sexta-feira, 5 de junho de 2015

Um ano de Cookie, um amor para toda a vida!


Faz hoje um ano que adoptámos a Cookie. Foi por acaso que a conheci, como foi por acaso que conheci quem ma apresentou e quem me apresentou quem ma apresentou. Quando estive internada no Porto conheci a Orlanda, que depois, sabendo que me tinha mudado para Faro, me apresentou e me fez “amiga do Facebook” da Cecília, que definiu como uma “amiga dos animais”. Foi a Cecília que naquele fabuloso fim-de-tarde me pôs nas mãos a minha primogénita. “Olá, eu sou a tua mamã”, atirei eu àqueles olhos grandes e amarelos que se lançavam aos meus como flechas, indagando quem era e o que lhe queria. Li no olhar da Cecília, bondoso como ela, que tinha apreciado o carinho que pus na voz na primeira vez em que falei à minha miúda.

O amor nasceu logo ali, brotando da sementinha que, horas antes, a Cecília tinha lançado à terra através do Facebook, ao publicar o anúncio de uma gatinha para adopção. A Cookie deveria ter entre seis e oito meses. Decidimos depois, por falta de melhor informação, que aquele seria o dia em que completaria os sete meses. Era pequenina e escanzelada, tinha o pêlo eriçado e sem brilho, e toda ela era olhos. Olhos inequivocamente amarelos, que mais tarde foram esverdeando. Era linda. É linda, mas agora mais cheia de carninha, de brilho, de manifestações amorosas de graça e de uma candura que parecia impossível de atingir, tal era o medo que demonstrava de tudo e de todos. Apesar de ter dormido encostadinha a mim logo na primeira noite, ronronando com as minhas festinhas e deixando que lhe pusesse a mão por cima, em jeito de abraço, demorou meses a confiar em mim ou no papá. Em deixar-se tocar sem reagir, sem arranhar, sem tentar fugir.

A curiosidade, tão característica nos felinos, ganha na Cookie novos contornos: faz dela uma sombra de cada gesto meu, de cada movimento. Segue-me para todo o lado desde o primeiro dia, a ponto de me surpreender enquanto durmo, com gritinhos quase mudos (a Cookie nunca miou), toques ao de leve com as patinhas e até lambidelas no cabelo (esse vício nunca perdeu), quando arrumo a casa ou até no banho. É a minha sombrinha, e só deixa de o ser, por pouco tempo, quando se deixa ficar à janela, “a ver os pipius” até adormecer. Quando acorda vem sempre cumprimentar quem estiver em casa, e é cada vez mais faladora e meiga no cumprimento. Até me ralha quando saio de casa e não a levo, que é quase sempre.

Meio ano depois de adoptarmos a Cookie trouxemos para casa a Sushi. Depois de cerca de três meses a alimentá-la na rua, juntamente com outros dois gatinhos que dividiam com ela um barracão em Faro, o inesperado momento em que ela, além de comer tudo o que lhe levei naquela noite, resolveu saltar-me para o colo precipitou a adopção que nos últimos tempos equacionávamos. Tinha lido que “os gatos são mais felizes aos pares”, e mesmo sabendo que a convivência entre duas fêmeas pode ser complicada, arriscámos. A Cookie poderia ser mais feliz com uma irmã, e a Sushi vivia na rua, entregue à fome e ao frio que naquela altura, Dezembro, era cortante. Tínhamos de a trazer.

A adaptação não foi (não está a ser!) fácil, mas a cada dia que passa elas parecem entender-se e aceitar melhor a ideia de que ambas estão para lavar e durar cá em casa. E nós não podíamos estar mais certos de que fizemos a melhor escolha possível. As nossas meninas são duas gatas, e as gatas, toda a gente sabe, são as melhores pessoas do mundo! A Cookie está connosco há um ano, a Sushi há meio. E parece (juro, parece mesmo!) que sempre aqui estiveram, que sempre fizeram parte de nós. Ou somos nós que fazemos parte delas, nem sei bem. Acho que somos partes do mesmo fruto, no fundo. Amor deve ser isto! :)

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Faro recebe Encontro Internacional de Turismo Cultural

FOTO: HÉLIO RAMOS (S. Lourenço, Almancil)

Faro acolhe na próxima quarta-feira, 03 de junho, o Encontro Internacional de Turismo Cultural – Projeto Umayyad, um evento que se enquadra na criação da Rota Omíada que irá percorrer o legado da dinastia árabe omíada na cultura e património de vários países mediterrânicos, entre os quais Portugal, informa a RTA. 

O encontro internacional decorrerá no Museu Municipal de Faro, entre as 09h45 e as 13h00. Além do presidente do município, Rogério Bacalhau, do presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), Desidério Silva, e da diretora regional de Cultura do Algarve, Alexandra Gonçalves, o evento contará com a presença dos parceiros internacionais do projeto. 

Mas este encontro é apenas um dos momentos previstos no programa da visita à região do comité diretivo do projeto Umayyad. Esta comitiva de 25 pessoas chegará ao Algarve logo no dia 02 para reuniões de trabalho, às quais se seguirá o encontro do dia 03, aberto ao público, e um passeio no dia 04 por Castro Marim, Alcoutim, Cacela Velha e Tavira, tendo os três últimos locais vestígios omíadas, datados de 711 a 1031. 

«Umayaad» ou «Rota Omíada» é o nome do percurso turístico que junta sete países ligados ao Mediterrâneo – Itália, Tunísia, Egito, Jordânia, Líbano, Espanha (Andaluzia) e Portugal (Algarve) – e um património comum a todos eles: a herança dos omíadas. Na região algarvia, a presença desta dinastia fez-se sentir por mais de três séculos. 

O projeto da rota transnacional que dará a conhecer a história do império omíada no mundo arrancou em 2013, tem sítio oficial na Internet, em http://umayyad.eu, e um folheto próprio que chegará em junho aos 21 postos de turismo do Algarve. O Umayyad está agora na fase final, com a sinalização no terreno e o desenvolvimento de materiais de apoio para que até ao final do ano seja possível colocar os pés na primeira rota omíada do mundo, segundo a RTA. 

A representação portuguesa no projeto Umayyad é assegurada pela RTA e pela Direção Regional de Cultura do Algarve, que lideram o grupo de suporte local que está a implementar o itinerário na região. A nível global, a Rota Omíada é liderada pela Fundação El Legado Andalusí e co-financiada pela União Europeia, através do programa ENPI – European Neighborhood and Partnership Instrument. 

“Quando atravessarem a futura rota internacional, os visitantes poderão admirar mesquitas, palácios, fachadas de edifícios e outros monumentos que ajudarão a explicar quem foram os omíadas, através da pegada arquitetónica por eles deixada. No Algarve, a rota abrangerá 11 municípios, num total de 36 localidades. Entre o conjunto de 15 bens inventariados no Algarve estão, por exemplo, os jogos de tabuleiro omíadas do núcleo de arqueologia do castelo de Alcoutim, o castelo velho desse município e o pano de muralha no castelo de Silves.”

Fonte: Diário Online/Região Sul

Consultar programa completo aqui.