domingo, 22 de março de 2009

Manuela Ferreira Leite na Curia

Arrancou na passada sexta-feira e terminou há poucas horas, no Grande Hotel da Curia, aqui ao lado, a terceira edição da Universidade da Europa, uma iniciativa dinamizada pelo PSD, pelo seu grupo de eurodeputados e pela Juventude Social-Democrata que funciona como acção de formação destinada aos jovens quadros do partido laranja, e em que marcaram presença importantes figuras do partido, como Carlos Coelho (deputado europeu), Silva Peneda e Duarte Freitas (deputados nacionais), Pedro Rodrigues (presidente da JSD), João de Deus Pinheiro (vice-presidente do PPE), Ignacio Salafranca (deputado e coordenador do PPE na Comissão dos Assuntos Externos), e Manuela Ferreira Leite, que encerrou o encontro. Rubricando um discurso bastante previsível, pelo menos na tónica acusadora, a líder do PSD não foi parca nas críticas a José Sócrates e ao seu governo, que acusou de ser perdulário no que às contas da União Europeia diz respeito.
Na opinião de Manuela Ferreira Leite, foi “por incompetência” que o executivo socialista “não aproveitou os recursos e a solidariedade europeia”. Essa incompetência, acrescentou, terá sido perceptível em todos os sectores de actividade nacionais, mas atingiu com particular violência a Agricultura, que conta “milhares de agricultores, de norte a sul do país, privados de recursos a que tinham direito”. A tão propalada crise económica foi outro dos temas abordados pela líder laranja no encerramento do encontro na Curia, quando mostrou não acreditar que é agora, depois de ao longo de três anos de governação, ter demonstrado uma completa “ausência de visão clara sobre o que é estratégico para Portugal”, que o Governo vai ter essa capacidade. Parece assente, na ideia da líder do PSD, que com José Sócrates ao leme, Portugal está condenado ao naufrágio económico. Ainda em tom crítico, Manuela Ferreira Leite falou do problemático processo de escolha do nome que há-de suceder a Nascimento Rodrigues no cargo de provedor de Justiça, para dizer que os socialistas “nunca responderam” à sugestão do PSD: “Uma falta de respeito”, vincou.
“Sensata” e “construtiva” foi como a presidente social-democrata considerou a proposta de Paulo Portas, no sentido de que o processo seja retomado do seu ponto zero, defendendo a intervenção do presidente da Assembleia da República, Jaime Gama. “O que há, neste processo, é uma actuação verdadeiramente inconcebível por parte do PS. Ter tornado públicos os nomes das pessoas, o não aceitar a proposta feita pelo PSD há muitos meses, em relação à qual nem se dignou responder, e colocar as pessoas indigitadas numa posição desagradável é uma falta de respeito pela instituição da Provedoria de Justiça verdadeiramente inaceitável”, disparou, considerando ainda que Jorge Miranda (proposto pelo PS) é “um nome muito respeitável”, mas contrapondo que também merece o mesmo respeito o sugerido pelos social-democratas.
Nos dias que antecederam a realização desta terceira edição da Universidade da Europa, circulou por todo o concelho de Anadia o boato de que os militantes locais pretendiam surpreender a presidente do partido. A “espera” teria como objectivo, segundo o Mente Despenteada conseguiu apurar, fazer pressão sobre Ferreira Leite, no sentido de a convencer de que o candidato desejável à câmara local será José Manuel Ribeiro, líder da concelhia, e não Litério Marques, o actual autarca, que já mostrou vontade de se recandidatar. Dizia-se que os militantes afectos ao líder da concelhia receberiam a sua líder junto ao Grande Hotel, empunhando cartazes e faixas, capitalizando a esperada presença de jornalistas no local. É verdade que não estava junto ao hotel no nomento em que Manuela Ferreira Leite chegou, mas não dei por qualquer manifestação, e também não houve quem me falasse disso…

Sem comentários:

Enviar um comentário