terça-feira, 5 de agosto de 2008

Bebés com pulseiras

Noticia o jornal «Público» na sua edição de hoje que os hospitais portugueses vão ser obrigados a colocar pulseiras electrónicas em todos os recém-nascidos, a fim de evitar o rapto de crianças das maternidades. As novas regras deverão entrar em vigor já no próximo ano e, na minha opinião, pecam por tardias. Há uns meses, um amigo meu que está a ser acompanhado na Consulta de Andrologia da Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, contava-me, visivelmente agastado, que a possibilidade de subtracção de bebés naquele espaço seria muito elevada, pelo simples facto de que, à entrada, apenas era verificada a identidade dos visitantes do sexo feminino, que numa maternidade se supõe serem os "clientes", mas que, no caso dele, não correspondia à verdade. Sempre que entrava acompanhado pela mulher, porque iam sempre juntos à consulta, era o nome dela que ficava registado, enquanto a ele atribuíam um cartão de visitante, sem mais pormenores. O meu amigo denunciou o caso no Livro de Reclamações da MAC, e sei que chegou a receber uma resposta, inconclusiva, das autoridades competentes. E ficou tudo na mesma! Foi nessa altura que me pediu que, como jornalista, tentasse denunciar a situação e aferir a posição dos responsáveis da maternidade. Tentei. Em vão. Da maternidade pediram-me que enviasse o pedido por escrito, e até agora nada... Hoje, a ser verdade o que diz o «Público», há finalmente uma tomada de posição oficial sobre esta matéria, sendo também anunciado que os acessos àqueles estabelecimentos terão de estar equipados com sistemas de videovigilância com monitorização contínua e gravação de imagens em alta-definição. Espero que venha a tempo.

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