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quarta-feira, 22 de abril de 2015

2ª Feira do Queijo e do Vinho de Faro arranca amanhã na Baixa

É um certame essencialmente dedicado aos queijos e aos vinhos, mas também os doces regionais, o mel, os licores e os enchidos vão estar em destaque na segunda edição da Feira do Queijo e do Vinho de Faro, que arranca pelas 17 horas de amanhã no Jardim Manuel Bívar, no centro da cidade. Até ao próximo domingo marcarão presença neste evento mais de 200 expositores, e numa tenda gigante haverá diversas tasquinhas para promover o que de melhor se faz no Algarve.

Dinamizada pela AmbiFaro – Agência para o Desenvolvimento Económico de Faro, em parceria com o Município, esta segunda edição da Feira do Queijo e do Vinho visa decalcar, e se possível ampliar, o enorme sucesso da primeira edição, realizada no ano passado, e ao mesmo tempo potenciar a fruição de momentos de lazer e convívio por parte da população residente e visitante, aumentando também o dinamismo na Baixa de Faro. A feira abre portas nesta quinta-feira pelas 17 horas e encerra pelas 23, enquanto na sexta-feira abre também às 17 mas para encerrar apenas à meia-noite. No sábado e no domingo a abertura tem lugar às 15 horas, enquanto o encerramento se dará pelas 24 horas no primeiro dia e uma hora mais cedo no segundo. Nestes horários, o público será convidado a participar em algumas provas de queijos, enchidos e vinho, num certame de entrada livre que marca a aposta da organização no desejo assumido aquando da criação da AmbiFaro: através do desenvolvimento de actividades inovadoras em certos campos da promoção do desenvolvimento económico do concelho, procurar-se-á “influenciar mudanças na base produtiva local, apostando na modernização das suas infra-estruturas”, contribuindo deste modo para a “melhoria da qualidade de vida e do ambiente urbano”.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

IV Algarve Chefs Week recorda raízes da cozinha tradicional algarvia


A Algarve Chefs Week está de volta para a 4ª edição de uma semana gastronómica única, de 23 a 30 de maio. Esta iniciativa junta oito chefs executivos de restaurantes dos melhores hotéis algarvios para um evento exclusivo, com menus inspirados nas iguarias da cozinha do interior algarvio. Durante uma semana, estes chefs serão responsáveis pela elaboração de ementas inéditas, tendo por base os sabores mais tradicionais e rústicos do barrocal algarvio.

A 4ª edição da Algarve Chefs Week fará uma viagem até às raízes da cozinha tradicional algarvia, com pratos elaborados por Andrew McGie (Restaurante Louro, Conrad Algarve), Miguel Lourenço (Restaurante The Olive Tree, Hotel Vale d’Oliveiras), André Simões (Restaurante Cilantro, Hilton Vilamoura), Jan Stechemesser (Restaurante À terra, Praia Verde Boutique Hotel), Osvalde Silva (Restaurante O Pescador, Sheraton Algarve Hotel), José Leitão (Restaurante Moonlight, Salgados Grande Hotel), Ricardo Ferreira (Restaurante Pepper´s Steakhouse, Hotel Tivoli Marina Vilamoura) e Bruno Rocha (Restaurante EMO, Hotel Tivoli Victoria).

O lançamento oficial da “Algarve Chefs Week” terá lugar a 22 de maio, entre as 15 e as 19h, na zona de chegadas do Aeroporto Internacional de Faro, onde os chefs executivos darão a provar algumas das suas criações preparadas especialmente para esta semana gastronómica. Os menus da Algarve Chefs Week 2014 estarão disponíveis entre os dias 23 e 30 deste mês, apenas ao jantar (das 19h30 às 22h30), nos restaurantes dos hotéis seleccionados, tendo o preço de 30 euros por pessoa, sem bebidas incluídas. 

Para os verdadeiros amantes da cozinha algarvia, nesta edição estará ainda disponível um passaporte de acesso aos oito restaurantes do evento. Os visitantes que completarem a sua viagem gastronómica por três dos restaurantes participantes ficarão habilitados ao sorteio de um fim-de-semana num dos hotéis anfitriões do certame. À semelhança do que aconteceu na edição passada, a Algarve Chefs Week 2014 volta a apoiar a CASA – Centro de Apoio ao Sem-Abrigo, com um euro do valor total de cada refeição a reverter para aquela instituição. Neste ano serão ainda disponibilizados, ao longo de todo o evento, quatro lugares em cada um dos restaurantes para utentes daquela associação sem fins lucrativos.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

É bom visitar Portugal. Mau mesmo é viver cá…


Portugal é “o melhor país para visitar”, Lisboa “a melhor cidade para estar com amigos”, o Porto “o melhor destino turístico de 2014” e o Algarve “o segredo mais famoso” do cartaz turístico da Europa. Temos ainda o luxuriante e verde Minho e a apreciada pacatez do Alentejo. Quem nos visita acredita ter descoberto o paraíso na Terra, mas para quem (sobre)vive diariamente neste jardim à beira-mar, a realidade pode ser bem diferente…

Portugal é um lugar verdadeiramente fabuloso. Nariz da Europa a cheirar o mar, a que se lançou na Era dos Descobrimentos para dar novos mundos ao mundo, é hoje um país reconhecido fora das suas fronteiras físicas pelo interessante casamento entre história e modernidade, tradição e vanguardismo, praia e campo. Cenário de uma diversidade avassaladora e incomum, também as paisagens de impressionante beleza, a gastronomia, a hospitalidade dos portugueses e o futebol agigantam a admiração dos estrangeiros pelo nosso país.

Destino turístico de excelência há muitos anos, Portugal foi há poucos dias galardoado – pelo segundo ano consecutivo – com o título de “melhor país para visitar” atribuído pela conceituada revista «Condé Nast Traveller», depois de em Janeiro o jornal americano «Huffington Post» ter escolhido Lisboa como “a melhor cidade para visitar com amigos”, e de em Fevereiro também o Porto ter sido eleito pela European Consumers Choice como “melhor destino europeu de 2014”. A sul, o Algarve é há muito definido pelos circuitos turísticos internacionais como “o segredo mais famoso da Europa”.

Para milhares de estrangeiros que anualmente nos visitam, Portugal tem tudo para ser mágico: a enorme riqueza cultural e patrimonial, a diversidade de tradições e manifestações culturais, o clima ameno e agradável, a excelente gastronomia, a duradoura estabilidade política, o custo de vida perfeitamente aceitável para quem habitualmente aufere salários bem mais elevados do que os que são praticados por cá, tudo desenha uma conjuntura favorável a uma visita mais ou menos demorada. Pior mesmo é viver cá todos os dias do ano! 

Com o desemprego galopante, o diminuto (e decrescente) poder de compra e um governo que nos rouba sistematicamente, com a imposição de uma carga tributária desajustada à realidade da maior parte da população, com os cortes sucessivos nos rendimentos e nos serviços de Saúde e de Educação, com a pobreza e a miséria a alcançarem cada vez mais pessoas, é cada vez mais difícil ser português.

Muitos têm sido, designadamente nos últimos três anos, aqueles que, sem oportunidade para singrarem profissionalmente na terra que os viu nascer, optam por deixar Portugal. Aliás, essa foi mesmo a indicação dada, há uns meses, pelo primeiro-ministro aos jovens sem colocação no nosso país. Diante do confrangedor comprometimento de todas as hipóteses de sucesso por cá, de que este elenco governativo é responsável inequívoco, todos os dias saem do país milhares de portugueses, dispostos a tudo para encontrarem a vida que merecem, mesmo que longe dos seus entes queridos e de tudo o que tinham construído até agora, e que muitos perderam.

Ao longo dos últimos anos os cortes nos salários avolumaram-se de tal maneira que muita gente recebe hoje um salário proporcionalmente mais curto do que o que recebia antes da Revolução dos Cravos, em 1974. Tenho amigos que perderam os seus empregos. Soube de gente que ficou sem a casa de família, cujas prestações ao banco tinha, até há pouco tempo, conseguido pagar sempre, religiosamente. Vi mães terem de deixar partir os filhos, e vi mesmo mães e pais quase na idade da reforma a terem também de virar as costas ao mundo que conheciam para partirem para longe, em busca de melhores condições de vida.

Viver em Portugal não está a ser fácil. E se ainda temos sol e boa comida para dar aos turistas que nos procuram, é tempo de o governo perceber que qualquer dia o sorriso que caracteriza os portugueses, esta hospitalidade tão nossa, vai também eclipsar-se. Um país onde não há o que comer, em que cada vez temos menos filhos, porque temos também cada vez menos o que lhes oferecer, é um país condenado. Um país que maltrata os seus velhos, que priva de horizontes as suas crianças, é um país condenado. Um país onde há tanta gente sem emprego, tanta gente a viver nas ruas, tanta gente com fome, é um país condenado. E não está, como também disse em tempos o chefe da quadrilha que se acha governo, “condenado ao sucesso”. Não. Portugal não é um país condenado ao sucesso. Portugal é, e cada vez mais, um país condenado a desaparecer…

sexta-feira, 18 de abril de 2014

1.ª Feira do Queijo e do Vinho de Faro

A AmbiFaro – Agência para o Desenvolvimento Económico de Faro, EM vai realizar de 24 a 27 de Abril a 1ª Feira do Queijo e do Vinho de Faro, que decorrerá, no Jardim Manuel Bívar. Este certame vai trazer a Faro um sector ainda desconhecido por muitos, permitindo que os seus visitantes aprofundem os seus conhecimentos num sector estratégico para a economia do nosso país e que precisa de ser valorizado e promovido, reforçando a coesão territorial e a importância dos produtos endógenos na economia e na identidade portuguesa.

Para além de queijos e vinhos, esta Feira, que pretende também criar novas dinâmicas e novos elementos atractivos na cidade de Faro, irá contar com a exposição e venda de vários produtos de produção artesanal regional tais como doces, mel, licores e enchidos, a que se juntará uma tenda de gastronomia com tasquinhas. Esta iniciativa é de entrada livre e o público presente poderá também contar com algumas provas de queijo e vinho.

domingo, 24 de agosto de 2008

Gastronomia fora de horas

Não é comum, mas desta vez, em vez de rumar a Coimbra, como há largos meses vem sendo hábito nos meus fins-de-semana, fiquei pelo Porto. E aproveitando essa circunstância, sabendo que estava a funcionar, desde o passado dia 18, a VIII Feira de Gastronomia de Vila do Conde, a dois passos daqui, pensei: “E se fosse lá almoçar?”. Fiz-me ao caminho, mas ao chegar lá tive uma surpresa. Eram exactamente 14 horas, e não me deixaram entrar. Disse-me um rapaz de cabelo amarelo encaracolado que segurava a porta – uma grade de obras – que a feira fechava das 14 às 15 horas. Foi aí que pensei que me tinha enganado, e fui consultar o letreiro afixado, que confirmava a minha crença: era, de facto, a Feira de Gastronomia, mas estava encerrada à hora de almoço. Lá dentro, no entanto, havia centenas de pessoas a almoçar tranquilamente. E por que razão? Porque tinham entrado antes das 14 horas, momento a partir do qual passava a ser proibido entrar.
A Câmara de Vila do Conde anuncia o certame, a decorrer nos jardins da Avenida Júlio Graça entre os dias 18 e 27 deste mês, como “uma oportunidade a não perder para saborear o melhor da cozinha tradicional portuguesa”. Uma oportunidade que eu, infelizmente ou não, perdi. Porque me recuso a voltar lá, e porque me recusei a aguardar uma hora para poder entrar e almoçar naquele espaço. Mas a história não acaba aqui, e foi pior a emenda do que o soneto: impedida de entrar na feira, fui a uma esplanada ali perto, onde fui prontamente atendida para o almoço, mas depois esperei mais de meia hora pela sobremesa e pelo café, de que acabei por desistir, e pela conta, que optei por pagar ao balcão. Pelo meio, acenei umas quantas vezes ao empregado, que me fez sinal de que viria em seguida, mas que continuou, impávido e sereno, encostado ao balcão, a fazer contas ou simplesmente a olhar para um horizonte qualquer que mais ninguém via. Meia hora nisto! Findo esse tempo, fui pagar ao balcão e pedi para ir à casa de banho. Um cubículo onde mal cabia uma pessoa, que não tinha papel e onde o autoclismo não funcionava. A limpeza também não era o forte daquele espaço. Despenteados amigos, queiram perdoar este meu desabafo, e entendam a minha revolta interior. Nem sou gaja de feiras e certames gastronómicos, mas em Vila do Conde, é certo, não me apanham mais. E tenho dito.