Segue o prometido depoimento de João Semedo, deputado do BE eleito pelo círculo do Porto, a propósito do já chamado «Caso Janeiro»:
"Nos últimos anos, os portugueses têm asssitido à selvajaria como muitas empresas são encerradas pelos respectivos patrões e à frieza e brutalidade com que estes tratam os trabalhadores, "despachando-os" de qualquer maneira. Eu julgava que, nesta matéria, já tinha visto de tudo. No entanto, os acontecimentos dos últimos dias em torno do jornal "Primeiro de Janeiro" mostraram-me como eu estava enganado: os jornalistas e trabalhadores do Primeiro de Janeiro estão a ser vítimas de um verdadeiro e organizado "gangsterismo" laboral e político que, julgava eu, não seria possível na democracia portuguesa.
E se os acontecimentos nos chocam, mais chocantes são o silêncio e passividade - numa palavra, a cumplicidade - revelados por diversos organismos públicos, cujas competências são flagrantemente questionadas e postas à prova pelo comportamento e decisões da direcção,da administração e dos proprietários do Primeiro de Janeiro, que parecem beneficiar de uma estranha impunidade. Para que serve a inspecção geral do trabalho e a entidade reguladora para a comunicação social mas, também, o próprio ministério público e até as finanças ? De que estão à espera para actuar e pôr termo a um caso que, de facto, também é um verdadeiro "caso de polícia"?
Quem trata o nome e a história do Primeiro de Janeiro desta forma, quem diz uma coisa hoje e faz outra amanhã, quem espezinha os direitos de quem trabalha, não pode deixar de responder pelos seus actos, não pode ficar sem castigo. Por último, aos trabalhadores e jornalistas do Primeiro de Janeiro, manifesto a minha empenhada solidariedade, pessoal e política, na luta que travam contra a prepotência e a arbitrariedade, em defesa dos seus direitos e em nome de uma imprensa plural e democrática."
Amigáveis cumprimentos.
João Semedo (deputado do BE, eleito pelo círculo do Porto)
"Nos últimos anos, os portugueses têm asssitido à selvajaria como muitas empresas são encerradas pelos respectivos patrões e à frieza e brutalidade com que estes tratam os trabalhadores, "despachando-os" de qualquer maneira. Eu julgava que, nesta matéria, já tinha visto de tudo. No entanto, os acontecimentos dos últimos dias em torno do jornal "Primeiro de Janeiro" mostraram-me como eu estava enganado: os jornalistas e trabalhadores do Primeiro de Janeiro estão a ser vítimas de um verdadeiro e organizado "gangsterismo" laboral e político que, julgava eu, não seria possível na democracia portuguesa.E se os acontecimentos nos chocam, mais chocantes são o silêncio e passividade - numa palavra, a cumplicidade - revelados por diversos organismos públicos, cujas competências são flagrantemente questionadas e postas à prova pelo comportamento e decisões da direcção,da administração e dos proprietários do Primeiro de Janeiro, que parecem beneficiar de uma estranha impunidade. Para que serve a inspecção geral do trabalho e a entidade reguladora para a comunicação social mas, também, o próprio ministério público e até as finanças ? De que estão à espera para actuar e pôr termo a um caso que, de facto, também é um verdadeiro "caso de polícia"?
Quem trata o nome e a história do Primeiro de Janeiro desta forma, quem diz uma coisa hoje e faz outra amanhã, quem espezinha os direitos de quem trabalha, não pode deixar de responder pelos seus actos, não pode ficar sem castigo. Por último, aos trabalhadores e jornalistas do Primeiro de Janeiro, manifesto a minha empenhada solidariedade, pessoal e política, na luta que travam contra a prepotência e a arbitrariedade, em defesa dos seus direitos e em nome de uma imprensa plural e democrática."
Amigáveis cumprimentos.
João Semedo (deputado do BE, eleito pelo círculo do Porto)
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