Primeiro veio o anúncio, o alarme, a crispação generalizada. Depois o silêncio, o quase esquecimento, e a tentativa vã de camuflar o que não mais se conseguirá esconder. A morte travestida em renascimento, o desejo de continuar, o ridículo que veio depois. Há dias, instalou-se o burburinho naquele espaço que já foi nosso. Já não é, nem há-de voltar a ser aquele o nosso lugar. Agora é o lugar do burburinho, do medo, da ânsia, do desconforto. Um lugar que deixa um travo amargo na boca, que também conhecemos, e afinal a certeza de que não houve, por ninguém, o respeito merecido e desejado. Renasce a certeza do inevitável desfecho. Estamos, de novo, perto do fim. Sento-me confortavelmente e espero. Não posso negar que trago no peito um estranho sorriso, misturado com a tristeza de saber que mais uns poucos foram enganados. Deixaram-se enganar, creio. Estou, como eles, à espera do fim. Mas desta vez como espectadora de quem há-de trilhar caminhos inóspitos que já percorri.Há um prenúncio de morte lá do fundo, de onde eu venho…
Novos ricos são má sorte...
ResponderEliminar(...)
Não tenho barqueiro nem hei-de remar
Procuro caminhos novos para andar