terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Reunião de amigos com sabor a chocolate

Quando era adolescente, li num daqueles livros antigos sobre os “deveres da esposa ideal” para com o marido e o lar, que as mulheres são em regra mais infantis do que os homens para poderem funcionar como intermediárias entre os adultos e as crianças. Nada sei dizer desse alegado “instinto maternal”, mas sempre achei que conseguia, como poucas pessoas, ligar-me às crianças e aos adultos, e sempre tive amigos mais novos e mais velhos, bem mais novos e bem mais velhos do que eu. Gosto de os ter. A riqueza da nossa vida está nas pessoas que temos à nossa volta, e quanto mais essas pessoas forem diferentes, mais rica é a nossa experiência.
Gosto dos meus amigos. Gosto de sentir que tenho um pouco de cada um deles, e que cada um deles tem um pouco de mim. E gosto de saber que, independentemente da idade que tinham aqueles com quem, ao longo da vida, me fui relacionando, sempre obtive o respeito de uns e de outros, e até alguma admiração, que (agrada-me pensar assim) terá sido quase sempre merecida! Não sou uma pessoa de trato fácil. Não sou simpática, nem hipócrita, sou muito exigente, comigo e com os outros, impaciente e pouco compreensiva para com os fracos de espírito, e tenho enorme dificuldade em calar a voz do diabinho que vive no meu cérebro, que me faz dar voz aos pensamentos que me invadem a alma.
Ainda assim, apesar de todos os meus defeitos, tenho tido a sorte e o talento de fazer e guardar amigos. Não são muitos, mas sempre fui daquelas pessoas que preferem a qualidade à quantidade. São poucos, mas bons. Há dias tive a feliz oportunidade de me reunir com alguns (bem, eram apenas quatro, mas do meu melhor leque) e a noite foi divertidíssima. E há minutos li, no blog da Joaninha, que não fui a única a gostar muito da nossa pequena reunião! Acho muito bem. Só tenho pena de não termos registado o momento para a posteridade, apesar de haver na mesa um fotógrafo profissional e pelo menos uma apaixonada pela arte da Fotografia (leia-se eu). Talvez na próxima vez!

1 comentário:

  1. Pois é! Esse pormenor (da fotografia) escapou-nos, mas isso "obriga" a que nos tenhamos que voltar a encontrar e isso sim, é realmente bom.

    beijinho grande*

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