O jornal online Portugal Diário tem sido absolutamente fenomenal na cobertura do lamentável «caso Janeiro», dando eco de todas as acções dinamizadas pelo grupo de jornalistas que contestam a demissão em bloco da redacção do centenário, há pouco mais de uma semana. Há minutos, consultando o site, deparei com isto:


O MELHOR DO LEITOR
Artigo do leitor Carla Teixeira
Artigo do leitor Carla Teixeira
(para quem não sabe, sou eu)
Morte em vida. «O Primeiro de Janeiro» não morreu formalmente, já que continua a sair para as bancas um pasquim com o mesmo nome, mas que pouco dignifica os 140 anos daquele que já foi um baluarte da imprensa nacional. De qualquer modo, se o jornal estivesse a mais teria simplesmente desaparecido, ou lutado por um lugar ao sol. O que aconteceu, no entanto, é inenarrável. A administração demitiu em bloco a redacção, para depois entregar a feitura do jornal a um grupo de jornalistas de desporto. Ao mesmo tempo, agiu ilegalmente e não fez sequer a tentativa de falar com os despedidos, nem lhes pagou os dois meses e meio que lhes deve. O «PJ» morreu, porque o sucedâneo que agora se apresenta nas bancas não chega sequer aos calcanhares do que era o nosso jornal. Repete notícias, faz uso de reportagens nossas mudando os nomes de quem as assina, enconsta a directora a um canto, sem que ela mesma perceba, enquanto põe outro no seu lugar, e tudo isto numa altura em que começam a ser demasiado evidentes os actos ilegais desta quadrilha. Moradas falsas? Empresas-fantasma? Há de tudo neste processo! Até um empresário-modelo, agraciado com verbas do QREN, conhecido pelos seus sucessivos trambiques e condenado há menos de meio ano por fraude que lesou o Estado em milhões de euros. Há muito mais em jogo aqui do que a morte de «O Primeiro de Janeiro». Há também a morte dos valores, da Justiça, do decoro. Este caso é vergonhoso, como será vergonhoso este país se ninguém puser cobro a estas situações. Isto é o que verdadeiramente está em causa.
Sem comentários:
Enviar um comentário