sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Pagar ou não pagar, eis a questão!

Não acredito (mesmo!) que, por um só instante, o empresário-modelo corrupto que foi agraciado com verbas do QREN Eduardo Oliveira Costa tenha pensado em pagar o que deve às mais de 35 pessoas que despediu ilegalmente do jornal «O Primeiro de Janeiro». Desde logo porque o senhor tem mau feitio e mau carácter, mas sobretudo porque, se é verdade que pagando os dois meses e o subsídio de férias em dívida poderia gozar de algum silenciamento da nossa parte (uma atitude que não seria correcta, mas seria sempre possível que o dinheiro serenasse um pouco a luta), um eventual pagamento poderia servir para "financiar" novas acções de protesto e reivindicação dos bravos de Coelho Neto. O homem pensa em tudo, e é prova disso o facto de, não obstante a vida criminosa que leva há vários anos, não ter ainda sido preso. Os tribunais andam constantemente à procura dele, mas o sujeito tem boas fontes e vários apartamentos que lhe permitem fintar os funcionários judiciais que, dias a fio, se plantam à porta da sua morada oficial.

2 comentários:

  1. No país que infelizmente fomos "paridos", casos de "boys" corruptos e maquiavélicos é o "pai nosso que nos dais hoje". Não há nada a fazer mesmo. Contra a corrupção, o tráfego de influência tenho eu lutado, sei lá há quantos anos. termino sempre vencido, mas nunca convencido.Em Portugal de momento vale tudo onde a moral e os escrúpulos das pessoas mora longe! Vivem por aí (não vivo em Portugal há 47 anos), as pessoas num salve-se quem puder. As "basófias" de sermos europeus foi a desgraça das pobres gentes desse país que cada vez mais tomba e desliza em queda livre em direcção do abismo. Acredito que nem todos os jornalistas são maus... Por norma uns "pobres diabos" iguais a mim de quando em "part time" estive engajado no vossos grupo, onde nunca (aquilo que eu experimentei) havia dinheiro para nos pagar as peças. Porém quando os jornais são adquiridos por uns "tipos" (por norma já falidos), perdem os jornalistas a liberdade de expressão e os ordenados ao fim do mês.
    Estou solidário com os jornalistas do PJ.
    Abraço
    José Martins

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  2. Obrigada, caríssimo José Martins. Estamos conscientes da ligeireza dos apoios partidários, mas o que importa, neste momento, é o alento que nos permitirá não dar descanso ao autor deste acto criminoso. Na Justiça não desistiremos, porque há um momento em que temos de dizer basta a pessoas sem escrúpulos nem carácter. Obrigada pelas suas palavras. São muito importantes para nós.

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