
Por que é que os Hospitais da Universidade de Coimbra convocam os seus pacientes para a realização de exames às oito horas da manhã de uma segunda-feira se o serviço onde esses exames terão de ser realizados só dá início ao atendimento ao público depois das 8h30?Por que é que os utentes que vão fazendo fila à porta do secretariado do referido serviço – quase todos com idade superior a 60 anos – têm de aguardar no corredor do serviço, de pé? Será esta a “prova de esforço” a que se refere a placa que pende sobre as nossas cabeças?
Por que é que, fruto dessa desinteressante antecipação de horários, uma paciente (e eu estava muito paciente hoje…) que consegue o quarto lugar na lista de espera, depois de uma hora de pé num corredor frio e povoado de doentes com muita vontade de socializar, tem de aguardar a manhã toda para realizar um mero ecocardiograma, depois de os três primeiros doentes terem sido chamados em menos de 15 minutos?
Por que é que só depois de uma hora à espera, e de ter ido a paciente a perguntar o que se passava, é que se dignaram a dar uma explicação (bastante curiosa, a propósito) para a demora em chamar os restantes doentes?
Por que é que num hospital desta envergadura, e onde tudo – mesmo tudo, da qualidade técnica dos médicos à simpatia e boa vontade dos funcionários e à funcionalidade dos serviços – me agradava tanto até ao momento, de repente se dá conta, na manhã do dia 6 de Abril, que perdeu os exames que uma doente realizou no dia 19 de Março, no momento em que a senhora já se encontra na mesa do bloco operatório, obrigando a inviabilizar a utilização do equipamento até que sejam encontrados, na memória do mesmo, os dados daquela paciente? Será que ninguém confirmou se o DVD tinha sido bem gravado antes da intervenção cirúrgica a que a senhora teve de ser submetida?!
Fotos: Carla Teixeira
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