terça-feira, 2 de setembro de 2008

Toma lá, que é artístico!

Quando pensava que já tinha visto tudo – nomeadamente no que ao conceito de “arte” diz respeito – com a deposição daquela colcha horrorosa no tabuleiro superior da Ponte D. Luís, no Porto, eis que se me atira para os olhos esta notícia:

Gene Hathorn, que está no corredor da morte desde 1985, deu o seu consentimento ao artista Marco Evaristti, o «bad boy» da arte dinamarquesa, para usar o seu corpo como uma peça de arte, de acordo com o jornal The Guardian. «O meu objectivo é primeiro congelar o corpo de Gene e depois fazer comida para os peixes. Os visitantes da minha exposição poderão alimentar peixinhos amarelos com o corpo de Gene», explicou Evaristti ao jornal Art Newspaper”.

Alguém me explica, como se eu tivesse quatro anos, como é que congelar um corpo pode ser arte? Mas a notícia prossegue:

Não é a primeira vez que o artista que ganhou notoriedade em 2000, depois de ter colocado peixinhos amarelos em liquidificadoras, e convidou as pessoas para assistiram enquanto este ligava as máquinas”.

What?! Triturar peixinhos também é arte?! Será por serem amarelos? Mas há mais! O “artista” também já foi à Gronelândia em 2004 e pintou de vermelho um iceberg, tendo em 2007 sido preso enquanto se preparava para fazer o mesmo ao Mont Blanc! No jornal onde trabalhei durante os últimos sete anos costumava dizer-se que o que não era mais nada era Sociedade, a “minha” secção. Fico tentada a dizer, depois destes exemplos, que o que não for nada, passa a ser “arte”…

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