É muito difícil não errar. É complicado agir sem magoar, e é difícil pôr em marcha, sem pó na engrenagem, um qualquer mecanismo mental. Mas se errar é humano, então é fácil ser humano, porque todos erramos. O que causa verdadeira estranheza nesta que aqui se assina é que um erro – o mesmíssimo erro – ganhe dimensões diversas à luz de quem o comete e do eixo temporal em que isso acontece, mesmo que a ideia tenha sido, neste caso, apenas a de ajudar, enquanto noutros, ainda recentes, foi outra, bem diferente, a intenção de quem errou. Hoje cometi um erro. Bem, não sei se foi bem um erro ou se foi apenas uma inexactidão que feriu algumas (ok, muitas) susceptibilidades à minha volta. Parece que o tomaram como tal, sem querer sequer olhar às minhas intenções que, asseguro-vos, eram as melhores. Errei, reconheci o erro e de imediato pedi desculpa. Mas isso não bastou, e então, depois da reacção primeira, de reparo, de alerta, veio a dureza da crítica, o sarcasmo, o ataque puro e duro. Voltei a pedir perdão e, na boleia, pedi também respeito e alguma compreensão. Foi então que chegou o silêncio…
Todos nós temos o direito de errar e a oportunidade de os reparar. Claro que depende dos "erros", mas não há ninguém infalível. E, muitas vezes, mais difícil do que pedir desculpa é aceitá-las. O mais importante é ter a humildade suficiente para sabermos que erramos. Mas sem baixar a cabeça. Desculpa a lição de moral mas, mesmo sem saber o contexto, foi o que me veio ao pensamento.
ResponderEliminarMuito obrigada. O contexto parece difícil de entender, mesmo até por parte daqueles a quem o expliquei. Ainda assim, sabe bem a lição de moral e a constatação de que não há, de facto, pessoas infalíveis. Obrigada também pela visita. Volta sempre! Beijinhos
ResponderEliminarNão gostei, mas percebi a ideia e agradeço a intenção.
ResponderEliminarObrigada, Mik. Tu sabes que a tua opinião pesa muito. A intenção era de facto a melhor. É bom ver-te passar por cá! :)
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