Repórteres despedidos do jornal “O primeiro de Janeiro” reuniram-se este último domingo num jantar comemorativo dos 140 anos do diário portuense. Apesar de terem ficado sem emprego em Julho passado, os profissionais fizeram questão em assinalar a data em que nasceu a publicação de referência a Norte.
No dia 31 de Julho de 2008, a directora, cumprindo ordens da administração da empresa, demitiu em bloco mais de 30 jornalistas e outros funcionários administrativos - cujos processos estão ainda por resolver pela via judicial - sem uma explicação plausível, sem qualquer indemnização e com salários em atraso. Aproveitando a data, os jornalistas despedidos anunciam que a iniciativa manifesta o respeito pelos leitores, fontes e antigos trabalhadores e por todos aqueles que demonstraram solidariedade com os seus despedimentos ilegais.
Nascido numa revolta contra a política fiscal do Governo de Fontes Pereira de Melo, “O Primeiro de Janeiro” atravessou outros períodos conturbados, como a transição para a democracia, ainda que a crise mais difícil se tenha registado na década de 80, quando o seu vasto património foi desbaratado. Mais tarde, em 1990, um empresário da indústria gráfica, de Oliveira de Azeméis, comprou a empresa detentora do jornal e o título foi-se associando a um marca de prestígio. No início de 2000, o mesmo empresário alterou a constituição da empresa fundadora, registada em 1919, para Sedico – Serviços de Edição e Comunicação, SA, e transferiu a sede para Gondomar.
in «Jornal de Notícias» online
No dia 31 de Julho de 2008, a directora, cumprindo ordens da administração da empresa, demitiu em bloco mais de 30 jornalistas e outros funcionários administrativos - cujos processos estão ainda por resolver pela via judicial - sem uma explicação plausível, sem qualquer indemnização e com salários em atraso. Aproveitando a data, os jornalistas despedidos anunciam que a iniciativa manifesta o respeito pelos leitores, fontes e antigos trabalhadores e por todos aqueles que demonstraram solidariedade com os seus despedimentos ilegais.
Nascido numa revolta contra a política fiscal do Governo de Fontes Pereira de Melo, “O Primeiro de Janeiro” atravessou outros períodos conturbados, como a transição para a democracia, ainda que a crise mais difícil se tenha registado na década de 80, quando o seu vasto património foi desbaratado. Mais tarde, em 1990, um empresário da indústria gráfica, de Oliveira de Azeméis, comprou a empresa detentora do jornal e o título foi-se associando a um marca de prestígio. No início de 2000, o mesmo empresário alterou a constituição da empresa fundadora, registada em 1919, para Sedico – Serviços de Edição e Comunicação, SA, e transferiu a sede para Gondomar.
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