Uma delegação de trabalhadores de «O Primeiro de Janeiro» entregou hoje à governadora civil do Porto, Isabel Oneto, um manifesto em que chama a atenção para a ilegalidade do encerramento e reabertura daquele jornal. "Este acto infame constitui o culminar de uma situação escandalosa, que deveria ser inadmissível num Estado de Direito", afirmam os trabalhadores no referido manifesto. No manifesto, os trabalhadores salientam que o empresário Eduardo Costa (tal como a empresa Fólio e a subsidiária Sedico, proprietárias de «O Primeiro de Janeiro») têm "um historial de práticas ilegais". Estas práticas vão "desde a ausência de seguros para os trabalhadores à prática de troca de facturas por salários, passando pelo não pagamento de Julho e dos subsídios de férias, bem como o pagamento de Junho apenas pelo valor do salário mínimo nacional".Os jornalistas consideram que o processo envolve a prática de lock out, já comprovado pelas autoridades competentes, e recordam que "Eduardo Costa foi condenado por fraude ao Estado na obtenção de subsídios, o que não impediu que bem recentemente fosse de novo contemplado com fundos do Quadro de Referência Estratégico Nacional - os fundos comunitários para 2007/2013)". Os trabalhadores estão em luta contra os despedimentos de que foram alvo na sexta-feira, quando foi declarado pela administração o encerramento do matutino, que viria a reabrir na segunda-feira com novo director, sendo a nova versão produzida pelos jornalistas de «O Norte Desportivo», em colaboração com o «Diário XXI» e o «Notícias da Manhã», títulos pertencentes ao mesmo grupo empresarial.
Os trabalhadores têm comparecido diariamente à porta da redacção do jornal, apresentando-se ao serviço, atitude que foram aconselhados a seguir pelo Sindicato dos Jornalistas. Entretanto, alguns dos 32 jornalistas do «Janeiro» começaram a receber as cartas de despedimento da empresa, que alega uma "reestruturação" por força de uma "redução anormal da contratação de publicidade e das vendas das publicações", o que, sustenta aquela empresa, terá provocado um "desequilíbrio económico e financeiro". Juntamente com a carta, os trabalhadores receberam a declaração necessária para o subsídio de desemprego.
O Sindicato está a apoiar os jornalistas demitidos colectivamente, e apelou, em comunicado, à "solidariedade activa da classe" com os trabalhadores do matutino portuense, que desde a passada sexta-feira se encontram impedidos de ocupar os seus postos de trabalho. Para o sindicato, o silêncio e a atitude da administração "são reveladores da falta de valores que norteiam a Folio - Comunicação Global, Lda., e devem funcionar como um alerta para os profissionais que estão a ser instrumentalizados para substituir os trabalhadores que a empresa pretende despedir ilicitamente". A Fólio, proprietária de «O Primeiro de Janeiro», colocou hoje nas bancas uma nova edição do diário, produzida pelos 10 trabalhadores de «O Norte Desportivo», suplemento desportivo das anteriores edições do centenário.
O Sindicato está a apoiar os jornalistas demitidos colectivamente, e apelou, em comunicado, à "solidariedade activa da classe" com os trabalhadores do matutino portuense, que desde a passada sexta-feira se encontram impedidos de ocupar os seus postos de trabalho. Para o sindicato, o silêncio e a atitude da administração "são reveladores da falta de valores que norteiam a Folio - Comunicação Global, Lda., e devem funcionar como um alerta para os profissionais que estão a ser instrumentalizados para substituir os trabalhadores que a empresa pretende despedir ilicitamente". A Fólio, proprietária de «O Primeiro de Janeiro», colocou hoje nas bancas uma nova edição do diário, produzida pelos 10 trabalhadores de «O Norte Desportivo», suplemento desportivo das anteriores edições do centenário.
Agência Lusa
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