Não é raro, nas nossas vias rápidas, ver veículos pesados a circular em notório excesso de velocidade. Nos últimos tempos, também não tem sido raro ver camiões tombados nas auto-estradas e nos acessos ou saídas daqueles troços. Ainda sou do tempo em que se discutia estes excessos de velocidade, que se tentava explicar com a sobrecarga horária dos camionistas, que de tão cansados por vezes adormeciam ao volante e levavam uns quantos automóveis ligeiros de arrasto à sua frente, abalroando tudo e todos. Hoje, mais do que isso, impõe-se saber por que tombam estes gigantes do asfalto, e diligenciar no sentido de resolver de vez o assunto. Há poucos dias, e apenas no espaço de meia hora, foram dois os camiões tombados na A29 (Vila Nova de Gaia-Estarreja). Um deles caiu para a berma e causou apenas alguma demora na fluidez do trânsito. O outro, porém, atravessou-se na auto-estrada, a toda a largura da faixa de rodagem, e por longas horas bloqueou todo o trânsito no sentido Sul-Norte (passava um ligeiro, se fosse dos mais estreitinhos). Dias antes, outro camião tinha tombado na rotunda de acesso à A1 em Estarreja, que marca justamente o final da A29, e ontem outro pesado despistou-se no extremo oposto daquela via, derramando ácido clorídrico, e obrigando por isso ao encerramento da estrada por cerca de 12 horas. Às primeiras horas de hoje, segundo ouvi na rádio ainda antes das 8h30, um camião tombou na Rotunda do Rotary Internacional, no Porto.Já vai sendo tempo de acabar com isto, não?
Foto: Adriano Miranda/Público
Sem comentários:
Enviar um comentário