sexta-feira, 19 de junho de 2009

Cristiano Ronaldo no Real Madrid

Acho que nem sei ler os números relativos à transferência de Cristiano Ronaldo para o Real Madrid, pelo menos sem uma lupa e um telescópio! No entanto, acho que não tem razão de ser a indignação que tomou conta do país por causa desta transferência. O país está em crise? Estará… O mundo está em crise? Talvez. Mas, e daí? O Cristiano Ronaldo pôs-se um preço, e alguém, mesmo tendo noção da enormidade dos números, dispôs-se a pagá-lo. E agora? Deveria o homem vender-se por menos, para não chocar ninguém? Não concordo. O dinheiro que ganha é dele, seja dentro, seja fora do campo. O dinheiro que lhe pagam é pago por quem pode, e por quem não sente falta dele e o dá por bem investido. Não é por Cristiano Ronaldo custar mais ou menos que vai acabar a crise e a fome no mundo. E se foi considerado (justa ou injustamente, pouco importa) o melhor do mundo, acho bem que se faça pagar por isso. Só paga quem quer e quem pode. O resto, os comentários de quem faz deste assunto um drama, que diz que ele não vale nada, que é um arrogante, que não sei que mais, e de quem vai buscar a crise mundial para justificar a sua ira em relação a este negócio, soa-me apenas e só a inveja. Pura e dura! O homem estipulou um preço e houve alguém que o pagou. Assunto encerrado.

E acrescento um pormenor: dentro de poucos dias deslocar-me-ei à capital espanhola para uns (merecidos) dias de férias. Tenho a intenção de visitar o Santiago Barnabéu (a entrada custa 15 euros por pessoa, mas que se lixe! Faço uma pausa na crise), e de trazer uma camisola do Real Madrid já com o nome do Ronaldo.

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