Os jornalistas que mantêm em funcionamento o pasquim que usurpou o nome de «O Primeiro de Janeiro» estão actualmente como em finais de Julho estavam os mais de 30 que foram despedidos com uma mão na frente e outra atrás. Com uma variante: mais depressa do que os primeiros, os de agora cansaram-se de adiantar dinheiro para trabalhar e fizeram greve aos serviços de reportagem no exterior. Até aí, nada contra. Aliás, acho muito louvável a decisão, até porque ela não abona muito a favor da sobrevivência do dito pasquim. No entanto – juro que resisti durante todo o dia de ontem a trazer aqui este assunto –, não seria preciso grande fundo de maneio para que um dos jornalistas de «O Norte Desportivo» convertidos em repórteres generalistas do «Janeiro» se tivesse deslocado ontem à Estação de Metro do Campo 24 de Agosto para fazer a cobertura da notícia que abriu vários noticiários durante a manhã, quando parte do tecto daquela estação aluiu e a gare de embarque foi desactivada, levando à suspensão da circulação durante algumas horas. Quando ouvi a notícia, pensei em vir cá mandar o meu bitaite, e quem sabe lançar uma apostazita sobre se seria ou não feita essa cobertura noticiosa. Mas depois pensei: “Que raios! É ali ao lado! É claro que eles vão lá mandar uma equipa de reportagem. Nem teria cabimento que assim não fosse”… No entanto, teve cabimento, e assim não foi. Quando hoje, expectante, abri o pasquim, deparei-me com o texto: uma bela página, é verdade! Uma fotografia de um elemento da redacção, suspeito. Não o conheço, mas o nome tem aparecido várias vezes no jornal depois da “remodelação” da redacção. Mas… e escriba? Disso parece que não havia no pasquim ontem. Optou-se por publicar a notícia difundida pela Agência Lusa, que curiosamente surge misturada com outras sobre o mau tempo que ontem assolou o Norte. Não é tão ridículo como meter numa caixa de um texto sobre a PSP a notícia da disponibilidade de Elisa Ferreira para uma eventual candidatura à Câmara do Porto, é um facto! Mas é igualmente disparatado! Ainda mais quando «O Primeiro de Janeiro» é, para o bem e para o mal, o único pequeno jornal da cidade que se mantém activo…Foto: João Abreu Miranda/Agência Lusa
Estou convicto de que é uma Regionalista. Estarei certo nesta afirmação?
ResponderEliminarSou essencialmente uma pessoa de grande pragmatismo, que gosta das coisas rápidas e bem feitas, e se a regionalização vier de facto ajudar o país-paisagem que se move em torno de Lisboa, então sou uma fervorosa adepta da medida. Se for mais uma data de papéis que pouco representam na prática, então, com o perdão da palavra, que se lixe!
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