quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Homenagem aos bravos de Coelho Neto

Um jornal faz-se de história, ainda mais quando consegue a proeza de se manter nas bancas, de forma ininterrupta, durante quase 140 anos. «O Primeiro de Janeiro», escola de grande parte dos jornalistas que hoje exercem funções no nosso país, designadamente na região Norte, é feito também de rostos, de pessoas que se entregaram de corpo e alma a um projecto que chegou a ser referência nacional. Diz-se muitas vezes que dos fracos não reza a história. Eu discordo. Neste caso, são os fracos que ditam a história: as ilegalidades, a ignomínia, a falta de respeito e de valores que tanto se afirmavam - os afectos, o companheirismo, a lealdade - castraram os sonhos de um grupo de pessoas fantásticas, profissionais exemplares, pessoas de carácter que, no fim da aventura, ousaram permanecer juntos e lutar por aquilo a que têm direito. Para mim, são esses os bravos do «Janeiro», e têm nomes: Miguel Ângelo, Paulo Maia, Filinto Melo, Paulo Almeida, Isabel Monteiro, Eduarda Vasconcelos, Ana Caridade, Dora Barros, Carla Teixeira, David Furtado, Ana Sofia Rosado, Goreti Teixeira, Filipa Leal, Luísa Mateus, Paulo Sérgio Soares, Carlos Machado, Lídia Cavadas, Pedro Tavares, Alexandra Costa, o queridíssimo senhor Veiga, que dedicou mais de 60 anos ao nosso «Janeiro», Pedro Rodrigues, Tiago André, Álvaro C. Pereira, Victor Melo e Mário Mesquita, o arquitecto que, embora não fazendo parte dos quadros da redacção, esteve connosco desde a primeira hora, em todos os actos públicos e reuniões, sempre, também ele, de máquina fotográfica em punho. Sem margem para equívocos, são estes os "meus" bravos. Os outros são os fracos de que esta história reza (excepção feita, obviamente, aos que já saíram, mas continuam connosco neste momento inacreditável das nossas vidas).

4 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Ei, essa de o Miguel Ângelo aparecer com cabelo já é antiga!!!!!!!!

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  3. Era o que havia... Não tinha fotos tuas, porque se tivesse também lá as teria posto. Mas os homens a sério são como o vinho: quanto mais velhos, melhores! Ehehe!

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  4. O comentário andou perdido...mas lá foi reencontrado :)

    Com todo o carinho:

    Se ter mau feitio é ser profissional e estar na frente da batalha, então tu tens mau feitio. Se ter mau feitio é fazer perguntas incomodativas e ter capacidade crítica, então tu tens muito mau feitio. Se ter mau feitio é andar a percorrer não-sei-quantos-quilómetros-para-trás-e-para-a-frente em nome de vestir a camisola pelo sítio onde se está e por aquilo que se gosta de fazer, tu tens muito, mas mesmo muito mau feitio.
    É bom saber que tenho amigas com muito, mas mesmo muito, mau feitio. É um orgulho.
    Forçaaaaaaaaaaaa aí
    Beijinho muitoooooooooooo grande

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