sexta-feira, 8 de agosto de 2008

"É uma indignidade"

Acabo de comprar o «Jornal de Negócios» de hoje e de ler a página que Baptista Bastos dedicou à situação por que passam 32 jornalistas e três funcionários administrativos do velho «Janeiro». O camarada, como gosta de ser chamado, foi, como é sempre, brilhante! A solidariedade inequívoca dos grandes é um aspecto que deve envaidecer aqueles que estão na rua, à porta da redacção, à espera que seja feita justiça. Nós, que sempre admirámos Baptista Bastos, não podemos deixar de sentir um arrepio ao ler o que escreveu sobre nós, e sobre o que nos fizeram. "A morte de um jornal é, sempre e sempre, um empobrecimento do diálogo, o desaparecimento da voz do outro. No caso de «O Primeiro de Janeiro», é uma indignidade", diz ele. Baptista Bastos é um grande homem, um grande jornalista, um grande pensador, e é também uma pessoa cuja verticalidade nos emociona. É um enorme apoio à nossa causa, e vou agradecer-lhe pessoalmente, porque ele merece todo o carinho do mundo.

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