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A definição do traçado do IC2 para a zona de Coimbra, que prevê a construção de uma ponte sobre o Mondego e de um viaduto sobre a Mata Nacional do Choupal, está a ser amplamente contestada por um grupo de cidadãos – a Plataforma do Choupal –, que classifica aquele projecto rodoviário como “um atentado ao património”. Em causa poderá estar, segundo o movimento cívico, a subsistência de uma mancha verde de aproximadamente 80 hectares, que bordeja o Mondego ao longo de cerca de dois quilómetros, e a que muitos conimbricenses recorrem actualmente para melhorar a sua forma física, caminhando, correndo ou andando de bicicleta. Criada em 1791, com o objectivo de quebrar a impetuosidade das cheias e travar o assoreamento do rio, a Mata Nacional do Choupal cresceu muito desde essa altura, e hoje são muitas as espécies que ali se desenvolvem. O protesto da plataforma de cidadãos faz sentido, se de facto se revelar incompatível a construção das infra-estruturas anunciadas para o local, mas a verdade é que a Mata Nacional do Choupal está bem longe de ser um espaço bem tratado. As imagens que aqui vos deixo divulgam a parte boa da Mata do Choupal, mas também a parte menos boa. É que o estado “selvagem” do parque só seria positivo, se ele fosse selvagem no bom sentido, espelhando a força da Natureza liberta da acção humana. No entanto, para quem, como eu, esperava ali encontrar algo do género do Parque da Cidade do Porto, o que vi deixou-me consternada: águas paradas, lamas e pântanos não são realidades consentâneas com um espaço que deveria ser de verde e lazer. Sim, porque verde não falta! Vejam a última fotografia, obtida a partir de uma pequena ponte de madeira em que nos debruçámos sobre o que antes era água e hoje parece um manto de cimento, verdete e mau cheiro. No Choupal o atentado é outro…
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