sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Quando o jornalista também é notícia…

Quem me conhece sabe que repudio o exercício do Jornalismo daquela forma que tende a misturar o repórter com o acontecimento, como se ele próprio fosse também notícia, ou parte dela. No entanto, quando o assunto em cima da mesa é o próprio Jornalismo, com as suas vicissitudes e idiossincrasias, não haverá ninguém melhor do que os jornalistas para explicar a alma do mister, o que nos empurra, dia após dia, para uma das profissões mais maltratadas e mal entendidas do mundo, sempre com um sorriso nos lábios, e o que faz com que, como diz o camarada Orlando Castro, não sejamos jornalistas seis ou sete horas por dia a uns tantos euros por mês, mas sim 24 horas por dia, mesmo estando (des)empregados. Foi por esta razão que acedi, por sentir que era esse o meu dever, aos pedidos de duas estudantes da Licenciatura e do Mestrado em Ciências da Comunicação da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro que, no espaço de poucos dias, me contactaram a solicitar o meu contributo para trabalhos académicos que estavam a desenvolver.
A Cristina Barbosa, que não tenho o prazer de conhecer pessoalmente mas que me contactou por intermédio da Elsa Santos, uma amiga comum, lançou-me apenas – e já não foi pouco – o desafio de definir o que é ser jornalista. Enviei-lhe um texto que serviu de base à minha intervenção numa conferência promovida pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Comunicação da Universidade do Porto em Maio de 2007, que já aqui publiquei, que versava justamente essa temática e que, creio, lhe terá sido útil. Um pouco mais longe foi a Joana Vieira, que conheci no jornal «O Primeiro de Janeiro», onde ela fez o estágio da sua licenciatura há alguns meses. Justamente sobre o que é ser jornalista, mas também sobre os constrangimentos, as dificuldades e as alegrias da profissão, bem como sobre o presente e o futuro do Jornalismo em Portugal, a Joaninha pediu-me uma entrevista. Um pedido que muito me orgulhou, e ao qual dei imediatamente resposta positiva. Hoje tomei conhecimento do resultado do trabalho de edição da Joana, que aqui partilho convosco. À minha estagiária preferida (não tive muitas, mas a Joana deixou de facto muito boas recordações, pela sinceridade, pelo sorriso, pelo idealismo, pelo companheirismo e pela sede de aprender), o meu vaidoso agradecimento e os votos de que o futuro lhe traga o sucesso e o reconhecimento que merece.

Deixo-vos o link para o Pular a Cerca, o blog da Joana onde consta a versão integral da entrevista.

1 comentário:

  1. Olá Carla!

    Eu é que agradeço quer a entrevista, de facto muito importante e interessante, quer a amizade e o apoio demonstrados. Não me canso de dizer que foste das pessoas mais especiais que conheci na minha passagem pelo Janeiro e que guardo com muito carinho.

    Obrigada pelas palavras aqui publicadas, e digo-te que me deixaram bastante emocionada! Também te desejo o melhor, pois pessoas com a tua força e valor há poucas! O reconhecimento pode tardar, mas garanto-te que a minha admiração por ti já é muita!

    Um beijinho,

    Joana

    ResponderEliminar