quinta-feira, 12 de março de 2015

Faro Urban Race 2015 percorrerá centro da cidade no próximo dia 28


Está a entrar na recta final o prazo para inscrição na edição deste ano da Faro Urban Race, prova de BTT em circuito urbano fechado, no formato Resistência, que percorrerá algumas das ruas do centro da capital algarvia (Cidade Velha, Jardim Manuel Bívar e zona circundante). Organizada pela Algarve Nature Adventure, esta prova terá lugar na tarde do dia 28 deste mês e será aberta a atletas federados e não federados. A grande novidade deste ano é que a competição terá transmissão directa no site da BTT-TV. Quem estiver interessado em participar no que, segundo a organização, pretende ser "uma verdadeira festa" e "dar a conhecer a cidade de Faro sob outra perspectiva", deverá formalizar a sua inscrição no site A Pedalar.

Dividida em três escalões, consoante a dificuldade de cada um deles e a capacidade física dos participantes que se inscreverão em cada uma das variantes, haverá três partidas: a primeira terá lugar pelas 15 horas, para a prova mais exigente, com duração de seis horas. Às 17 horas partirão os participantes da prova de dificuldade intermédia, com duração de quatro horas, e às 19 horas será a vez de partirem os atletas que optarem pela prova mais leve, com duas horas de duração. Nos formatos de duas e quatro horas poderão participar apenas ciclistas a solo, enquanto na prova de seis horas poderão participar atletas a solo ou em duplas.

PRAVI dinamiza campanha de adopção no Mercado Municipal de Faro


O Núcleo de Faro da PRAVI, associação que desenvolve o seu trabalho na área da protecção de animais vítimas de abandono e maus-tratos, a par do desenvolvimento de um programa de terapia assistida com animais a crianças e idosos, vai realizar no próximo sábado, no Mercado Municipal da capital algarvia, uma campanha de sensibilização e adopção de animais. Os voluntários da associação estarão naquele local entre as 9h30 e as 14 horas, disponíveis para dar a conhecer o trabalho da PRAVI e apresentar alguns dos cães e gatos que tem ao seu cuidado às suas futuras famílias. Quem não tiver possibilidades de adoptar um animal poderá, em alternativa, apadrinhá-lo. Da mesma forma, poderá tornar-se sócio ou voluntário da PRAVI, criando um vínculo mais permanente com a associação, ou fazer um donativo para apoiar o trabalho que aquela entidade tão empenhadamente vem desenvolvendo. Não fique indiferente. Pelos animais! Por todos nós!

quarta-feira, 11 de março de 2015

Os contraceptivos orais podem ou não matar?


Em Janeiro de 2008 fui internada de urgência nos Hospitais da Universidade de Coimbra. O que cerca de duas semanas antes parecia ser apenas uma dor numa perna, atribuída ao cansaço e ao uso de botas novas durante as compras de Natal, era afinal uma embolia pulmonar que por pouco, muito pouco, não me foi fatal. Dei entrada no hospital por volta das 14h30, estive até às 23 horas em observação nas urgências, fiz tudo o que era teste e análise, e foi um exame muito específico, feito por um aparelho que naquela altura não existia em mais nenhum hospital público do país, que encontrou o problema.

Se não fosse diagnosticada naquele momento, disse-me mais tarde a equipa médica, teria tido cerca de quatro horas de vida, já que tinha sofrido duas tromboses venosas profundas e duas superficiais, além de uma tromboembolia pulmonar, e os coágulos de sangue que me preenchiam quase na totalidade os pulmões teriam migrado para o coração, provocando um enfarte fulminante, ou para o cérebro, dando origem a um AVC fortíssimo. 

Fui internada nos Cuidados Intensivos da Unidade de Cardiologia, e mais tarde transferida para a enfermaria. Durante alguns dias não pude sequer sair da cama, sempre ligada a fios e máquinas e com o corpo todo roxo por acção da heparina e da varfarina que iam dissolvendo os coágulos e fazendo fluir de forma mais natural o meu sangue. Quando tive autorização para dar alguns passos, fui forçada a usar meias elásticas de contenção, que ainda uso diariamente, e que terei de usar toda a vida, e andei três anos a tomar anticoagulantes, para garantir que o sangue não espessava de novo, causando novas tromboses e nova embolia. 

Passados esses três anos, com recolhas e análises regulares ao sangue (primeiro três vezes por semana, depois semanalmente e mais tarde de 15 em 15 dias ou de mês a mês), fiz um teste para saber se a embolia poderia ter origem genética. Se assim fosse, a medicação com anticoagulantes teria de se manter pela vida fora, com todos os inconvenientes e transtornos daí decorrentes (se antes não era alérgica a nada, passei a ser alérgica a quase tudo, até ao sol e ao meu próprio suor, e por força da maior fluidez do sangue não podia sequer correr o risco de fazer um corte num dedo, tendo também de usar um cartão para o caso de sofrer um acidente na rua, de carro ou a pé, ter prioridade no atendimento médico).

O teste genético deu negativo, e por isso não sei, até hoje, qual a razão daquela tromboembolia pulmonar. Suspeita-se de que seria um conjunto de factores, entre s quais avultavam o excesso de peso, a vida sedentária que levava e a toma regular e já com vários anos de contraceptivos orais (sendo que até tinha mudado de pílula, cerca de um ano antes, por causa de um outro problema de saúde relacionado com o útero, para uma mais forte). Fui, por isso, obrigada a mudar de vida: pílula nunca mais! Mas não só: era preciso perder peso, fazer caminhadas, mesmo que fosse à velocidade de um caracol. Assim foi.

Mais recentemente conheci a história da Carolina Tendon, uma estudante de Veterinária e bailarina que, aos 22 anos, foi repentinamente surpreendida pela morte durante o sono. A história comoveu-me, a tal ponto de ter ido assistir ao enternecedor périplo que o namorado desta miúda (quando se tem 22 anos tem-se ainda tanto para viver!), o Pedro, anda a fazer pelo país, a apresentar o livro que ela foi escrevendo, desde os seus 10 anos de idade, mas que nunca teve tempo de editar. A história de vida da Carolina, que em pouco coincidirá com a minha, coincide num ponto essencial: ela também tomava a pílula, e a família, apoiada por pareceres de especialistas, diz que poderá ter sido isso a matá-la...

Serve esta longa história para dizer que sim, a pílula tem riscos. E que sim, a pílula pode matar. Creio, porém, que não matará sozinha. Precisará da nossa ajuda no cumprimento desse objectivo. Desde logo porque a maior parte das mulheres inicia a toma da pílula sem sequer consultar um médico. Eu consultei, e tudo o que ele me perguntou foi se fumava e se tinha hipertensão. Nada mais. Nem um exame ou análise. Conheço milhares de mulheres que tomam a pílula há anos e que nunca tiveram problemas. Eu mesma nunca os tinha tido, até saber que tinha problemas no útero, que os médicos garantiam nada ter a ver com a pílula, pelo contrário!

A verdade é que temos assistido a cada vez mais doenças e até a mortes de mulheres atribuídas, ou pelo menos alegadamente relacionadas com a pílula. Acho, ainda assim, que a pílula não age sozinha na geração desses males que matam. Mas convém estarmos atentas. Conheço muitas mulheres que nunca tomaram a pílula, porque não podiam ou porque não queriam, e nem por isso as vejo impedidas de terem a sua sexualidade segura e feliz. Aprendamos com elas! Para quê encher o corpo de químicos se podemos resolver a nossa vida sem eles? Eu já não preciso de contraceptivos, mas se precisasse, garanto-vos, excluía da equação a pílula. O seguro morreu de velho, e mais vale prevenir do que remediar...

terça-feira, 3 de março de 2015

“Marcha” da ANIMAL leva grupos e cuidadores de todo o país a Lisboa


É uma marcha que desta vez não é uma marcha. E não é uma marcha porque é muito mais do que isso: em luta pelo reconhecimento dos direitos dos animais e pelo respeito integral desses direitos por parte de todos os cidadãos, serão certamente muitas as pessoas - entre cuidadores independentes e elementos de associações - que no próximo dia 11 de Abril rumarão ao Terreiro do Paço, em Lisboa, a fim de participar na “Marcha” promovida anualmente pela Animal. De Faro partirá um autocarro para levar todos os interessados em marcar presença neste evento, que devem assegurar a sua inscrição até 15 de Março. A viagem de ida e volta custa 13 euros por pessoa.

TEXTO | CARLA TEIXEIRA

“Comida livre de crueldade e muito saborosa, música e performances circenses”, a par do “lançamento da segunda fase da campanha «Enterrar Touradas» e do tempo de antena para dar voz aos animais, são alguns dos argumentos da organização deste evento, a Associação ANIMAL, que promete “um evento em defesa dos direitos dos animais como nunca se viu em Portugal”. Num encontro que deverá reunir numerosos grupos e activistas individuais que todos os dias, em diversos pontos do país, se batem por esta causa, este será, segundo a organização, o momento ideal para que todos se conheçam e convivam amigavelmente, trocando ideias e experiências. A ANIMAL assegura que “todos os grupos, associações e cidadãos que queiram participar e trazer os seus próprios banners e cartazes serão muito bem-vindos”, e pede apenas que se comportem de forma ordeira, evitando mensagens ofensivas. Pelos contornos do evento, pede-se também que os participantes se abstenham de levar consigo os seus animais, já que, por razões várias, aquele não será um ambiente adequado para eles.

Cidade amiga dos animais, Faro não poderia deixar de estar presente num encontro que celebra os seus direitos e a necessidade diariamente renovada de lutar por eles e por melhores condições de vida os que têm a felicidade de encontrar um lar e uma família, mas também e sobretudo para os que vivem na rua, porque ali nasceram e viveram sempre ou porque foram abandonados por aqueles que viam como a sua família. Reconhecendo que a entrada em vigor, no final do ano passado, da lei que criminaliza os maus-tratos a animais, o Núcleo de Faro da PRAVI afirma que ainda há muito a fazer por eles, e por isso convida todos os amigos dos animais a juntar-se à associação na viagem a Lisboa, disponibilizando para isso um autocarro que levará à capital e trará de volta a casa todos os interessados. A partida deverá ter lugar por volta das 11 horas, estando a chegada prevista para as 23.

As inscrições estão a decorrer até ao próximo dia 15 e dependem do envio de uma mensagem de e-mail para o endereço faro.pravi@gmail.com, com indicação do nome, da localidade e do número de telefone de todos os participantes. Depois de garantir a existência de lugares no autocarro, deverá então fazer-se o pagamento devido (13 euros por pessoa) para o NIB 0033.0000.45415941649.05, remetendo depois, pelo mesmo meio, o comprovativo para a PRAVI. Na eventualidade de até à data indicada os lugares no autocarro não serem todos vendidos, o dinheiro entregue será devolvido e a viagem cancelada, por isso, se quiser mesmo estar presente neste momento e ajudar a dar voz às necessidades e aos direitos dos animais, inscreva-se o quanto antes! Pelos animais!