domingo, 20 de outubro de 2013

A Bocas viu Sócrates, cujo sucesso não lhe passa no gargalo...

A inveja é mesmo uma coisa tão feia! A Bocas esteve por baixo de José Sócrates num restaurante e não perdeu a oportunidade de mostrar que não consegue ultrapassar o facto de ele continuar a ser aplaudido, enquanto dela ninguém se lembra senão para apresentar - mal - concursos desviados do horário nobre da única estação de televisão que, qual asilo, lhe deu guarida. Vai daí, ligou-se ao Facebook e vomitou isto: 


Não tenho por hábito falar aqui da minha vida privada.Mas, desta vez, não resisto, até porque se cruza com a vida pública de todos nós. Ora, ontem , convidada para um jantar de anos de um amigo , vejam lá a surpresa quando sei que, no andar de cima do restaurante ,o anfitrião do outro jantar era Sócrates, personagem com quem nunca estive pessoalmente. Não vou dizer o nome do sítio que durante umas duas horas e tal partilhámos , só vou explicar que entre nós só havia uma longa escada, íngreme, mesmo à frente dos meus olhos , do primeiro ao ultimo degrau , que , alías, fazia um barulho estranho, algo embaraçador para quem descia , coisa que vários comensais tiveram de fazer, precisamente os convidados de Sócrates.Eram muitos, pelo barulho percebi logo isso. Ainda pensei que fosse para festejar a entrevista dada ontem ao Expresso onde falou para um Povo ingrato que não compreende a grandeza do homem que faz um mestrado em Ciências Políticas como um aluno comum do ensino pós-Bolonha. Não são todos os políticos que o fazem, nós sabemos ... e já depois de ser ministro, primeiro-ministro e em França!E qual Sorbonne!!! Merecia um jantar .Mas descobri não era bem por isto embora tivesse a ver.... por muito que eu estivesse desligada do andar de cima , ouviam-se palmas e , confesso, a minha curiosidade foi aumentando,ainda perguntei ao dono do restaurante se podia ser eu a levar os cafés...mas, não sei porquê , ele disse-me que não , nem deu para insistir. Eu bem via os empregados escada (longa)acima , escada abaixo,a levar e trazer pratos , copos e finalmente os cafés.Fui lá fora ter com amigos que estavam a fumar e tive a grata surpresa de poder ver através dos vidros que são grandes que os meus vizinhos de cima estavam a ver, projectada na parede ,uma entrevista do Herman José precisamente com José Sócrates. Pensei que estavam a recordar coisas antigas que era uma espécie de romagem de saudade.Mas não , era mesmo o programa do Herman de ontem que estavam todos a seguir numa espécie de homenagem ao Grande Líder.Foi logo a seguir que descobri quem eram os convidados, quando um a um , foram descendo as escadas ,os ministros dos seus governos. O primeiro a sair foi Mariano Gago , seguido de Rui Pereira ,cada um levava debaixo do braço um livrinho , o tal sobre a tortura que serviu de trabalho final do mestrado e que Sócrates decidiu publicar. Foi isso que serviu de pretexto ao repasto em que Sócrates se quis ver rodeado dos seus ministros. Estavam lá quase todos,quase, não vi Teixeira dos Santos, Ana Jorge, Alberto Martins , António Costa, I. Alçada Baptista,G. Canavilhas ,I.Pires de Lima, nem Luis Bernardo o seu assessor de muitos anos apesar de estarem lá outros. Luis Bernardo agora está com Seguro...De resto parecia que , de repente, tínhamos voltado atrás no tempo e eu estava a ver desfilar à minha frente os governos de Sócrates. E até Mário Lino , menos ágil nas escadas por momentos pareceu que ia aterrar na Ota , em grande estilo. Mas, meus amigos, se estão à espera de pormenores da saída do novo estudioso sobre a tortura , tirem o cavalinho da chuva. Eu também esperei um bocado , mas tenho a impressão de que por muito que esperasse , seria a mesma coisa. Ele só saiu depois de eu sair. Deve ser um cavalheiro...primeiro as senhoras! E assim , não foi desta que conheci José Sócrates, mas , pensando bem...

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