Viver é um acto estranho. Surge do nada, sem uma manifestação de vontade de quem vive, e demora-se nesse mundo de dificuldades que é ser, além de apenas existir. A expectativa é um lugar também impregnado dessa estranheza do acto de viver. Surge de um sinal pequenino, de uma esperança imaterial e quiçá abusiva, cola-se a nós como uma sequiosa sanguessuga, e no fim, quando a esperança se vai e nada acontece, deixa-nos secos, caídos no solo armadilhado de uma existência inexplicável. Um beijo adiado, um convite que não chega a sê-lo, um sonho que se esvai com o cair da noite, e tudo volta a ser cinzento, depois da ameaça das cores que não chegaram a pintar-nos o coração. Talvez amanhã…terça-feira, 14 de abril de 2009
Na sombra de uma expectativa...
Viver é um acto estranho. Surge do nada, sem uma manifestação de vontade de quem vive, e demora-se nesse mundo de dificuldades que é ser, além de apenas existir. A expectativa é um lugar também impregnado dessa estranheza do acto de viver. Surge de um sinal pequenino, de uma esperança imaterial e quiçá abusiva, cola-se a nós como uma sequiosa sanguessuga, e no fim, quando a esperança se vai e nada acontece, deixa-nos secos, caídos no solo armadilhado de uma existência inexplicável. Um beijo adiado, um convite que não chega a sê-lo, um sonho que se esvai com o cair da noite, e tudo volta a ser cinzento, depois da ameaça das cores que não chegaram a pintar-nos o coração. Talvez amanhã…
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