Dez dias depois, os 32 jornalistas de O Primeiro de Janeiro ainda não sabem quando e se vão receber os quase dois meses de salários em atraso, o subsídio de férias e as indemnizações pelo despedimento de que foram alvo, a 31 de Julho. Até hoje continua a imperar o silêncio por parte da administração da Fólio - Comunicação Global, Lda (detentora do centenário título portuense) e da Sedico - Sociedade de Edição e Comunicação. Empresas que, garantem os jornalistas, têm como principal responsável, mesmo que indirectamente, Eduardo Oliveira Costa. É que, embora o contrato de trabalho tenha sido assinado com a Sedico, os 32 jornalistas afiançam que sempre reportaram à administração da Fólio, empresa do grupo A Folha Cultural, CRL.
Mas que grupo é este que detém o Janeiro e quem é o seu responsável? Fundado em 1985, no seu sítio na Internet A Folha Cultural diz ser um "grupo editorial e de comunicação social" que "actua na esfera da sua actividade específica, por si própria ou através de empresas participadas do seu universo". Sediado em Oliveira de Azeméis, detém cerca de 30 empresas ligadas a 10 áreas de negócio distintas. Da comunicação social nacional e regional ao imobiliário e à construção civil, do turismo à distribuição de livros. Só na comunicação social, o grupo de Eduardo Oliveira Costa - que no site da Comissão da Carteira Profissional de Jornalistas surge como portador do título número 1738 - detém 16 títulos, entre eles O Primeiro de Janeiro, a Azeméis FM ou a Cávado FM.
Mas a actividade do empresário não se esgota na Folha. Entre os vários cargos públicos que desempenha contam-se a presidência do Conselho Empresarial de Entre Douro e Vouga, a vice-presidência da Associação Portuguesa da Imprensa Regional e a presidência do Conselho Fiscal da Agência de Desenvolvimento entre Douro e Vouga, além de ser o presidente da Oliveirense. Figura pouco consensual, Eduardo Oliveira Costa foi em Março condenado a uma pena de prisão de dois anos e meio, suspensa por um ano, por fraude na obtenção indevida de subsídios por parte do Estado, através do jornal Recortes da Província. Segundo os arguidos, este título registou um aumento de 7 200% das vendas efectivas entre 1988 e 1990. Na repetição do julgamento, o empresário e outros quatro arguidos foram absolvidos dos crimes de burla e de falsificação de documentos.
Hélder Robalo
«Diário de Notícias»
Mas que grupo é este que detém o Janeiro e quem é o seu responsável? Fundado em 1985, no seu sítio na Internet A Folha Cultural diz ser um "grupo editorial e de comunicação social" que "actua na esfera da sua actividade específica, por si própria ou através de empresas participadas do seu universo". Sediado em Oliveira de Azeméis, detém cerca de 30 empresas ligadas a 10 áreas de negócio distintas. Da comunicação social nacional e regional ao imobiliário e à construção civil, do turismo à distribuição de livros. Só na comunicação social, o grupo de Eduardo Oliveira Costa - que no site da Comissão da Carteira Profissional de Jornalistas surge como portador do título número 1738 - detém 16 títulos, entre eles O Primeiro de Janeiro, a Azeméis FM ou a Cávado FM.
Mas a actividade do empresário não se esgota na Folha. Entre os vários cargos públicos que desempenha contam-se a presidência do Conselho Empresarial de Entre Douro e Vouga, a vice-presidência da Associação Portuguesa da Imprensa Regional e a presidência do Conselho Fiscal da Agência de Desenvolvimento entre Douro e Vouga, além de ser o presidente da Oliveirense. Figura pouco consensual, Eduardo Oliveira Costa foi em Março condenado a uma pena de prisão de dois anos e meio, suspensa por um ano, por fraude na obtenção indevida de subsídios por parte do Estado, através do jornal Recortes da Província. Segundo os arguidos, este título registou um aumento de 7 200% das vendas efectivas entre 1988 e 1990. Na repetição do julgamento, o empresário e outros quatro arguidos foram absolvidos dos crimes de burla e de falsificação de documentos.
Hélder Robalo
«Diário de Notícias»
11 de Agosto de 2008
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