Os comunistas mostram «profunda preocupação com o futuro do jornal que assegura maior cobertura jornalística à região, particularmente após o encerramento do Comércio do Porto e o ataque centralizador do Governo PS à RTP Porto». Assumindo o compromisso de «questionar a tutela sobre este processo», a DORP «apela às organizações e associações cívicas, populares e sociais, que se associem à defesa do Primeiro de Janeiro, do património que o seu título activamente representa e dos profissionais que diariamente se empenham num jornalismo à altura desta história». Na segunda-feira, a União dos Sindicatos do Porto emitiu um comunicado repudiando o comportamento da administração da Sedico, notando que o sucedido no jornal «é o que se tornou habitual nos mais variados sectores de actividade, onde a arrogância e prepotência patronais impõem as maiores arbitrariedades», e denunciando «estes comportamentos inaceitáveis num regime democrático que se vai esvaziando.
Lentamente, porque o carácter predador do capital assim o impõe».O Sindicato dos Jornalistas repudiou o encerramento ilegal do jornal e o despedimento abusivo de mais de três dezenas de profissionais, verbalmente comunicados pela directora do Primeiro de Janeiro, na quinta-feira, e pela administração da Sedico, no dia seguinte. Os trabalhadores seguiram o apelo do sindicato e continuaram a comparecer no local de trabalho, apesar de terem sido mudadas as fechaduras e não poderem entrar nas instalações. O grupo Folha Cultural, detentor do título (através da empresa Folio) e da empresa empregadora, «pretende descartar-se imoralmente dos jornalistas que explorou, até agora, em condições de trabalho extremamente desfavoráveis», acusou o SJ. A publicação foi retomada segunda-feira, com outro director e produzida por jornalistas que antes faziam o suplemento Norte Desportivo. Aquele grupo é presidido por Eduardo Costa, que ocupa altos cargos no Conselho Empresarial entre Douro e Vouga, na Associação Empresarial de Oliveira de Azeméis, na Associação Portuguesa da Imprensa Regional, na Associação Museu de Imprensa e na Agência de Desenvolvimento entre Douro e Vouga.
Lentamente, porque o carácter predador do capital assim o impõe».O Sindicato dos Jornalistas repudiou o encerramento ilegal do jornal e o despedimento abusivo de mais de três dezenas de profissionais, verbalmente comunicados pela directora do Primeiro de Janeiro, na quinta-feira, e pela administração da Sedico, no dia seguinte. Os trabalhadores seguiram o apelo do sindicato e continuaram a comparecer no local de trabalho, apesar de terem sido mudadas as fechaduras e não poderem entrar nas instalações. O grupo Folha Cultural, detentor do título (através da empresa Folio) e da empresa empregadora, «pretende descartar-se imoralmente dos jornalistas que explorou, até agora, em condições de trabalho extremamente desfavoráveis», acusou o SJ. A publicação foi retomada segunda-feira, com outro director e produzida por jornalistas que antes faziam o suplemento Norte Desportivo. Aquele grupo é presidido por Eduardo Costa, que ocupa altos cargos no Conselho Empresarial entre Douro e Vouga, na Associação Empresarial de Oliveira de Azeméis, na Associação Portuguesa da Imprensa Regional, na Associação Museu de Imprensa e na Agência de Desenvolvimento entre Douro e Vouga.
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