O exagerado número de pessoas que, premeditadamente ou por acidente, se deixam apanhar, quase sempre mortalmente, por comboios em Portugal deve fazer-nos pensar. A mim faz! Se é tentativa de suicídio, e estou convencida (eu e a REFER) de que a esmagadora maioria dos casos conhecidos terá tido essa razão de ser, sinto que pouco poderemos fazer para travar este problema. Mas se não é, o problema é ainda maior. É que, se é por acidente que tanta gente é colhida por comboios no nosso país, estão estamos diante de um sinal claro de que as pessoas não prestam atenção ao meio que as envolve. Há muito tempo que sei disso. Nos tempos que passo em terras de grande ligação à ferrovia (nos distritos de Coimbra e Aveiro), são muitos os episódios contados pormenorizadamente e amiúde nas casas, nos cafés e nas ruas. As pessoas caminham pela linha de headphones nos ouvidos, muitas vezes de costas para o perigo, atravessam a linha em lugares de pouca visibilidade e sem acautelarem os riscos (passam com bicicletas, atravessam passagens de nível fechadas, saltam para a linha quando o comboio já vem ao fundo da recta, e ainda por cima reagem mal se são avisadas pelos funcionários da REFER nas estações). É um drama!
Hoje acordei com a notícia de que mais uma pessoa foi colhida por um comboio perto da Mealhada. À porta da Estação de Mogofores, onde me encontro, estão, há já largos minutos, três composições paradas: dois comboios rápidos (que já deixaram de o ser) e um comboio regional. Nunca mais estes três, e outros que porventura estejam parados nas estações próximas, recuperarão do atraso que já levam. A pessoa colhida, no entanto, nunca mais voltará a ser quem era. E isso é verdadeiramente lamentável, mas todos sabemos que este não é o primeiro caso, nem será, infelizmente, o último. Os comboios matam…
Foto: Luís Silva
Hoje acordei com a notícia de que mais uma pessoa foi colhida por um comboio perto da Mealhada. À porta da Estação de Mogofores, onde me encontro, estão, há já largos minutos, três composições paradas: dois comboios rápidos (que já deixaram de o ser) e um comboio regional. Nunca mais estes três, e outros que porventura estejam parados nas estações próximas, recuperarão do atraso que já levam. A pessoa colhida, no entanto, nunca mais voltará a ser quem era. E isso é verdadeiramente lamentável, mas todos sabemos que este não é o primeiro caso, nem será, infelizmente, o último. Os comboios matam…
Foto: Luís Silva

Desculpe o meu humor negro mas no próximo Sábado tenho um compromisso em Lisboa, vou e venho no mesmo dia, no Alfa, e não posso ter atrasos. Espero que ninguém tenha a triste ideia de cometer suícidio nesse dia!
ResponderEliminare esta semana 'colheu' um camião em Miramar e por sorte n levou tb mais um...
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