terça-feira, 21 de outubro de 2008

Home sweet home!

Não foi preciso esperar muito para que os acontecimentos em torno do encerramento do jornal centenário «O Primeiro de Janeiro» viessem, uma vez mais, dar razão aos cerca de 35 funcionários vítimas do despedimento ilegal e aviltante consumado no dia 31 de Julho deste ano. A reiterar a prova, já tantas vezes dada, de que não houve uma extinção dos postos de trabalho, visto que a produção do agora pasquim continua a processar-se a um ritmo (quase) diário, embora o que salta para as bancas seja apenas um molhinho de páginas muito coloridas, parcas em publicidade e ainda mais pobres em qualidade informativa, os funcionários redacção, do departamento comercial e da administração regressaram ao decrépito edifício da Rua de Coelho Neto, deixando para trás o luxo (dizem que o havia) das instalações do Freixieiro e de Santa Catarina.

Hoje também, soube que a morada oficial da Folio é falsa (tal como a da Sedico, estão recordados?), e que, em desespero de causa, o Departamento de Publicidade do novo pasquim anda a enviar mensagens de e-mails e fax para várias empresas, a comunicar a mudança para as “novas” instalações, com uma indicação expressa dos contactos da pessoa responsável pelo departamento (nome, telefone, telemóvel e e-mail). Quando tarda a consumar-se a profecia de encerramento, tal como tardam a cair nas contas do grupo de pessoas que mantém aquilo a funcionar qualquer coisa que se pareça com um ordenado, o desespero parece estar a tomar conta da administração, que trocou (certamente, não de boa vontade) o luxo de Santa Catarina pelo rés-do-chão de Coelho Neto (onde cheira a fossa e o risco de curto-circuito é crescente). Aqui há gato, meus amigos…

Mas estes não são os únicos desenvolvimentos nesta história.
Fiquem por aí, que eu volto já…

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