quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Jornalista multimédia...


De bloco de notas numa mão e de telemóvel na outra, não perdi pitada da acção de campanha da candidata socialista à Câmara Municipal de Gondomar na Freguesia de Baguim do Monte!

domingo, 4 de outubro de 2009

Quem tem dois pares de sapatos iguais?!

Quem, neste mundo, tem dois pares de sapatos iguais? Pois é… Eu. Eu tenho dois pares de sapatos exactamente iguais. E numa época atribulada, em que o volume de trabalho chega quase ao tecto cá de cada e em que mal tenho tempo para respirar, sentindo que vos tenho deixado um pouco ao abandono, eis que regresso do nada para vos dizer isto. Sim, é verdade. Tenho dois pares de sapatos exactamente iguais, no modelo e na cor, mas bem diferentes no preço. Esta é a história: comprei um par de sapatos que estavam com uma promoção fantástica, a metade do preço – um óptimo negócio, by the way, porque são confortáveis e engraçados –, mas cerca de uma semana depois arranhei um no pedal da embraiagem do carro e fiquei desolada! Felizmente, ainda que por mero acaso, logo no dia seguinte encontrei, na loja onde tinha comprado o primeiro par, uma nova promoção. Os sapatos que tinha comprado com 50 por cento de desconto custavam agora 20 por cento do preço inicial. Claro que aproveitei a oportunidade. Nesta espécie de saldos dos saldos, acabo por ter dois pares de sapatos por um preço inferior ao que custava cada um dos pares no início desta bela história. E pronto. Bem sei que isto não vos interessa nada, mas aceitem este post como sinal da minha vontade de regressar, na certeza de que, a breve trecho, estarei mais liberta para vos dar aquele “hello” diário a que vos tinha habituado nos últimos anos. I’ll be back!

NOTA: Os sapatos desta imagem não são meus...

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Um bom exemplo made in Baião

O presidente da Câmara de Baião, José Luís Carneiro, que se recandidata ao cargo pelo PS, suspendeu segunda-feira o mandato para «evitar confusões» resultantes da dupla condição de autarca e candidato. A presidência da autarquia passou, a partir dessa data, a ser assegurada por Paulo Pereira, vice-presidente e vereador da Educação, Desporto, Associativismo e Juventude na Câmara de Baião. Em declarações hoje à Lusa, José Luís Carneiro explicou que decidiu meter férias até 11 de Outubro, data das eleições autárquicas, o que classificou como, «na prática se traduz numa suspensão de mandato».

Aí está um homem que não está agarrado ao poder.
Excelente exemplo.

domingo, 2 de agosto de 2009

Eduardo Oliveira Costa desmascarado!

A notícia não é exactamente nova (se calhar já nem é notícia), mas eu só hoje tomei conhecimento deste conteúdo, graças a um comentário deixado anonimamente neste blog, que muito agradeço. Fica o retrato, para quem quiser lê-lo, do homem que foi capaz de despedir mais de 30 pessoas a quem deve grande parte do que conseguiu amealhar durante anos, com salários em atraso, muita desfaçatez e pouca vergonha. Foi ilegal, é certo, mas já passou um ano e até agora, como sempre, quem se lixa é o mexilhão…


Ex-administrador da Sedico “desmascara” Eduardo Costa

José Reis diz que foi “manipulado” e usado como “bode expiatório de Eduardo Costa. Agora vem a público denunciar o empresário oliveirense. O advogado reformado garante que as dívidas que tem a seu cargo advêm da empresa Sedico, criada para gerir “O Primeiro de Janeiro”

José Reis, ex-administrador da empresa Sedico, vem a público denunciar Eduardo Costa, empresário oliveirense responsável pelo jornal Correio de Azeméis, pela Rádio Azeméis FM e pelo jornal “O Primeiro de Janeiro”. Amigo de Eduardo Costa desde cedo, José Reis tornou-se seu funcionário assim que chegou a Portugal vindo da Venezuela. Desde 1992 que a história de José Reis se confunde com a actividade profissional de Eduardo Costa. Com o objectivo de limpar a sua imagem e de desmistificar o empresário oliveirense, José Reis conta ao Mais Alerta o seu percurso desde 1992 e caracteriza Eduardo Costa, que sempre tomou por grande empresário e pessoa honesta. Neste momento, as palavras que José Reis usa para descrever o empresário oliveirense são “delinquente” e “trapaceiro”.

José Reis tem, actualmente uma dívida superior a um milhão de euros que diz resultar da actividade da empresa Sedico (empresa ligada à actividade do jornal “O Primeiro de Janeiro), da qual foi administrador. As suas contas bancárias foram congeladas e o uso do cartão de crédito interdito. José Reis diz que a finalização do processo penal pendente em que é arguido ainda pode resultar em pena de prisão. No entanto, garante que durante todo o tempo em que esteve ligado à empresa pouco soube da sua actividade, apenas assinava cheques e documentos por indicação de Eduardo Costa. “Eu fazia de tudo de olhos fechados. Ele era um homem honesto, sério e eu punha a mão no fogo por ele (Eduardo Costa)”, esclarece José Reis. “O Eduardo ia sempre para o Porto. Ele tinha lá um escritório para trabalhar e geria o Janeiro, mas as secretárias dele sabiam que ele nunca assinava e que vinha tudo para cá num envelope. Eu ia e assinava. Era assim que se fazia: eu só ia à Folha Cultural ou à Coraze assinar”, afirma José Reis.

Foi assim que José Reis assinou o despedimento de cerca de 30 jornalistas de “O Primeiro de Janeiro”. Conta que a decisão foi tomada por Eduardo Costa, mas como o empresário tinha renunciado ao cargo de presidente de “O Primeiro de Janeiro” em 1993 teria que ser José Reis a assinar como administrador da Sedico. “Ele tinha renunciado em 1993 e como não podia assinar, mandou-me assinar a mim. Fui eu que assinei. Ele estava a negociar e chamou-me para assinar, nem vi as cartas”. O advogado reformado adiantou que “ele sempre administrou o Janeiro, nada passava ao largo dele. Ele administrava e geria mas não assinava nada”.


“Ele queria-me para alguma coisa, mas eu não sabia para que era”
Mas o início da história remonta a 1992. José Reis, advogado reformado, chega a Portugal vindo da Venezuela e monta um escritório em Oliveira de Azeméis. Pelo que conta Eduardo Costa tinha instalações perto das suas e, como tinha sido seu professor, o empresário oliveirense chamou-o para trabalhar consigo. José Reis explica que foi em 1992 que se ligou profissionalmente a Eduardo Costa e começaram por trabalhar na empresa “O Primeiro de Janeiro, S.A.”. “Ele disse que ia precisar de mim para trabalhar para o Janeiro”, avança José Reis. O agora advogado reformado afirma: “O Eduardo (Costa) tinha medo do Janeiro porque era uma estrutura grandíssima, estava tudo a desmoronar-se, havia contas por pagar, dependências por limpar, coisas a guardar. Era uma grande aventura aquele negócio”. Mesmo apesar de saber que era tarefa difícil, José Reis decidiu acompanhar Eduardo Costa.

Enquanto trabalhava para Eduardo Costa, José Reis conta que fazia um pouco de tudo, “era um tarefeiro”. Mas os problemas de saúde limitaram os seus movimentos e José Reis deixou de ir para o Porto, onde estava sedeado “O Primeiro de Janeiro” e ficou em Oliveira de Azeméis. O advogado reformado conta que se manteve na cidade oliveirense, recebia um ordenado e apenas ia ao Porto de vez em quando. “Ele queria-me para alguma coisa, mas eu não sabia para que era. O Eduardo, quando dá um ordenado a uma pessoa, não investe cegamente”, explica José Reis.

“Nessa altura comecei a perceber que estava tramado”
Depois de ter alguns cuidados de saúde e de ter estado, inclusivamente, internado, José Reis é nomeado administrador da Sedico, em 2003. A Sedico é a empresa que surge para administrar “O Primeiro de Janeiro”. José Reis conta que a empresa ficou sedeada em Gondomar e explica que “isso foi uma encenação”. “No porto qualquer arrumador de carros conhece o Eduardo Costa como dono do Janeiro, qualquer pessoa o conhece, porque é sempre ele que aparece. Era uma vergonha haver dívidas ou ilícitos fiscais no Porto. Ele queria cometer ilícitos e para não os fazer no Porto (onde toda a gente o conhecia), transferiu a sede para Gondomar”, esclarece José Reis. O advogado reformado avança que apenas foi a Gondomar uma única vez. “Fui lá (Gondomar) uma vez depois de 2007”, esclarece José Reis que diz ter encontrado “um curral de cabras, chão em terra batida, cadeiras rotas”.
“Aquilo (Sedico) não era empresa nenhuma, era um depósito de cadeiras”, afirma dizendo que começou a abrir os olhos quando chegou o primeiro aviso de dívida. “Eu era administrador de direito e não de facto, ou seja, nunca administrei nada. Eu tinha a conta no meu nome, mas nem sabia informações nenhumas”, garante José Reis. Apesar de desconfiado, José Reis continuou como administrador da Sedico. O advogado reformado diz que continuava a assinar todos os cheques e documentos que vinham do Porto. É em finais de 2008 que descobre mais uma dívida da empresa sedeada em Gondomar. “Escrevi também uma carta para ele a dizer que aquilo era da responsabilidade dele. Esperei que ele pagasse, mas ele não pagou”, explica José Reis que diz: “Nessa altura comecei a perceber que estava tramado”. E foi então que resolveu começar a juntar provas para se defender e para denunciar a actividade de Eduardo Costa.

“Eu fui manipulado, fui usado como bode expiatório”
Durante toda a conversa com o Mais Alerta, José Reis sempre fez questão de reforçar que nunca questionava as decisões de Eduardo Costa. “Uma decisão de Eduardo Costa não é para contestar. O Sr. Eduardo decidia e decidia bem e ele é que sabe da sua empresa. Eu assinava sempre pensando que era para bem da empresa. Tudo o que eu assinava era para a gestão eficiente da empresa”, garante José Reis, que conclui: “Eu fui manipulado, fui usado como bode expiatório”.

Empresário oliveirense incontactávelDesde que os cerca de 30 jornalistas foram despedidos de “O Primeiro de Janeiro” que Eduardo Costa tem sido motivo para reportagens. A revista “Visão” já lhe dedicou várias páginas e outros órgãos de comunicação falam dele frequentemente. Em Agosto de 2008, o Diário de Notícias dizia que “sediado em Oliveira de Azeméis, detém cerca de 30 empresas ligadas a dez áreas de negócio distintas. Da comunicação social nacional e regional ao imobiliário e construção civil, do turismo à distribuição de livros”. Eduardo Oliveira Costa detém a Carteira Profissional de Jornalista e detém 16 títulos. Já foi julgado e condenado a uma pena de prisão de dois anos e meio, suspensa por um ano, por fraude na obtenção indevida de subsídios por parte do Estado, através do jornal Recortes da Província. Na repetição do julgamento, foi absolvido dos crimes de burla e de falsificação de documentos. O Mais Alerta tentou entrar em contacto com Eduardo Costa, mas até ao fecho de edição não foi possível ouvir qualquer comentário do empresário.


Frases
“Eu fazia de tudo de olhos fechados. Ele era um homem honesto, sério e eu punha a mão no fogo por ele (Eduardo Costa)”

“O Eduardo ia sempre para o Porto. Ele tinha lá um escritório para trabalhar e geria o Janeiro, mas as secretárias dele sabiam que ele nunca assinava e que vinha tudo para cá num envelope. Eu ia e assinava. Era assim que se fazia: eu só ia à Folha Cultural ou à Coraze assinar”

“Ele sempre administrou o Janeiro, nada passava ao largo dele. Ele administrava e geria mas não assinava nada”

“Ele queria-me para alguma coisa, mas eu não sabia para que era. O Eduardo, quando dá um ordenado a uma pessoa, não investe cegamente”

“Ele queria cometer ilícitos e para não os fazer no Porto (onde toda a gente o conhecia), transferiu a sede (da Sedico) para Gondomar”

“Aquilo (Sedico) não era empresa nenhuma, era um depósito de cadeiras”

“Eu era administrador de direito e não de facto, ou seja, nunca administrei nada. Eu tinha a conta no meu nome, mas nem sabia informações nenhumas”

“Eu assinava sempre pensando que era para bem da empresa”

“Nessa altura (finais de 2008) comecei a perceber que estava tramado”

“Eu fui manipulado, fui usado como bode expiatório”


Laura Sequeira, Mais Comunicação
4 de Junho de 2009

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Um ano depois, a história renova-se!

Os 32 jornalistas e demais trabalhadores do jornal «O Primeiro de Janeiro» ilegalmente despedidos há um ano continuam a aguardar que as entidades judiciais e estatais façam valer os seus direitos, violados de forma sistemática e inaceitável, e hoje, pelas 20h30, assinalam o primeiro aniversário do despedimento colectivo ilegal de que foram vítimas a 31 de Julho de 2008, com um jantar no Restaurante Mar do Norte (à Rua Mouzinho da Silveira, no Porto).

Serão bem-vindos todos os que, em diferentes momentos da sua história, e nos mais diversos cargos, ajudaram a construir aquele que chegou a ser tido como um jornal de referência no Jornalismo português, e designadamente do Jornalismo do Porto (é o título mais antigo da cidade, depois de também termos visto perecer, ainda que de forma um pouco menos indigna, o também centenário «O Comércio do Porto»), mas que nos últimos anos, por força dos desmandos de uma administração sem escrúpulos e sem respeito pelos direitos e pela dignidade do ser humano, viu o seu nome ser irremediavelmente conspurcado.

Para os mais desatentos, porque haverá ainda muita gente que desconhece os meandros de todo este processo, ficam alguns dos mais recentes desenvolvimentos desta arrepiante história:
Jornal de Notícias, 18 de Julho de 2009

Rádio Renascença, 20 de Julho de 2009

Jornal de Notícias, 21 de Julho de 2009

Servir o Porto – Blog de Pedro Baptista (PS/Porto)

domingo, 26 de julho de 2009

Pauliteiros de V. N. de Anços no Minho

O programa de festas despenteadas para hoje tem lugar na cidade de Monção, lá no Alto Minho, e o prato forte é, como sempre, pelo menos para mim, a actuação do Grupo de Pauliteiros de Vila Nova de Anços. Depois de ontem à noite terem encantado no XXIX Festival Nacional de Folclore de Santo António das Areias, em Marvão, distrito de Portalegre, hoje prometem impressionar a gente de uma cidade que conheci enquanto miúda, por ter um tio de lá, mas onde já não vou há séculos! Deixo-vos o programa do evento. Se estiverem lá perto, apareçam! Vale a pena. Não é todos os dias que temos a oportunidade de ver um grupo de homens dançar e bater paus…

IV Festival Folclórico «Os Amigos de Longos Vales»

Mosteiro, 15h
Grupo Folclórico «Os Amigos de Longos Vales»
Rancho Folclórico e Regional do Lavradio, Barreiro
Grupo Folclórico de Escapães, Santa Maria da Feira
Rancho Folclórico de Fornelo do Monte, Viseu
Grupo Folclórico da Casa do Povo de Lomar, Braga

Praça Deu-la-Deu Martins, 21h
Grupo de Pauliteiros de Vila Nova de Anços, Coimbra
Grupo Folclórico "Os Amigos de Longos Vales"

Pauliteiros fizeram a festa em Marvão














O dia de ontem foi um dia em cheio. O calor era mais do que muito, mas a festa não esperava por ninguém, e por isso ganhou a vontade de nos fazermos à estrada e percorrermos os cerca de 250 quilómetros que, em Vila Nova de Anços (concelho de Soure, distrito de Coimbra), nos afastavam de Santo António das Areias (freguesia do concelho de Marvão, no distrito de Portalegre). Foram algumas horas de caminho: primeiro pela A1, depois pela A23, e no troço final por estradas mais pequenas, mas sempre em grande animação. A festa foi de arromba e, como é hábito, o Grupo de Pauliteiros de Vila Nova de Anços dançou e encantou a plateia. Se é certo que nunca me definiria como uma amante do folclore, a verdade é que (apesar de a minha opinião ser suspeita) ver os espectáculos dos Pauliteiros é sempre muito agradável. E mesmo que assim não fosse, a vista do Castelo de Marvão compensava o sacrifício! Hoje, os Pauliteiros actuam em Monção, no Alto Minho!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Um ano depois, só mudam as moscas…

Os jornalistas e outros trabalhadores ao serviço das publicações “O Primeiro de Janeiro” e “Motor” continuam sem receber os respectivos salários, apesar da intervenção da Autoridade para as Condições de Trabalho, a pedido do Sindicato dos Jornalistas. Trata-se de "uma situação completamente inaceitável e insustentável", refere o SJ em comunicado divulgado hoje, 20 de Julho, sublinhando que o não cumprimento dos deveres contratuais, para além de "atentatória dos elementares direitos dos trabalhadores", revela a "falta de respeito do empregador" para com os trabalhadores ao seu serviço, os quais, apesar de nada receberem, "continuam a comparecer regularmente nos seus postos de trabalho e a assegurar a produção daquelas publicações". O documento do SJ adverte ainda os jornalistas das duas publicações para o facto de a "cedência de direitos que constituem conquistas civilizacionais em nada ajudar à resolução dos problemas laborais, antes contribuir objectivamente para agravar e perpetuar situações de exploração que atentam contra a dignidade humana". É o seguinte o texto, na íntegra, do comunicado do SJ:

Jornalistas no “Janeiro” e no “Motor” ainda sem salários

1.Apesar da intervenção da Autoridade para as Condições de Trabalho, a pedido do Sindicato dos Jornalistas, os jornalistas e outros trabalhadores ao serviço das publicações “O Primeiro de Janeiro” e “Motor” continuam sem receber os respectivos salários, em dívida há três e oito meses, respectivamente, bem como os subsídios de férias e de Natal do ano passado e o subsídio de férias deste ano.

2.Trata-se de uma situação completamente inaceitável e insustentável, atentatória dos elementares direitos dos trabalhadores e que revela a falta de respeito do empregador para com o extremo sacrifício desses profissionais, os quais, apesar de nada receberem, continuam a comparecer regularmente nos seus postos de trabalho e a assegurar a produção daquelas publicações.

3.Recorda-se que, além dos profissionais ainda ao serviço do “Janeiro” e do “Motor”, três dezenas de outros jornalistas despedidos ilegalmente do “PJ” há quase um ano continuam sem receber os respectivos créditos e a reclamar os seus direitos.

4.O SJ considera urgente pôr termo a esta situação e continua a acompanhar e a apoiar os jornalistas na tomada das medidas necessárias, a fim de que o respeito pelos seus legítimos direitos seja reposto.

5.O SJ alerta uma vez mais os jornalistas para o facto de – como a realidade se tem encarregado de demonstrar – a cedência de direitos que constituem conquistas civilizacionais em nada ajudar à resolução dos problemas laborais, antes contribuir objectivamente para agravar e perpetuar situações de exploração que atentam contra a dignidade humana.

Lisboa, 20 de Julho de 2009

A Direcção

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Uma desilusão chamada Elisa Ferreira

Elisa Ferreira desiludiu-me. Como candidata à presidência da Câmara Municipal do Porto tem sido desastrosa, dando sucessivos tiros nos pés e pretendendo passar uma imagem de segurança que acaba por revelar fragilidade. Insiste no estatuto de independente de forma quase absurda, quando todos sabemos que cresceu e chegou onde chegou sempre apoiada no PS. Tem revelado também, e acreditem que sei do que falo, tiques muito pouco democráticos, ao pretender, por exemplo, imiscuir-se no quotidiano de empresas com as quais nada tem a ver, querendo reservar-se ao direito de decidir quem é que essas empresas podem ou não contratar. A imagem que tinha de Elisa Ferreira, alicerçada na forma sempre afável e disponível com que atendia os telefonemas dos jornalistas – e liguei-lhe bastantes vezes durante os meus 10 anos de carreira – e se dispunha a esclarecer dúvidas e responder às perguntas que estes lhe faziam, ruiu há poucos dias, de forma tão radical quanto insanável.
É pena. Basicamente, porque considero que Elisa Ferreira poderia ser uma excelente presidente de câmara. É decidida, é ousada, revela grande ligação ao que faz e forte empenho no seu trabalho (pelo menos até ao momento em que decide dizer que só lá vai assinar o ponto, porque o que quer mesmo é outra coisa). Com esta candidatura, creio que o PS perdeu qualquer possibilidade de recuperar a presidência da autarquia portuense, mesmo tendo em conta que Rui Rio também não tem sido exactamente brilhante no papel de autarca. Se já tinha a ideia de que a sua “obra” se resumia ao Red Bull Air Race e às corridas de carros na Boavista, nos últimos tempos, justamente em iniciativas promovidas pela candidatura socialista (não venham com o “independente”, porque Elisa Ferreira só existe graças ao PS), fiquei a saber que a obra do PSD tem sido também bastante destrutiva para a cidade, designadamente nas áreas do Desporto e da Cultura. Isto para não falar de que à noite o Porto é um deserto, que tem perdido liderança no contexto do Norte e que está a definhar a olhos vistos.
Se Elisa Ferreira poderia resolver alguns destes problemas? Poderia. Capacidades não lhe faltam. Mas não vai ter sequer essa hipótese, porque se deixou enredar numa teia de falhanços claros e sucessivos, e de argumentos incapazes para os justificar. É certo que seria difícil, e constrangedor, para o PS encontrar um substituto a esta altura do campeonato. Mas a verdade parece evidente: a candidatura de Elisa Ferreira vai protagonizar o pior resultado de sempre do PS na cidade do Porto. Não será culpa de José Sócrates, nem do Governo, embora não vão também faltar as vozes a tentar fazer-nos acreditar nisso. A culpa será, apenas e só, da candidata. Elisa Ferreira não está à altura do desafio. Marco António Costa disse-o, ainda a “independente” era apenas uma opção, e na altura critiquei-o por desmerecer assim uma pessoa com tal currículo. Parece, no entanto, que ele tinha razão. Talvez não pelos motivos que apontou, mas tinha razão. Elisa Ferreira tornou-se uma desilusão para mim. E tenho pena.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Ao cair da noite, o Porto encontra o céu...



Fotos: Mente Despenteada

Um mágico cair da noite na minha cidade.
Há dias que terminam assim, entre cores e descobertas.
Entre olhares e silêncios e decisões anunciadas.
Há dias em que o princípio e o fim
Se confundem
Na bruma que somos nós,
Gigantes imensos, enclausurados
Na pequenez de um corpo.
Humano…

sábado, 4 de julho de 2009

Tragam daí uma babete, “faxabor”!

Durante a minha fantástica odisseia em Madrid fui agradavelmente surpreendida por mensagens de parabéns de vários amigos. Não tenho muitos, mas tenho dos bons, e ano após ano há um grupo de pessoas que nunca se esquecem da importância que o dia 26 de Junho de 1976 teve para o mundo “as we know it”… Tarde, mas não tardiamente, quero agradecer os votos de feliz aniversário a todos, e em particular à Joaninha, que protagonizou a maior surpresa do dia. Há mais de um ano que não nos vemos, e a amizade que mantemos nasceu de um contacto breve num lugar de que não quero guardar muito mais memórias. Ainda assim, por ter conhecido a Joana, e outros amigos que por lá fiz, já valeu a pena. À Joaninha agradeço este miminho que deixou no blog dela, e que descobri por acaso, já bem depois do meu regresso. A todos os outros deixo também o meu obrigada, carregadinho de beijocas!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Era bem capaz de viver em Madrid!

Madrid deixa saudades. Muitas saudades. E nem é preciso lá ter estado mais do que alguns dias! Apesar do atribulado regresso a Portugal (mais à frente talvez vos conte como é ser deixada em terra por uma companhia aérea que resolve negar o embarque a dois cidadãos portugueses e a dois brasileiros sem motivo aparente ou justificado), sei que vou lá voltar assim que houver oportunidade. Madrid é uma cidade belíssima, com um tesouro em cada edifício, uma surpresa em cada esquina, com uma vida fulgurante a todas as horas do dia e da noite. Era capaz de me habituar à ideia de viver em Madrid. Aliás, habituei-me à ideia no minuto em que cheguei ao hotel e percebi a atmosfera da cidade.
Alguns dos melhores museus do mundo, edifícios de tirar o fôlego, preços escabrosos que por pouco nos tiram a vontade de comer e de beber, e a imensa curiosidade de conhecer tudo, de parar em todo e qualquer cantinho, de trazer no bolso aquela (viva)cidade. Apaixonei-me por Madrid. Por cada dia em que percorri quilómetros e quilómetros. A pé, de autocarro, de metro, de táxi, de comboio… Pela arquitectura que nos deixa de nariz levantado e boca aberta, a olhar os majestosos edifícios, pelas lojas da Calle de Preciados, pelo reclamo luminoso na Puerta del Sol, pela lindíssima Puerta de Alcalá, pela Plaza Castilla, pelas más memórias de Atocha, pela beleza do edifício que alberga o Ministério da Agricultura, pela famosa estátua de «El Oso y el madroño», símbolo da cidade, que tanto procurei… e que encontrei logo na primeira noite. Madrid é espectacular, acreditem!

António Lobo Antunes vaticinou, num dos seus mais recentes livros, que haveria de amar uma pedra. Antes Fernando Pessoa quis guardar todas as pedras e construir um castelo. Eu amei todas as pedras de Madrid. Quero voltar, construir por lá o meu castelo. Madrid me encanta! Como ouvi da boca de uma espanhola, “Madrid que la parió”! No bom sentido, claro!















quarta-feira, 24 de junho de 2009