje no Congresso Europeu de Cardiologia, a decorrer em Munique. A investigação envolveu cerca de 11 mil doentes coronários de 33 países, entre os quais 60 portugueses, e segundo o coordenador do estudo em Portugal, Ricardo Seabra Gomes, "nunca se tinha mostrado, de modo prospectivo, que a frequência cardíaca influencia as complicações da doença coronária". Com a pulsação acima dos 70 bpm, estes pacientes têm um risco acrescido em 34 por cento de morte cardiovascular, 46 por cento de enfarte do miocárdio, 56 por cento de insuficiência cardíaca e 38 por cento de ter de fazer uma revascularização. A revascularização passa pela dilatação das artérias através de angioplastia ou cirurgia e acontece quando persistem queixas mesmo depois do doente estar medicado. "O esforço faz o coração trabalhar mais e se as artérias estão doentes haverá consequências", resumiu o médico especialista (Agência Lusa).
Imaginem como bate na mente de alguém que foi internado de urgência com 170 pulsações por minuto (quase em repouso), e que, meio ano depois, nas medições diárias dos batimentos cardíacos ainda regista, quase sempre, mais de 90…
Imaginem como bate na mente de alguém que foi internado de urgência com 170 pulsações por minuto (quase em repouso), e que, meio ano depois, nas medições diárias dos batimentos cardíacos ainda regista, quase sempre, mais de 90…
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Voltar ao que já foi...
Subitamente, vi-me deitada numa maca que não senti aproximar-se, e sem saber como tinha ido ali parar, vislumbrei umas cinco ou seis batas brancas, que inclinavam sobre mim outros tantos rostos interrogativos. Foi nessa altura que, como se viesse do tubo de oxigénio que tinha enfiado no nariz, ou dos cabos eléctricos que pendiam de várias máquinas à minha volta e se colavam a mim com adesivos e agulhas, que o medo veio de novo para junto de mim. As perguntas eram tantas, e as respostas escassas! Sei que a noite se dividiu em suores, lágrimas, sangue e fome, vómitos e solidão, atormentada pelo filme da minha vida que insistia em ocupar a tela dos meus olhos, todas as janelas da mente. Mas não foi desta que a morte me venceu, e hoje, meio ano depois de todo o sofrimento, voltei aos HUC, para a primeira consulta de acompanhamento. Primeira de muitas, pois há que conhecer as sequelas da tromboembolia pulmonar que fez de mim a doente mais jovem de sempre da UCIC daquela unidade hospitalar, e saber de que modo hei-de lidar com elas, para que apenas minimamente afectem a minha vida.
É assim que, a partir de hoje, além da Consulta de Hipocoagulação e das análises de controlo da dosagem da medicação, num laboratório privado do Porto, passo também a contar com páginas da minha agenda para as consultas de Hipertensão Pulmonar e para as baterias de análises e exames, mais ou menos invasivos, que me prometeram, nos Hospitais da Universidade de Coimbra. Foi por isso que hoje voltei ao hospital. Ver de novo os corredores por onde saí, ainda de pantufas calçadas – pois à entrada nos HUC, deitada, sedada e a soro, nada vi senão as tonturas de quem percorreu metros e metros numa cama arrastada por gente de batas brancas que falava de mim como se eu lá não estivesse (e estaria?) –, foi uma experiência nova, simultaneamente aterradora e gratificante. Afinal, a morte passou por mim e perdeu o combate. Vai ela, fico eu, para mais umas décadas. E isso é o que sobre da tarde de hoje. O sentimento de que venci a mais dura das minhas batalhas. A todos os que me apoiaram, devo um sincero agradecimento. Aos que continuam desse lado, mesmo quando este espaço se despenteia ainda mais e começa a cair para o egocentrismo, obrigada também! Até já…
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