Mostrar mensagens com a etiqueta Animais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Animais. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Evento AWBN de Novembro apoia PRAVI – Núcleo de Faro


A Algarve Women’s Business Network (AWBN) realiza na próxima quinta-feira, dia 26, em Faro, o seu último meeting deste ano. O encontro, de mulheres e para mulheres, está marcado para as 18h00, no Hostel 1878, e terá como causa social o Núcleo de Faro da PRAVI, mas não faltarão motivos de interesse, já que esta sessão é dedicada ao tema «Começar de novo, com a criação do próprio emprego», e terá como oradora Cristina Ramalho, da marca Retalhos & Retalhinhos. A entrada é gratuita, mas todas as participantes – que deverão formalizar previamente a sua inscrição – são convidadas a fazer um donativo, em dinheiro ou em géneros (comida ou areia para gato, por exemplo), a favor daquela associação.

O grupo AWBN tem já uma história de 25 anos. Nasceu no seio de uma comunidade estrangeira radicada no Algarve, mas rapidamente se expandiu para a comunidade geral e tem hoje como rostos representativos desta filosofia quatro mulheres: Cláudia Fonseca, Lisa Santos, Manuela Sabino e Sónia Rodrigues. Acreditando que “a união faz a força”, estas quatro empresárias têm promovido estes encontros, que não têm qualquer vertente comercial e são abertos a todas as mulheres interessadas em participar, desde que, até à véspera de cada reunião, façam a sua inscrição para o e-mail awbn.info@gmail.com.

O encontro da próxima quinta-feira será o último do que as dinamizadoras definem como “um ano de mudança para a AWBN”, recordando que desde que tomaram as rédeas deste projecto foram organizados nove encontros, com outras tantas causas sociais apoiadas, em sete zonas do Algarve, que contaram com o apoio de 77 patrocinadores e fizeram felizes mais de 500 mulheres da região, que tinham como objectivo comum a partilha de conhecimento e o interesse pela área do networking.

A PRAVI – Projecto de Apoio a Vítimas Indefesas desenvolve o seu trabalho na área da proteção de animais vítimas de abandono e maus-tratos – actuando no resgate de animais abandonados ou em risco, no alojamento, na alimentação e na assistência veterinária a esses animais, e na promoção de campanhas de esterilização, adopção e sensibilização –, ao mesmo tempo que leva a cabo o seu programa de terapia assistida com animais a crianças e idosos, sempre em regime de voluntariado.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Faro: Animais de Rua na Festa da Abóbora da Sardinha de Papel

O Núcleo de Faro da Animais de Rua vai, no próximo dia 31, sábado, participar activamente na Festa da Abóbora que a loja de artesanato Sardinha de Papel (Rua Conselheiro Bivar, nº 83, na baixa da cidade) vai promover com a presença de todos os artesãos que têm o seu trabalho exposto e à venda naquele espaço comercial.

No âmbito da parceria celebrada em finais de Agosto, que permite à Animais de Rua expor de forma gratuita na loja os seus artigos de merchandising, para que possam ser ali adquiridos por quem pretenda apoiar o trabalho de esterilização massiva de animais abandonados e carenciados que a associação leva a cabo, o Núcleo de Faro da AdR foi também convidado a fazer parte da festa.

Assim, os voluntários da Animais de Rua apresentarão também a concurso uma abóbora decorada a preceito para o evento. Não estará sujeita a prémio, como a dos restantes expositores participantes, pelo simples facto de que ao vencedor será oferecida a próxima mensalidade relativa à presença na loja, a cujo pagamento a AdR, por ser uma causa social e de promoção do bem-estar animal, não está vinculada.

Não obstante, o Núcleo de Faro da Animais de Rua quer contar com a presença de todos, e com os votos de quem apreciar a sua abóbora. A festa vai ter contos de horror, workshops, pinturas faciais e muita música, assegurada por Tony Love DJ Set. O arranque da celebração está programado para as 16h00, mas a diversão deverá invadir a noite e a madrugada de domingo, dia 1 de Novembro. Apareça, vote na sua abóbora favorita e divirta-se! Vai ser uma festa de assombro! 

Mais informação aqui!

CIAA promove leilão solidário para ajudar animais

O CIAA – Combate à Indiferença e ao Abandono Animal está a promover desde o passado dia 24, no Facebook, um leilão solidário. O objectivo desta iniciativa, a que poderá associar-se clicando aqui, é a angariação de fundos para ajudar o CIAA, um empenhado grupo de cidadãos que trabalha exclusivamente em regime de voluntariado, a suportar o enorme volume de despesas decorrente do facto de, neste momento, ter a seu cargo cerca de meia centena de animais.

Entre peças de roupa, livros, brinquedos, vouchers para massagens e sessões fotográficas, entre outros artigos, são já perto de 100 as propostas a que pode aderir, com preços a partir de 1 euro. Ao licitar já estará a ajudar os muitos animais abandonados ou negligenciados, feridos ou a necessitar de tratamento médico urgente, esterilizações ou outro tipo de assistência. Entre no grupo e ajude, licitando os produtos disponíveis ou doando novos artigos para leiloar. A vida destes animais depende de si!

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Crazy cat ladies ou nem por isso...


Alexandra Falardo tem 37 anos e é voluntária da Animais de Rua desde 2011, altura em que fundou, praticamente sozinha, o segundo núcleo da associação no Algarve (o primeiro tinha sido criado em Lagos, cerca de um ano antes). Tem actualmente 15 gatos em casa, a maior parte deles recolhida em situações de risco e destinada a adopção. Enquanto aguardam o dia em que finalmente terão o lar e a família que merecem, vão ficando. E entretanto vão chegando mais…

Joana Silva tem 23 anos, é uma das mais recentes voluntárias do núcleo (função que acumula com o voluntariado no Canil de S. Francisco, em Loulé, na Cruz Vermelha e no Refúgio Aboim Ascensão). Além de participar nas capturas, é família de acolhimento temporário de quatro gatos e recentemente acolheu, por alguns dias, um cão jovem que encontrou junto a um contentor do lixo.

Alexandra e Joana não são duas “crazy cat ladies” como as que vemos nos filmes. Não são velhotas solteironas e rabugentas que conspurcam as ruas com sacos de arroz cozido e que “armazenam” gatos para mascarar a solidão. São jovens sensíveis e atentas ao mundo que as rodeia, que não resistem ao ímpeto de ajudar e proteger animais em risco, e que fazem de tudo para lhes assegurar uma vida mais digna, mais tranquila e mais feliz.

Quando uma gata de rua morre no parto e deixa órfãs, com minutos de vida, cinco bolinhas ainda sem pêlo, o que pode um ser humano fazer? Virar costas sorrateiramente, como quem não viu nada, e convencer-se de que não podia ajudar? Ou pegar nos gatinhos, embrulhá-los em mantas quentes, no calor do coração enternecido, e dispor-se a criá-los a biberão, alimentando-os de duas em duas horas, de dia e de noite, sabendo que eventualmente perderá um, ou dois, ou três…, mas que com sorte conseguirá salvar algum? Para Alexandra a questão nem se coloca! Se há hipótese de salvar uma vida, mesmo que remota, se é possível, ainda que muito difícil, é esse o caminho.

Joana pensa e age da mesma forma. Se um animal precisa de um lar, de um porto seguro, mesmo que temporário, que importa se a casa está lotada? “Cá em casa é assim que os animais são educados: com muito carinho”, dizia há dias num post do Facebook, ilustrado com uma fotografia que acabaria por servir de cartaz numa campanha de angariação de famílias de acolhimento do Núcleo de Faro da Animais de Rua. Não é tarefa fácil. Encontrar famílias que se disponham a acolher um cão ou um gato de rua, ajudando a prepará-lo para ser adoptado e feliz, é tão complicado como encontrar voluntários com tempo e vontade para ajudar nas capturas, no transporte para as clínicas, na distribuição de ração, nos eventos, na venda de merchandising…


O Núcleo de Faro da Animais de Rua, como a generalidade das associações, tem poucos voluntários, e são quase sempre os mesmos a acudir a todas as situações. Não são super-heróis, mas todos os dias salvam vidas. Não têm capa e espada, nem sequer poderes inimagináveis ao homem comum, mas todos os dias vestem a camisola do amor pelos animais, e tudo fazem para lhes dar as condições de vida e de dignidade que merecem. Todos os dias acordam e adormecem a pensar nos cães e nos gatos que só conhecem porque outros os abandonaram ou negligenciaram. Têm vitórias para celebrar e derrotas para lamentar. Vidas que ganham, vidas que perdem. Faz parte. Às vezes choram, mas são mais, felizmente, as vezes em que sorriem. Estão com os animais de rua, de coração, todos os dias e todas as noites. Sempre.

Texto e foto: CARLA TEIXEIRA
Publicado no jornal «Barlavento» de 15 de Outubro de 2015

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Um ano de Cookie, um amor para toda a vida!


Faz hoje um ano que adoptámos a Cookie. Foi por acaso que a conheci, como foi por acaso que conheci quem ma apresentou e quem me apresentou quem ma apresentou. Quando estive internada no Porto conheci a Orlanda, que depois, sabendo que me tinha mudado para Faro, me apresentou e me fez “amiga do Facebook” da Cecília, que definiu como uma “amiga dos animais”. Foi a Cecília que naquele fabuloso fim-de-tarde me pôs nas mãos a minha primogénita. “Olá, eu sou a tua mamã”, atirei eu àqueles olhos grandes e amarelos que se lançavam aos meus como flechas, indagando quem era e o que lhe queria. Li no olhar da Cecília, bondoso como ela, que tinha apreciado o carinho que pus na voz na primeira vez em que falei à minha miúda.

O amor nasceu logo ali, brotando da sementinha que, horas antes, a Cecília tinha lançado à terra através do Facebook, ao publicar o anúncio de uma gatinha para adopção. A Cookie deveria ter entre seis e oito meses. Decidimos depois, por falta de melhor informação, que aquele seria o dia em que completaria os sete meses. Era pequenina e escanzelada, tinha o pêlo eriçado e sem brilho, e toda ela era olhos. Olhos inequivocamente amarelos, que mais tarde foram esverdeando. Era linda. É linda, mas agora mais cheia de carninha, de brilho, de manifestações amorosas de graça e de uma candura que parecia impossível de atingir, tal era o medo que demonstrava de tudo e de todos. Apesar de ter dormido encostadinha a mim logo na primeira noite, ronronando com as minhas festinhas e deixando que lhe pusesse a mão por cima, em jeito de abraço, demorou meses a confiar em mim ou no papá. Em deixar-se tocar sem reagir, sem arranhar, sem tentar fugir.

A curiosidade, tão característica nos felinos, ganha na Cookie novos contornos: faz dela uma sombra de cada gesto meu, de cada movimento. Segue-me para todo o lado desde o primeiro dia, a ponto de me surpreender enquanto durmo, com gritinhos quase mudos (a Cookie nunca miou), toques ao de leve com as patinhas e até lambidelas no cabelo (esse vício nunca perdeu), quando arrumo a casa ou até no banho. É a minha sombrinha, e só deixa de o ser, por pouco tempo, quando se deixa ficar à janela, “a ver os pipius” até adormecer. Quando acorda vem sempre cumprimentar quem estiver em casa, e é cada vez mais faladora e meiga no cumprimento. Até me ralha quando saio de casa e não a levo, que é quase sempre.

Meio ano depois de adoptarmos a Cookie trouxemos para casa a Sushi. Depois de cerca de três meses a alimentá-la na rua, juntamente com outros dois gatinhos que dividiam com ela um barracão em Faro, o inesperado momento em que ela, além de comer tudo o que lhe levei naquela noite, resolveu saltar-me para o colo precipitou a adopção que nos últimos tempos equacionávamos. Tinha lido que “os gatos são mais felizes aos pares”, e mesmo sabendo que a convivência entre duas fêmeas pode ser complicada, arriscámos. A Cookie poderia ser mais feliz com uma irmã, e a Sushi vivia na rua, entregue à fome e ao frio que naquela altura, Dezembro, era cortante. Tínhamos de a trazer.

A adaptação não foi (não está a ser!) fácil, mas a cada dia que passa elas parecem entender-se e aceitar melhor a ideia de que ambas estão para lavar e durar cá em casa. E nós não podíamos estar mais certos de que fizemos a melhor escolha possível. As nossas meninas são duas gatas, e as gatas, toda a gente sabe, são as melhores pessoas do mundo! A Cookie está connosco há um ano, a Sushi há meio. E parece (juro, parece mesmo!) que sempre aqui estiveram, que sempre fizeram parte de nós. Ou somos nós que fazemos parte delas, nem sei bem. Acho que somos partes do mesmo fruto, no fundo. Amor deve ser isto! :)

quinta-feira, 23 de abril de 2015

XICA | 6 meses, FeLV+ para adopção responsável (Porto/Urgente)


A bonita Xica tem cerca de seis meses e, apesar da tenra idade tem já uma história de vida muito triste para contar: nasceu na rua, de onde foi retirada para uma adopção que apenas três dias depois acabaria por ser cancelada, ao que parece porque “miava muito” (não é de estranhar que uma gata confinada os dias inteiros a uma marquise mie bastante, já que nenhum animal nasceu para estar preso e nenhum gato gosta de estar fechado…).

Devolvida a quem a resgatou, a Xica foi alguns dias depois levada ao veterinário, uma vez que deixou de comer. Constatou-se que tinha a cauda partida, provavelmente devido a maus-tratos físicos, pelo que teve de ser internada e operada para remover a cauda. Foi também testada aos retrovírus FIV (“a sida dos gatos”) e FeLV (a chamada “leucemia felina”), tendo o resultado sido positivo para esta doença, que apenas se transmite entre gatos, se não estiverem vacinados, e não constitui qualquer ameaça para os seres humanos ou para outros animais.

A Xica encontra-se actualmente em FAT (família de acolhimento temporário) e tem-se mostrado muito meiga (apesar de passar as tardes sozinha, recebe sempre com ronrons e turrinhas a pessoa que a acolheu), está esterilizada e desparasitada, já come bem e brinca normalmente. Porque o vírus da Leucemia Felina impede o sistema imunitário de funcionar de forma adequada, comprometendo a capacidade de resistir a infecções, a Xica não pode voltar para a rua! Um organismo com baixas defesas abre portas a doenças sérias, como o cancro, que poderiam desenvolver-se rapidamente e provocar-lhe a morte prematura.

A Xica está por isso disponível para adopção muito responsável, cuja aceitação está sujeita à assinatura de um termo de responsabilidade. Está no Porto, mas poderá haver hipótese de ser entregue num outro ponto do país. Será entregue esterilizada, desparasitada e cheia de amor para dar.

Contacto para adopção: 913520371

quinta-feira, 12 de março de 2015

PRAVI dinamiza campanha de adopção no Mercado Municipal de Faro


O Núcleo de Faro da PRAVI, associação que desenvolve o seu trabalho na área da protecção de animais vítimas de abandono e maus-tratos, a par do desenvolvimento de um programa de terapia assistida com animais a crianças e idosos, vai realizar no próximo sábado, no Mercado Municipal da capital algarvia, uma campanha de sensibilização e adopção de animais. Os voluntários da associação estarão naquele local entre as 9h30 e as 14 horas, disponíveis para dar a conhecer o trabalho da PRAVI e apresentar alguns dos cães e gatos que tem ao seu cuidado às suas futuras famílias. Quem não tiver possibilidades de adoptar um animal poderá, em alternativa, apadrinhá-lo. Da mesma forma, poderá tornar-se sócio ou voluntário da PRAVI, criando um vínculo mais permanente com a associação, ou fazer um donativo para apoiar o trabalho que aquela entidade tão empenhadamente vem desenvolvendo. Não fique indiferente. Pelos animais! Por todos nós!

terça-feira, 3 de março de 2015

“Marcha” da ANIMAL leva grupos e cuidadores de todo o país a Lisboa


É uma marcha que desta vez não é uma marcha. E não é uma marcha porque é muito mais do que isso: em luta pelo reconhecimento dos direitos dos animais e pelo respeito integral desses direitos por parte de todos os cidadãos, serão certamente muitas as pessoas - entre cuidadores independentes e elementos de associações - que no próximo dia 11 de Abril rumarão ao Terreiro do Paço, em Lisboa, a fim de participar na “Marcha” promovida anualmente pela Animal. De Faro partirá um autocarro para levar todos os interessados em marcar presença neste evento, que devem assegurar a sua inscrição até 15 de Março. A viagem de ida e volta custa 13 euros por pessoa.

TEXTO | CARLA TEIXEIRA

“Comida livre de crueldade e muito saborosa, música e performances circenses”, a par do “lançamento da segunda fase da campanha «Enterrar Touradas» e do tempo de antena para dar voz aos animais, são alguns dos argumentos da organização deste evento, a Associação ANIMAL, que promete “um evento em defesa dos direitos dos animais como nunca se viu em Portugal”. Num encontro que deverá reunir numerosos grupos e activistas individuais que todos os dias, em diversos pontos do país, se batem por esta causa, este será, segundo a organização, o momento ideal para que todos se conheçam e convivam amigavelmente, trocando ideias e experiências. A ANIMAL assegura que “todos os grupos, associações e cidadãos que queiram participar e trazer os seus próprios banners e cartazes serão muito bem-vindos”, e pede apenas que se comportem de forma ordeira, evitando mensagens ofensivas. Pelos contornos do evento, pede-se também que os participantes se abstenham de levar consigo os seus animais, já que, por razões várias, aquele não será um ambiente adequado para eles.

Cidade amiga dos animais, Faro não poderia deixar de estar presente num encontro que celebra os seus direitos e a necessidade diariamente renovada de lutar por eles e por melhores condições de vida os que têm a felicidade de encontrar um lar e uma família, mas também e sobretudo para os que vivem na rua, porque ali nasceram e viveram sempre ou porque foram abandonados por aqueles que viam como a sua família. Reconhecendo que a entrada em vigor, no final do ano passado, da lei que criminaliza os maus-tratos a animais, o Núcleo de Faro da PRAVI afirma que ainda há muito a fazer por eles, e por isso convida todos os amigos dos animais a juntar-se à associação na viagem a Lisboa, disponibilizando para isso um autocarro que levará à capital e trará de volta a casa todos os interessados. A partida deverá ter lugar por volta das 11 horas, estando a chegada prevista para as 23.

As inscrições estão a decorrer até ao próximo dia 15 e dependem do envio de uma mensagem de e-mail para o endereço faro.pravi@gmail.com, com indicação do nome, da localidade e do número de telefone de todos os participantes. Depois de garantir a existência de lugares no autocarro, deverá então fazer-se o pagamento devido (13 euros por pessoa) para o NIB 0033.0000.45415941649.05, remetendo depois, pelo mesmo meio, o comprovativo para a PRAVI. Na eventualidade de até à data indicada os lugares no autocarro não serem todos vendidos, o dinheiro entregue será devolvido e a viagem cancelada, por isso, se quiser mesmo estar presente neste momento e ajudar a dar voz às necessidades e aos direitos dos animais, inscreva-se o quanto antes! Pelos animais!

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

PRAVI/Faro resgatou cães em situação dramática na Horta da Areia

AVISO: IMAGENS FORTES

TEXTO CARLA TEIXEIRA | FOTOS PRAVI/FARO

Poucos dias depois da entrada em vigor da lei que criminaliza os maus-tratos a animais de companhia em Portugal, Faro foi ontem palco de um episódio dramático envolvendo animais: cinco cães foram resgatados do bairro social da Horta da Areia em condições deploráveis: desnutridos, muito magros, cobertos de pulgas e carraças. Os voluntários do Núcleo de Faro da PRAVI, em conjugação de esforços com a veterinária municipal e os bombeiros da cidade, encontraram ainda um sexto cão já sem vida, e um dos resgatados acabou por morrer hoje no Centro Veterinário da Estação, para onde todos tinham sido transportados.

De contornos especialmente dramáticos, este é, no entanto, apenas mais um caso de negligência, maus-tratos e abandono de animais, que mesmo tendo “donos” ficam entregues a si mesmos, muitas vezes passando fome e resistindo estoicamente a tantas outras privações. Na luta contra este flagelo, a PRAVI de Faro tem desenvolvido um imenso e meritório trabalho, contando sempre com o apoio da autarquia e de muitos cidadãos incapazes de ficar indiferentes a cenários como este. Agindo sempre no sentido de garantir a prestação de cuidados médicos aos animais abandonados e errantes que encontram doentes, os voluntários da associação não poupam esforços na promoção da adopção de todos os que, depois de devidamente observados e cuidados, estão finalmente em condições de ter uma família.

Os meios disponíveis são, no entanto, sempre muito inferiores à garra e à vontade de intervir desta e de várias outras associações que operam a este nível na região, que não raras vezes esbarram na falta de espaço e de voluntários para acolher e ajudar mais animais, e principalmente de verbas capazes de assegurar a prestação dos cuidados necessários aos animais que vão sendo resgatados. A (sobre)viver de donativos, associações como a PRAVI estão de mãos e pés atados numa luta que é diária e desigual, e quando surge uma situação com a dimensão e a carga dramática da agora conhecida na Horta da Areia é comum surgirem apelos a novos contributos. Assim, quem puder e quiser apoiar financeiramente estes animais e a PRAVI de Faro pode contactar a associação, através do e-mail faro.pravi@gmail.com, e fazer um donativo, utilizando os dados seguintes:

NIB: 0033.0000.45415941649.05
IBAN: PT50. 0033-0000-45415941649-05
SWIFT/BIC: BCOMPTPL 

Como o Mente Despenteada oportunamente noticiou, no final do mês passado os deputados municipais eleitos pelo PSD para a Assembleia Municipal de Faro apresentaram uma moção pela defesa dos direitos e do bem-estar dos animais no concelho, elencando medidas a adoptar para proteger todos os animais de companhia e principalmente os que vivem nas ruas. O documento foi aprovado por todos os partidos representados na Assembleia Municipal, com excepção da CDU, que preferiu abster-se. Marta Correia, deputada social-democrata naquele órgão e activista pró-animal, fez nessa altura o relato da reunião na sua página de Facebook, tornando público o texto da moção apresentada pelo PSD, que defende, entre outras medidas, a criação de um centro oficial de recolha de animais, e que poderá ser consultado aqui.

SITUAÇÃO NA HORTA DA AREIA NÃO É NOVA

As medidas sugeridas pelos deputados do PSD na Assembleia Municipal visam combater a existência de situações como a que agora ocorreu no Bairro da Horta da Areia, mas fontes ligadas a uma associação de apoio à causa animal explicaram ao Mente Despenteada que o problema naquele bairro social está longe de ser novidade. Construído na década de 1970 com o objectivo de realojar pessoas provenientes das ex-colónias portuguesas em África, o conjunto habitacional, situado junto ao Cais Comercial, é hoje ocupado maioritariamente por cidadãos portugueses, muitos de etnia cigana, e são também muitos os animais, principalmente cães, que vivem naquele lugar. “Há muitos no estado destes que agora foram resgatados, mas há outros que vivem acorrentados, cheios de pulgas e carraças, e muitos escondidos do olhar de quem passa, dentro das casas”, disse ao MD uma fonte que pediu anonimato.

Defendendo uma intervenção profunda das autoridades no bairro, a mesma fonte deixou evidente a sua convicção de que, “mesmo que fossem retirados todos os animais que vivem ali naquelas condições, em poucos meses haveria outros tantos a viver lá, exactamente da mesma forma. Isso já aconteceu”, frisou. “Várias associações já resgataram animais que viviam sem condições naquele bairro, e todos eles foram rapidamente substituídos por outros”. Além do resgate dos animais negligenciados e em risco, deve ser levada a cabo uma política de sensibilização forte e atenta, com aplicação de coimas aos prevaricadores e com penas efectivas de prisão nos casos em que tal se justifique, afirmou o mesmo activista. Um canil, acrescentou, poderia resolver alguns problemas, mas não todos. “A sensibilização é fundamental, a par de uma política rigorosa de punição dos responsáveis pelos maus-tratos aos animais”, vincou.










sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Autarquia e associações de Faro assinalam Dia Mundial do Animal


A Cidade de Faro é amiga dos animais. Se houvesse dúvidas de que é de facto assim, o vasto programa previsto para o Dia Mundial do Animal, que se celebra amanhã, prontamente as dissiparia. A efeméride justificará a realização, ao longo de todo o dia, de vários eventos, em diversos pontos da cidade. Como organizadores ou parceiros, a Câmara Municipal e as diferentes associações que apoiam a causa animal na cidade prometem celebrar em grandes estilo a data, sensibilizando a população para os problemas que atingem estes nossos amigos.

Com os objectivos de “sensibilizar a população para a necessidade de proteger os animais e garantir a preservação de todas as espécies, mostrar a importância dos animais na vida das pessoas e celebrar a vida animal em todas as suas vertentes”, a edilidade farense organiza, logo pela manhã, a Cãominhada no novo Parque Ribeirinho. Com início agendado para as 10 horas e uma extensão de aproximadamente três quilómetros, esta caminhada poderá ser feita por todos os munícipes na companhia dos seus cães e demais animais de estimação, mediante uma inscrição que pode ser feita no dia e no local e que obriga ao pagamento de dois euros por pessoa, que revertem para as associações e os movimentos de defesa dos direitos dos animais do concelho. Segundo informa a autarquia, esta iniciativa será apadrinhada por Rogério Bacalhau, presidente da Câmara Municipal de Faro; Marisa Rodrigues, jornalista; e Cristóvão Norte, deputado à Assembleia da República, contando ainda com o apoio do Núcleo de Faro da PRAVI, da Animais de Rua, do Movimento Pr’ó Animal de Faro e da Husse. 

Igual destaque merece o II Troféu de Obedience DogAlgarve, com arranque previsto para as 16 horas no Parque de Lazer das Figuras. Esta é uma prova organizada pela DogAlgarve que integra o Campeonato Nacional de Obedience, estando prevista a participação dos atletas que compõem a Selecção Nacional, de referência naquela modalidade. Já na programação da Biblioteca Municipal de Faro terão lugar várias actividades relacionadas com esta efeméride. Com início às 15h30, «A Hora do Conto» será dedicada ao tema dos animais, seguindo-se um desfile de animais e um lanche. Estas actividades têm como alvo o público em geral, desde que todos os participantes se façam acompanhar por um ou mais cães, já que as actividades previstas se destinam a este tipo de animais, numa iniciativa da autarquia que tem o apoio da Husse.

Fora da esfera autárquica, há muitas outras propostas de comemoração do Dia Mundial do Animal 2014 em Faro, a cargo de diferentes movimentos e associações que actuam nesta área:



terça-feira, 30 de setembro de 2014

Assembleia Municipal de Faro aprovou ontem à noite moção do PSD que visa garantir os direitos e o bem-estar dos animais no concelho


Os deputados municipais eleitos pelo PSD no Concelho de Faro submeteram ontem à noite à Assembleia Municipal uma moção pelos direitos e pelo bem-estar dos animais, elencando medidas que, na opinião daqueles eleitos, deveriam ser adoptadas no município para proteger todos os animais de companhia e designadamente os animais abandonados que vivem nas ruas. O documento foi aprovado com os votos favoráveis de todas as bancadas, à excepção da CDU, que se absteve. 

Eis o texto da moção:
(clique nas imagens para ler)


segunda-feira, 28 de julho de 2014

Faro acolhe primeira conferência sobre a nova legislação que criminaliza os maus-tratos e o abandono de animais de companhia


É já no próximo dia 9 de Agosto que a Cidade de Faro recebe, nas instalações do Instituto Português do Desporto e da Juventude (junto à Biblioteca Municipal), a primeira conferência subordinada à temática dos maus-tratos e do abandono animal, que recentemente deu origem a uma lei que criminaliza aquele tipo de comportamentos para com os animais de companhia. Esta sessão, com arranque previsto para as 21h30, é de entrada livre, estando por isso aberta a todos os interessados no assunto, e terá como oradores Cristóvão Norte, deputado à Assembleia da República e autor da nova lei, Inês Real, jurista e membro fundador da Associação Jus Animalium, e Sandra Duarte Cardoso, presidente da Associação SOS Animal, veterinária e apresentadora do programa televisivo SOS Animal. A moderação do encontro estará a cargo de Marta Correia, advogada e coordenadora da Associação PRAVI – Núcleo de Faro.

sábado, 12 de julho de 2014

PRAVI distinguiu Município de Faro pelo apoio prestado à causa animal

O Núcleo de Faro da Associação PRAVI distinguiu na passada quinta-feira a Câmara Municipal com um Certificado de Agradecimento, em “reconhecimento pelo significativo apoio prestado”. A Coordenadora do Núcleo de Faro, Marta Correia, entregou a distinção pessoalmente ao Presidente da Câmara, Rogério Bacalhau que com orgulho agradeceu a atenção, reafirmando que “a vulgarização da morte dos animais não é método de resolução dos problemas e mostra, especialmente aos mais novos, que temos uma sociedade atrasada, que não sabe sequer respeitar os animais”.



sábado, 21 de junho de 2014

PRAVI promove recolha de alimentos para animais no Jumbo de Faro


O Núcleo de Faro da PRAVI – Projecto de Apoio a Vítimas Indefesas agendou para os dias 27, 28 e 29 de Junho, no hipermercado Jumbo do Fórum Algarve, uma campanha de recolha de alimentos para animais abandonados da região. Nos três dias indicados, entre as 9h e as 23h, estarão nas instalações do Jumbo várias equipas de voluntários daquela associação, disponíveis para receber e encaminhar os bens que os amigos dos animais possam ali entregar.

Neste momento a PRAVI está a constituir as equipas de voluntários, distribuindo-os pelos vários turnos a implementar (das 9h às 14h, das 13h30 às 18h30 e das 18h às 23h), sendo que cada turno deverá contar com quatro a cinco elementos, e pede por isso a todos os interessados em participar nesta meritória iniciativa, sejam particulares ou associações, que se apresentem e formalizem a sua intenção, com a máxima antecedência possível, indicando o dia e o horário em que estarão disponíveis, para o endereço de e-mail farruska@hotmail.com.

Sob o lema «Pessoas e animais, uma ligação para a vida», a PRAVI desenvolve um importante trabalho na área da protecção de animais vítimas de abandono e de maus tratos, a par do desenvolvimento de um programa de terapia assistida com animais a crianças e idosos. No que toca à protecção animal, as áreas principais de actuação da PRAVI são o resgate de animais abandonados ou em situação de risco, o alojamento, a alimentação e a assistência veterinária, e a realização de campanhas de esterilização, de adopção e sensibilização como a que se realiza neste sábado. Já no domínio da terapia assistida com animais, a PRAVI presta apoio a crianças e jovens com dificuldades de aprendizagem e concentração, doentes de cancro, autismo, síndrome de Down e depressão, promovendo o seu bem-estar e a melhoria da sua auto-confiança e das relações interpessoais, assim como a idosos com problemas de Alzheimer e depressão, que são também muitas vezes vítimas de maus tratos, abusos e abandono.

Porque a PRAVI desenvolve todo este relevante trabalho tendo por base exclusivamente o voluntariado e nos donativos de pessoas sensíveis a estas questões e a estas vítimas, torna-se essencial apelar à ajuda possível de todos os cidadãos. Para isso, além de participar em iniciativas como a do final deste mês no Jumbo de Faro, os interessados em ajudar a associação poderão ainda ligar para o número solidário da PRAVI (760 50 16 10, em que cada chamada tem o custo de 60 cêntimos + IVA) ou efectuar um donativo para a conta bancária com o NIB 0033 0000 4530 8483 78 805. O Mente Despenteada associa-se a esta campanha com a divulgação desta nota, fazendo votos de que seja um enorme sucesso, e que os muitos animais que infelizmente se encontram abandonados na região possam ter, pelo menos, a alimentação mais adequada!

Mais de 10 mil animais são abandonados anualmente em Portugal, onde, à luz das estatísticas mais recentes, haverá cerca de meio milhão de bichos sem dono ou porto de abrigo. Ainda mais expressivo é o número de animais abatidos, muitos de forma “legal”, em canis municipais: 100 mil por ano. Dez vezes mais! Não há famílias que os recebam, lares que os acolham, leis que os protejam. Alguns são afogados, outros mortos à pancada, e outros atirados para contentores de lixo, dentro de sacos, ou simplesmente deixados na beira da estrada, à fome e ao frio, à espera de que um milagre aconteça ou de que a morte venha buscá-los. Este é um cenário negro, que devia envergonhar qualquer pessoa com coração e qualquer país que se quer desenvolvido, mas a que muita gente reage com absoluta indiferença. Vale o trabalho de associações como a PRAVI e de muitos voluntários e pessoas singulares que, por todo o país, se desdobram em esforços para assegurar que o maior número possível destes seres não se perca numa morte prematura e especialmente cruel. Uma causa que a todos diz respeito e cuja resolução deveria merecer o empenho de todos.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

PRAVI Faro realiza campanha de sensibilização e adopção de animais


O Núcleo de Faro da PRAVI – Projecto de Apoio a Vítimas Indefesas realiza no próximo sábado, entre as 9 e as 17 horas, uma campanha de sensibilização e adopção de animais de companhia. Nesta iniciativa, a ter lugar nas instalações do Mercado Municipal, diversos voluntários da associação estarão disponíveis para dar a conhecer aos visitantes o seu trabalho ou para recolher quaisquer donativos, em dinheiro ou em ração para os muitos animais que abrigam, ainda que o objectivo principal seja apresentar os muitos animais que poderão ser adoptados e, por essa via, conquistarem a vida tranquila e feliz que merecem, junto das suas novas famílias. Os visitantes poderão tornar-se sócios ou voluntários da PRAVI, assumir o papel de família de acolhimento temporário ou simplesmente fazer algumas compras na banca solidária da instituição, ajudando assim, da forma que lhes for possível, a dar continuidade ao trabalho meritório destas pessoas, de quem depende a subsistência de muitos animais.

Sob o lema «Pessoas e animais, uma ligação para a vida», a PRAVI desenvolve um importante trabalho na área da protecção de animais vítimas de abandono e de maus tratos, a par do desenvolvimento de um programa de terapia assistida com animais a crianças e idosos. No que toca à protecção animal, as áreas principais de actuação da PRAVI são o resgate de animais abandonados ou em situação de risco, o alojamento, a alimentação e a assistência veterinária, e a realização de campanhas de esterilização, de adopção e sensibilização como a que se realiza neste sábado. Já no domínio da terapia assistida com animais, a PRAVI presta apoio a crianças e jovens com dificuldades de aprendizagem e concentração, doentes de cancro, autismo, síndrome de Down e depressão, promovendo o seu bem-estar e a melhoria da sua auto-confiança e das relações interpessoais, assim como a idosos com problemas de Alzheimer e depressão, que são também muitas vezes vítimas de maus tratos, abusos e abandono.

Porque a PRAVI desenvolve todo este relevante trabalho tendo por base exclusivamente o voluntariado e nos donativos de pessoas sensíveis a estas questões e a estas vítimas, torna-se essencial apelar à ajuda possível de todos os cidadãos. Para isso, além de participar em iniciativas como a do próximo sábado no Mercado Municipal de Faro, os interessados em ajudar poderão ainda ligar para o número solidário da PRAVI (760 50 16 10, em que cada chamada tem o custo de 60 cêntimos + IVA) ou efectuar um donativo para a conta bancária com o NIB 0033 0000 4530 8483 78 805. O Mente Despenteada associa-se a esta campanha com a divulgação desta nota, fazendo votos de que seja um sucesso! 

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Animais roubados e envenenados em associação de Torres Vedras


Três animais morreram envenenados, outros quatro encontram-se ainda em estado crítico e mais de 10 cães foram simplesmente roubados no decurso de um assalto às instalações da Associação de Protecção aos Animais de Torres Vedras, ocorrido há duas noites.

Depois de se violarem o perímetro físico da associação, perfeitamente vedado e circunscrito, e num acto de enorme crueldade, os criminosos terão envenenado os animais que ali se encontravam, levando mais de 10 cães da raça podengo e deixando os restantes a agonizar em resultado do envenenamento. Estes animais apenas viriam a ser encontrados naquele estado pela manhã, com a chegada dos voluntários da APA, pelo que nada houve a fazer por três cães, que tinham já morrido, estando outros quatro ainda a lutar pela vida neste momento, com o devido acompanhamento médico.

Ao longo dos seus cerca de 30 anos de actividade, em que sempre trabalhou em prol da dignidade dos animais errantes e abandonados que acolhe – recebendo-os, tratando-os, esterilizando-os a prestando-lhes todo o tipo de cuidados, sensibilizando a comunidade local para o valor e a importância da vida animal, mediando e integrando um cuidadoso processo de adopção, com o objectivo de oferecer aos seus “patudos” a oportunidade que merecem de uma vida digna e feliz –, a Associação de Protecção aos Animais de Torres Vedras nunca tinha passado por uma situação deste tipo, segundo informaram os seus responsáveis na página de Facebook da APA, onde se mostraram convictos de que “os responsáveis serão certamente punidos em sede própria”. Resta esperar que sim.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Dez mil animais abandonados e 100 mil abatidos por ano em Portugal


Mais de 10 mil animais são abandonados anualmente em Portugal, onde, à luz das estatísticas mais recentes, haverá cerca de meio milhão de bichos sem dono ou porto de abrigo. Ainda mais expressivo é o número de animais abatidos, muitos de forma “legal”, em canis municipais: 100 mil por ano. Dez vezes mais! Não há famílias que os recebam, lares que os acolham, leis que os protejam. Alguns são afogados, outros mortos à pancada, e outros atirados para contentores de lixo, dentro de sacos, ou simplesmente deixados na beira da estrada, à fome e ao frio, à espera de que um milagre aconteça ou de que a morte venha buscá-los. Este é um cenário negro, que devia envergonhar qualquer pessoa com coração, mas a que muitos – demasiados – reagem com absoluta indiferença. Vale o trabalho das associações e de muitos voluntários que, por todo o país, se desdobram em esforços para assegurar que o maior número possível destes seres não se perca numa morte prematura e especialmente cruel…

Talvez só quem já tenha tido animais ou tenha lidado directamente com eles consiga perceber como podem ser frágeis e vulneráveis, como ficam tristes quando se sentem sós, mas como são simultaneamente fortes, dedicados àqueles que amam, protectores, heróicos. Quem consegue vê-los assim, exactamente como eles são, sofre de cada vez que vê animais a sobreviver na rua, sem um prato de comida, sem um bebedouro, sem um agasalho nas noites frias ou um carinho que os faça parar de tremer. Porque muitos tremem, de frio e de medo, e muitos reagem a toda a tentativa de aproximação humana com desconfiança, porque sabem, como ninguém, aquilo de que muitos humanos são capazes. Foi com um misto de estupefacção e revolta que há meses soube que em Portugal há quem seja multado por dar de comer a cães de rua. Multado! Por dar de comer a uma vida esfomeada! Por suprir uma necessidade básica, essencial, de um ser vivo! Como se os cães de rua fossem pedras, pedaços mortos da paisagem urbana que se quer limpa e livre de ameaças.

Mas que ameaça constitui um cão de rua, afinal? Há dias encontrei um, junto à porta de um prédio aqui na cidade de Faro. Estava sujo, nervoso, levantando-se de cada vez que alguém se aproximava do lugar onde se encontrava. Soube, junto de vizinhos, que não era dali, mas que há uns dias pernoitava no local por causa de uma cadelinha que vivia no referido prédio. Talvez a menina estivesse no cio, pensei. Parece que era o caso, pois uns dias depois o cão deixou de ser visto naquela zona. Vi-o, uns tempos mais tarde, num ponto diferente da cidade. Acompanhava um homem, que presumi ser o dono, mas sem trela ou nada que o indicasse, a não ser a decisão do cão em seguir o homem em todos os passos que ele dava. Fiquei contente por ver que o cão tinha alguém, mesmo não sendo talvez o mais carinhoso e entusiasmado dos curadores.

No dia em que tinha estado com ele junto ao prédio onde vivia a tal cadelinha, deixou que eu chegasse perto, que o acarinhasse com festinhas. Senti, debaixo do pelo sujo e crespo, um coraçãozinho saltitante, ansioso. Encostou-se a mim enquanto o acarinhava e a vontade que tive foi mesmo de o trazer para casa, não fosse o facto de me terem dito que provavelmente tinha dono e que só estava ali por causa da cadela no cio. Passei por lá algumas vezes nos dias seguintes, e ele lá estava, sempre no mesmo sítio, até ao dia em que deixou de estar e em que, como percebi mais tarde, teria regressado a casa. Fiquei aliviada, mas com pena também, pois não sei onde vive e gostava de o ver de novo. Mas pelo menos sei que tem um dono, uma casa, e que não passa os dias na rua, a não ser quando a paixão por uma cadelinha no cio o dita.

Choca-me o número de animais abandonados todos os anos em Portugal. Choca-me ver cães e gatos a dormir na rua, debaixo de carros ou nos cantinhos mais inusitados da arquitectura das nossas cidades. Choca-me mais ainda que o simples gesto de os alimentar possa ser motivo para uma multa, ou que as câmaras recolham animais de rua para depois os abaterem nos seus canis municipais, por não terem espaço para acolher mais. Matam animais jovens, saudáveis, porque simplesmente não têm espaço para receber mais que, semanas depois, terão o mesmo destino fatal. Porquê? Para quê? De que serve acolher um animal de rua para o matar tempos depois, e com tão fraco argumento?!

Neste momento existirão em território nacional cerca de 50 associações que se dedicam a zelar pelo bem dos animais abandonados, recolhendo-os das ruas, tratando-as das possíveis infecções e doenças, esterilizando-os sempre que possível e promovendo a sua adopção responsável por parte de quem tenha disponibilidade para os acolher e amar, tratando-os como se de membros da família se tratassem. Em minha casa sempre foi assim. Cães, gatos, coelhos e hamsters foram sempre vistos como membros da família, e tinham até o nosso sobrenome. Lamento não poder fazer mais, e por isso valorizo a enorme disponibilidade de quem, nessas associações, se dedica a salvar e a proteger animais indefesos. Quem abandona um cão ou um gato por motivos tão obtusos como alergias, férias ou problemas de comportamento não merece, de facto, ter como companheiro de vida um ser disposto a amar incondicionalmente e a dar tudo de si pela alegria daqueles que ama, e que nunca pedirá nada em troca desse amor inegociável.

É por isso que tenho imenso respeito pelas associações protectoras dos animais e por todos os que voluntariamente dedicam algum do seu tempo a fazer parte de projectos tão valiosos e tão enriquecedores como esses. Porque os animais podem ensinar tanto aos humanos que qualquer minuto passado na companhia deles é um ensinamento mais a reter. Diante da ignorância dos que os abandonam e da colaborante negligência dos governos que nada fazem para os proteger, que ao menos deixe de ser sancionável o gesto verdadeiramente grandioso de alimentar um cão abandonado ou um gato de rua! Já que não me parece que esteja para breve a disponibilização oficial de comedouros e bebedouros nas ruas, onde os próprios animais possam dirigir-se a fim de saciar a fome e a sede, ao menos não multem quem lhes der de comer! É o mínimo, não?

sexta-feira, 2 de maio de 2014

PAAA promove campanha de ajuda alimentar animal em Olhão


Está a decorrer até ao próximo domingo, na cidade de Olhão, no Algarve, uma campanha de recolha de bens alimentares para cães e gatos de rua da região, numa acção de voluntariado dinamizada pelo Projecto de Ajuda Alimentar Animal.

Sílvia Sabino, responsável da associação Pravi de Faro e coordenadora do PAAA/Algarve, lançou o apelo no Facebook e divulgou o esquema de funcionamento desta campanha, que decorre em dois pontos de recolha situados junto a dois estabelecimentos comerciais Pingo Doce da cidade: a primeira perto da Rotunda do Cubo, onde os voluntários estarão todos os dias entre as 9h e as 21h, e a segunda em frente ao cais de embarque para as ilhas, onde o horário de realização da acção se estende das 8h30 às 20h30. Em cada uma das localizações haverá voluntários do PAAA disponíveis para recolher as dádivas e encaminhá-las para as associações e pessoas singulares que prestam apoio aos muitos animais abandonados da região, que dependem da solidariedade de todos nós. Apareça, e ajude a salvar vidas! Seja da espécie que ajuda! 

Informações: farruska@hotmail.com 

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Adolescente romena resgatou 150 cães de rua em sete meses


É uma heroína dos tempos modernos! Ana Maria Ciulcu, uma adolescente romena de apenas 13 anos, tem trabalhado de forma incansável para resgatar das ruas de Bucareste dezenas de cães abandonados, e usa o Facebook para encontrar quem queira adoptá-los. Em apenas sete meses, esta jovem salvou a vida a cerca de 150 animais que de outro modo teriam sido abatidos ou viveriam tempos difíceis nas ruas, entregues à fome e à indiferença humana.

Ana Maria criou um pequeno abrigo no seu quintal, e é nesse espaço que acolhe os animais que vai encontrando, até que haja alguém interessado em ficar com eles. Nesse intervalo, a menina refere-se a todos eles como os seus cães, e apenas pede a quem quiser adoptá-los que o faça de forma plena, abnegada, que lhes dê carinho e os trate como membros da família: “Gosto de saber que os meus cães vão ser mimados e que poderão andar dentro de casa e sentar-se com a família no sofá”. Assim, acrescenta, “a primeira pergunta que faço às pessoas interessadas em adoptar qualquer um deles é se pretendem acorrentá-los”.
A consciência e amizade desta adolescente para com os animais de rua encontra eco na família, que paga todas as despesas inerentes à microchipagem e à administração de todas as vacinas necessárias para os animais (200 dólares, cerca de 145 euros por cada cão), uma vez que todos são entregues aos adoptantes com boletins de saúde actualizados. Às novas famílias Ana Maria pede apenas que suportem as despesas com as taxas de adopção e o transporte para as novas casas. Fluente em alemão, a menina tem encontrado novos donos para os seus cães em países como a Alemanha, a Áustria e a Bélgica, e só lamenta que no seu país a maior parte das pessoas apenas esteja interessada em adoptar cães de raça pura, ignorando estes “rafeiros”.
Tal como acontece em Portugal, muitos dos canis estatais da Roménia são de abate, o que faz com que Ana Maria não veja aquelas instituições com bons olhos. “São planos de extermínio, não uma verdadeira solução” para o grande número de animais abandonados e negligenciados que vagueiam pelas ruas, esclarece. Com o sonho de vir a ser médica, esta jovem revela para já uma enorme consciência e preocupação com o futuro dos animais, e tenta ajudar todos aqueles que vai encontrando nas ruas da sua cidade. Sem dúvida um exemplo de dignidade e de garra que merece o nosso respeito e o nosso aplauso.


sexta-feira, 17 de abril de 2009

Estas merdas revoltam-me!

Não há nos seres humanos, mesmo nos mais bondosos, um nível de lealdade e de dedicação sequer comparável com o dos animais, e em particular com o dos cães, que idolatram cada um dos elementos das famílias que os acolhem (tenho alguma dificuldade em chamar-lhes “donos”), mesmo se estes os votam ao desprezo, ou se não lhes dão a devida importância. Se os homens são capazes de “vender a própria mãe” em troca de uma qualquer vantagem que momentaneamente lhes pareça mais atractiva, traindo velhos princípios e ideais, os cães não trocam sequer o seu osso velho, e a amizade que nutrem pelas pessoas que os acolhem é sempre genuína e desinteressada.

Há quem diga que os animais não pensam.
Eu acho que, mais do que pensar, os animais amam.

É por isso que a notícia que acabo de ler na edição desta semana do «Jornal da Bairrada» me deu o que só posso definir como um ataque de raiva por uma mulher que nem sequer conheço (e que nem pretendo conhecer, porque se a conhecesse espancava-a). De acordo com o JB, uma sujeita de 24 anos residente em Oliveira do Bairro, no distrito de Aveiro, mudou há dias de casa, mas deixou o cão a morrer à fome na varanda do apartamento onde vivia. Alguns dias depois da saída da inquilina, o proprietário do imóvel foi aferir o estado em que este se encontrava, e deu de caras com o cadáver do animal, já em estado de decomposição. Segundo elementos da Equipa de Protecção da Natureza da GNR de Anadia, a “infractora”, que foi prontamente identificada pelo ex-senhorio, poderá incorrer no pagamento de uma contra-ordenação entre 500 e 3500 euros (gostava de ver isso), a instituir pela Direcção-Geral de Veterinária.

Um ser “humano” capaz de abandonar assim um animal não merece sequer viver. E a revolta, até porque este estará longe de ser um caso único (lembram-se daquele “artista” que há uns tempos quis convencer o mundo de que era arte submeter um cão escanzelado a vários dias de fome, e que agora se prepara para repetir o feito numa outra exposição?), só pode incendiar todas as pessoas decentes e realmente humanas que tomam conhecimento de episódios como estes, ainda mais depois de ver que estas “pessoas” terão como castigo, se tiverem, apenas pagamento de uma coima…