A poucas horas do arranque do XVI Congresso Nacional do PS, marcado para as 19h30 na Nave Polivalente de Espinho, o recorrente e pouco interessante tabu de Manuel Alegre (se vai ou não estar presente no conclave) é o assunto que domina os noticiários. Não sou militante do PS ou de qualquer outro partido, mas acompanho com interesse a vida política do país, e tenho a convicção de que isso é coisa que pouco importa a quem, por algum motivo, vive ou aprecia a política. Aliás, desde que foi vencido por José Sócrates na corrida ao cargo de secretário-geral e que depois apresentou uma candidatura independente à Presidência da República, de que saiu igualmente derrotado, e dos consequentes laivos de autonomia e diferença que vem assumindo, sem no entanto se desvincular do partido que toda a vida o promoveu e o fez chegar onde está hoje, Manuel Alegre perdeu toda a credibilidade para se dizer socialista. Apesar de deixar bem claro (demasiadas vezes) que não se revê na actual liderança e na actual linha programática do PS, não descola do partido, e teima em manter, de cada vez que o PS vive um momento especial, um novo tabu (sem isso, quem falaria dele?). Neste congresso não poderia, obviamente, ser diferente. O que me chateia é que a Comunicação Social não tenha rasgo para ir mais longe do que isso, e continue a alimentar os devaneios de um dissidente que não tem coragem de desertar de uma vez por todas, e que vai desertando aos poucos, apostado em minar a imagem do actual líder e castrando a visão de unidade que existe em torno de José Sócrates. Manuel Alegre já não é socialista. Colado às esquerdas caviar para somar pontos e se manter visível aos olhos de um eleitorado que nem sabe quem ele é, reiteradamente cospe no prato em que comeu e demonstra claramente o seu mau perder. Até agora, e como se isso interessasse a alguém, Manuel Alegre tem alimentado o tabu da sua presença ou não no congresso de Espinho, recusando-se a fazer declarações sobre o assunto. Estou convencida de que isso só é tabu para ele, porque eu acho que ele não vai (o congresso é-lhe maioritariamente hostil, e se lá fosse teria de continuar a desancar no secretário-geral que há dias foi reeleito com mais de 96 por cento dos votos, o que, em ano de três actos eleitorais, não seria sequer inteligente), e também acho que isso pouco interessa aos que lá estarão ou, menos ainda, a qualquer um de nós. Manuel Alegre não existe sem o tabu, e é por isso que tenta manter acesa uma chama que já não queima, e que apenas os jornalistas com pouco para escrever ainda alimentam…sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Que seria de Manuel Alegre sem o tabu?
A poucas horas do arranque do XVI Congresso Nacional do PS, marcado para as 19h30 na Nave Polivalente de Espinho, o recorrente e pouco interessante tabu de Manuel Alegre (se vai ou não estar presente no conclave) é o assunto que domina os noticiários. Não sou militante do PS ou de qualquer outro partido, mas acompanho com interesse a vida política do país, e tenho a convicção de que isso é coisa que pouco importa a quem, por algum motivo, vive ou aprecia a política. Aliás, desde que foi vencido por José Sócrates na corrida ao cargo de secretário-geral e que depois apresentou uma candidatura independente à Presidência da República, de que saiu igualmente derrotado, e dos consequentes laivos de autonomia e diferença que vem assumindo, sem no entanto se desvincular do partido que toda a vida o promoveu e o fez chegar onde está hoje, Manuel Alegre perdeu toda a credibilidade para se dizer socialista. Apesar de deixar bem claro (demasiadas vezes) que não se revê na actual liderança e na actual linha programática do PS, não descola do partido, e teima em manter, de cada vez que o PS vive um momento especial, um novo tabu (sem isso, quem falaria dele?). Neste congresso não poderia, obviamente, ser diferente. O que me chateia é que a Comunicação Social não tenha rasgo para ir mais longe do que isso, e continue a alimentar os devaneios de um dissidente que não tem coragem de desertar de uma vez por todas, e que vai desertando aos poucos, apostado em minar a imagem do actual líder e castrando a visão de unidade que existe em torno de José Sócrates. Manuel Alegre já não é socialista. Colado às esquerdas caviar para somar pontos e se manter visível aos olhos de um eleitorado que nem sabe quem ele é, reiteradamente cospe no prato em que comeu e demonstra claramente o seu mau perder. Até agora, e como se isso interessasse a alguém, Manuel Alegre tem alimentado o tabu da sua presença ou não no congresso de Espinho, recusando-se a fazer declarações sobre o assunto. Estou convencida de que isso só é tabu para ele, porque eu acho que ele não vai (o congresso é-lhe maioritariamente hostil, e se lá fosse teria de continuar a desancar no secretário-geral que há dias foi reeleito com mais de 96 por cento dos votos, o que, em ano de três actos eleitorais, não seria sequer inteligente), e também acho que isso pouco interessa aos que lá estarão ou, menos ainda, a qualquer um de nós. Manuel Alegre não existe sem o tabu, e é por isso que tenta manter acesa uma chama que já não queima, e que apenas os jornalistas com pouco para escrever ainda alimentam…
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Pouco mais se conhece deste senhor do que ter sido um lutador anti-fascista. Ok, tem mérito, claro que sim. Mas depois alapou-se no parlamento às custas do PS. E às nossas.
ResponderEliminarMas será que Manuel Alegre ainda não se apercebeu que a partir do momento em que o professor Cavaco Silva Ganha as eleições, o seu eleitorado foi-se!!
ResponderEliminarÉ a historia do menino mimado a quem não lhe deram o doce e ficou de burro até agora. Agora faz-se de vítima à espera do chuto no cu para dizer depois que os outros meninos é que são maus. Mas os outros meninos não são burros e deixam o manel ficar com o burrico dele la no cantinho até que se canse
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