Com a devida vénia, ao autor e ao duo-maravilha da informática (o copy-paste), aqui reproduzo a homenagem de Orlando Castro, jornalista 24 horas por dia, sete dias por semana, que também por lá andou, aos colegas de «O Primeiro de Janeiro». Com um "obrigada" e um beijinho.
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Operários montadores de peças escritas
(homenagem aos bravos da Coelho Neto)
(homenagem aos bravos da Coelho Neto)
Os jornais (é claro que também as rádios e as televisões) não são um produto feito à medida dos jornalistas e/ou dos consumidores mas, isso sim, dos empresários. São, cada vez mais, um negócio ou, melhor, uma forma de comércio. São apenas mais um produto em que os seus fazedores (na circunstância catalogados de jornalistas) são escolhidos à e por medida.
Esta é uma realidade que interessa aos empresários (mais a uns do que a outros) e, é claro, aos governos (mais a uns do que a outros). O escândalo do jornal “O Primeiro de Janeiro” é o mais recente exemplo, mas outros houve e outros haverá.Sendo escolhidos à e por medida, têm de obedecer às regras da oferta e da procura. Mais do que informar, mais do que formar, têm de vender. Vender, vender sempre mais. E quem sabe o que fazer para melhor vender não são, na maioria dos casos, os jornalistas.Os jornalistas são os montadores que, de acordo com o mercado, alinham as peças de um crime, de um comício, de um atentado ou de um buraco na rua. Se o que vende é dar uma ajuda ao partido do Governo para que este ganhe as próximas eleições, são essas as peças que têm de montar, nada contando a teoria da isenção que é tão do nosso teórico agrado.Se o que vende é divulgar as supostas boas acções do PS, do PSD ou do MPLA, são essas as peças que têm de montar, passando por cima do facto de esses partidos serem responsáveis por todas as nossas desgraças.Se o que vende é dar cobertura às ditaduras (sejam as de Robert Mugabe, Hugo Chávez ou José Eduardo dos Santos), são essas peças que têm de montar, calibrando-as da forma a parecerem dos melhores exemplos democráticos.Pouco importa tudo o resto.Assim sendo, as linhas de montagem (veja-se o exemplo de “O Primeiro de Janeiro”) não precisam de jornalistas 24 horas por dia, basta-lhes as sete horas. E aos jornalistas basta-lhes, ao que parece, uns tantos euros por mês...
Tudo o resto são cantigas, tenha a classe uma Ordem ou apenas, como agora, um Sindicato, uma Caixa dos Jornalistas, uma Entidade Reguladora, um ministro tutelar chamado Augusto Santos Silva, ou coisa nenhuma...
Esta é uma realidade que interessa aos empresários (mais a uns do que a outros) e, é claro, aos governos (mais a uns do que a outros). O escândalo do jornal “O Primeiro de Janeiro” é o mais recente exemplo, mas outros houve e outros haverá.Sendo escolhidos à e por medida, têm de obedecer às regras da oferta e da procura. Mais do que informar, mais do que formar, têm de vender. Vender, vender sempre mais. E quem sabe o que fazer para melhor vender não são, na maioria dos casos, os jornalistas.Os jornalistas são os montadores que, de acordo com o mercado, alinham as peças de um crime, de um comício, de um atentado ou de um buraco na rua. Se o que vende é dar uma ajuda ao partido do Governo para que este ganhe as próximas eleições, são essas as peças que têm de montar, nada contando a teoria da isenção que é tão do nosso teórico agrado.Se o que vende é divulgar as supostas boas acções do PS, do PSD ou do MPLA, são essas as peças que têm de montar, passando por cima do facto de esses partidos serem responsáveis por todas as nossas desgraças.Se o que vende é dar cobertura às ditaduras (sejam as de Robert Mugabe, Hugo Chávez ou José Eduardo dos Santos), são essas peças que têm de montar, calibrando-as da forma a parecerem dos melhores exemplos democráticos.Pouco importa tudo o resto.Assim sendo, as linhas de montagem (veja-se o exemplo de “O Primeiro de Janeiro”) não precisam de jornalistas 24 horas por dia, basta-lhes as sete horas. E aos jornalistas basta-lhes, ao que parece, uns tantos euros por mês...
Tudo o resto são cantigas, tenha a classe uma Ordem ou apenas, como agora, um Sindicato, uma Caixa dos Jornalistas, uma Entidade Reguladora, um ministro tutelar chamado Augusto Santos Silva, ou coisa nenhuma...
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