Alguém me disse, certo dia, que só aqueles de quem gostamos podem desiludir-nos. “True”, pensei. Se gostamos de alguém, se vemos que esse objecto de afectos se perde por caminhos que não temos por adequados, sentimo-nos mal. Se um amigo insiste em percorrer trilhos inadequados, num desfile pesaroso de passos perdidos e sorrisos pouco convincentes, sentimo-nos pior. Porque um amigo caminha dentro de nós, cresce-nos na alma, enche-nos o coração. E se sentimos que esse amigo é, ele mesmo, incapaz de se dar aquele abraço, de se entender e de sorrir para si mesmo, se vive iludido com erros consequentes e consecutivos, então sentimo-nos ruir por dentro. Será possível gostarmos de alguém que não gosta de si mesmo? Ou que pensa que sim, que gosta de ser quem é? Será possível gostar de alguém que se contenta com menos do que merece, e que espera dos outros ainda menos do que aquilo que lhes dá? Terá o mundo chegado a este estado de coisas em que já nada, nem o próprio ser humano, tem valor, ou sabe dar-se valor? Não sei. E a dúvida é, frequentemente, uma tormenta.
Hoje acordei a pensar nisto.
Desculpem qualquer coisinha!
Hoje acordei a pensar nisto.
Desculpem qualquer coisinha!
Está desculpada...mas esses pensamentos!!! andará aí alguma coisa!!!AMOR É FOGO QUE ARDE SEM SE VÊR É... Camões
ResponderEliminarCaro Modesto,
ResponderEliminarNão se trata de amor no sentido em que fala, mas não deixa de o ser, de facto, porque a amizade é, do meu ponto de vista, uma forma de amor, e das mais exigentes que há. E é disso que se trata aqui. De um amigo (é isso que diz o meu texto)que, mesmo tendo sido avisado por todos os outros amigos, e também por mim, reiteradamente insiste no mesmo erro, tendo consciência de que pode mesmo pôr em perigo a sua vida e a sua segurança. Este meu desabafo, não dizendo respeito ao tipo de amor de que o Modesto fala no seu comentário (nessa área nada tenho a temer: estou muito bem, obrigada!), não deixa de ser um desabafo de amor. Porque um amigo é um irmão escolhido por nós (e entre irmãos há sempre afecto).
Obrigada pelo seu comentário.
Estou a brincar.
ResponderEliminarA Amizade... e os Amigos... que começam infelizmente a desaparecer... A Familia essa por vezes esquecida... ás vezes até maltratada. Será que os valores morais estão a acabar!!
O meu filho-te fez 18 Anos tentamos sempre incutir-lhe a importância da família dos Amigos