O deputado socialista Fernando Jesus pediu hoje às autoridades competentes, nomeadamente a Inspecção-Geral do Trabalho, que fiscalizem a forma como os jornalistas de O Primeiro de Janeiro foram despedidos para castigar eventuais desvios da legalidade. Numa carta enviada aos trabalhadores do jornal, e a que a Lusa teve acesso, o parlamentar, que é o coordenador dos deputados socialistas eleitos pelo Porto, critica o “comportamento inqualificável dos proprietários do jornal O Primeiro de Janeiro na forma como conduziram o despedimento de jornalistas e trabalhadores deste centenário matutino".
A anterior directora do jornal, Nassalete Miranda, anunciou, no final de Julho, que O Primeiro de Janeiro cessaria a sua publicação durante o mês de Agosto "para modernização em termos gráficos e de conteúdo". No dia seguinte, os trabalhadores do jornal receberam cartas da administração que extinguiram os seus postos de trabalho por reestruturação da empresa detentora do título. Nesse mesmo dia, no entanto, a empresa Fólio - Comunicação Global, Lda, proprietária do jornal, colocou nas bancas uma nova edição do diário portuense produzida pelos 10 trabalhadores do Norte Desportivo, suplemento desportivo das anteriores edições do centenário jornal do Porto.
Segundo Fernando Jesus, os proprietários do jornal “acabam de manchar de forma indelével o nome e o prestígio que o Janeiro granjeou ao longo de mais de um século no panorama da imprensa portuguesa". Por isso, o deputado apela “a todas as entidades públicas com responsabilidades no cumprimento da legalidade, designadamente à Inspecção-Geral do Trabalho, que não deixará de acompanhar este lamentável caso com o interesse e atenção merecidos, tomando as medidas adequadas, visando castigar exemplarmente eventuais desvios à legalidade, garantindo assim o cumprimento das obrigações e salvaguardando todos os direitos dos jornalistas e trabalhadores". Fernando Jesus considera "realmente muito doloroso verificar como os proprietários dum jornal com o historial e pergaminhos deste matutino, por razões ainda não totalmente esclarecidas, têm o despudor de tratar os seus trabalhadores com atitudes que atentam contra todos os valores da dignidade humana".
Agência Lusa
A anterior directora do jornal, Nassalete Miranda, anunciou, no final de Julho, que O Primeiro de Janeiro cessaria a sua publicação durante o mês de Agosto "para modernização em termos gráficos e de conteúdo". No dia seguinte, os trabalhadores do jornal receberam cartas da administração que extinguiram os seus postos de trabalho por reestruturação da empresa detentora do título. Nesse mesmo dia, no entanto, a empresa Fólio - Comunicação Global, Lda, proprietária do jornal, colocou nas bancas uma nova edição do diário portuense produzida pelos 10 trabalhadores do Norte Desportivo, suplemento desportivo das anteriores edições do centenário jornal do Porto.
Segundo Fernando Jesus, os proprietários do jornal “acabam de manchar de forma indelével o nome e o prestígio que o Janeiro granjeou ao longo de mais de um século no panorama da imprensa portuguesa". Por isso, o deputado apela “a todas as entidades públicas com responsabilidades no cumprimento da legalidade, designadamente à Inspecção-Geral do Trabalho, que não deixará de acompanhar este lamentável caso com o interesse e atenção merecidos, tomando as medidas adequadas, visando castigar exemplarmente eventuais desvios à legalidade, garantindo assim o cumprimento das obrigações e salvaguardando todos os direitos dos jornalistas e trabalhadores". Fernando Jesus considera "realmente muito doloroso verificar como os proprietários dum jornal com o historial e pergaminhos deste matutino, por razões ainda não totalmente esclarecidas, têm o despudor de tratar os seus trabalhadores com atitudes que atentam contra todos os valores da dignidade humana".
Agência Lusa
Aprendi muito
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