sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Uma semana que mudou a minha vida



Foi há um ano...

4 comentários:

  1. Pela medicação posso ver que é qualquer coisa relacionada com o sangue. Coagulação?

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  2. Caro Dylan,

    Em Janeiro de 2008 fui internada na Unidade de Cuidados Intensivos de Cardiologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra. O diagnóstico: Tromboembolia pulmonar (a mesma coisa que, de acordo com os noticiários, nesse mesmo dia tinha feito uma vítima mortal – uma mulher com a minha idade – num hospital de Setúbal). A tromboembolia pulmonar, tal como dei conta aos leitores do blog que tinha activo na altura (http://mentedespenteada2.blogs.sapo.pt) é um quadro grave em que coágulos provenientes de algum segmento do corpo, mais frequentemente das pernas (era o caso), entopem as artérias pulmonares, impossibilitando que o pulmão execute a troca de gases. Uma vez instalada a doença, o diagnóstico pode ser difícil e o quadro bastante grave, com risco iminente de vida, mesmo com suporte clínico apropriado.
    O importante é prevenir a migração dos coágulos, através da administração de drogas que impedem a formação de novos trombos ou a colocação de um filtro de veia cava. O tratamento é para toda a vida, com recurso à administração de anticoagulantes, à abolição dos contraceptivos orais, ao uso permanente de meias elásticas e a uma mudança significativa dos hábitos de vida. O Varfine (varfarina sódica, 5mg) é um fármaco da classe dos anticoagulantes orais, também designado como antagonista da vitamina K, na medida em que impede a acção daquela substância, indispensável à síntese hepática de vários factores de coagulação (II, VII, IX e X). A sua administração visa diminuir a actividade biológica da protrombina, com atraso da formação da trombina e diminuição da coagulação sanguínea. É por isso usada na prevenção de tromboses e, em altas doses, como veneno para ratos…

    Espero ter respondido à sua pergunta. Obrigada pelo comentário e pela visita! :)

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  3. Cara mente...para quê pensar nisso...já passou.
    Você escreve bem, faça do seu blogue precisamente uma mente despenteada. O problema do JN agora a doença. Esqueça, foi á Madeira...este ano vá a New York. Já conseguiu o telemovél...pense no Audy ou mesmo no Bentley. Este Ano em que a crise está em tudo...faça como eu escreva, vá ao cinema, vá ao Mar Shopping e sinta-se na China comendo um shop suey de gambas.
    Agora a sério passe por cima.

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  4. Caro Modesto,

    Bons olhos o leiam! Andava desaparecido! Espero que esteja tudo bem consigo. Comigo está tudo bem, embora a razão por que me lembro com exactidão da semana que há um ano mudou para sempre a minha vida seja o facto de que, de há uns anos a esta parte (poucos na verdade... desde que fiz 30, vá lá!), todos os início de um novo ano são, à sua maneira, traumáticos. Há sempre novas doenças, novos contratempos, novas despesas... Mas tá-se bem! O mais importante é o sorriso, e o meu é difícil de fazer desaparecer. Sou uma sobrevivente, mas sou também, e sobretudo, uma optimista (até porque piorar é difícil).

    Agradeço as suas palavras, mas permito-me uma correcçãozinha: eu nunca tive problemas no JN. Enquanto lá trabalhei fui sempre muito bem tratada, e só tenho boas recordações. Saí, por opção, e em boa hora me arrependi, porque o Janeiro, esse sim, não se portou bem comigo, apesar dos bons amigos que lá fiz e dos bons momentos que lá vivi. Neste caso, posso dizer que, ao contrário do ditado, o que vem de cima é que não me atinge, porque a administração foi, e é, de certeza, o pior que o Janeiro tem. Quanto ao resto, tristezas não pagam dívidas e eu nem sou de rancores. Estou viva, sou feliz, e isso é que conta, apesar de todos os azares e constrangimentos que a vida vai colocando no meu caminho. Como dizia Fernando Pessoa, pedras no caminho apanho-as todas. Um dia vou construir um castelo! Obrigada pelo seu carinho! Volte sempre!

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