domingo, 4 de setembro de 2011

Nadador-salvador ou nem por isso...



Se o trabalho fosse uma coisa muito boa, certamente não seria preciso que nos pagassem para, todos os dias, nos apresentarmos ao serviço. Pois bem, parece que há quem não saiba disso e pense que trabalhar é o mesmo que aparecer no local de trabalho, mesmo que, depois, se faça tudo menos aquilo para que se foi contratado... O meu amigo Laurentino Barros registou, há uns tempos, esta imagem. Passou-se na Praia da Madalena, em Vila Nova de Gaia, e, tanto quanto sei, já lhe valeu algumas ameaças de um dos senhores aqui fotografados, bem como a retirada da foto, à sua revelia, do Facebook, onde a tinha postado e alguns amigos tinham comentado. É, de facto, curioso que um nadador-salvador, pago para vigiar uma praia, antecipar e resolver situações de perigo para os banhistas (não, a missão deles não é apenas tirar do mar pessoas que se afogam), esteja, em pleno horário de trabalho, nestes preparos com a sua (presumível) namorada, enquanto o colega, com as mesmas obrigações, tira uma bela de uma soneca. Deve ser isto que aprendem nas séries juvenis que enchem as nossas televisões, onde se vê o mercado laboral como uma imensa feira popular, mas não é este, de todo, o exemplo que deve dar uma pessoa contratada para vigiar as praias e agir em conformidade com isso. Esperemos que, se um dia alguém se afogar na Madalena, não nos apareça um destes cromos a dizer que fez de tudo para evitar o trágico desfecho...