Foto: Luís Silva
A zona ocidental do Distrito de Lisboa, e nomeadamente o Concelho de Torres Vedras, que na madrugada de ontem foi epicentro de um tornado com ventos de cerca de 200 km/hora, está em estado de sítio, e poderá estar iminente a declaração do estado de calamidade pública. O cenário é de caos completo: árvores arrancadas pela raiz caíram sobre estradas, linhas férreas e casas, há várias estradas cortadas, famílias desalojadas e a noite de consoada estragada, já que milhares de habitações poderão continuar às escuras logo à noite. Volvidas as primeiras 24 horas sobre o temporal, a última noite também não foi pacífica. Choveu muito, os ventos rosnaram de novo com grande velocidade, e a natureza em fúria voltou a dar sinais da sua enorme força, e o sol que actualmente brilha no céu parece querer fazer esquecer as últimas noites e os estragos que provocaram.
Cá em casa os danos são leves: uma janela que se partiu e abriu durante a noite fez tombar alguns objectos na cozinha, voaram algumas telhas (a arrecadação ficou “ao ar livre”), mas no geral está tudo tranquilo. Já lá fora, onde cheguei a temer pelo bem-estar do nosso carro, que está estacionado à porta, o cenário é bem mais devastador: telhados destruídos, quedas de postes eléctricos, dificuldades nas comunicações por telemóvel (ontem não havia rede entre as Caldas da Rainha e Torres Vedras, pelo menos, mas paulatinamente as operadoras foram conseguiram restabelecer o serviço). De acordo com a Protecção Civil de Torres Vedras, são muitos os danos no Parque de Campismo de Santa Cruz e na Colónia de Férias da Praia Azul. No plano concelhio, os prejuízos poderão ascender aos milhões de euros.
Cá em casa os danos são leves: uma janela que se partiu e abriu durante a noite fez tombar alguns objectos na cozinha, voaram algumas telhas (a arrecadação ficou “ao ar livre”), mas no geral está tudo tranquilo. Já lá fora, onde cheguei a temer pelo bem-estar do nosso carro, que está estacionado à porta, o cenário é bem mais devastador: telhados destruídos, quedas de postes eléctricos, dificuldades nas comunicações por telemóvel (ontem não havia rede entre as Caldas da Rainha e Torres Vedras, pelo menos, mas paulatinamente as operadoras foram conseguiram restabelecer o serviço). De acordo com a Protecção Civil de Torres Vedras, são muitos os danos no Parque de Campismo de Santa Cruz e na Colónia de Férias da Praia Azul. No plano concelhio, os prejuízos poderão ascender aos milhões de euros.
Setenta por cento do concelho ficou sem abastecimento eléctrico (cá em casa temos luz, apesar de alguns “soluços” ocasionais, mas a televisão por cabo foi-se com o tornado e ainda não voltou, pelo que estamos reduzidos aos quatro primeiros canais nacionais, apanhados com a ajuda de uma antena interior). Lembro-me, de repente, que o dia 21 de Dezembro é o dia do solstício de Inverno, e do mito de que o fim do mundo chegará nesse dia, daqui a três anos. Sem querer dramatizar o debate desse cenário, que até é objecto de um filme que está actualmente nos cinemas, acredito que a civilização esteja realmente perto do fim. As últimas noites foram disso bom exemplo cá no concelho. Torres Vedras está virada do avesso, e não há optimismo que resista às demonstrações, cada vez mais frequentes, da fúria da Natureza. Dias depois de um sismo de seis graus sentido em todo o país, um tornado assola o Oeste. Se não é o fim do mundo, é algo que, ainda assim, impõe respeito…
Foto: Mário Caldeira/Agência Lusa
Foto: Mário Caldeira/Agência Lusa
Foto: Mário Caldeira/Agência Lusa





Espero que tão depressa não se repita este tipo de acontecimentos por Torres Vedras
ResponderEliminarEsperemos que não se repitam nem em Torres Vedras nem em qualquer outro ponto do nosso país!
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