Dorme no sofá da sala, só come comida cozinhada, adora um docinho e toma um banho por dia. Estas são apenas algumas das particularidades da “Joana” - uma porca com 10 meses de idade e 200 quilos de peso que o casal Ortélia Seco e Alberto Marta, da Moita, acolheu em casa, com apenas um dia de vida, já lá vai quase um ano. O insólito caso passa-se na Moita, no concelho de Anadia e deixa todos boquiabertos. É que a “Joana”, na sua cuidada higiene “animal”, usa ainda creme Nivea e toalhetes de WC. De porca, pode dizer-se, não tem nada, a não ser a espécie. A limpeza é uma constante e imagine-se, necessidades fisiológicas só são feitas no quintal da casa, ficando igualmente melindrada quando alguém lhe chama “porca”. Logo se levanta e corre até ao logradouro da casa onde, numa enorme tina em inox, lava o focinho, sendo este também o local onde toma o banho diário.
Acolhida (devido à morte da progenitora) com apenas um dia de vida, foi criada a biberão, com todos os cuidados de que um recém-nascido necessita. “Cabia no bolso de um casaco, pois era muito pequenina e branquinha. Pusemo-la a dormir num escabelo da lenha, na sala e fomos tratando dela com todo o cuidado”, recorda Ortélia Seco, reconhecendo que é um animal muito inteligente e caprichoso. “Dá pelo nome e conhece todas as pessoas da casa”, revela, admitindo que graças à sua personalidade (meiga, calma e sossegada) rapidamente ganha o afecto de todos, sobretudo dos mais pequenos. Comer, dormir e brincar com três dos cachorros da casa preenchem o seu dia-a-dia e nem os gatos escapam à diversão. Gulosa desde pequena, também não lhe foi difícil aprender a procurar lambarices em armários e no frigorífico, hoje fechados a sete chaves, por causa da atrevida “Joana”. Para o casal que negoceia em gado (suínos, caprinos e bovinos) a venda ou abate da “Joana” está fora de questão. “Faz parte da família e, por isso, aqui vai ficar até morrer de morte natural”, remata Ortélia Seco.
Catarina Cerca, in «Jornal da Bairrada»
27 de Fevereiro de 2009
Acolhida (devido à morte da progenitora) com apenas um dia de vida, foi criada a biberão, com todos os cuidados de que um recém-nascido necessita. “Cabia no bolso de um casaco, pois era muito pequenina e branquinha. Pusemo-la a dormir num escabelo da lenha, na sala e fomos tratando dela com todo o cuidado”, recorda Ortélia Seco, reconhecendo que é um animal muito inteligente e caprichoso. “Dá pelo nome e conhece todas as pessoas da casa”, revela, admitindo que graças à sua personalidade (meiga, calma e sossegada) rapidamente ganha o afecto de todos, sobretudo dos mais pequenos. Comer, dormir e brincar com três dos cachorros da casa preenchem o seu dia-a-dia e nem os gatos escapam à diversão. Gulosa desde pequena, também não lhe foi difícil aprender a procurar lambarices em armários e no frigorífico, hoje fechados a sete chaves, por causa da atrevida “Joana”. Para o casal que negoceia em gado (suínos, caprinos e bovinos) a venda ou abate da “Joana” está fora de questão. “Faz parte da família e, por isso, aqui vai ficar até morrer de morte natural”, remata Ortélia Seco.
Catarina Cerca, in «Jornal da Bairrada»
27 de Fevereiro de 2009
Que linda história... e que belo nome tem a porquinha! :)
ResponderEliminarEspectáculo, não é? Uma porca amestrada! Ihihi! O povo português é do melhor que há! É um povo de afectos muito... (como direi?)... transversais!
ResponderEliminaromg, que fofinha! :D
ResponderEliminarUm desperdicio total... uns bons rojões...um bom presunto...enfim uma perda de tempo para com o animal.
ResponderEliminarSaudações Marítimas
José Modesto