segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Do anedotário tirsense

Não fosse o facto de esta história ter como cenário um cemitério, e atrever-me-ia a dizer que o que se tem passado na freguesia de São Martinho do Campo, no concelho de Santo Tirso, é de morrer a rir. E o que é que se passa? A Câmara Municipal investiu largos milhares de euros nas obras de ampliação do cemitério da freguesia, e agora anda o presidente da junta de freguesia a vender as sepulturas, acto para o qual não tem legitimidade ou competência legal (ainda mais depois de ter recusado a assinatura de um protocolo que previa a transferência dessa tarefa). Não contente com o facto de estar a incorrer numa desobediência à lei, o presidente da junta ainda garante vender mais campas e capelas, para ajudar a custear empreitadas como a que a junta assumiu no mesmo espaço, e que se traduziram na colocação de uma placa à porta do cemitério e na instalação de uma cobertura na pedra onde se reza a última oração! No passado dia 31 de Outubro, deslocou-se ao cemitério com os jornalistas da cidade, e foi lá que se referiu a estas alteraçõezinhas como “a obra do século”. Depois emendou, e disse que será, afinal, a “a referência deste mandato”. Uma lápide e um coberto! Estamos conversados sobre a obra feita no mandato da junta…

Soube desta magnífica empreitada no site do Santo Tirso Digital, que começa um texto ESCRITO COM OS PÉS a dizer que esta obra foi feita “a pensar nas senhoras e até nos homens”…

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