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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Livro «António Marinho e Pinto – Mudar Portugal», de Orlando Castro, será amanhã apresentado na nova sede do PDR, em Armação de Pêra


O livro «António Marinho e Pinto – Mudar Portugal», da autoria de Orlando Castro, jornalista e chefe de redacção do jornal angolano «Folha 8», vai ser apresentado amanhã, pelas 18 horas, em Armação de Pêra, no Algarve. A apresentação ocorre no âmbito da cerimónia de inauguração da sede do PDR – Partido Democrático Republicano (sita na Rua D. João II, Loja nº 6, Edifício Paula), de que Marinho e Pinto é presidente. O autor da obra não estará presente, mas adiantou ao Mente Despenteada algumas palavras sobre o que podemos esperar ao ler o que define como “uma grande entrevista com uma figura incontornável do actual cenário político português”.

De facto, enquanto a generalidade dos políticos portugueses pensa sempre muito bem no que vai dizer, Marinho e Pinto é um político, talvez o único, que diz exactamente aquilo que pensa e que não se coíbe de defender as ideias em que acredita, venha quem vier! “Sem papas na língua”, como diz o povo, o ex-jornalista, antigo bastonário da Ordem dos Advogados, eurodeputado e agora líder partidário tornou-se conhecido da maior parte dos portugueses pela forma aberta e aguerrida como se manifesta sempre em defesa das suas ideias, sem medo de “comprar uma guerra” com os seus detractores.

São características em que Marinho e Pinto não difere tanto assim de Orlando Castro, homem intrépido e jornalista especializado em questões relacionadas com a Lusofonia que há muito assumiu como forma de estar na profissão o diapasão de que “o poder das ideias tem de estar acima das ideias de poder”, e que “não se é Jornalista seis ou sete horas por dia a uns tantos euros por mês, mas sim 24 horas por dia, mesmo estando (des)empregado”. A trabalhar a informação de Portugal e de Angola, cedo percebeu que, em qualquer destes países, “os donos do poder preferem ser mortos pelo elogio do que salvos pela crítica”, mas enquanto cidadão e enquanto jornalista sempre fez questão de se apresentar “com nome, rosto e identificação” em tudo o que diz e escreve.

O livro que hoje é apresentado em Armação de Pêra resulta, segundo contou Orlando Castro ao Mente Despenteada, de um conjunto de conversas que manteve com o agora líder do PDR. “Todo o passado de António Marinho e Pinto, sobretudo enquanto jornalista e bastonário da Ordem dos Advogados, bem como o seu presente, como político, mereciam ser do conhecimento público”, considera, acrescentando que “é isso que este livro pretende mostrar”. Afinal, continua, “por alguma razão o povo gosta do que ele diz, das suas bandeiras de luta, da sua forma directa de abordar as questões. Ele é dos raros políticos que diz o que de facto pensa. Em oposição aos seus congéneres, que quase sempre pensam no que vão dizer e, por isso, ou ficam calados ou... mentem”…

«António Marinho e Pinto – Mudar Portugal» é certamente uma obra a não perder! Editado com a chancela da Verso de Kapa e distribuído pela Bertrand, do Grupo Porto Editora, o livro estará disponível para venda nas principais livrarias de todo o país e também online, bastando para esse efeito contactar a editora (info@versodakapa.pt).
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Ao amigo e camarada Orlando o Mente Despenteada deseja muito sucesso na venda de mais uma obra, na certeza de que cada página evidencia a clarividência, a assertividade e o respeito pela verdade dos factos a que desde sempre nos habituou. Força, companheiro! :)

sábado, 24 de maio de 2014

Pauliteiros de Vila Nova de Anços promovem 6º festival infantil


O Grupo de Pauliteiros de Vila Nova de Anços, uma pequena aldeia do Concelho de Soure, no Distrito de Coimbra, promove no próximo dia 1 de Junho, Dia Mundial da Criança, a sexta edição do seu Festival Infantil de Danças e Cantares. A tarde promete ser animada, com actuações do grupo anfitrião e de mais três ranchos folclóricos.

O início da festa está marcado para as 15 horas, com a realização do habitual desfile dos vários grupos participantes pelas ruas da localidade, após o que, cerca de meia hora mais tarde, terão lugar as suas actuações. A secção infantil do Grupo de Pauliteiros de Vila Nova de Anços abre o programa, seguindo-se o Rancho Juvenil da Casa do Povo de Arganil, o Rancho Etnográfico Infantil da Borda do Campo e, a fechar, o Rancho Folclórico Infantil das Fazendas de Almeirim. A entrada é gratuita e aberta não só aos locais, mas a todos os interessados, oriundos de qualquer ponto do país.

Criado a 15 de Agosto de 1935, o Grupo de Pauliteiros de Vila Nova de Anços é hoje um dos mais antigos grupos de folclore em actividade em Portugal. A formação da secção infantil é relativamente recente, mas tem conquistado enorme sucesso junto de todos os que assistem às suas interessantes actuações, de tal forma que este é já o sexto festival dedicado em exclusivo aos pauliteiros mais jovens, e que conta sempre com a participação de outros ranchos folclóricos infantis.

Os pauliteiros mais pequeninos são uma versão mini dos mais velhos, conhecidos e prestigiados aquém e além-fronteiras, tantas são as solicitações para actuarem nos mais diversos pontos do país e até lá fora. Os Pauliteiros de Vila Nova de Anços sentem sempre alguma dificuldade em escapar à comparação com os de Miranda do Douro – a maioria dos portugueses desconhece mesmo a existência de outros grupos de pauliteiros em Portugal –, mas frisam que têm características muito próprias. Desde logo o traje, mais sóbrio e menos garrido do que os do grupo transmontano, mas também os paus com que se apresentam nos espectáculos, mais curtos do que os usados pelos bailarinos mirandeses (medem cerca de 60 centímetros de comprimento apenas e têm cerca de três de diâmetro) são pintados de branco com listas vermelhas, tendo as extremidades em azul e amarelo (as cores da freguesia). No topo ostentam duas fitas em cruz, com as cores de Portugal.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Responsáveis do «Janeiro» condenados a trabalho comunitário

FOTO: LISA SOARES/GLOBAL IMAGENS

O Tribunal de Gondomar condenou, este segunda-feira, Eduardo Costa e José Reis, responsáveis pela empresa Sedico, detentora do jornal "O Primeiro de Janeiro", a uma pena de dois anos de prisão, substituída por 480 horas de trabalho comunitário. Eduardo de Oliveira Costa e José Pereira Reis foram condenados pelo crime de abuso confiança fiscal, num processo-crime relacionado com dívidas às Finanças superiores a dois milhões de euros.

Na sessão de leitura da sentença, a juíza titular do processo afirmou ficar "provado o crime para os dois", acrescentando que a culpa de Eduardo Costa e José Reis "foi elevadíssima", porque ambos sabiam das dívidas ao Estado e não as quiseram pagar. "Desde janeiro de 2002 até março de 2008 nunca as pagaram", frisou a juíza, considerando que este dado "revela que desde o primeiro momento optaram por não as pagar". Os 2.085.162,54 euros de dívida relativos ao Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) "nunca foram postos em causa" pelo Tribunal, tendo a juíza dito que, apesar de José Reis argumentar durante o julgamento que "era apenas um pau mandado de Eduardo Costa", há documentos no processo "que o incriminam", designadamente "escritos e assinados" por si e que revelam que o arguido tinha "conhecimento da dívida" ao Fisco. Também o argumento de que sofreu um AVC em 1999 não colheu, uma vez que, disse a juíza, Reis "manteve-se no Janeiro, continuou a elaborar ofícios (...) e nunca renunciou por opção, nunca saiu da sede" da empresa.

Já em relação a Eduardo Costa, o Tribunal entendeu que, apesar de não haver documentos que o incriminem, "grande parte das testemunhas afirmaram nunca ter recebido ordem de José Reis". "No geral, testemunhas que trabalharam para a Sedico nunca receberam ordens de José Reis. Quem conheciam como patrão era Eduardo Costa", vincou a juíza. Assim, "a tese de que a intervenção que [Eduardo Costa] tinha era na redação não colhe", tendo a própria diretora do jornal, até julho de 2008, Nassalete Miranda, testemunhado ter "total autonomia editorial". "A sua intervenção estendia-se à área financeira, cabendo a José Reis o momento final de assinar os documentos", sublinhou a magistrada, para quem ficou também claro que Eduardo Costa "tinha conhecimento das dívidas".

Já quase no final da sessão, a juíza salientou que se as 480 horas de trabalho a favor da comunidade -- o máximo fixado por lei - não forem cumpridas, os dois irão para a prisão. Quando à Sedico, "não se sabe muito bem qual a situação concreta da empresa", concluiu a magistrada, referindo apenas ter sido declarada insolvente em 2009. No final do julgamento, enquanto não foi possível falar com Eduardo Costa, José Reis respondeu à Lusa de que não irá recorrer desta sentença.

Fonte: Jornal de Notícias

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Romaria a Nossa Senhora dos Remédios em Vila Nova de Anços


A Freguesia de Vila Nova de Anços, no Concelho de Soure, Distrito de Coimbra, estará em festa no próximo fim-de-semana, com a realização da sua tradicional Romaria a Nossa Senhora dos Remédios, que ocorre anualmente por alturas da Páscoa. O cartaz comemorativo arranca no próprio domingo pascal, mas conhece o seu ponto mais alto durante a tarde de segunda-feira, com a celebração religiosa e muita animação musical. A organização do evento coube desta vez à Sociedade Filarmónica Vilanovense, que assim pretende angariar apoios para dar continuidade à obra de construção da sua nova sede.
Do cartaz deste evento constam, no dia 20, pelas 11 horas, uma Arruada pelos Gaiteiros, e às 14h40, na Casa do Povo de Vila Nova de Anços, a habitual cerimónia do Enterro do Judas. No dia seguinte, pelas 10 horas, será também a Arruada pelos Gaiteiros a abrir as celebrações, mas as iniciativas mais marcantes estão reservadas para a tarde: a recepção à Filarmónica Vilanovense, pelas 15 horas; a celebração religiosa, que tem início 15 minutos depois; a actuação em palco da colectividade responsável pela organização da festa, às 16 horas; e, a fechar, a subida ao palco do Grupo Infantil dos Pauliteiros de Vila Nova de Anços, prevista para as 16h30. No recinto da festa estará disponível um serviço de bar e petiscos.
A Sociedade Filarmónica Recreativa e Beneficente Vilanovense foi fundada no dia 10 de Março de 1878, quando tocou a sua primeira marcha na praça onde se encontra o pelourinho, símbolo heráldico de Vila Nova de Anços. Desde essa data, a colectividade mantém a sua actividade de forma ininterrupta, visando sempre o objectivo primeiro de divulgar a música e a cultura local. A sua fundação surgiu no âmbito da actividade teatral, uma vez que tentou dar resposta àquela que era uma necessidade da altura: fazer o acompanhamento musical das operetas que eram levadas à cena naquela zona do país.

domingo, 4 de setembro de 2011

Nadador-salvador ou nem por isso...



Se o trabalho fosse uma coisa muito boa, certamente não seria preciso que nos pagassem para, todos os dias, nos apresentarmos ao serviço. Pois bem, parece que há quem não saiba disso e pense que trabalhar é o mesmo que aparecer no local de trabalho, mesmo que, depois, se faça tudo menos aquilo para que se foi contratado... O meu amigo Laurentino Barros registou, há uns tempos, esta imagem. Passou-se na Praia da Madalena, em Vila Nova de Gaia, e, tanto quanto sei, já lhe valeu algumas ameaças de um dos senhores aqui fotografados, bem como a retirada da foto, à sua revelia, do Facebook, onde a tinha postado e alguns amigos tinham comentado. É, de facto, curioso que um nadador-salvador, pago para vigiar uma praia, antecipar e resolver situações de perigo para os banhistas (não, a missão deles não é apenas tirar do mar pessoas que se afogam), esteja, em pleno horário de trabalho, nestes preparos com a sua (presumível) namorada, enquanto o colega, com as mesmas obrigações, tira uma bela de uma soneca. Deve ser isto que aprendem nas séries juvenis que enchem as nossas televisões, onde se vê o mercado laboral como uma imensa feira popular, mas não é este, de todo, o exemplo que deve dar uma pessoa contratada para vigiar as praias e agir em conformidade com isso. Esperemos que, se um dia alguém se afogar na Madalena, não nos apareça um destes cromos a dizer que fez de tudo para evitar o trágico desfecho...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

«Óbidos Pinholando» - Fotografia estenopeica


O meu amigo António Campos Leal inaugura, no próximo dia 15 de Abril, no Centro de Design de Interiores de Óbidos, a exposição fotográfica «Óbidos Pinholando», que estará patente naquele espaço desde o dia seguinte até 15 de Maio. Trata-se de uma iniciativa que congrega a instalação, a exposição de fotografia estenopeica e a mostra de câmaras e oficina, e que promete momentos deliciosos a todos os apaixonados pela imagem em geral e pela fotografia estenopeica em particular. Dono de uma personalidade forte e vincada, de uma assinalável cultura geral e de uma voz sonante e crítica, António Campos Leal é um verdadeiro apaixonado pela luz que irradia da fotografia. Dinamizador do blog Buraco de Agulha, participa também de uma extensa lista de outros espaços virtuais dedicados a esta área, onde partilha interesses, paixões e conhecimentos.

De acordo com a Wikipédia, “uma câmara pinhole é uma máquina fotográfica sem lente”, sendo a sua designação proveniente da expressão britânica “pin hole”, que significa precisamente “buraco de agulha”. A fotografia estenopeica parte, portanto, da utilização de uma caixa em que a luz não penetra senão por um pequenino orifício, através do qual se obtém uma imagem real invertida, que é projectada para a parede oposta ao pin hole. “Para produzir uma imagem razoavelmente nítida, a abertura tem de ser um furo pequeno, na ordem dos 0,5 mm, ou menos. O obturador da câmera pinhole consiste geralmente numa mão espalmada ou num qualquer material à prova de luz que cobre e descobre o furo. Estas câmaras requerem maior tempo de exposição do que as câmaras convencionais (entre cinco segundos e mais de uma hora).

domingo, 30 de janeiro de 2011

Mário Mesquita expõe «Terras de Sol e de Dor»

Tive ontem o grato prazer de reencontrar o meu querido amigo Mário Mesquita (de quem já vos falei aqui e aqui) no Centro Português de Fotografia, onde ontem à tarde ele inaugurou a sua mais recente exposição, «Por Terras de Sol e de Dor». Acedendo ao seu convite, que muito me honrou, encontrei-o com o mesmo ar despenteado e o mesmo sorriso quase envergonhado que lhe conhecia de outros tempos, e deixei-me perder, uma vez mais, pelo maravilhoso conjunto de fotos que, segundo me disse, reuniu ao longo de cerca de ano e meio, em viagens sucessivas ao longo das margens do Douro, do Porto até Freixo-de-Espada-à-Cinta.

Esta exposição, que estará patente no Centro Português de Fotografia até 22 de Maio, é o resultado de uma longa reportagem fotográfica que levou o Mário a deliciosos recantos do Vale do Douro, percorrendo as mais pequeninas localidades de concelhos como Porto, Vila Nova de Gaia, Gondomar, Valongo, Paredes, Penafiel, Marco de Canaveses, Baião, Vila da Feira, Castelo de Paiva, Cinfães, Resende, Mesão Frio, Santa Marta de Penaguião, Peso de Régua, Sabrosa, Alijó, Carrazeda de Ansiães, Torre de Moncorvo, Freixo-de-Espada-à-Cinta, Lamego, Armamar, São João da Pesqueira, Meda, Vila Nova de Foz Côa, Figueira de Castelo Rodrigo. Insere-se, como refere o catálogo, “no âmbito de um projecto de recolha visual de uma área de Portugal muito martirizada nos últimos anos pela fúria galopante da litorização, que lhe foi tirando gente e desestruturando as suas comunidades”, e constitui “um registo documental sobre o Vale do Douro, região construída por quem lá habitou e pelos poucos que lá ficaram”.

No seu discurso de inauguração da exposição, Mário Mesquita informou-nos de que não há neste trabalho qualquer preocupação de embelezamento do objecto retratado. Esta é a realidade que ali se vive, filtrada apenas pela interpretação de um homem, munido da sua câmara fotográfica e de um olhar atento a todas as pequenas coisas – a mostra vive muito de pormenores que passariam ao lado de muitos dos visitantes destes lugares, mas que nas fotografias do Mário ganham vida própria e nos captam os sentidos. Este é, por isso, “um trabalho de matriz realista, através do qual se dá nota do que ainda hoje pode ler-se da expressão tectónica, territorial e social do sistema de lugares ao longo deste território, unido por traços de identidade comuns muito fortes, mas diverso pelas suas múltiplas texturas. Realizado a partir do estudo da invenção da imagem das aldeias que o compõem, traça-nos o retrato de um processo declarado de abandono e perda cultural gritante que urge inverter”.

Pela parte que me toca, resta-me dizer apenas que adorei a exposição, que me identifiquei com muitas das imagens, apesar de nunca ter estado na esmagadora maioria dos lugares retratados. Em diversas fotografias, alinhadas em mais de 200 painéis que povoam quatro salas do piso térreo do histórico e lindíssimo edifício do CPF, senti uma afinidade tal com o olhar do Mário que comentei com a Lídia e o Carlos, dois amigos que me acompanharam no evento, que se lá tivesse estado, com a minha máquina fotográfica na mão, teria, muito provavelmente, guardado para a posteridade aqueles mesmos lugares, aqueles mesmos enquadramentos. Certamente não com a mesma qualidade, com o mesmo respeito pela técnica que para mim é ainda desconhecida, mas com a mesma paixão pela descoberta de lugares tão preciosos em recantos tão escondidos.
Ao Mário, resta-me agradecer o convite, a partilha e o sorriso e das memórias partilhadas na curta conversa que tivemos. E o desejo de que continue a surpreender-nos com o seu magnífico trabalho. Porque quero estar também nas próximas exposições! Até lá!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Uma mentira chamada «O Primeiro de Janeiro»


Uma mentira em forma de capa de jornal. Na verdade, «O Primeiro de Janeiro», aquele que em tempos foi um grande jornal, com grandes profissionais, fechou as portas no dia 31 de Julho de 2008, com o despedimento colectivo e ilegal de toda a sua redacção (com salários em atraso e sem qualquer indemnização ou aviso prévio). O pasquim que abriu dois dias depois, usurpando o nome da publicação centenária, tem na verdade dois anos e meio, e nada mais do que isso! A pouca-vergonha continua!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Eduardo Costa acusado de fuga ao fisco

O empresário que tem gerido o jornal «O Primeiro de Janeiro» nos últimos vinte anos foi acusado, em Fevereiro, pelo Tribunal de Gondomar de fuga ao fisco. Eduardo Costa, juntamente com o administrador Pereira Reis, é acusado do crime de abuso de confiança, por retenção na fonte de importâncias de IRS e IVA, referentes aos anos de 2002 a 2008, durante a administração da empresa Sedico – Edições de Comunicação SA (antiga O Primeiro de Janeiro SA). Ao todo, não entregaram ao Estado mais de 2 milhões de euros.

O processo teve origem em 2006, quando a empresa mudou a sede para uma morada fictícia, em Gondomar. Mesmo assim, o Ministério Público do Tribunal de Gondomar demorou quatro anos a produzir acusação, deixando prescrever o crime de abuso de confiança para parte das importâncias de IRS e IVA referentes aos anos de 2002 a 2005, não encontrando prova documental para o ano de 2007. São mais de 167 mil euros que o Ministério Público considera perdidos para o Estado.

Apesar de a acusação recair sobre Eduardo Costa, o empresário de Oliveira de Azeméis não figurava na estrutura accionista da empresa, mesmo sendo reconhecido publicamente como o seu presidente. O administrador Pereira Reis, que se assumiu como “testa de ferro” de Eduardo Costa, fez diversas participações contra o seu conterrâneo na PGR, no DIAP do Porto e mesmo na secretaria do Tribunal de Comércio de Gaia, que declarou a insolvência da Sedico, ainda em 2008.

A Sedico, entretanto, tem os seus bens à venda, por propostas em carta fechada, num processo contestado pelos jornalistas despedidos ilegalmente há dois anos, que se constituíram credores da empresa. Em causa está o espólio fotográfico do jornal centenário e o arquivo das edições entre 1868 e 1990, encontrado na casa do pai de Eduardo Costa, em São Roque, Oliveira de Azeméis.

Os jornalistas contestam as avaliações do espólio fotográfico e do arquivo das edições do jornal, porque não sabem quem as fez, nem em que data. Também desconhecem quem são e o que fazem os quatro trabalhadores da Sedico, que estão no lote do activo a alienar pelo valor base de 223 mil euros.

Os jornalistas de «O Primeiro de Janeiro», ilegalmente despedidos no Verão de 2008, estranham todo este processo e pediram ao juiz do Tribunal de Comércio de Gaia que retirasse a presidência da Comissão de Credores a Eduardo Costa, estando ainda a aguardar por uma decisão. O empresário, enquanto responsável pela cooperativa Editorialcult, CRL (antiga Folha Cultural, CRL), apresentou-se como principal credor da Sedico; juntamente com a irmã, Lúcia Jesus Costa, reclamam da empresa que geriram, uma verba de cerca de 8 milhões de euros. Os créditos dos jornalistas e gráficos e outros trabalhadores ascendem a 840 mil euros.

Redacção muda para a Rua de Santa Catarina

Entretanto, «O Primeiro de Janeiro» já mudou novamente de empresa proprietária e transferiu a sede para o n.º 489, na Rua de Santa Catarina, Porto, para um edifício que alegadamente pertence a Eduardo Costa. O jornal é detido agora pela Globinóplia Unipessoal Lda (uma empresa de locação de propriedade intelectual e produtos similares, detida na totalidade pela Gadgetresult SGPS, SA) e é editado pela Cloverpress, Lda. (uma sociedade detida pela Folio Comunicação Global Lda. e pela Gadgetresult). Para trás fica a Caderno Digital, uma empresa de Ovar que foi comprada e gerida por Eduardo Costa, mas que ainda detém a propriedade do título, de acordo o registo de publicações da Entidade Reguladora para a Comunicação Social.

«O Primeiro de Janeiro» continua a ser produzido por quatro jornalistas com salários em atraso. Estes profissionais estão vinculados à Norte Press – Comunicação Social, Lda., Fólio – Comunicação Global, SA, e Sedico – Serviços de Comunicação, SA. Nenhum tem contrato com as novas empresas, Globinóplia e Cloverpress, tal como não tinham com a Caderno Digital. A Autoridade das Condições de Trabalho, por diversas vezes chamada a intervir, nunca conseguiu pôr cobro a esta situação.

Com a mudança das instalações para o edifício na Rua de Santa Catarina, teme-se que o espólio fotográfico do jornal, que ficou na Rua de Coelho Neto, e que está às ordens do Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia, esteja em risco de ser destruído ou degradado.

Porto, 12 de Abril de 2010
Os jornalistas despedidos ilegalmente do Jornal «O Primeiro de Janeiro»

quarta-feira, 24 de março de 2010

Exposição «Estado d’Alma» no Porto

Inaugura amanhã, pelas 17h30, nas instalações do Posto de Turismo da Câmara Municipal do Porto (em frente à Sé Catedral), a exposição de pintura «Estado d’Alma», com obras da minha ainda muito recente amiga Elisete Marques, que receberá os convidados. Sobre este evento, que se manterá patente no mesmo espaço até ao próximo dia 18 de Maio, afirma a artista que “a pintura percorre o caminho que vai da finalidade prática à finalidade espiritual, do objectivo ao composicional”.

Elisete Marques é empresária e vive na Freguesia de Mafamude, no Concelho de Vila Nova de Gaia. Afirma-se como “curiosa, amiga, fiel, generosa, teimosa e idiota” (só pelo facto de ter muitas ideias). Administradora/redactora do blog Divagando no Abstracto, interessa-se pela pintura, pela poesia e pela política, entre outros temas de actualidade. «Equador», de Miguel Sousa Tavares, é o livro que aponta como seu favorito, e na música aprecia “todas as dos Beatles”.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

João Pedreira a caminho do Festival

Lembram-se do João Pedreira, que participou no concurso «Família Superstar» com o pai, o inesquecível Paulo Pedreira? Pois é, eu conheci-os há pouco mais de quatro anos, por intermédio de um dos irmãos dele, de quem já era amiga, quando passei férias em casa de uma amiga comum, no Magoito (Sintra). Sei que o João, como o pai e os irmãos Lito e Paulo Renato, são pessoas invulgares – o tipo de pessoas de que se gosta logo ao primeiro impacto – e sei também que o João vive de corpo e alma a música que faz. Por isso, quando recebi o mail do Lito a dizer que o João está na calha para uma participação no Festival da Canção, não hesitei. Já votei, já divulguei o site da votação entre os meus amigos, e agora deixo-vos aqui o link. Ouçam e façam a vossa opção! Pela parte que me toca, está decidido. Força, João!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Reunião de amigos com sabor a chocolate

Quando era adolescente, li num daqueles livros antigos sobre os “deveres da esposa ideal” para com o marido e o lar, que as mulheres são em regra mais infantis do que os homens para poderem funcionar como intermediárias entre os adultos e as crianças. Nada sei dizer desse alegado “instinto maternal”, mas sempre achei que conseguia, como poucas pessoas, ligar-me às crianças e aos adultos, e sempre tive amigos mais novos e mais velhos, bem mais novos e bem mais velhos do que eu. Gosto de os ter. A riqueza da nossa vida está nas pessoas que temos à nossa volta, e quanto mais essas pessoas forem diferentes, mais rica é a nossa experiência.
Gosto dos meus amigos. Gosto de sentir que tenho um pouco de cada um deles, e que cada um deles tem um pouco de mim. E gosto de saber que, independentemente da idade que tinham aqueles com quem, ao longo da vida, me fui relacionando, sempre obtive o respeito de uns e de outros, e até alguma admiração, que (agrada-me pensar assim) terá sido quase sempre merecida! Não sou uma pessoa de trato fácil. Não sou simpática, nem hipócrita, sou muito exigente, comigo e com os outros, impaciente e pouco compreensiva para com os fracos de espírito, e tenho enorme dificuldade em calar a voz do diabinho que vive no meu cérebro, que me faz dar voz aos pensamentos que me invadem a alma.
Ainda assim, apesar de todos os meus defeitos, tenho tido a sorte e o talento de fazer e guardar amigos. Não são muitos, mas sempre fui daquelas pessoas que preferem a qualidade à quantidade. São poucos, mas bons. Há dias tive a feliz oportunidade de me reunir com alguns (bem, eram apenas quatro, mas do meu melhor leque) e a noite foi divertidíssima. E há minutos li, no blog da Joaninha, que não fui a única a gostar muito da nossa pequena reunião! Acho muito bem. Só tenho pena de não termos registado o momento para a posteridade, apesar de haver na mesa um fotógrafo profissional e pelo menos uma apaixonada pela arte da Fotografia (leia-se eu). Talvez na próxima vez!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Jornalistas despedidos assinalam aniversário do «Janeiro»

JORNALISTAS DE «O PRIMEIRO DE JANEIRO»
ASSINALAM ANIVERSÁRIO DO JORNAL

Para os jornalistas e outros trabalhadores de «O Primeiro de Janeiro» ilegalmente despedidos no Verão de 2008, o dia 1 de Dezembro marca o aniversário do jornal que produziram durante anos com grande esforço e seriedade. Trata-se, no entanto, de uma realidade bastante mais distante, não só pela acentuada degradação do título, como pela longa batalha judicial a correr nos tribunais.

Decorridas que foram as assembleias de credores no Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia, ainda não foi produzida sentença judicial; no Tribunal do Trabalho do Porto, não há sequer julgamento marcado. Note-se que toda a redacção e outros funcionários foram alvo de um despedimento colectivo, em Julho do ano passado, sem que os seus direitos fossem respeitados, ficando por liquidar alguns meses de salários e subsídios de férias, além das respectivas indemnizações.

No centro de todas estas ilegalidades está o empresário Eduardo Oliveira Costa e o seu grupo de empresas. Desde que comprou «O Primeiro de Janeiro», em 1993, têm-se acentuado a degradação do título, das condições de trabalho e, inevitavelmente, da qualidade da informação, não falando no seu uso para fins contrários aos valores jornalísticos universalmente consagrados.

«O Primeiro de Janeiro» é produzido actualmente por três jornalistas e um trabalhador sem carteira profissional, todos com salários em atraso há vários meses. O jornal «Motor», outro título do universo de empresas de Eduardo Costa, está a ser produzido por um único jornalista, também com salários em atraso.

O Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia ainda não decidiu o futuro da empresa Sedico, SA (que até 2006 tinha o nome de O Primeiro de Janeiro, SA), depois da assembleia de credores do dia 27 de Outubro. Nessa reunião, em que estiveram presentes 97 por cento dos credores, os representantes do empresário de Oliveira de Azeméis, da sua irmã, e da cooperativa que presidem, A Folha Cultural, CRL (agora designada Editorialcult, CRL), rejeitaram o plano de recuperação apresentado pelo administrador de insolvência. Isto apesar de ter sido a Folha Cultural a pagar a caução, em Julho, para travar o processo, alegando a existência de bens na empresa.

Os únicos bens detectados pelo administrador de insolvência foram o arquivo fotográfico, encontrado na antiga redacção da rua Coelho Neto, e a colecção de jornais desde 1868, encontrada na casa do pai de Eduardo Costa, em Oliveira de Azeméis, na freguesia de S. Roque. Segundo o administrador de insolvência, este espólio está avaliado em 250 mil euros, apesar de não se conhecer nenhuma avaliação independente, nem o seu estado e condições de conservação.

No entanto, o valor atribuído ao alegado espólio de «O Primeiro de Janeiro» não serviria para cobrir as dívidas da Sedico aos seus trabalhadores, já que esse valor ascende a cerca de 950 mil euros. Ao Estado, Finanças e Segurança Social fica uma dívida de cerca de 6 milhões de euros; entre as dívidas a fornecedores encontram-se valores significativos de várias empresas de comunicação social do Porto e de Lisboa, apesar de não se conhecer anúncios publicitários ao jornal «O Primeiro de Janeiro».

Todavia, os principais credores da Sedico, em mais de 50 por cento dos créditos, são o próprio Eduardo Costa, através da cooperativa Folha Cultural/Editorialcult, e a sua irmã, Lúcia Jesus Costa.

Apesar da demora dos tribunais em resolver esta teia, os jornalistas e outros trabalhadores ilegalmente despedidos em 2008 não deixam de assinalar mais um aniversário de «O Primeiro de Janeiro», um título que está ligado ao último século da história do Porto e de Portugal.

Jornalistas e outros trabalhadores ilegalmente despedidos em 2008

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Credores da Sedico rejeitam recuperação

Os bens da empresa Sedico, responsável pelo pagamento dos trabalhadores demitidos de «O Primeiro de Janeiro», vão ser liquidados, depois de os credores terem hoje rejeitado o plano de recuperação apresentado. Do grupo de credores que hoje votaram contra o plano de recuperação, no Tribunal do Comércio de Gaia, fazem parte não só os trabalhadores despedidos ilegalmente em Julho de 2008 (a quem a Sedico deve mais de 840 mil euros), mas também a própria Segurança Social, cuja dívida ascende a quatro milhões de euros. As dívidas da empresa ao Estado (Segurança Social e Finanças) ultrapassam neste momento os 5,7 milhões de euros, uma quantia apenas superada pela dívida a fornecedores, estimada em quase oito milhões de euros.

Agência Lusa

domingo, 25 de outubro de 2009

Assembleia de credores decide futuro do jornal «O Primeiro de Janeiro»

Os jornalistas despedidos do jornal «O Primeiro de Janeiro», em Julho de 2008, apelam à participação dos credores da empresa na assembleia que vai ter lugar na terça-feira, 27 de Outubro, pelas 10h30, no Tribunal de Comércio de Gaia.

O plano de recuperação da empresa Sedico (ex-O Primeiro de Janeiro, SA) apresenta diversas incongruências, dados misteriosos e insiste em situações lesivas para os trabalhadores e para a lógica empresarial.

A Sedico já passou por dois planos de recuperação, o primeiro em 1993, quando o empresário Eduardo Costa tomou conta da empresa e que levou ao despedimento de dezenas de trabalhadores a quem nunca foram pagas as indemnizações devidas. Apela-se a estes credores e todos os demais que participem na assembleia de terça-feira e rejeitem o actual plano de recuperação. Só faz sentido recuperar-se a empresa se as indemnizações dos trabalhadores forem as primeiras a liquidar, de uma só vez e na totalidade. Caso contrário, a recuperação irá assentar mais uma vez no esforço não reconhecido daqueles que durante anos trabalharam para tornar «O Primeiro de Janeiro» um título credível. Note-se que os quatro jornalistas que actualmente produzem o jornal trabalham a partir de casa, deslocando-se à redacção ao fim do dia para fazer o fecho, já que a empresa não garante o pagamento dos salários, nem os meios técnicos necessários. Apesar disso, o plano de recuperação apresentado ao tribunal afirma que a empresa dispõe dos meios humanos e técnicos necessários para produzir o jornal.

O plano é omisso quanto à actividade da empresa, insistindo em pressupostos errados. Não se compreende a sua recuperação baseada no título «O Primeiro de Janeiro», quando se sabe que este é pertença de uma empresa com sede em Ovar, a Caderno Digital, que não tem ligação à Sedico. Além do mais, o principal credor interessado na recuperação é a antiga cooperativa Folha Cultural (que mudou o nome para Editorial Cult, CRL), e cujo presidente é Eduardo Costa. O antigo administrador da Sedico já reconheceu publicamente, várias vezes, que agia como testa de ferro do empresário de Oliveira de Azeméis. Também não se compreende a actuação da Segurança Social, ao pretender viabilizar a recuperação da empresa, quando tem estado a discriminar os jornalistas despedidos em 2008, procedendo apenas a alguns a pagamentos no âmbito do Fundo de Garantia Salarial, recusando-se a justificar sequer porque paga a alguns e não a outros.

Os jornalistas despedidos em Julho de 2008

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Castanheira Barros quer liderar o PSD

Se é verdade que é sempre bom reencontrar amigos e pessoas cuja lembrança nos inspira um sorriso, é ainda melhor perceber que essas pessoas continuam activas na sua coerência e na sua militância, lutando pelo futuro daquilo em que acreditam. O advogado Jorge Castanheira Barros, de Coimbra, é uma dessas pessoas, que felizmente tenho como amigo. No momento em que acaba de anunciar a sua disponibilidade para avançar na corrida à liderança do PSD, se conseguir reunir os “apoios humanos e financeiros” suficientes para sustentar “uma forte probabilidade de vitória”, não me resta alternativa a apoiá-lo nessa pretensão, com a certeza de que a sua eleição representaria uma lufada de ar fresco num partido cuja história recente tem registado uma embaraçosa curva descendente.
Conheci o cidadão e o advogado, antes de conhecer o político. Empenhado na sua luta contra o avanço do processo de co-incineração, vi sempre nele um homem de causas, sério, certeiro, atento e dedicado. Castanheira Barros não vira a cara a um desafio, e se já em 2007 anunciou a sua disponibilidade para assumir a presidência do partido, numa candidatura minada ainda numa fase embrionária, precisamente por falta de apoios materiais para a sua concretização, é com bons olhos que o vejo agora reincidir nessa intenção. Nessa altura, enfrentaria Luís Marques Mendes e Luís Filipe Menezes, duas figuras de peso no partido. Hoje, consumando-se esta candidatura, enfrentará Manuela Ferreira Leite, uma decrépita sombra do que já foi, desgastada pelas recentes derrotas eleitorais, e Pedro Passos Coelho, o “eterno jovem” a que muitos social-democratas hesitam ainda dar o seu voto de confiança.
Para já, são estes os dois putativos candidatos à liderança do PSD. Adivinha-se um combate de titãs, disputado e interessante. Castanheira Barros afirma que, se a actual líder do partido continuar “agarrada ao poder”, será necessário “mostrar-lhe, quanto antes, a porta da saída, através da convocação de um congresso extraordinário e da consequente apresentação de uma moção de censura à actual Comissão Política Nacional”. Creio que Pedro Passos Coelho não discorda desta análise. Numa conferência de imprensa realizada há poucos dias, Castanheira Barros recordou que é “opositor de Manuela Ferreira Leite desde a primeira hora” (e eu sou testemunha disso!), garantindo que não ficará a assistir à corrida para a presidência. “As condições actuais são bem diferentes das do Verão de 2007, em que surgi como um candidato outsider posicionado entre Marques Mendes e Filipe Menezes”, explicou. Sobre aquele que é actualmente o seu único opositor, considerou que, “ao contrário daquilo que defende Pedro Passos Coelho, o PSD deve hoje procurar afirmar-se como um partido eminentemente social-democrata, e não como um partido liberal”.


Para traçar um pouco do perfil de Castanheira Barros, enquadrando no tempo algumas das suas declarações, deixo-vos duas reportagens que publiquei em Junho de 2008. A primeira, de antecipação ao congresso, foi publicada no jornal «O Primeiro de Janeiro» no dia 18, e a segunda, realizada em pleno conclave social-democrata, no dia 23. A posição do advogado é bem reveladora da sua visão política.


Castanheira Barros quer apresentar “lista de oposição” a Manuela Ferreira Leite - “FOI UMA VITÓRIA FRÁGIL”

Diz que “o Conselho Nacional é que decide quem é candidato a primeiro-ministro”, mas não esconde a convicção de que Ferreira Leite é a militante mais mal colocada para esse combate. Castanheira Barros está a recrutar elementos para uma lista de oposição à líder do partido...

Carla Teixeira
Foi adversário de Marques Mendes e de Luís Filipe Menezes na corrida à liderança do PSD no âmbito das segundas eleições directas do partido, que tiveram lugar em Outubro do ano passado, com o lema «Unir o partido, devolver o poder às bases e restaurar o espírito ganhador». A apenas três dias do XXXI Congresso Nacional do PSD, agendado para o próximo fim-de-semana no Pavilhão Multiusos, na cidade de Guimarães, Castanheira Barros recorre ao mesmo argumento – a unidade no seio da social-democracia –, para justificar o desejo de apresentar uma lista de “frontal oposição” à nova presidente do partido, a quem não reconhece “potencial eleitoral para garantir a vitória nas legislativas de 2009”. Em declarações a O PRIMEIRO DE JANEIRO, o advogado de Coimbra explicou que, para vencer as eleições em 2009 e resgatar ao PS de José Sócrates a governação do País, “é preciso capitalizar os votos da Função Pública”, e “Manuela Ferreira Leite é a militante social-democrata mais mal posicionada para conquistar esses votos, porque foi ela, enquanto estava no Governo, que pôs em causa expectativas legítimas e direitos consagrados dos funcionários públicos”.
Na opinião de Castanheira Barros, o passado político e de governação de Manuela Ferreira Leite – que foi ministra da Educação e das Finanças, tendo protagonizado, na última daquelas missões, algumas políticas de rigor que não caíram bem no seio da Função Pública e da sociedade em geral – funciona como “handicap”, tornando muito difícil a sua eleição para o cargo de primeira-ministra, ainda que o advogado concretize que “o Conselho Nacional é que decide quem é o candidato a primeiro-ministro”, e não o presidente do partido”, apesar de ser tradição ser o responsável máximo pela estrutura a assumir os combates eleitorais com os outros partidos. No entanto, Castanheira Barros recorda que Manuela Ferreira Leite não tem a “ampla representatividade partidária” necessária a quem se assume como candidato a um cargo de tal responsabilidade para o País. E diz mais: “A vitória que alcançou nas últimas eleições directas é uma vitória democrática, mas muito frágil”, posto que se a nova líder obteve cerca de 37 por cento dos votos, é também certo que quase o dobro daqueles militantes votaram num dos outros candidatos.
Por isso, o antigo candidato à presidência avisa que Manuela Ferreira Leite “tem de ter noção de que a sua vitória é muito frágil”, sendo útil a apresentação de ideias e projectos de uma ala que se assuma como oposição dentro do partido, sempre com frontalidade e no âmbito da “tradição vincadamente pluralista que é um património do PSD”. Nessa linha de pensamento, adiantou ao JANEIRO, está a desdobrar-se em contactos com “figuras proeminentes que apoiaram as outras candidaturas à presidência do partido”, tendo ontem estado reunido com delegados ao congresso da zona da Figueira da Foz, e tendo para hoje agendados “encontros importantes” para a formalização da lista que pretende apresentar em Guimarães. Reconhece que “são pessoas muito ocupadas e os contactos não são fáceis”, e acrescenta que “o tempo também é escasso”, mas avisa que “até sábado às 20 horas” é possível que apresente a relação das pessoas que o acompanham neste desafio.
Instado a comentar se, tendo os candidatos derrotados nas directas feito um apelo no sentido da unidade do partido e da união em torno da nova presidente, não será a apresentação de uma lista de oposição vista como uma afronta a Ferreira Leite, o advogado considerou que “ainda estão por eleger três órgãos nacionais do partido”, que vai muito além do seu presidente, e que a sua concepção política é “inversa” à da actual líder, que “quer recuperar o PSD a partir das cúpulas e barões”, enquanto Castanheira Barros defende a necessidade de “devolver o partido às bases. É uma pirâmide invertida”, ilustrou.
Entretanto, alguns apoiantes da candidatura de Pedro Santana Lopes reuniram-se ontem na Figueira da Foz para “um jantar seguido de uma pequena reunião”, como explicou à Agência Lusa o ex-deputado social-democrata Luís Cirilo, concretizando que “foram convidados todos os mandatários distritais, quem trabalhou na direcção de campanha e os delegados eleitos pela candidatura” do ex-autarca da localidade. Por decidir continua, pelo menos oficialmente, a possível apresentação de uma lista daquela equipa ao Conselho Nacional do PSD, que Luís Cirilo diz ser “largamente provável”.

«O Primeiro de Janeiro»
18 de Junho de 2008



Líder do Governo Regional da Madeira foi “a grande ausência em Guimarães” - JARDIM CHAMADO À LIDERANÇA

Manuela Ferreira Leite acaba de ser eleita, mas a união em torno da presidente do PSD parece ter falhado em toda a linha. Castanheira Barros instou os militantes a formar uma lista de “frontal oposição” à líder, e ontem apontou Alberto João Jardim como o líder desejado.

Carla Teixeira
Ainda Manuela Ferreira Leite não esquentou o lugar de presidente do PSD e já nos bastidores do partido se equaciona a sua sucessão, defraudando a tentada imagem de unidade que foi mais convincente nos dois primeiros dias de trabalhos do XXXI Congresso Nacional do PSD reunido em Guimarães. À baila vem, segundo afirmou a O PRIMEIRO DE JANEIRO fonte interna social-democrata, a possibilidade de, ao cabo de poucos meses, a ex-ministra decida abdicar da liderança do partido a favor de Rui Rio, seu vice-presidente, que assim será chamado ao confronto directo com José Sócrates nas legislativas de 2009, mas Castanheira de Barros, o advogado de Coimbra que tentou constituir uma lista de “frontal oposição” à nova presidente, crê que as mudanças não se ficarão por aí, e lança o nome do presidente do Governo Regional da Madeira para a sucessão de Ferreira Leite.
À margem do congresso, e em declarações ao JANEIRO, Castanheira Barros disse que vê Alberto João Jardim como “o mais vitorioso dos social-democratas”, aferindo que “só quem não conhece a Madeira não é fã de Jardim”, que tem, frisou aquele militante, “a capacidade de falar com o povo, mas também um discurso de grande erudição, que estranhamente não passa para a Comunicação Social”. Castanheira Barros acredita que o líder madeirense seria bem aceite pelas hostes nacionais do PSD, justamente por esse discurso, que não é de oposição ao Continente. “Ele é o maior concretizador de objectivos que conheço, e a Madeira tem o maior índice de desenvolvimento da Europa nas últimas décadas, e estes são sinais evidentes de progresso, quer na chamada política do cimento, quer na vertente social”.
Pela mais-valia política que Alberto João Jardim representa para o partido laranja, o militante Castanheira Barros afirmou que “houve condições para que ele avançasse para a liderança do partido – só ele saberá por que não o fez –, mas voltará a haver condições para isso no futuro”. Quanto à hipotética passagem de testemunho entre Manuela Ferreira Leite e Rui Rio, o apoiante de Santana Lopes acredita que “é um cenário possível, mas insiste que “essa ideia resulta se pensarmos na possibilidade de colocar Jardim na presidência do partido”, porque, “ao contrário do que passa na Comunicação Social, a aceitação de Jardim no seio do partido é muito ampla, como ficou demonstrado com os apoios que reuniria, se tivesse avançado nas directas de 31 de Maio para a presidência do partido”.
Castanheira Barros falhou na pretensão de constituir uma lista própria, de oposição a Manuela Ferreira Leite, de que chegou a dar conta a O PRIMEIRO DE JANEIRO dias antes do conclave de Guimarães, mas ontem, à margem dos trabalhos, fez um ponto da situação e explicou por que aceitou integrar a lista de Santana Lopes para a Mesa do Congresso. Explicou que, no dia em que aquelas declarações chegaram às bancas, recebeu, numa reunião de apoiantes de Santana Lopes, um convite do próprio ex-candidato à liderança: “Pretendia congregar numa lista única os esforços de apoiantes de Passos Coelho e Santana Lopes, num consenso alargado entre os dois grupos de militantes, mas não foi possível”. Questionado sobre o resultado dos apelos à união no partido respondeu, laconicamente, que “nem por sombras” se vê essa unidade no seio da social-democracia.

«O Primeiro de Janeiro»
23 de Junho de 2008

sábado, 17 de outubro de 2009

Pauliteiros de V. N. de Anços no Cadaval

Já falta mesmo muito pouco (é hoje, às 16 horas) para o arranque da oitava edição da Festa das Adiafas e do VIII Festival Nacional do Vinho Leve, que se prolonga até ao próximo dia 25, no recinto junto ao Campo da Feira do Cadaval, no Distrito de Lisboa, e que contará, na sua sessão inaugural, com a presença do Director Regional da Agricultura e das Pescas de Lisboa e do Vale do Tejo, José António Canha. Nestes eventos, que têm como objectivo a promoção das actividades económicas e dos produtos da região, são protagonistas a gastronomia típica e o bom vinho, mas também há exposições, a eleição da Rainha das Adiafas e, num momento ainda mais especial do programa (amanhã, pelas 17h30), a actuação do meu querido Grupo de Pauliteiros de Vila Nova de Anços, que do alto dos seus 73 anos de existência e actividade ininterrupta, promete animar a tarde dos Cadavalenses e de todos os que ali se deslocarem.
De acordo com informações avançadas pela Câmara Municipal do Cadaval, promotora desta iniciativa, a Festa das Adiafas “tem como ponto de partida a celebração anual do final das colheitas, sejam de carácter vitícola ou frutícola. Ao longo das edições, o certame expandiu o seu âmbito, e hoje constitui um autêntico espaço agregador das actividades económicas e dos produtos da região”. Contudo, e “visto que os pilares fundamentais da Festa das Adiafas continuam a ser a produção frutícola e vitivinícola, de onde sobressaem, respectivamente, a reconhecida pêra rocha (o Cadaval é um dos principais produtores e exportadores do País) e o tão apreciado Vinho Leve, de que o concelho é também um exímio representante”.

domingo, 2 de agosto de 2009

Eduardo Oliveira Costa desmascarado!

A notícia não é exactamente nova (se calhar já nem é notícia), mas eu só hoje tomei conhecimento deste conteúdo, graças a um comentário deixado anonimamente neste blog, que muito agradeço. Fica o retrato, para quem quiser lê-lo, do homem que foi capaz de despedir mais de 30 pessoas a quem deve grande parte do que conseguiu amealhar durante anos, com salários em atraso, muita desfaçatez e pouca vergonha. Foi ilegal, é certo, mas já passou um ano e até agora, como sempre, quem se lixa é o mexilhão…


Ex-administrador da Sedico “desmascara” Eduardo Costa

José Reis diz que foi “manipulado” e usado como “bode expiatório de Eduardo Costa. Agora vem a público denunciar o empresário oliveirense. O advogado reformado garante que as dívidas que tem a seu cargo advêm da empresa Sedico, criada para gerir “O Primeiro de Janeiro”

José Reis, ex-administrador da empresa Sedico, vem a público denunciar Eduardo Costa, empresário oliveirense responsável pelo jornal Correio de Azeméis, pela Rádio Azeméis FM e pelo jornal “O Primeiro de Janeiro”. Amigo de Eduardo Costa desde cedo, José Reis tornou-se seu funcionário assim que chegou a Portugal vindo da Venezuela. Desde 1992 que a história de José Reis se confunde com a actividade profissional de Eduardo Costa. Com o objectivo de limpar a sua imagem e de desmistificar o empresário oliveirense, José Reis conta ao Mais Alerta o seu percurso desde 1992 e caracteriza Eduardo Costa, que sempre tomou por grande empresário e pessoa honesta. Neste momento, as palavras que José Reis usa para descrever o empresário oliveirense são “delinquente” e “trapaceiro”.

José Reis tem, actualmente uma dívida superior a um milhão de euros que diz resultar da actividade da empresa Sedico (empresa ligada à actividade do jornal “O Primeiro de Janeiro), da qual foi administrador. As suas contas bancárias foram congeladas e o uso do cartão de crédito interdito. José Reis diz que a finalização do processo penal pendente em que é arguido ainda pode resultar em pena de prisão. No entanto, garante que durante todo o tempo em que esteve ligado à empresa pouco soube da sua actividade, apenas assinava cheques e documentos por indicação de Eduardo Costa. “Eu fazia de tudo de olhos fechados. Ele era um homem honesto, sério e eu punha a mão no fogo por ele (Eduardo Costa)”, esclarece José Reis. “O Eduardo ia sempre para o Porto. Ele tinha lá um escritório para trabalhar e geria o Janeiro, mas as secretárias dele sabiam que ele nunca assinava e que vinha tudo para cá num envelope. Eu ia e assinava. Era assim que se fazia: eu só ia à Folha Cultural ou à Coraze assinar”, afirma José Reis.

Foi assim que José Reis assinou o despedimento de cerca de 30 jornalistas de “O Primeiro de Janeiro”. Conta que a decisão foi tomada por Eduardo Costa, mas como o empresário tinha renunciado ao cargo de presidente de “O Primeiro de Janeiro” em 1993 teria que ser José Reis a assinar como administrador da Sedico. “Ele tinha renunciado em 1993 e como não podia assinar, mandou-me assinar a mim. Fui eu que assinei. Ele estava a negociar e chamou-me para assinar, nem vi as cartas”. O advogado reformado adiantou que “ele sempre administrou o Janeiro, nada passava ao largo dele. Ele administrava e geria mas não assinava nada”.


“Ele queria-me para alguma coisa, mas eu não sabia para que era”
Mas o início da história remonta a 1992. José Reis, advogado reformado, chega a Portugal vindo da Venezuela e monta um escritório em Oliveira de Azeméis. Pelo que conta Eduardo Costa tinha instalações perto das suas e, como tinha sido seu professor, o empresário oliveirense chamou-o para trabalhar consigo. José Reis explica que foi em 1992 que se ligou profissionalmente a Eduardo Costa e começaram por trabalhar na empresa “O Primeiro de Janeiro, S.A.”. “Ele disse que ia precisar de mim para trabalhar para o Janeiro”, avança José Reis. O agora advogado reformado afirma: “O Eduardo (Costa) tinha medo do Janeiro porque era uma estrutura grandíssima, estava tudo a desmoronar-se, havia contas por pagar, dependências por limpar, coisas a guardar. Era uma grande aventura aquele negócio”. Mesmo apesar de saber que era tarefa difícil, José Reis decidiu acompanhar Eduardo Costa.

Enquanto trabalhava para Eduardo Costa, José Reis conta que fazia um pouco de tudo, “era um tarefeiro”. Mas os problemas de saúde limitaram os seus movimentos e José Reis deixou de ir para o Porto, onde estava sedeado “O Primeiro de Janeiro” e ficou em Oliveira de Azeméis. O advogado reformado conta que se manteve na cidade oliveirense, recebia um ordenado e apenas ia ao Porto de vez em quando. “Ele queria-me para alguma coisa, mas eu não sabia para que era. O Eduardo, quando dá um ordenado a uma pessoa, não investe cegamente”, explica José Reis.

“Nessa altura comecei a perceber que estava tramado”
Depois de ter alguns cuidados de saúde e de ter estado, inclusivamente, internado, José Reis é nomeado administrador da Sedico, em 2003. A Sedico é a empresa que surge para administrar “O Primeiro de Janeiro”. José Reis conta que a empresa ficou sedeada em Gondomar e explica que “isso foi uma encenação”. “No porto qualquer arrumador de carros conhece o Eduardo Costa como dono do Janeiro, qualquer pessoa o conhece, porque é sempre ele que aparece. Era uma vergonha haver dívidas ou ilícitos fiscais no Porto. Ele queria cometer ilícitos e para não os fazer no Porto (onde toda a gente o conhecia), transferiu a sede para Gondomar”, esclarece José Reis. O advogado reformado avança que apenas foi a Gondomar uma única vez. “Fui lá (Gondomar) uma vez depois de 2007”, esclarece José Reis que diz ter encontrado “um curral de cabras, chão em terra batida, cadeiras rotas”.
“Aquilo (Sedico) não era empresa nenhuma, era um depósito de cadeiras”, afirma dizendo que começou a abrir os olhos quando chegou o primeiro aviso de dívida. “Eu era administrador de direito e não de facto, ou seja, nunca administrei nada. Eu tinha a conta no meu nome, mas nem sabia informações nenhumas”, garante José Reis. Apesar de desconfiado, José Reis continuou como administrador da Sedico. O advogado reformado diz que continuava a assinar todos os cheques e documentos que vinham do Porto. É em finais de 2008 que descobre mais uma dívida da empresa sedeada em Gondomar. “Escrevi também uma carta para ele a dizer que aquilo era da responsabilidade dele. Esperei que ele pagasse, mas ele não pagou”, explica José Reis que diz: “Nessa altura comecei a perceber que estava tramado”. E foi então que resolveu começar a juntar provas para se defender e para denunciar a actividade de Eduardo Costa.

“Eu fui manipulado, fui usado como bode expiatório”
Durante toda a conversa com o Mais Alerta, José Reis sempre fez questão de reforçar que nunca questionava as decisões de Eduardo Costa. “Uma decisão de Eduardo Costa não é para contestar. O Sr. Eduardo decidia e decidia bem e ele é que sabe da sua empresa. Eu assinava sempre pensando que era para bem da empresa. Tudo o que eu assinava era para a gestão eficiente da empresa”, garante José Reis, que conclui: “Eu fui manipulado, fui usado como bode expiatório”.

Empresário oliveirense incontactávelDesde que os cerca de 30 jornalistas foram despedidos de “O Primeiro de Janeiro” que Eduardo Costa tem sido motivo para reportagens. A revista “Visão” já lhe dedicou várias páginas e outros órgãos de comunicação falam dele frequentemente. Em Agosto de 2008, o Diário de Notícias dizia que “sediado em Oliveira de Azeméis, detém cerca de 30 empresas ligadas a dez áreas de negócio distintas. Da comunicação social nacional e regional ao imobiliário e construção civil, do turismo à distribuição de livros”. Eduardo Oliveira Costa detém a Carteira Profissional de Jornalista e detém 16 títulos. Já foi julgado e condenado a uma pena de prisão de dois anos e meio, suspensa por um ano, por fraude na obtenção indevida de subsídios por parte do Estado, através do jornal Recortes da Província. Na repetição do julgamento, foi absolvido dos crimes de burla e de falsificação de documentos. O Mais Alerta tentou entrar em contacto com Eduardo Costa, mas até ao fecho de edição não foi possível ouvir qualquer comentário do empresário.


Frases
“Eu fazia de tudo de olhos fechados. Ele era um homem honesto, sério e eu punha a mão no fogo por ele (Eduardo Costa)”

“O Eduardo ia sempre para o Porto. Ele tinha lá um escritório para trabalhar e geria o Janeiro, mas as secretárias dele sabiam que ele nunca assinava e que vinha tudo para cá num envelope. Eu ia e assinava. Era assim que se fazia: eu só ia à Folha Cultural ou à Coraze assinar”

“Ele sempre administrou o Janeiro, nada passava ao largo dele. Ele administrava e geria mas não assinava nada”

“Ele queria-me para alguma coisa, mas eu não sabia para que era. O Eduardo, quando dá um ordenado a uma pessoa, não investe cegamente”

“Ele queria cometer ilícitos e para não os fazer no Porto (onde toda a gente o conhecia), transferiu a sede (da Sedico) para Gondomar”

“Aquilo (Sedico) não era empresa nenhuma, era um depósito de cadeiras”

“Eu era administrador de direito e não de facto, ou seja, nunca administrei nada. Eu tinha a conta no meu nome, mas nem sabia informações nenhumas”

“Eu assinava sempre pensando que era para bem da empresa”

“Nessa altura (finais de 2008) comecei a perceber que estava tramado”

“Eu fui manipulado, fui usado como bode expiatório”


Laura Sequeira, Mais Comunicação
4 de Junho de 2009

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Um ano depois, a história renova-se!

Os 32 jornalistas e demais trabalhadores do jornal «O Primeiro de Janeiro» ilegalmente despedidos há um ano continuam a aguardar que as entidades judiciais e estatais façam valer os seus direitos, violados de forma sistemática e inaceitável, e hoje, pelas 20h30, assinalam o primeiro aniversário do despedimento colectivo ilegal de que foram vítimas a 31 de Julho de 2008, com um jantar no Restaurante Mar do Norte (à Rua Mouzinho da Silveira, no Porto).

Serão bem-vindos todos os que, em diferentes momentos da sua história, e nos mais diversos cargos, ajudaram a construir aquele que chegou a ser tido como um jornal de referência no Jornalismo português, e designadamente do Jornalismo do Porto (é o título mais antigo da cidade, depois de também termos visto perecer, ainda que de forma um pouco menos indigna, o também centenário «O Comércio do Porto»), mas que nos últimos anos, por força dos desmandos de uma administração sem escrúpulos e sem respeito pelos direitos e pela dignidade do ser humano, viu o seu nome ser irremediavelmente conspurcado.

Para os mais desatentos, porque haverá ainda muita gente que desconhece os meandros de todo este processo, ficam alguns dos mais recentes desenvolvimentos desta arrepiante história:
Jornal de Notícias, 18 de Julho de 2009

Rádio Renascença, 20 de Julho de 2009

Jornal de Notícias, 21 de Julho de 2009

Servir o Porto – Blog de Pedro Baptista (PS/Porto)

domingo, 26 de julho de 2009

Pauliteiros de V. N. de Anços no Minho

O programa de festas despenteadas para hoje tem lugar na cidade de Monção, lá no Alto Minho, e o prato forte é, como sempre, pelo menos para mim, a actuação do Grupo de Pauliteiros de Vila Nova de Anços. Depois de ontem à noite terem encantado no XXIX Festival Nacional de Folclore de Santo António das Areias, em Marvão, distrito de Portalegre, hoje prometem impressionar a gente de uma cidade que conheci enquanto miúda, por ter um tio de lá, mas onde já não vou há séculos! Deixo-vos o programa do evento. Se estiverem lá perto, apareçam! Vale a pena. Não é todos os dias que temos a oportunidade de ver um grupo de homens dançar e bater paus…

IV Festival Folclórico «Os Amigos de Longos Vales»

Mosteiro, 15h
Grupo Folclórico «Os Amigos de Longos Vales»
Rancho Folclórico e Regional do Lavradio, Barreiro
Grupo Folclórico de Escapães, Santa Maria da Feira
Rancho Folclórico de Fornelo do Monte, Viseu
Grupo Folclórico da Casa do Povo de Lomar, Braga

Praça Deu-la-Deu Martins, 21h
Grupo de Pauliteiros de Vila Nova de Anços, Coimbra
Grupo Folclórico "Os Amigos de Longos Vales"