sexta-feira, 3 de julho de 2009

Era bem capaz de viver em Madrid!

Madrid deixa saudades. Muitas saudades. E nem é preciso lá ter estado mais do que alguns dias! Apesar do atribulado regresso a Portugal (mais à frente talvez vos conte como é ser deixada em terra por uma companhia aérea que resolve negar o embarque a dois cidadãos portugueses e a dois brasileiros sem motivo aparente ou justificado), sei que vou lá voltar assim que houver oportunidade. Madrid é uma cidade belíssima, com um tesouro em cada edifício, uma surpresa em cada esquina, com uma vida fulgurante a todas as horas do dia e da noite. Era capaz de me habituar à ideia de viver em Madrid. Aliás, habituei-me à ideia no minuto em que cheguei ao hotel e percebi a atmosfera da cidade.
Alguns dos melhores museus do mundo, edifícios de tirar o fôlego, preços escabrosos que por pouco nos tiram a vontade de comer e de beber, e a imensa curiosidade de conhecer tudo, de parar em todo e qualquer cantinho, de trazer no bolso aquela (viva)cidade. Apaixonei-me por Madrid. Por cada dia em que percorri quilómetros e quilómetros. A pé, de autocarro, de metro, de táxi, de comboio… Pela arquitectura que nos deixa de nariz levantado e boca aberta, a olhar os majestosos edifícios, pelas lojas da Calle de Preciados, pelo reclamo luminoso na Puerta del Sol, pela lindíssima Puerta de Alcalá, pela Plaza Castilla, pelas más memórias de Atocha, pela beleza do edifício que alberga o Ministério da Agricultura, pela famosa estátua de «El Oso y el madroño», símbolo da cidade, que tanto procurei… e que encontrei logo na primeira noite. Madrid é espectacular, acreditem!

António Lobo Antunes vaticinou, num dos seus mais recentes livros, que haveria de amar uma pedra. Antes Fernando Pessoa quis guardar todas as pedras e construir um castelo. Eu amei todas as pedras de Madrid. Quero voltar, construir por lá o meu castelo. Madrid me encanta! Como ouvi da boca de uma espanhola, “Madrid que la parió”! No bom sentido, claro!















1 comentário:

  1. É isso tudo mais a boa disposição daquela gente.
    Basta irmos a Salamanca e apreciar a Plaza Mayor para percebermos o que não temos nem nunca teremos...Heranças!

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