Os finalistas do curso de Medicina da Universidade de Coimbra apresentaram-se hoje vestidos de preto no exame final do 6º ano, alegando o luto pela obrigatoriedade da realização de uma prova que consideraram desnecessária e prejudicial para os alunos. Falaram em “luto pelo futuro hipotecado”, e defenderam a teoria de que, num ano de carácter eminentemente prático, não tinha cabimento (vá-se lá saber por que razão!) uma prova teórica. Depois puxaram de palavras caras – seria giro que lhes pedissem os seus significados – para afirmar que o exame é “desnecessário”, “redundante” e, claro, “prejudicial e extemporâneo”. Na ideia destes estudantes, nesta altura “deviam estar concentrados no exame geral, a realizar a 20 de Novembro, que dá acesso ao internato médico de especialidade e que vai decidir as suas vidas”. E é aqui que eu pergunto: se daqui a aproximadamente dois meses vão ter de se sujeitar a um exame geral, haverá maneira melhor de se prepararem para esse exame do que uma prova que permita fazer um ponto da situação actual, em termos da sua aferição de conhecimentos? De que forma é que estudar agora poderá ser penalizador para quem tem de se submeter a um exame tão rigoroso em Novembro? Fica a pergunta…terça-feira, 9 de setembro de 2008
Tarde ou ainda mais tarde?
Os finalistas do curso de Medicina da Universidade de Coimbra apresentaram-se hoje vestidos de preto no exame final do 6º ano, alegando o luto pela obrigatoriedade da realização de uma prova que consideraram desnecessária e prejudicial para os alunos. Falaram em “luto pelo futuro hipotecado”, e defenderam a teoria de que, num ano de carácter eminentemente prático, não tinha cabimento (vá-se lá saber por que razão!) uma prova teórica. Depois puxaram de palavras caras – seria giro que lhes pedissem os seus significados – para afirmar que o exame é “desnecessário”, “redundante” e, claro, “prejudicial e extemporâneo”. Na ideia destes estudantes, nesta altura “deviam estar concentrados no exame geral, a realizar a 20 de Novembro, que dá acesso ao internato médico de especialidade e que vai decidir as suas vidas”. E é aqui que eu pergunto: se daqui a aproximadamente dois meses vão ter de se sujeitar a um exame geral, haverá maneira melhor de se prepararem para esse exame do que uma prova que permita fazer um ponto da situação actual, em termos da sua aferição de conhecimentos? De que forma é que estudar agora poderá ser penalizador para quem tem de se submeter a um exame tão rigoroso em Novembro? Fica a pergunta…
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