quinta-feira, 30 de julho de 2009

Um ano depois, a história renova-se!

Os 32 jornalistas e demais trabalhadores do jornal «O Primeiro de Janeiro» ilegalmente despedidos há um ano continuam a aguardar que as entidades judiciais e estatais façam valer os seus direitos, violados de forma sistemática e inaceitável, e hoje, pelas 20h30, assinalam o primeiro aniversário do despedimento colectivo ilegal de que foram vítimas a 31 de Julho de 2008, com um jantar no Restaurante Mar do Norte (à Rua Mouzinho da Silveira, no Porto).

Serão bem-vindos todos os que, em diferentes momentos da sua história, e nos mais diversos cargos, ajudaram a construir aquele que chegou a ser tido como um jornal de referência no Jornalismo português, e designadamente do Jornalismo do Porto (é o título mais antigo da cidade, depois de também termos visto perecer, ainda que de forma um pouco menos indigna, o também centenário «O Comércio do Porto»), mas que nos últimos anos, por força dos desmandos de uma administração sem escrúpulos e sem respeito pelos direitos e pela dignidade do ser humano, viu o seu nome ser irremediavelmente conspurcado.

Para os mais desatentos, porque haverá ainda muita gente que desconhece os meandros de todo este processo, ficam alguns dos mais recentes desenvolvimentos desta arrepiante história:
Jornal de Notícias, 18 de Julho de 2009

Rádio Renascença, 20 de Julho de 2009

Jornal de Notícias, 21 de Julho de 2009

Servir o Porto – Blog de Pedro Baptista (PS/Porto)

domingo, 26 de julho de 2009

Pauliteiros de V. N. de Anços no Minho

O programa de festas despenteadas para hoje tem lugar na cidade de Monção, lá no Alto Minho, e o prato forte é, como sempre, pelo menos para mim, a actuação do Grupo de Pauliteiros de Vila Nova de Anços. Depois de ontem à noite terem encantado no XXIX Festival Nacional de Folclore de Santo António das Areias, em Marvão, distrito de Portalegre, hoje prometem impressionar a gente de uma cidade que conheci enquanto miúda, por ter um tio de lá, mas onde já não vou há séculos! Deixo-vos o programa do evento. Se estiverem lá perto, apareçam! Vale a pena. Não é todos os dias que temos a oportunidade de ver um grupo de homens dançar e bater paus…

IV Festival Folclórico «Os Amigos de Longos Vales»

Mosteiro, 15h
Grupo Folclórico «Os Amigos de Longos Vales»
Rancho Folclórico e Regional do Lavradio, Barreiro
Grupo Folclórico de Escapães, Santa Maria da Feira
Rancho Folclórico de Fornelo do Monte, Viseu
Grupo Folclórico da Casa do Povo de Lomar, Braga

Praça Deu-la-Deu Martins, 21h
Grupo de Pauliteiros de Vila Nova de Anços, Coimbra
Grupo Folclórico "Os Amigos de Longos Vales"

Pauliteiros fizeram a festa em Marvão














O dia de ontem foi um dia em cheio. O calor era mais do que muito, mas a festa não esperava por ninguém, e por isso ganhou a vontade de nos fazermos à estrada e percorrermos os cerca de 250 quilómetros que, em Vila Nova de Anços (concelho de Soure, distrito de Coimbra), nos afastavam de Santo António das Areias (freguesia do concelho de Marvão, no distrito de Portalegre). Foram algumas horas de caminho: primeiro pela A1, depois pela A23, e no troço final por estradas mais pequenas, mas sempre em grande animação. A festa foi de arromba e, como é hábito, o Grupo de Pauliteiros de Vila Nova de Anços dançou e encantou a plateia. Se é certo que nunca me definiria como uma amante do folclore, a verdade é que (apesar de a minha opinião ser suspeita) ver os espectáculos dos Pauliteiros é sempre muito agradável. E mesmo que assim não fosse, a vista do Castelo de Marvão compensava o sacrifício! Hoje, os Pauliteiros actuam em Monção, no Alto Minho!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Um ano depois, só mudam as moscas…

Os jornalistas e outros trabalhadores ao serviço das publicações “O Primeiro de Janeiro” e “Motor” continuam sem receber os respectivos salários, apesar da intervenção da Autoridade para as Condições de Trabalho, a pedido do Sindicato dos Jornalistas. Trata-se de "uma situação completamente inaceitável e insustentável", refere o SJ em comunicado divulgado hoje, 20 de Julho, sublinhando que o não cumprimento dos deveres contratuais, para além de "atentatória dos elementares direitos dos trabalhadores", revela a "falta de respeito do empregador" para com os trabalhadores ao seu serviço, os quais, apesar de nada receberem, "continuam a comparecer regularmente nos seus postos de trabalho e a assegurar a produção daquelas publicações". O documento do SJ adverte ainda os jornalistas das duas publicações para o facto de a "cedência de direitos que constituem conquistas civilizacionais em nada ajudar à resolução dos problemas laborais, antes contribuir objectivamente para agravar e perpetuar situações de exploração que atentam contra a dignidade humana". É o seguinte o texto, na íntegra, do comunicado do SJ:

Jornalistas no “Janeiro” e no “Motor” ainda sem salários

1.Apesar da intervenção da Autoridade para as Condições de Trabalho, a pedido do Sindicato dos Jornalistas, os jornalistas e outros trabalhadores ao serviço das publicações “O Primeiro de Janeiro” e “Motor” continuam sem receber os respectivos salários, em dívida há três e oito meses, respectivamente, bem como os subsídios de férias e de Natal do ano passado e o subsídio de férias deste ano.

2.Trata-se de uma situação completamente inaceitável e insustentável, atentatória dos elementares direitos dos trabalhadores e que revela a falta de respeito do empregador para com o extremo sacrifício desses profissionais, os quais, apesar de nada receberem, continuam a comparecer regularmente nos seus postos de trabalho e a assegurar a produção daquelas publicações.

3.Recorda-se que, além dos profissionais ainda ao serviço do “Janeiro” e do “Motor”, três dezenas de outros jornalistas despedidos ilegalmente do “PJ” há quase um ano continuam sem receber os respectivos créditos e a reclamar os seus direitos.

4.O SJ considera urgente pôr termo a esta situação e continua a acompanhar e a apoiar os jornalistas na tomada das medidas necessárias, a fim de que o respeito pelos seus legítimos direitos seja reposto.

5.O SJ alerta uma vez mais os jornalistas para o facto de – como a realidade se tem encarregado de demonstrar – a cedência de direitos que constituem conquistas civilizacionais em nada ajudar à resolução dos problemas laborais, antes contribuir objectivamente para agravar e perpetuar situações de exploração que atentam contra a dignidade humana.

Lisboa, 20 de Julho de 2009

A Direcção

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Uma desilusão chamada Elisa Ferreira

Elisa Ferreira desiludiu-me. Como candidata à presidência da Câmara Municipal do Porto tem sido desastrosa, dando sucessivos tiros nos pés e pretendendo passar uma imagem de segurança que acaba por revelar fragilidade. Insiste no estatuto de independente de forma quase absurda, quando todos sabemos que cresceu e chegou onde chegou sempre apoiada no PS. Tem revelado também, e acreditem que sei do que falo, tiques muito pouco democráticos, ao pretender, por exemplo, imiscuir-se no quotidiano de empresas com as quais nada tem a ver, querendo reservar-se ao direito de decidir quem é que essas empresas podem ou não contratar. A imagem que tinha de Elisa Ferreira, alicerçada na forma sempre afável e disponível com que atendia os telefonemas dos jornalistas – e liguei-lhe bastantes vezes durante os meus 10 anos de carreira – e se dispunha a esclarecer dúvidas e responder às perguntas que estes lhe faziam, ruiu há poucos dias, de forma tão radical quanto insanável.
É pena. Basicamente, porque considero que Elisa Ferreira poderia ser uma excelente presidente de câmara. É decidida, é ousada, revela grande ligação ao que faz e forte empenho no seu trabalho (pelo menos até ao momento em que decide dizer que só lá vai assinar o ponto, porque o que quer mesmo é outra coisa). Com esta candidatura, creio que o PS perdeu qualquer possibilidade de recuperar a presidência da autarquia portuense, mesmo tendo em conta que Rui Rio também não tem sido exactamente brilhante no papel de autarca. Se já tinha a ideia de que a sua “obra” se resumia ao Red Bull Air Race e às corridas de carros na Boavista, nos últimos tempos, justamente em iniciativas promovidas pela candidatura socialista (não venham com o “independente”, porque Elisa Ferreira só existe graças ao PS), fiquei a saber que a obra do PSD tem sido também bastante destrutiva para a cidade, designadamente nas áreas do Desporto e da Cultura. Isto para não falar de que à noite o Porto é um deserto, que tem perdido liderança no contexto do Norte e que está a definhar a olhos vistos.
Se Elisa Ferreira poderia resolver alguns destes problemas? Poderia. Capacidades não lhe faltam. Mas não vai ter sequer essa hipótese, porque se deixou enredar numa teia de falhanços claros e sucessivos, e de argumentos incapazes para os justificar. É certo que seria difícil, e constrangedor, para o PS encontrar um substituto a esta altura do campeonato. Mas a verdade parece evidente: a candidatura de Elisa Ferreira vai protagonizar o pior resultado de sempre do PS na cidade do Porto. Não será culpa de José Sócrates, nem do Governo, embora não vão também faltar as vozes a tentar fazer-nos acreditar nisso. A culpa será, apenas e só, da candidata. Elisa Ferreira não está à altura do desafio. Marco António Costa disse-o, ainda a “independente” era apenas uma opção, e na altura critiquei-o por desmerecer assim uma pessoa com tal currículo. Parece, no entanto, que ele tinha razão. Talvez não pelos motivos que apontou, mas tinha razão. Elisa Ferreira tornou-se uma desilusão para mim. E tenho pena.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Ao cair da noite, o Porto encontra o céu...



Fotos: Mente Despenteada

Um mágico cair da noite na minha cidade.
Há dias que terminam assim, entre cores e descobertas.
Entre olhares e silêncios e decisões anunciadas.
Há dias em que o princípio e o fim
Se confundem
Na bruma que somos nós,
Gigantes imensos, enclausurados
Na pequenez de um corpo.
Humano…

sábado, 4 de julho de 2009

Tragam daí uma babete, “faxabor”!

Durante a minha fantástica odisseia em Madrid fui agradavelmente surpreendida por mensagens de parabéns de vários amigos. Não tenho muitos, mas tenho dos bons, e ano após ano há um grupo de pessoas que nunca se esquecem da importância que o dia 26 de Junho de 1976 teve para o mundo “as we know it”… Tarde, mas não tardiamente, quero agradecer os votos de feliz aniversário a todos, e em particular à Joaninha, que protagonizou a maior surpresa do dia. Há mais de um ano que não nos vemos, e a amizade que mantemos nasceu de um contacto breve num lugar de que não quero guardar muito mais memórias. Ainda assim, por ter conhecido a Joana, e outros amigos que por lá fiz, já valeu a pena. À Joaninha agradeço este miminho que deixou no blog dela, e que descobri por acaso, já bem depois do meu regresso. A todos os outros deixo também o meu obrigada, carregadinho de beijocas!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Era bem capaz de viver em Madrid!

Madrid deixa saudades. Muitas saudades. E nem é preciso lá ter estado mais do que alguns dias! Apesar do atribulado regresso a Portugal (mais à frente talvez vos conte como é ser deixada em terra por uma companhia aérea que resolve negar o embarque a dois cidadãos portugueses e a dois brasileiros sem motivo aparente ou justificado), sei que vou lá voltar assim que houver oportunidade. Madrid é uma cidade belíssima, com um tesouro em cada edifício, uma surpresa em cada esquina, com uma vida fulgurante a todas as horas do dia e da noite. Era capaz de me habituar à ideia de viver em Madrid. Aliás, habituei-me à ideia no minuto em que cheguei ao hotel e percebi a atmosfera da cidade.
Alguns dos melhores museus do mundo, edifícios de tirar o fôlego, preços escabrosos que por pouco nos tiram a vontade de comer e de beber, e a imensa curiosidade de conhecer tudo, de parar em todo e qualquer cantinho, de trazer no bolso aquela (viva)cidade. Apaixonei-me por Madrid. Por cada dia em que percorri quilómetros e quilómetros. A pé, de autocarro, de metro, de táxi, de comboio… Pela arquitectura que nos deixa de nariz levantado e boca aberta, a olhar os majestosos edifícios, pelas lojas da Calle de Preciados, pelo reclamo luminoso na Puerta del Sol, pela lindíssima Puerta de Alcalá, pela Plaza Castilla, pelas más memórias de Atocha, pela beleza do edifício que alberga o Ministério da Agricultura, pela famosa estátua de «El Oso y el madroño», símbolo da cidade, que tanto procurei… e que encontrei logo na primeira noite. Madrid é espectacular, acreditem!

António Lobo Antunes vaticinou, num dos seus mais recentes livros, que haveria de amar uma pedra. Antes Fernando Pessoa quis guardar todas as pedras e construir um castelo. Eu amei todas as pedras de Madrid. Quero voltar, construir por lá o meu castelo. Madrid me encanta! Como ouvi da boca de uma espanhola, “Madrid que la parió”! No bom sentido, claro!















quarta-feira, 24 de junho de 2009

Pensam que é só o Cristiano Ronaldo?

Um desabafo que é uma mensagem

Ao longo da minha ainda curta existência, nem sempre pelos melhores motivos, descobri que sou uma pessoa marcante. Sou directa e frontal, não olho às hierarquias, tenho a tendência para dizer sempre o que penso, doa a quem doer, e até gosto de provocar alguma celeuma com as coisas que sei e que digo. Sou leal para com os meus amigos, apesar de muitos não terem merecido nem honrado essa lealdade, e dou sempre muito mais de mim do que aquilo que recebo.

Normalmente não desisto das coisas de que gosto, porque sei que estou à altura de as alcançar e manter. Agora que estou quase a entrar nos 33 anos, idade que sonhei reiteradamente (durante 12 longos anos, noite após noite) que não conseguiria atingir, encontro-me numa fase de balanço e, acredito, esse balanço é francamente positivo. Porque preferi ser dona de uma moeda do que escrava de duas. Sempre. E porque sou feliz com as escolhas que fiz.

Outra coisa que sempre soube é que, na política como em muitas outras coisas, há gente capaz de ir muito baixo. Gente capaz de se esfregar no lodo que deixou criar na pedra que tem no lugar do coração. Gente capaz de ofender e injuriar, apenas porque não consegue chegar ao mesmo nível daqueles a quem dedica tão viscerais sentimentos.
Sempre tive inimigos, e sempre gostei de os ter, porque como me disse a certa altura uma pessoa que muito prezo, ser consensual é sinónimo de ser desinteressante, incapaz de chocar, de marcar, de ser. E eu sou tudo aquilo que quis ser. A título pessoal, sou até uma das pessoas mais coerentes e honestas que conheço. Por isso faço aqui este parêntesis, e peço a vossa compreensão por isso.

Contrariamente ao que é normal em mim, que raramente desisto daquilo que quero, houve dois episódios em que o fiz: quando desisti de lutar contra a administração de «O Primeiro de Janeiro» pelos ordenados em atraso e pela indemnização a que tenho direito, por ter sido, há já quase um ano, alvo de um despedimento colectivo ilegal, e quando me demiti do emprego que tive depois, por razões estritamente pessoais, mas profundamente importantes para mim.

Desse emprego, na área da assessoria política e de imprensa, constava uma relação profissional com o presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, pessoa com quem aprendi muito e de quem gostei desde o primeiro instante. Castro Fernandes é uma pessoa profundamente dedicada à política, conhecedora dos dossiers e dos procedimentos, envolvida no quotidiano do seu município, divertida e disponível. No entanto, razões pessoais levaram-me à demissão, consumada no final de Março deste ano.
Curiosamente, nunca pensei que ficasse tão conhecida – e tão odiada – em Santo Tirso. Fiz amigos, é certo. Amigos de quem guardo boas recordações e alguns números de telefone e endereços de e-mail. Já lá voltei inúmeras vezes depois da demissão, para estar com alguns deles, se bem que a minha vida – que agora se divide entre as cidades do Porto, de Aveiro, Coimbra e Torres Vedras – não me tem permitido dedicar à amizade tanto tempo quanto desejaria.

Ainda assim, há quem pense que o meu fantasma ainda trabalha na Câmara de Santo Tirso e – pasme-se! – têm lançado ameaças à minha pessoa, como se me ofendessem muito por dizer que eu trabalho lá, se de facto lá trabalhasse. Fui alertada por uma amiga que trabalha lá que há comentários a circular em vários blogs, que se referem directamente a mim, que utilizam informações que disponibilizo neste blog, e que inclusivamente me ameaçam de “expor” a minha vida, e a das pessoas que gosto. Dizem que vão mostrar fotografias minhas, da minha família, do meu carro…

Enfim!
Já viram ao que isto chegou? Pormenor: eu não trabalho em Santo Tirso desde Março deste ano. E mesmo antes disso, só por artes mágicas poderia alguém saber exactamente o tipo de trabalho que ali desenvolvia, visto que não tinha directamente a ver com a Câmara, de onde nunca recebi um tostão. Não sei exactamente que medidas poderei tomar para evitar estas referências à minha pessoa em sites e blogs que desconheço, que não me ofendem, mas que se tornam descabidas e até absurdas.

Um amigo meu, advogado na Vila da Feira, assegura-me de que posso processar os blogs em questão e formalizar uma queixa contra desconhecidos. Eu acho que quem desistiu de exigir o que é seu (no caso Janeiro) não tem grande grande vontade de se ir meter em tribunais por causa disto. No entanto, não é agradável ser ameaçada por pessoas que não conheço, e que acham que publicar fotos minhas ou da minha família e do meu carro (onde as arranjariam não faço ideia) me faria parar o que quer que estivesse a fazer que as ofendia.

Nunca tive medo de nada, nem de ninguém. Espreitei os blogs em causa e, creiam, são tão deprimentes que nem vale a pena pensar mais nisso. Aliás, dá mesmo vontade de criar um e falar da vida política de Santo Tirso, mas assinando como sempre assinei tudo o que disse e escrevi. Uma coisa é certa, porém: nisto não posso decidir apenas por mim, e se alguém ofender a minha família ou os meus amigos, ou por qualquer motivo expuser a vida privada de qualquer dessas pessoas, terei necessariamente que tomar medidas.

Porque sei que as pessoas que orquestraram essa ridícula tentativa de desmascarar alguém – que julgam ser eu – lêem este blog, optei por deixar também aqui o aviso. Caso o meu nome venha a ser envolvido em qualquer polémica relacionada com os blogs de Santo Tirso, concelho que nada me diz desde o passado mês de Março, farei as necessárias diligências no sentido de processar os envolvidos. Nunca tive vocação para bode expiatório, muito menos num concelho que nem sequer é o meu. Obrigada pelo vosso tempo, e desculpem os que nada têm a ver com isto nem encontram nesta situação qualquer ponto de interesse. Eu continuo a achar que a mente humana é profundamente insondável…


Vou de férias.
Portem-se bem!

terça-feira, 23 de junho de 2009

Bom S. João para todos os despenteados!

Por cá o fumo anda no ar e há muito que o cheiro invadiu toda a rua. Cheira a sardinha, a pimento assado e a broa caseira. As conversas entre vizinhos sentam-se à volta do fogareiro, prepara-se os balões de ar quente a lançar ao céu mais logo, e as crianças correm já em busca de cabeças sobre as quais disparar as tradicionais “marteladas”. Com martelo (às vezes com o cabo) e alho-porro, já se me queixa a cabeça das batidas. Mas é S. João, e a malta não leva a mal, até porque também já tive a idade deles. Portanto, meus amigos, façam o favor de se divertir nesta noite que é de folia, mas com juízo! Bom S. João para todos, e uma beijoca especial aos “primos” da Terceira, que nos Açores a festa tem outra categoria!