terça-feira, 30 de setembro de 2008

Há um (novo) prenúncio de morte...

Primeiro veio o anúncio, o alarme, a crispação generalizada. Depois o silêncio, o quase esquecimento, e a tentativa vã de camuflar o que não mais se conseguirá esconder. A morte travestida em renascimento, o desejo de continuar, o ridículo que veio depois. Há dias, instalou-se o burburinho naquele espaço que já foi nosso. Já não é, nem há-de voltar a ser aquele o nosso lugar. Agora é o lugar do burburinho, do medo, da ânsia, do desconforto. Um lugar que deixa um travo amargo na boca, que também conhecemos, e afinal a certeza de que não houve, por ninguém, o respeito merecido e desejado. Renasce a certeza do inevitável desfecho. Estamos, de novo, perto do fim. Sento-me confortavelmente e espero. Não posso negar que trago no peito um estranho sorriso, misturado com a tristeza de saber que mais uns poucos foram enganados. Deixaram-se enganar, creio. Estou, como eles, à espera do fim. Mas desta vez como espectadora de quem há-de trilhar caminhos inóspitos que já percorri.

Há um prenúncio de morte lá do fundo, de onde eu venho…

1 comentário:

  1. Novos ricos são má sorte...

    (...)
    Não tenho barqueiro nem hei-de remar
    Procuro caminhos novos para andar

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