terça-feira, 20 de maio de 2014

Projecto inovador de alunos da EPMS premiado duas vezes num mês


O projecto SmartGear, ideia de negócio de um casaco inteligente para bombeiros desenvolvida pelos alunos do 3º ano do Curso de Electrónica, Automação e Computadores da Escola Profissional Mariana Seixas, continua a somar pontos em concursos da inovação. Depois de, em finais de Abril, ter arrebatado o Prémio Inova Social em Coimbra, que lhe valeu a oportunidade de representar a Região Centro na final nacional agendada para o dia 6 de Junho em Lisboa, hoje sagrou-se vencedor do Concurso de Empreendedorismo do Concelho de Viseu, iniciativa da responsabilidade conjunta da Comunidade Intermunicipal da Região Dão Lafões e do município local, conquistando também a presença na final intermunicipal, a ter lugar no dia 30 deste mês na Aula Magna do Instituto Politécnico de Viseu.

Num evento que assumiu como principal desafio a promoção do espírito empreendedor dos jovens em idade escolar, o projecto SmartGear destacou-se entre as 15 ideias concorrentes, provenientes de todas as escolas secundárias e profissionais do Concelho de Viseu, numa competição em que o segundo lugar foi atribuído ao projecto Smart Helmet, da Escola Profissional de Torredeita, e o terceiro à ideia Lembra Set, apresentado pela Escola Secundária Emídio Navarro. Na conferência de imprensa de apresentação do concurso de ideias, realizada no passado dia 2, o secretário-executivo da Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões, Nuno Martinho, explicou que se pretendia levar a cabo “um concurso nacional de ideias de negócio para o público em geral, e não apenas para as escolas”, sublinhando que poderiam ser submetidos à apreciação do júri projectos de todo o país, desde que a ideia de negócio apresentada pudesse servir o objectivo de criação de uma empresa no território da CIM.

Em cerca de um mês, esta é a segunda distinção deste projecto dos alunos da EPMS, que no passado dia 23 de Abril conquistou o Prémio Inova Social e, com ele, o passaporte para representar a Região Centro na final nacional do Concurso Inova – Jovens Criativos Empreendedores para o Século XXI, dinamizado pelo Ministério da Educação e Ciência e que assume como objectivos desenvolver um ambiente propício à inovação e à criatividade, fomentar nos jovens a capacidade analítica e o espírito crítico em contexto de detecção de oportunidades de negócio, incentivar os jovens para a assunção do risco, proporcionar a experiência de participação numa competição e premiar e divulgar as ideias mais inovadoras. Também no âmbito desta competição, a EPMS recebeu duas menções honrosas: na categoria de Criatividade foi distinguido o projecto Safercycling (sinalização de segurança para ciclistas, da autoria de dois alunos do 3º ano de Electrónica, Automação e Computadores), e na categoria de Negócio a proposta Watersaver (mecanismo de poupança de água de dois alunos do 1º ano do Curso de Energias Renováveis do Pólo de Castro Daire).

Com a conquista destes galardões e a presença garantida em duas finais, a Escola Profissional Mariana Seixas comprova, uma vez mais, a qualidade do ensino que ministra, bem como o espírito inovador e as capacidades empreendedoras dos seus alunos. Parabéns, e continuação do excelente trabalho!  

Responsáveis do «Janeiro» condenados a trabalho comunitário

FOTO: LISA SOARES/GLOBAL IMAGENS

O Tribunal de Gondomar condenou, este segunda-feira, Eduardo Costa e José Reis, responsáveis pela empresa Sedico, detentora do jornal "O Primeiro de Janeiro", a uma pena de dois anos de prisão, substituída por 480 horas de trabalho comunitário. Eduardo de Oliveira Costa e José Pereira Reis foram condenados pelo crime de abuso confiança fiscal, num processo-crime relacionado com dívidas às Finanças superiores a dois milhões de euros.

Na sessão de leitura da sentença, a juíza titular do processo afirmou ficar "provado o crime para os dois", acrescentando que a culpa de Eduardo Costa e José Reis "foi elevadíssima", porque ambos sabiam das dívidas ao Estado e não as quiseram pagar. "Desde janeiro de 2002 até março de 2008 nunca as pagaram", frisou a juíza, considerando que este dado "revela que desde o primeiro momento optaram por não as pagar". Os 2.085.162,54 euros de dívida relativos ao Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) "nunca foram postos em causa" pelo Tribunal, tendo a juíza dito que, apesar de José Reis argumentar durante o julgamento que "era apenas um pau mandado de Eduardo Costa", há documentos no processo "que o incriminam", designadamente "escritos e assinados" por si e que revelam que o arguido tinha "conhecimento da dívida" ao Fisco. Também o argumento de que sofreu um AVC em 1999 não colheu, uma vez que, disse a juíza, Reis "manteve-se no Janeiro, continuou a elaborar ofícios (...) e nunca renunciou por opção, nunca saiu da sede" da empresa.

Já em relação a Eduardo Costa, o Tribunal entendeu que, apesar de não haver documentos que o incriminem, "grande parte das testemunhas afirmaram nunca ter recebido ordem de José Reis". "No geral, testemunhas que trabalharam para a Sedico nunca receberam ordens de José Reis. Quem conheciam como patrão era Eduardo Costa", vincou a juíza. Assim, "a tese de que a intervenção que [Eduardo Costa] tinha era na redação não colhe", tendo a própria diretora do jornal, até julho de 2008, Nassalete Miranda, testemunhado ter "total autonomia editorial". "A sua intervenção estendia-se à área financeira, cabendo a José Reis o momento final de assinar os documentos", sublinhou a magistrada, para quem ficou também claro que Eduardo Costa "tinha conhecimento das dívidas".

Já quase no final da sessão, a juíza salientou que se as 480 horas de trabalho a favor da comunidade -- o máximo fixado por lei - não forem cumpridas, os dois irão para a prisão. Quando à Sedico, "não se sabe muito bem qual a situação concreta da empresa", concluiu a magistrada, referindo apenas ter sido declarada insolvente em 2009. No final do julgamento, enquanto não foi possível falar com Eduardo Costa, José Reis respondeu à Lusa de que não irá recorrer desta sentença.

Fonte: Jornal de Notícias

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Animais roubados e envenenados em associação de Torres Vedras


Três animais morreram envenenados, outros quatro encontram-se ainda em estado crítico e mais de 10 cães foram simplesmente roubados no decurso de um assalto às instalações da Associação de Protecção aos Animais de Torres Vedras, ocorrido há duas noites.

Depois de se violarem o perímetro físico da associação, perfeitamente vedado e circunscrito, e num acto de enorme crueldade, os criminosos terão envenenado os animais que ali se encontravam, levando mais de 10 cães da raça podengo e deixando os restantes a agonizar em resultado do envenenamento. Estes animais apenas viriam a ser encontrados naquele estado pela manhã, com a chegada dos voluntários da APA, pelo que nada houve a fazer por três cães, que tinham já morrido, estando outros quatro ainda a lutar pela vida neste momento, com o devido acompanhamento médico.

Ao longo dos seus cerca de 30 anos de actividade, em que sempre trabalhou em prol da dignidade dos animais errantes e abandonados que acolhe – recebendo-os, tratando-os, esterilizando-os a prestando-lhes todo o tipo de cuidados, sensibilizando a comunidade local para o valor e a importância da vida animal, mediando e integrando um cuidadoso processo de adopção, com o objectivo de oferecer aos seus “patudos” a oportunidade que merecem de uma vida digna e feliz –, a Associação de Protecção aos Animais de Torres Vedras nunca tinha passado por uma situação deste tipo, segundo informaram os seus responsáveis na página de Facebook da APA, onde se mostraram convictos de que “os responsáveis serão certamente punidos em sede própria”. Resta esperar que sim.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Escola Profissional Mariana Seixas acolhe «Semana da Protecção Civil»


A Escola Profissional Mariana Seixas, em Viseu, acolher, entre os dias 19 e 23 deste mês, a «Semana da Protecção Civil». Numa iniciativa conjunta da EPMS e do Comando Distrital de Operações de Socorro, a iniciativa visa aumentar o grau de sensibilização da comunidade, e em particular os mais jovens, para a necessidade da adopção de boas práticas que garantam a segurança e a protecção das populações.

Agentes da Associação Nacional de Protecção Civil e do CDOS de Viseu, da Polícia Municipal local, da PSP e da GNR, militares do Regimento de Infantaria 14 do Exército, bem como os Bombeiros Municipais e os Voluntários da cidade e funcionários do INEM, do Centro Humanitário da Cruz Vermelha e do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas estarão presentes neste certame, a ter lugar nas instalações da EPMS. Cada dia será dedicado a uma das entidades participantes, cabendo aos respectivos agentes a realização de uma sessão de esclarecimento e convívio com os estudantes, com a duração estimada de uma hora (entre as 11 e as 12 horas), em que haverá tempo para uma apresentação teórica, seguida de uma visita-guiada aos diversos equipamentos e materiais utilizados nessa missão, que estarão expostos no exterior da escola. Pretende-se que, ao longo desta semana, os alunos da EPMS tomem contacto com as diversas entidades participantes na prevenção, no auxílio e no socorro às populações, apostando numa maior sensibilização para a necessidade de adopção de boas práticas nestas áreas, no sentido de garantir maior segurança a toda a comunidade, minimizando os riscos e maximizando a capacidade de os prevenir e de encontrar respostas mais eficazes quando a prevenção falhar ou não for suficiente.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Flores do andor de Fátima oferecidas ao hospital de Faro


Uma parte das flores que embelezam o andor que transporta a imagem da Virgem de Fátima na peregrinação internacional aniversária, que começa hoje, vai ser entregue aos doentes do hospital de Faro, informou o santuário.

O capelão do Santuário de Fátima Manuel Antunes explicou à agência Lusa que a iniciativa, que se repete há cerca de 20 anos, tem origem nos acontecimentos de 1917 na Cova da Iria. "A partir da segunda aparição, Nossa Senhora pede uma dedicação muito grande para com os doentes e o santuário entende que, de facto, os doentes são peregrinos especiais", explicou o sacerdote. Segundo o responsável, por essa razão, "o santuário decidiu enviar para um determinado hospital as flores do andor de Nossa Senhora, dos dias 12 e 13 dos meses de maio a outubro". "Assim, em cada mês, em cada ano, vamos procurando, não digo ir a todos os hospitais, mas, o mais possível, fazer chegar aos doentes uma flor de Nossa Senhora que parece que muito apreciam", adiantou Manuel Antunes.

O responsável referiu que o santuário encarrega "sempre alguém que já trabalha" no hospital escolhido "ou que já tem qualquer relação com as pessoas que lá estão dentro para que as flores cheguem mesmo aos doentes". As flores que adornam o andor são sempre brancas e, normalmente, cravos. "Quando se trata de cravos, são necessários cerca de 600", esclareceu o santuário, adiantando que são precisas três pessoas e uma manhã para realizar este trabalho. No âmbito do apoio aos doentes, o santuário realiza anualmente 28 retiros gratuitos, de três dias cada, para doentes, onde procura que recebam "conforto humano e espiritual", acrescentou o padre Manuel Antunes. A abertura oficial da peregrinação de 12 e 13 de maio, 97 anos após os acontecimentos de Fátima, está marcada para as 18:30 de hoje, na Capelinha das Aparições, encerrando com a missa, seguida da procissão do adeus, na manhã de terça-feira, no recinto do santuário.

Fonte: Algarve Primeiro

Dispositivo de combate a incêndios apresentado amanhã em Faro


O Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro, da Autoridade Nacional de Protecção Civil, apresenta amanhã, dia 13 de maio, pelas 15h30, no Auditório da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, em Faro, em sessão pública, o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais para a região do Algarve.

A sessão, conduzida pelo Comandante Operacional de Agrupamento Distrital do Algarve, Vítor Vaz Pinto, contará com a presença das Autoridades Municipais de Protecção Civil, dos Agentes de Protecção Civil entre ouras entidades que concorrem para a Defesa da Floresta Contra Incêndios. Nesta sessão será dada a conhecer os meios operacionais e o conceito de operação para o período mais vulnerável à ocorrência de incêndios florestais. 

Ainda na agenda do dia, após esta apresentação, realizar-se-á, no mesmo local, a assinatura de um Protocolo de Colaboração, promovido pela Comunidade Intermunicipal do Algarve – AMAL, a celebrar entre as Câmaras Municipais do Algarve, a ANPC, a Federação dos Bombeiros do Algarve (FBA) e as Associações Humanitárias de Bombeiros, o qual visa garantir um complemento à compensação financeira atribuída pela ANPC aos Bombeiros que integram o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais, cujo apoio financeiro será equitativamente assumido pelos 16 Municípios da região. 

Fonte: Algarve Primeiro

sábado, 10 de maio de 2014

Portal do Utente permite melhor monitorização da saúde dos cidadãos


Está disponível desde 2012 e é, em teoria, uma boa ideia. Criado com o objectivo de aproximar o Serviço Nacional de Saúde daqueles que dele beneficiam, os cidadãos, o Portal do Utente pretende ser, como o próprio nome indica, uma ferramenta de trabalho voltada para os utilizadores dos cuidados prestados na rede de hospitais e centros de saúde portugueses e para os médicos, facilitando a monitorização do estado de saúde de uns e a maior disponibilização de informação para outros. Permitindo a integração com o Cartão de Cidadão, expoente da aposta tecnológica e de vanguarda que Portugal vem assumindo ao longo dos últimos anos, este portal permite que o próprio cidadão possa aceder e actualizar os dados relativos ao seu estado de saúde, de modo a que, em caso de acidente ou doença súbita, o médico que venha a assisti-lo possa tomar conhecimento de todas as informações relevantes sem ter de o massacrar com as perguntas que todos os outros médicos, em consultas anteriores, já repetiram até à exaustão.

O Portal do Utente permite a todos os utilizadores registados proceder a uma série de acções com vista a agilizar o seu atendimento nos centros de saúde e nos hospitais, agregando todo o tipo de informações sobre o seu perfil sanitário, desde as alergias e doenças mais ou menos graves de que padece até às cirurgias e demais intervenções a que já foram sujeitos, entre outras. Acedendo ao site mediante a introdução do número de utente e de uma password, qualquer cidadão registado poderá aceder e actualizar os seus dados, de modo a ter sempre disponível na plataforma online informações mais precisas e actualizadas sobre o seu estado de saúde. 

Há áreas do portal a que apenas podemos aceder através da utilização do Cartão de Cidadão, que obriga ao uso de um leitor de cartões específico, e essa será ainda a área menos explorada do site e aquela que neste momento menos responde aos anseios dos utilizadores, primeiro porque nem toda a gente dispõe do dito leitor, e depois porque não está ainda a funcionar em pleno. Como membro da comunidade Youzz Net Portugal*, e em conjunto com mais cinco mil pessoas, sou uma das testers da plataforma, e a minha experiência tem sido exactamente essa: nos últimos dias tem sido impossível aceder às áreas do Portal do Utente que exigem a leitura do Cartão de Cidadão, pois o CC, mesmo depois de correctamente associado ao meu perfil, continua a não ser reconhecido como válido pelo site, impossibilitando-me de aceder à área reservada.

Tendo já decorrido quase dois anos sobre a sua disponibilização online, ocorrida a 31 de Maio de 2012, seria de esperar que por esta altura o Portal do Utente estivesse já a funcionar em pleno, sem bugs desta natureza, mas apesar disso, e crendo que este será um problema passageiro, esta parece ser de facto uma ferramenta muito interessante e com grandes hipóteses de vir a ajudar muitos utentes do SNS e médicos. Entre as funcionalidades do site figuram a marcação de consultas online, a gestão e actualização dos parâmetros de altura, peso, glicémia, pressão arterial, colesterol, triglicéridos, saturação de oxigénio e tempo de coagulação do sangue, bem como a possível inserção dos contactos de emergência de familiares, que poderão ser consultados em caso de internamento urgente ou de um acidente em que o paciente não esteja em condições de fornecê-los de viva voz.

A plataforma, reformulada por alturas do seu primeiro aniversário, em Maio de 2013, ganhou uma nova imagem e novas funcionalidades, e hoje contempla ainda o cálculo actualizado do tempo estimado de espera para cirurgias ou mesmo a enumeração dos medicamentos que cada cidadão toma actualmente ou que tomou em dada altura da sua vida, fornecendo informações que poderão ser muito úteis aos profissionais de saúde na altura de diagnosticar ou tratar determinada sintomatologia, sem que para isso o paciente tenha de ser forçado a repetir o seu historial clínico, uma e outra vez, a cada médico que o atende.

Inserido na Plataforma de Dados de Saúde, o Portal do Utente pretende ser um serviço inovador, virado para os utentes, assumindo como objectivo primordial a melhoria constante dos padrões de qualidade no atendimento e nos serviços prestados em ambiente hospitalar ou nos centros de saúde. Permitindo ao cidadão um papel activo na gestão da sua informação clínica, o site transforma cada utente num agente activo da promoção, manutenção e melhoria do seu estado de saúde e do funcionamento da rede de prestadores de cuidados. Quase dois anos depois de ter sido criado, o Portal do Utente regista actualmente cerca de um milhão de utilizadores, sendo a área da Administração Regional de Saúde de Lisboa e do Vale do Tejo a mais representativa. Com a minha avaliação desta ferramenta, no âmbito da Youzz Net Portugal, espero contribuir de forma útil e eficaz para a melhoria do serviço e para a sua cada vez maior divulgação, pois penso que será efectivamente um utensílio de enorme valia no futuro de uma rede de prestação de cuidados de saúde ao nível de um país que se quer desenvolvido e capaz de dar aos seus cidadãos as melhores condições de vida dentro das suas fronteiras.

Para mais informações, consultem por favor os dados abaixo disponibilizados.


(Edição de Janeiro de 2014)

* Youzz.net™ é uma comunidade de pessoas que gostam de partilhar a sua opinião honesta sobre marcas. Desenvolve campanhas para produtos e serviços, como por exemplo: produtos de beleza pessoal, automóveis, hotéis, jogos, moda, música, chocolates, bebidas, detergentes, telemóveis, internet, TV e muitos mais. Ser youzzer™ é poder influenciar as principais marcas do mercado e tornar-se um autêntico trend setter. Um youzzer™ é dos primeiros a experimentar novos produtos e serviços e a renovar tendências. 

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Pedalar em Faro: «Uma aventura que não vais querer perder»


A Câmara Municipal de Faro, em parceria com a Volvo Cars e o Clube de Surf de Faro, vai promover mais uma edição do evento Faro Aventura, a ter lugar no próximo dia 7 de Junho no Centro Náutico da Praia de Faro. Sob o mote «Uma Aventura que não vais querer perder», a prova estará disponível num quadro competitivo dividido em dois momentos (“Hard Conditions”, uma prova de cerca de 30 quilómetros, e “Light Conditions”, com aproximadamente 20 quilómetros) e em três categorias: individual masculino, individual feminino e equipas de dois elementos, masculinos, femininos ou mistos. Haverá prémios especiais para os três primeiros classificados de cada categoria.

PROGRAMA

HARD CONDITIONS
09h00 às 09H30 – Check-in
09h30 – Briefing
10h00 – Transporte do material para os checkpoints
11h00/12h00 – Início da prova (horários e número de partidas mediante o número de inscritos)
16h00 – Churrasco e convívio
16h30 – Entrega de prémios

LIGHT CONDITIONS
10h00 às 10H30 – Check-in
10h30 – Briefing
11h00 – Transporte do material para os checkpoints
12h00/13h00 – Início da prova (horários e número de partidas mediante o número de inscritos)
16h00 – Churrasco e convívio
16h30 – Entrega de prémios

Esta prova é uma aventura em contra-relógio e promete um dia cheio de emoções, convívio e diversão, incluindo alinda modalidades de natação, canoagem, BTT e orientação. A iniciativa visa a integração da população do Concelho de Faro em práticas recreativas e desportivas, num local que oferece facilidades naturais singulares de extremo fascínio de (re)descoberta da natureza. O evento conta com o apoio do Instituto Português do Desporto e da Juventude, da Junta de Freguesia de Montenegro, da Associação de Atletismo do Algarve, da Associação de Ciclismo do Algarve, do Ginásio Clube Naval, da Secção de Canoagem do Sport Faro e Benfica, do Ray Energy, do Aqui Há Praia, da Bike Algarve, da Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve, da Escola Secundária Pinheiro e Rosa e da RUA FM.

As inscrições são limitadas e os interessados, obrigatoriamente maiores de 16 anos, deverão inscrever-se até ao próximo dia 16 de maio, tendo um custo de 10 euros, ou até 30 de maio, com um custo de 15 euros. A inscrição poderá ser feita no Centro Náutico da Praia de Faro (através dos telefones 289870898 e 289870056, do telefax 289870014 ou do endereço de e-mail: centronauticofaro@cm-faro.pt) e inclui a licra, a participação no churrasco e todo o material desportivo necessário, à excepção da bicicleta. Os pagamentos poderão ser realizados directamente no Centro Náutico da Praia de Faro ou através de transferência bancária para o NIB 0018 0003 1609 7552 0208 6. Para confirmar a inscrição, deverá ser feito o envio do comprovativo de pagamento para centronauticofaro@cm-faro.pt, juntamente com o nome dos participantes.

Para quem não tem bicicleta, a organização prevê ainda a possibilidade de alugar uma na Bike Algarve (limitada ao stock existente), pelo preço de 10 euros (o aluguer poderá ser feito através dos número de telefone 917707042 e 289865672 ou pelo e-mail geral@bikealgarve.com).

Fonte: Câmara Municipal de Faro

quinta-feira, 8 de maio de 2014

IV Algarve Chefs Week recorda raízes da cozinha tradicional algarvia


A Algarve Chefs Week está de volta para a 4ª edição de uma semana gastronómica única, de 23 a 30 de maio. Esta iniciativa junta oito chefs executivos de restaurantes dos melhores hotéis algarvios para um evento exclusivo, com menus inspirados nas iguarias da cozinha do interior algarvio. Durante uma semana, estes chefs serão responsáveis pela elaboração de ementas inéditas, tendo por base os sabores mais tradicionais e rústicos do barrocal algarvio.

A 4ª edição da Algarve Chefs Week fará uma viagem até às raízes da cozinha tradicional algarvia, com pratos elaborados por Andrew McGie (Restaurante Louro, Conrad Algarve), Miguel Lourenço (Restaurante The Olive Tree, Hotel Vale d’Oliveiras), André Simões (Restaurante Cilantro, Hilton Vilamoura), Jan Stechemesser (Restaurante À terra, Praia Verde Boutique Hotel), Osvalde Silva (Restaurante O Pescador, Sheraton Algarve Hotel), José Leitão (Restaurante Moonlight, Salgados Grande Hotel), Ricardo Ferreira (Restaurante Pepper´s Steakhouse, Hotel Tivoli Marina Vilamoura) e Bruno Rocha (Restaurante EMO, Hotel Tivoli Victoria).

O lançamento oficial da “Algarve Chefs Week” terá lugar a 22 de maio, entre as 15 e as 19h, na zona de chegadas do Aeroporto Internacional de Faro, onde os chefs executivos darão a provar algumas das suas criações preparadas especialmente para esta semana gastronómica. Os menus da Algarve Chefs Week 2014 estarão disponíveis entre os dias 23 e 30 deste mês, apenas ao jantar (das 19h30 às 22h30), nos restaurantes dos hotéis seleccionados, tendo o preço de 30 euros por pessoa, sem bebidas incluídas. 

Para os verdadeiros amantes da cozinha algarvia, nesta edição estará ainda disponível um passaporte de acesso aos oito restaurantes do evento. Os visitantes que completarem a sua viagem gastronómica por três dos restaurantes participantes ficarão habilitados ao sorteio de um fim-de-semana num dos hotéis anfitriões do certame. À semelhança do que aconteceu na edição passada, a Algarve Chefs Week 2014 volta a apoiar a CASA – Centro de Apoio ao Sem-Abrigo, com um euro do valor total de cada refeição a reverter para aquela instituição. Neste ano serão ainda disponibilizados, ao longo de todo o evento, quatro lugares em cada um dos restaurantes para utentes daquela associação sem fins lucrativos.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Mário Soares inaugura ciclo «Grandes Testemunhos» em Loulé


É já no próximo sábado, dia 10 de Maio, que o ex-Presidente da República Mário Soares vai estar em Loulé para, a convite da Comissão Concelhia das Comemorações dos 40 Anos do 25 de Abril, inaugurar o ciclo de conferências «Grandes Testemunhos», que em Junho e Julho trará também ao Algarve, para iniciativas semelhantes, os antigos chefes de Estado Ramalho Eanes e Jorge Sampaio. Todas as conferências deste ciclo decorrerão no Cine-Teatro Louletano, onde no passado dia 15 de Março a Revolução dos Cravos esteve também em evidência, com um debate em que participaram Otelo Saraiva de Carvalho, Vasco Lourenço e Martins Guerreiro, destacados rostos do Movimento das Forças Armadas.

Advogado, historiador, político e interessantíssimo tribuno, Mário Soares é também uma figura absolutamente incontornável do 25 de Abril de 1974 e dos 40 anos de democracia em Portugal. Foi um dos mais persistentes opositores à Ditadura, foi fundador do Partido Socialista em 1973. Regressado do exílio em Paris a 28 de Abril de 1974, três dias depois da revolução, foi primeiro-ministro do primeiro governo constitucional, entre 1876 e 1977, do segundo governo, em 1978, e novamente entre 1983 e 1985. Nesse ano conduziu o processo de adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia, liderando as negociações e assinando o Tratado de Adesão. No ano seguinte iniciou o primeiro dos seus dois mandatos consecutivos como Presidente da República.

Nesta sessão, que tem início previsto para as 18 horas, Mário Soares abrirá um ciclo de conferências que assume como objectivo principal o desejo de abordar questões fundamentais que hoje se colocam ao Estado e aos cidadãos portugueses. Nesta ocasião, o ex-Presidente será apresentado por Conceição Bernardes, directora do Agrupamento de Escolas Laura Ayres, de Quarteira, e usará da palavra depois da leitura de uma mensagem dos alunos do concelho e das intervenções artísticas do Coro Infantil de Loulé e do cantor Luís Garlito. A encerrar a sessão subirá ao palco um representante dos alunos finalistas do Ensino Secundário, que também lerá uma mensagem.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Ciclo de debates «Made in Algarve» encerra no dia 9 em Faro

Termina na próxima sexta-feira, dia 9 de Maio – Dia da Europa –, o ciclo de conferências «Made in Algarve» que a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve e o Programa Operacional Algarve 21 têm vindo a promover ao longo das últimas semanas com vista a discutir o próximo quadro comunitário de apoio. Depois dos debates realizados em Albufeira, Tavira, Vila Real de Santo António, Loulé e Monchique, é a capital algarvia que acolhe a sessão de encerramento deste ciclo, que decorrerá entre as 14h e as 17h30, no Teatro das Figuras. A conferência é aberta a todos os interessados e a participação é gratuita, mas está sujeita a inscrição prévia.

No momento de limar as últimas arestas para uma justa afectação das verbas do próximo Quadro Comunitário de Apoio, que vigorará entre 2014 e 2020, e depois dos debates subordinados aos temas do Turismo, da Terra, do Mar, dos Serviços e da Indústria, em que intervieram diversos especialistas em cada uma daquelas áreas, a sessão de encerramento contará com a presença de Rogério Bacalhau, presidente da Câmara Municipal de Faro, que usará da palavra na abertura da conferência. Seguir-se-á uma exposição sobre «Empreendedorismo jovem» com Alberto Almeida, director-geral dos Estabelecimentos Escolares da Região do Algarve, e um espaço dedicado ao Ignite Algarve.
Numa segunda fase do evento, terá lugar a cerimónia de entrega de prémios do concurso «Ideias em Caixa 2014», e depois as intervenções de quatro personalidades que vão debater o tema «Empresas com futuro»: Vítor Neto, vice-presidente da CIP e presidente do NERA, António Parreira Afonso, da Rolear, Humberto Teixeira, da Hubel, e Élio Vicente, do Zoomarine. O encerramento estará a cargo de David Santos, presidente da CCDR/Algarve e gestor do PO Algarve 21, e de Adolfo Mesquita Nunes, secretário de Estado do Turismo. Os interessados em participar nesta sessão deverão efectuar previamente a sua inscrição aqui.

Dez mil animais abandonados e 100 mil abatidos por ano em Portugal


Mais de 10 mil animais são abandonados anualmente em Portugal, onde, à luz das estatísticas mais recentes, haverá cerca de meio milhão de bichos sem dono ou porto de abrigo. Ainda mais expressivo é o número de animais abatidos, muitos de forma “legal”, em canis municipais: 100 mil por ano. Dez vezes mais! Não há famílias que os recebam, lares que os acolham, leis que os protejam. Alguns são afogados, outros mortos à pancada, e outros atirados para contentores de lixo, dentro de sacos, ou simplesmente deixados na beira da estrada, à fome e ao frio, à espera de que um milagre aconteça ou de que a morte venha buscá-los. Este é um cenário negro, que devia envergonhar qualquer pessoa com coração, mas a que muitos – demasiados – reagem com absoluta indiferença. Vale o trabalho das associações e de muitos voluntários que, por todo o país, se desdobram em esforços para assegurar que o maior número possível destes seres não se perca numa morte prematura e especialmente cruel…

Talvez só quem já tenha tido animais ou tenha lidado directamente com eles consiga perceber como podem ser frágeis e vulneráveis, como ficam tristes quando se sentem sós, mas como são simultaneamente fortes, dedicados àqueles que amam, protectores, heróicos. Quem consegue vê-los assim, exactamente como eles são, sofre de cada vez que vê animais a sobreviver na rua, sem um prato de comida, sem um bebedouro, sem um agasalho nas noites frias ou um carinho que os faça parar de tremer. Porque muitos tremem, de frio e de medo, e muitos reagem a toda a tentativa de aproximação humana com desconfiança, porque sabem, como ninguém, aquilo de que muitos humanos são capazes. Foi com um misto de estupefacção e revolta que há meses soube que em Portugal há quem seja multado por dar de comer a cães de rua. Multado! Por dar de comer a uma vida esfomeada! Por suprir uma necessidade básica, essencial, de um ser vivo! Como se os cães de rua fossem pedras, pedaços mortos da paisagem urbana que se quer limpa e livre de ameaças.

Mas que ameaça constitui um cão de rua, afinal? Há dias encontrei um, junto à porta de um prédio aqui na cidade de Faro. Estava sujo, nervoso, levantando-se de cada vez que alguém se aproximava do lugar onde se encontrava. Soube, junto de vizinhos, que não era dali, mas que há uns dias pernoitava no local por causa de uma cadelinha que vivia no referido prédio. Talvez a menina estivesse no cio, pensei. Parece que era o caso, pois uns dias depois o cão deixou de ser visto naquela zona. Vi-o, uns tempos mais tarde, num ponto diferente da cidade. Acompanhava um homem, que presumi ser o dono, mas sem trela ou nada que o indicasse, a não ser a decisão do cão em seguir o homem em todos os passos que ele dava. Fiquei contente por ver que o cão tinha alguém, mesmo não sendo talvez o mais carinhoso e entusiasmado dos curadores.

No dia em que tinha estado com ele junto ao prédio onde vivia a tal cadelinha, deixou que eu chegasse perto, que o acarinhasse com festinhas. Senti, debaixo do pelo sujo e crespo, um coraçãozinho saltitante, ansioso. Encostou-se a mim enquanto o acarinhava e a vontade que tive foi mesmo de o trazer para casa, não fosse o facto de me terem dito que provavelmente tinha dono e que só estava ali por causa da cadela no cio. Passei por lá algumas vezes nos dias seguintes, e ele lá estava, sempre no mesmo sítio, até ao dia em que deixou de estar e em que, como percebi mais tarde, teria regressado a casa. Fiquei aliviada, mas com pena também, pois não sei onde vive e gostava de o ver de novo. Mas pelo menos sei que tem um dono, uma casa, e que não passa os dias na rua, a não ser quando a paixão por uma cadelinha no cio o dita.

Choca-me o número de animais abandonados todos os anos em Portugal. Choca-me ver cães e gatos a dormir na rua, debaixo de carros ou nos cantinhos mais inusitados da arquitectura das nossas cidades. Choca-me mais ainda que o simples gesto de os alimentar possa ser motivo para uma multa, ou que as câmaras recolham animais de rua para depois os abaterem nos seus canis municipais, por não terem espaço para acolher mais. Matam animais jovens, saudáveis, porque simplesmente não têm espaço para receber mais que, semanas depois, terão o mesmo destino fatal. Porquê? Para quê? De que serve acolher um animal de rua para o matar tempos depois, e com tão fraco argumento?!

Neste momento existirão em território nacional cerca de 50 associações que se dedicam a zelar pelo bem dos animais abandonados, recolhendo-os das ruas, tratando-as das possíveis infecções e doenças, esterilizando-os sempre que possível e promovendo a sua adopção responsável por parte de quem tenha disponibilidade para os acolher e amar, tratando-os como se de membros da família se tratassem. Em minha casa sempre foi assim. Cães, gatos, coelhos e hamsters foram sempre vistos como membros da família, e tinham até o nosso sobrenome. Lamento não poder fazer mais, e por isso valorizo a enorme disponibilidade de quem, nessas associações, se dedica a salvar e a proteger animais indefesos. Quem abandona um cão ou um gato por motivos tão obtusos como alergias, férias ou problemas de comportamento não merece, de facto, ter como companheiro de vida um ser disposto a amar incondicionalmente e a dar tudo de si pela alegria daqueles que ama, e que nunca pedirá nada em troca desse amor inegociável.

É por isso que tenho imenso respeito pelas associações protectoras dos animais e por todos os que voluntariamente dedicam algum do seu tempo a fazer parte de projectos tão valiosos e tão enriquecedores como esses. Porque os animais podem ensinar tanto aos humanos que qualquer minuto passado na companhia deles é um ensinamento mais a reter. Diante da ignorância dos que os abandonam e da colaborante negligência dos governos que nada fazem para os proteger, que ao menos deixe de ser sancionável o gesto verdadeiramente grandioso de alimentar um cão abandonado ou um gato de rua! Já que não me parece que esteja para breve a disponibilização oficial de comedouros e bebedouros nas ruas, onde os próprios animais possam dirigir-se a fim de saciar a fome e a sede, ao menos não multem quem lhes der de comer! É o mínimo, não?

sexta-feira, 2 de maio de 2014

PAAA promove campanha de ajuda alimentar animal em Olhão


Está a decorrer até ao próximo domingo, na cidade de Olhão, no Algarve, uma campanha de recolha de bens alimentares para cães e gatos de rua da região, numa acção de voluntariado dinamizada pelo Projecto de Ajuda Alimentar Animal.

Sílvia Sabino, responsável da associação Pravi de Faro e coordenadora do PAAA/Algarve, lançou o apelo no Facebook e divulgou o esquema de funcionamento desta campanha, que decorre em dois pontos de recolha situados junto a dois estabelecimentos comerciais Pingo Doce da cidade: a primeira perto da Rotunda do Cubo, onde os voluntários estarão todos os dias entre as 9h e as 21h, e a segunda em frente ao cais de embarque para as ilhas, onde o horário de realização da acção se estende das 8h30 às 20h30. Em cada uma das localizações haverá voluntários do PAAA disponíveis para recolher as dádivas e encaminhá-las para as associações e pessoas singulares que prestam apoio aos muitos animais abandonados da região, que dependem da solidariedade de todos nós. Apareça, e ajude a salvar vidas! Seja da espécie que ajuda! 

Informações: farruska@hotmail.com 

É bom visitar Portugal. Mau mesmo é viver cá…


Portugal é “o melhor país para visitar”, Lisboa “a melhor cidade para estar com amigos”, o Porto “o melhor destino turístico de 2014” e o Algarve “o segredo mais famoso” do cartaz turístico da Europa. Temos ainda o luxuriante e verde Minho e a apreciada pacatez do Alentejo. Quem nos visita acredita ter descoberto o paraíso na Terra, mas para quem (sobre)vive diariamente neste jardim à beira-mar, a realidade pode ser bem diferente…

Portugal é um lugar verdadeiramente fabuloso. Nariz da Europa a cheirar o mar, a que se lançou na Era dos Descobrimentos para dar novos mundos ao mundo, é hoje um país reconhecido fora das suas fronteiras físicas pelo interessante casamento entre história e modernidade, tradição e vanguardismo, praia e campo. Cenário de uma diversidade avassaladora e incomum, também as paisagens de impressionante beleza, a gastronomia, a hospitalidade dos portugueses e o futebol agigantam a admiração dos estrangeiros pelo nosso país.

Destino turístico de excelência há muitos anos, Portugal foi há poucos dias galardoado – pelo segundo ano consecutivo – com o título de “melhor país para visitar” atribuído pela conceituada revista «Condé Nast Traveller», depois de em Janeiro o jornal americano «Huffington Post» ter escolhido Lisboa como “a melhor cidade para visitar com amigos”, e de em Fevereiro também o Porto ter sido eleito pela European Consumers Choice como “melhor destino europeu de 2014”. A sul, o Algarve é há muito definido pelos circuitos turísticos internacionais como “o segredo mais famoso da Europa”.

Para milhares de estrangeiros que anualmente nos visitam, Portugal tem tudo para ser mágico: a enorme riqueza cultural e patrimonial, a diversidade de tradições e manifestações culturais, o clima ameno e agradável, a excelente gastronomia, a duradoura estabilidade política, o custo de vida perfeitamente aceitável para quem habitualmente aufere salários bem mais elevados do que os que são praticados por cá, tudo desenha uma conjuntura favorável a uma visita mais ou menos demorada. Pior mesmo é viver cá todos os dias do ano! 

Com o desemprego galopante, o diminuto (e decrescente) poder de compra e um governo que nos rouba sistematicamente, com a imposição de uma carga tributária desajustada à realidade da maior parte da população, com os cortes sucessivos nos rendimentos e nos serviços de Saúde e de Educação, com a pobreza e a miséria a alcançarem cada vez mais pessoas, é cada vez mais difícil ser português.

Muitos têm sido, designadamente nos últimos três anos, aqueles que, sem oportunidade para singrarem profissionalmente na terra que os viu nascer, optam por deixar Portugal. Aliás, essa foi mesmo a indicação dada, há uns meses, pelo primeiro-ministro aos jovens sem colocação no nosso país. Diante do confrangedor comprometimento de todas as hipóteses de sucesso por cá, de que este elenco governativo é responsável inequívoco, todos os dias saem do país milhares de portugueses, dispostos a tudo para encontrarem a vida que merecem, mesmo que longe dos seus entes queridos e de tudo o que tinham construído até agora, e que muitos perderam.

Ao longo dos últimos anos os cortes nos salários avolumaram-se de tal maneira que muita gente recebe hoje um salário proporcionalmente mais curto do que o que recebia antes da Revolução dos Cravos, em 1974. Tenho amigos que perderam os seus empregos. Soube de gente que ficou sem a casa de família, cujas prestações ao banco tinha, até há pouco tempo, conseguido pagar sempre, religiosamente. Vi mães terem de deixar partir os filhos, e vi mesmo mães e pais quase na idade da reforma a terem também de virar as costas ao mundo que conheciam para partirem para longe, em busca de melhores condições de vida.

Viver em Portugal não está a ser fácil. E se ainda temos sol e boa comida para dar aos turistas que nos procuram, é tempo de o governo perceber que qualquer dia o sorriso que caracteriza os portugueses, esta hospitalidade tão nossa, vai também eclipsar-se. Um país onde não há o que comer, em que cada vez temos menos filhos, porque temos também cada vez menos o que lhes oferecer, é um país condenado. Um país que maltrata os seus velhos, que priva de horizontes as suas crianças, é um país condenado. Um país onde há tanta gente sem emprego, tanta gente a viver nas ruas, tanta gente com fome, é um país condenado. E não está, como também disse em tempos o chefe da quadrilha que se acha governo, “condenado ao sucesso”. Não. Portugal não é um país condenado ao sucesso. Portugal é, e cada vez mais, um país condenado a desaparecer…

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Parece tão fácil de entender, não parece? E no entanto...


Talvez tenha sido ingénua, ou talvez tenha vivido sempre no meio de gente esclarecida que sabe que não é o tom de pele que define o valor das pessoas. Sei que a sociedade contemporânea é má. Que ostraciza os que são diferentes: os negros, os gordos, os deficientes, os que trazem no corpo ou na mente uma qualquer diferença que se revela estupidamente impactante nos outros. 

Não sei se as pessoas não gostam de gordos por terem medo de um dia se transformarem num. Poderá ser isso. Não sei se muitas pessoas se afastam dos portadores de deficiência por acharem que não sabem lidar com eles. Também poderá ser. Não sei se escarnecem dos homossexuais por acharem que podem ser contagiados. Não sei. Não sei se ostracizam os cidadãos de outras etnias por considerarem que eles são menores, inferiores em alguma coisa. Desconheço. 
Há uma coisa que sei: a aversão que tanta gente tem pelos negros, pelos homossexuais, pelos gordos, pelos deficientes e por tantos e tantos outros actores da diferenciação social do mundo actual têm origem nessas próprias pessoas. Nasce nos seus medos, nas suas patéticas convicções, na sua falta de inteligência para se darem conta de que na diversidade é que está a riqueza do mundo, e que as pessoas diferentes, por serem diferentes, não constituem qualquer perigo ou ameaça.
O problema dos negros, dos gordos, dos deficientes, dos homossexuais... não está neles. Está somente na cabeça dos que têm medo deles, dos que os rejeitam como aberrações. A aberração, meus caros, são vocês. É a vossa cabeça! É a incapacidade de se sentirem bem sem fazerem outros sentir-se mal. É o medo que vive dentro de vós. Que vos importa se o vizinho do lado é gay?! Em que é que vos afecta o facto de se sentarem ao lado de um negro no autocarro?! Em que é que vos diminui a circunstância de terem um amigo gordo ou deficiente, afinal?!
A resposta para todas estas perguntas é uma e só uma: nada! Nada nestas pessoas vos afecta directamente. Nada no contacto com elas vos diminui, antes pelo contrário! Nada nelas é contagioso ou ameaçador para vós, pelo contrário também. A diferença é riqueza, é cultura, é ensinamento ampliado sobre o mundo. E se há coisa de que o mundo de hoje precisa é de aprender a ser diverso, a ser rico, a ser respeitador. Não falo em tolerância, porque é errado dizer-se que devemos ser tolerantes para com a diferença. Estupidez. Não é de tolerância que se trata. Devemos ser respeitadores do que é diferente e do que é igual a nós. Da mesma maneira, na mesma medida. Porque com todas as diferenças que temos, somos na verdade todos iguais em direitos e em deveres. Parece fácil de entender, não parece? E no entanto...

Moldura penal adia “barriga de aluguer"

O grupo de trabalho que estuda uma proposta de lei que regule a maternidade de substituição – “barriga de aluguer” – não aprovou o documento que será submetido à Comissão Parlamentar de Saúde e, mais tarde, à Assembleia da República.

Em causa estão dúvidas quanto à moldura penal a aplicar em situações de não cumprimento da nova lei. Segundo o deputado social-democrata Nuno Reis, que faz parte do grupo de trabalho, as dúvidas foram levantadas pelo Partido Socialista: "O documento não foi aprovado porque este é um projecto conjunto e estamos em consonância". 
As dúvidas referem-se às sansões a aplicar em caso de violação dos contratos entre o casal que não consegue ter filhos e a mulher gestante, além das situações ilícitas. O grupo de trabalho aprovou o pedido de um estudo de direito comparado com a realidade inglesa. Antes, já o grupo de trabalho tinha solicitado um parecer ao Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida, para apurar as circunstâncias da maternidade de substituição. O juiz desembargador Eurico Reis, que preside ao Conselho, afirmou ao CM que o parecer "permite ao casal escolher a mulher gestante, que pode ser fora da família".

Cristina Serra
«Correio da Manhã»

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Quando o sonho de sempre de ser mãe se desmorona…

O Parlamento poderá debater em breve a legalização das “barrigas de aluguer” em Portugal. Em condições específicas, ainda a acertar, poderá ser possível a mulheres sem útero viável a opção pela chamada “maternidade de substituição”. O Conselho de Procriação Medicamente Assistida aprova a medida, desde que não haja lugar a qualquer tipo de remuneração da gestante e que não se utilize material genético de outra mulher que não a futura mãe. Sobre este assunto, o Mente Despenteada partilha aqui o testemunho de uma mulher que poderá beneficiar da nova lei. Um testemunho que poderá lançar alguma luz para o debate que se adivinha aceso…


Durante anos sonhei ser mãe. Acho que desde sempre. Se não desde que nasci, pelo menos desde que tomei consciência de mim. De que era menina, de que seria mulher, e provavelmente mãe. Sonhei ter muitos filhos. Dizia a toda a gente que haveria de ter uma equipa de futebol. Mais tarde reduzi para oito esse sonho, e mais tarde ainda percebi que talvez me ficasse por um ou dois, com sorte três, como teve a minha mãe. Dei-lhes nomes, cores dos olhos, caracóis aos cabelos que adivinhava serem loirinhos. Imaginei-me de mil maneiras a dar ao futuro pai a notícia de que iria sê-lo. Mas nem o futuro pai foi sempre o mesmo. Houve dois, tantos quantos os companheiros que tive na minha vida afectiva adulta. Pelo meio, aos meus 22 anos, houve até um susto: um teste de farmácia que deu positivo. Era um falso positivo, e saber disso trouxe-me naquela altura um alívio que hoje talvez lamente.
Hoje sei que nunca serei mãe. Biológica, pelo menos. Há pouco mais de um ano perdi o útero no bloco operatório. Teve de ser. Aos 36 anos vi sepultado, sem apelo nem agravo, o meu sonho de ser mãe. De ter a tal equipa de futebol a correr pela casa, o repensado anseio de ter oito filhos, ou mesmo o mais modesto anseio de ter dois ou três. Um filho que fosse. Hoje sei que não terei nenhum, pelo menos que seja gerado dentro de mim e nascido de mim. Tal como eu, o futuro “pai dos meus filhos” foi também privado desse sonho que era dele como era meu. Pelo menos comigo… Somos dois, e seremos para sempre dois. Sempre acalentei o desejo de ser mãe, e tive sempre uma espécie de magia que atrai para junto de mim os mais pequenos. Eles abeiram-se de mim, fazem-me perguntas, sentam-se ao meu colo, perguntam por mim quando não estou ali ao pé. Eles gostam de mim. E eu gosto deles. Deles e delas. De todos. Mas sei que eles serão sempre eles, os filhos dos amigos e conhecidos. Deles, nunca meus.
Ao longo dos meses em que fui tomando maior noção desta realidade que é minha, e que via e sentia como sendo apenas minha, de que fatalmente perderia a capacidade de ser mãe, já de si muito diminuída por um corpo pouco colaborante, que se deixava adoecer e que me fazia sofrer física e psicologicamente, conheci outros casos de mulheres com o mesmo problema. Mulheres que lutavam pela concretização do seu sonho de serem mães, casais que se submetiam a vários tratamentos de infertilidade, alguns com sucesso, outros, talvez a maioria, com dificuldade, com problemas, com abortos sucessivos que lhes roubavam a alegria do primeiro diagnóstico. Havia também mulheres grávidas. Geralmente mais novas, muito mais novas do que eu e do que essas mulheres em dificuldades. Mulheres quase adolescentes ainda, que às vezes por mero descuido ou distracção engravidavam.
Convenci-me, e continuo convencida, de que normalmente a gravidez é tanto mais fácil quanto mais jovem é a mulher. Sem vícios anticoncepcionais de anos e anos, sem adiamentos em favor dos estudos, da profissão, do surgimento das condições ideais para ter um filho, cada vez mais impossíveis de alcançar, elas simplesmente engravidavam. Sem pressão, sem stress, sem sequer terem pensado muito nisso. Engravidavam e pronto. Tudo corria bem, porque eram mulheres jovens e saudáveis, e nove meses depois eram mães e mulheres felizes ao lado dos seus bebés e dos companheiros com quem os tinham gerado. Outras eram mães solteiras, e são, mas felizes por terem tomado nos braços aquele que será para sempre o amor maior das suas vidas. Valeu a pena “estragarem” as suas vidas com uma gravidez precoce? Valeu. De certeza.

Intuição negativa…
Às vezes penso que também eu poderia ter tido filhos. Aos 20, aos 25, aos 30. Talvez tenha tido oportunidade para isso se, ao contrário do que penso, já não fosse estéril nesse tempo. Muita gente sorria e dizia “não penses nisso” sempre que eu dizia sentir que nunca seria mãe. Parece que estava certa. Parece que a minha intuição é realmente tão forte como eu sempre pensei que fosse. Nunca serei mãe. São estas palavras que, como martelos, esburacam todos os meus fios de pensamento… Mas hoje as famílias são muito diferentes do que eram nos meus tempos de infância, em que pensava vir a ter resmas de crianças a correr à minha volta! Em Portugal as pessoas casam-se cada vez menos, divorciam-se mais e têm cada vez menos filhos. O país está a envelhecer impiedosamente. E se antes era relativamente comum ver-se grávidas com 35 ou 40 anos, hoje são cada vez menos as que engravidam nessa altura da vida. Na verdade, ainda antes dessas idades, são cada vez mais as mulheres que sentem dificuldade em engravidar e que por essa razão procuram apoio médico.
Eu fui uma dessas mulheres, e logo por volta dos meus 30 anos. Não porque quisesse engravidar (as circunstâncias da vida nunca o permitiram, apesar da imensa vontade de ser mãe desde que me lembro de ser gente), mas por sucessivos problemas de saúde que me impeliram a desconfiar, com razão, de que algo não estava bem comigo e de que dificilmente conseguiria concretizar o sonho de ser mamã. Há quem acredite que não sendo mãe uma mulher é apenas meia mulher. Incompleta. Imperfeita. Esse foi o meu maior receio quando soube que seria alvo de uma histerectomia total. A remoção do útero, um pedaço de mim que deveria ter acolhido o meu amor maior mas que, em vez disso, se deixou avariar e apodrecer, doeu-me como se fosse um dente arrancado a frio, com requintes de malvadez. Teve de ser, e reconheço que foi melhor assim. Melhor para mim, para a minha saúde. Mas… e para os meus filhos que nunca chegarei a conhecer? E para o homem que comigo sonhou ajudar a povoar a terra?
A esterilidade traz insegurança. Traz dúvidas. Traz medo. Traz desalento e tristeza. Nos dias que se seguiram à cirurgia senti-me incrivelmente frágil, incomensuravelmente sozinha, apesar dos muitos olhares atentos, sorrisos carinhosos, palavras doces e gestos de ajuda que recebi. Soube que tinha imensa gente ao meu lado, mas talvez nenhuma imaginasse aquilo que me percorria o pensamento: “nunca” é uma palavra medonha. É como uma espada que nos corta a vida a meio, que nos ceifa o pensamento e a capacidade de agir normalmente. Sempre que vejo uma criança pequena dou comigo a pensar que nunca terei uma minha. Sempre que um bebé sorri na minha direcção sinto um raio de sol a brilhar sobre mim, como se aquele sorriso me dissesse “não sou teu filho mas poderia ser, e seria certamente muito feliz por isso”. 
Penso em adoptar. No futuro, quem sabe? Será que consigo? Será que o Estado me reconhece o direito de traduzir em realidade o meu maior sonho de sempre? Sei que amarei os meus filhos adoptivos como se os tivéssemos gerado, eu e a pessoa que amo, no meu ventre. Mas, e eles? Serão capazes de me amar incondicionalmente, sem reservas e sem receios? É por esta razão que vejo com bons olhos a abertura do Parlamento para debater a legalização das barrigas de aluguer em Portugal. Porque não tenho útero, mas ainda tenho ovários. Porque tenho em mim um sonho. Porque antes mesmo de pensar que isso poderia ser legal em Portugal dei por mim a pensar em fazê-lo. Porque seria a solução para muitas mulheres como eu e muitos casais como nós. Porque eu mereço. Porque a pessoa que está comigo merece, muito, ser pai. Seria um pai maravilhoso, tenho a certeza. Tenho enorme expectativa para ver no que dá este debate. Será sempre um acto de coragem acrescida ver um filho ser gerado num corpo que não o nosso. Será em certa medida estranho não poder sentir o primeiro pontapé, todas as coisas que nos dizem que uma grávida sente. Mas valerá a pena, certamente. Oxalá a decisão pondere a necessidade de tantas mulheres como eu, e oxalá venha a tempo de lhes permitir a imensa felicidade de um dia ouvirem alguém chamar-lhes mãe… 

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Paraíso, Purgatório e Inferno nos relacionamentos amorosos


Um estudo concluído em 2013 pela brasileira Nívia Lanznaster Kuhn estabelece a existência de três fases nos relacionamentos amorosos, tendo em conta a percepção da individualidade dos envolvidos e a sua visão de conjunto em cada um desses momentos. Recorrendo ao trinómio de Dante (Paraíso/Purgatório/Inferno), o estudo defende que no namoro o “nós” prevalece sobre o “eu”, mas à medida que a relação evolui cada um dos elementos tenta resgatar o seu espaço individual, empurrando a união para a sua fase decisiva. O que não é necessariamente mau…

“Desde este encontro, não pertence mais a si mesmo. Está inteiramente possuído, assombrado por Béatrice. Aliás, ele odeia qualquer acto de pertencer que possa afastá-lo por um tempo da dominação diabólica da sua louca paixão. Ele só quer existir para Béatrice, nela, por ela, ser absorvido a todo o instante pelo seu olhar, pela sua voz, pelo seu corpo. Ele exige dela, em troca, que sacrifique tudo por ele. Tudo, e isso não é suficiente”. Roland Gori, «A lógica das paixões»

A citação acima demonstra, talvez com algum exagero, a percepção da individualidade comum na fase inicial de qualquer relacionamento amoroso: no namoro, que este estudo define como a fase de Paraíso, os amantes entregam-se totalmente um ao outro, confundindo a fronteira do subjectivo com a da pessoa amada. O “eu” é claramente substituído pelo “nós”, e por algum tempo essa é a visão que os dois envolvidos têm de uma união feliz e perfeita. Há como que uma altruística auto-diluição, em favor da construção do edifício do amor em que duas pessoas vivem como sendo uma só.

Ao fim de algum tempo, variável de caso para caso, o “eu” que tinha ficado esquecido começa a sentir-se ameaçado, ressentido. Quer reganhar o seu espaço, ser novamente dono de si, dotado de voz activa e da individualidade sacrificada em prol do conjunto. Tem então início a fase de Purgatório, cuja marca essencial é essa busca da diferenciação entre o “eu” e o objecto amado. Surge o desejo de privacidade, de um espaço individual em que cada um dos elementos do casal possa ser ele mesmo, e não apenas uma parte de um binómio. “Há a vontade de ver os amigos sem que o parceiro esteja sempre presente, de ir a eventos, jogos, enfim… tudo o que se faz de forma individual, sem que o parceiro esteja constantemente envolvido”. Nesta fase, embora os amantes ainda se amem, cada um deles “aflora o desejo de estar por vezes sozinho, para assim poder aproveitar a sua individualidade”.

A transposição da fase de Paraíso para a de Purgatório poderá não ser dialógica, ou seja, um dos parceiros poderá estar ainda na primeira, enquanto o outro se encontra já na segunda, e é por isso que este é o momento em que mais facilmente deflagra o conflito no seio do casal e até no íntimo de casa um dos elementos, pois há uma luta permanente entre o “eu” e o “nós”, entre a afirmação da individualidade e o triunfo da relação a dois. Segundo este estudo, o equilíbrio dessas batalhas será estabelecido de acordo com a dinâmica de cada relação, tendo em conta a maturidade dos envolvidos e outras variáveis externas.

A busca da liberdade, ao mesmo tempo que se tenta preservar a relação, pode levar a diversos conflitos e ao sofrimento das partes, e é então que surgem os “altos e baixos” que fazem parte de qualquer relacionamento. Os “altos” são os momentos em que os amantes tentam reviver o Paraíso, enquanto os “baixos” surgem nas alturas em que o “eu” quer emergir novamente. À luz deste estudo, esta é a fase em que será necessário maior esforço para conjugar as demandas da individualidade com as do relacionamento, e serão as ferramentas utilizadas para esse efeito a determinar o resultado desse esforço.

Citando Aldo Caratenuto, que no seu «Amar Trair», uma quase apologia da traição, afirma que existe uma necessidade de liberdade, de independência e de plenitude subjectiva que poderá mesmo levar o indivíduo a desejar trair o seu parceiro, Nívia Lanznaster Kuhn considera que será a fase de Purgatório a mais propícia a que essa traição ocorra. E é efectivamente esta fase a que determina o rumo que a relação tomará, já que o ressurgimento da consciência individual terá sempre um efeito salutar, que poderá ser benéfico (ou não) para a vida a dois. Se o casal resiste à turbulência do Purgatório mas não tomou o esperado caminho do equilíbrio, a relação “tende a ir cada vez mais para baixo, literalmente para o Inferno”.

Nesta última fase tenta-se de tudo: das promessas de mudança de comportamentos às sessões de terapia de casal, passando pelo desabafo e aconselhamento com os amigos, pelas idas ao psiquiatra ou pelo apelo à religião e à espiritualidade”. É então que se define a continuidade ou a interrupção do relacionamento, desfecho ditado por incontáveis factores, entre os quais estão obviamente as condições individuais, relacionais, sociais e culturais dos envolvidos. É nesta fase que a noção de amor se torna divergente e que muitos casais consideram ter lugar a verdadeira prova de fogo do relacionamento: alguns casais não resistem ao Inferno e separam-se; outros “dão um tempo”; outros tentam reviver a fase de Paraíso, muitas vezes enganando-se quanto à possibilidade de sucesso dessa opção. É neste momento que uns casais se arranjam e outros se desarranjam definitivamente…

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Biblioteca Municipal de Faro assinala hoje o seu 13º aniversário


A Biblioteca Municipal de Faro António Ramos Rosa, criada a 23 de Abril de 2001, assinala hoje o seu 13º aniversário com um calendário especial de eventos que arranca pelas 10 horas, com uma iniciativa de leitura destinada aos mais novos, e se prolonga até às 21h30, altura em que tem início um concerto comemorativo. À tarde haverá ainda lugar a uma mostra documental sobre a Censura no Estado Novo. Todos os momentos desta celebração têm entrada livre.

Visando a satisfação das necessidades de informação, cultura, momentos de lazer e educação da comunidade local, a Biblioteca Municipal de Faro nasceu há precisamente 13 anos. Ao longo desse tempo assumiu como sua missão a promoção de hábitos de leitura e a prestação de um conjunto de serviços gratuitos, oferecidos aos munícipes em condições de igualdade de acesso. Em dia de aniversário, a instituição propõe hoje aos cidadãos de Faro um programa especial de actividades, que arrancam pelas 10 horas, com a iniciativa «Histórias em Movimento». Trata-se de uma parceria com o Atelier do Movimento e conta com a participação especial do Centro Infantil O Despertar para proporcionar aos mais jovens diversos momentos de acção conduzidos pela leitura.
Outro ponto alto deste programa está marcado para as 15h30, altura em que serão cantados os Parabéns e sopradas as velas, num momento que não poderia faltar a uma festa de aniversário e que tem o apoio da Pastelaria Cinderela e do Bar da Biblioteca. A animação prossegue depois, pelas 21 horas, com a sessão de inauguração da Mostra Documental «Lápis Azul», que estará patente até ao próximo dia 2 de Maio e que, segundo informações avançadas no site da Câmara Municipal de Faro, faz “uma alusão ao método de censura utilizado durante o Estado Novo” em Portugal para “dar a conhecer o fundo documental existente no Arquivo Histórico Municipal”, do qual constam vários “documentos que testemunham a falta de liberdade de expressão que se viveu neste período, nomeadamente nos jornais regionais e noutras publicações”.
A quem pretender visitar esta exposição mas não puder estar presente nesta sessão inaugural, restará a possibilidade de visitar a Biblioteca Municipal num dos próximos dias, no seu normal horário de funcionamento (às segundas-feiras e aos sábados entre as 14 e as 19h30 e de terça a sexta entre as 9h30 e as 19h30). Quanto à festa de hoje, e para fechar com chave de ouro, terá lugar, a partir das 21h30, o concerto Feel Good Band, pela Associação Filarmónica de Faro. Será, com toda a certeza, um momento musical muito agradável.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Estágios estão na moda, mas não garantem emprego!


Os estágios estão na moda. Os curriculares, obviamente, fazem sentido e ainda bem que existem. Também os estágios profissionais são de louvar, quando são isso mesmo. O problema é que hoje em dia muitos dos estágios que vemos prometidos nos sites de emprego e nas páginas dos jornais não são efectivamente estágios para um emprego, mas antes manobras para ocupar alguns desempregados, iludir as estatísticas e convencer o país de que o Estado está a fazer alguma coisa por nós. Carne tenra é sempre mais fácil de mastigar, mas burro velho, às vezes, também aprende línguas...

Qualquer desempregado português sabe, infelizmente, a quantidade de ofertas de estágios profissionais com que se depara no seu quotidiano de procura de uma colocação profissional, e quanto mais tempo tem de desemprego, mais facilmente se apercebe da marosca: a verdade é que os chamados "Estágios Profissionais do Instituto do Emprego e da Formação Profissional" (designação entretanto substituída pela mais apelativa "Estágios Emprego", que na prática é mais do mesmo, mas com outro nome) são apenas manobras para nos darem a ilusão de que está a ser criado emprego em Portugal, quando efectivamente isso não acontece. As regras são claras e excluem, logo à partida, um número enorme de candidatos, entre os quais me encontro. Do alto dos meus 37 anos, que tantos julgam ser a flor da idade, o momento da vida em que tudo é possível e fantástico, esbarro frequentemente nesses estágios, e isso começa mesmo a irritar-me.

Se antes já era comum a preferência de muitos empregadores por esta prática de recrutamento, agora que a crise virou moda e presença constante em todos os discursos fica ainda mais notória! No actual cenário, em que o desemprego é crescente em todas as idades e em quase todas as profissões, fica sempre bem aos governos a criação de "medidas de incentivo ao emprego", que na verdade servem a muito poucos cidadãos mas agradam bastante às empresas, que dessa forma podem "contratar" - por períodos de 12 meses, não prorrogáveis - profissionais qualificados, com o Estado a pagar 80 a 100 por cento dos seus vencimentos. É bom, claro! Assim, diz o IEFP, "mesmo numa fase marcada por incerteza e pressão para reduzir despesas, torna-se possível continuar a contratar e contar com os recursos necessários para poder crescer". Tudo certo para as empresas, portanto.

Mas... e os candidatos? Para esses o caso muda de figura. E como muda! A estas "medidas de incentivo do emprego" podem candidatar-se pessoas desempregadas que se encontrem inscritas nos centros de emprego (até aqui tudo bem, obviamente), mas depois é que a porca torce o rabo. É que esses desempregados têm de estar numa das seguintes situações:

1. Terem entre 18 e 30 anos de idade e uma qualificação de nível 2, 3, 4, 5, 6, 7 ou 8 no Quadro Nacional de Qualificações (admito a minha ignorância nesta matéria e espero que isto sirva a muita gente jovem, ainda que o desemprego seja hoje aflitivo para muito mais gente, bem mais velha);

2. Tendo mais de 30 anos de idade, os candidatos a estágio terão de ter obtido há menos de três anos uma qualificação de nível 2 ou superior e estar então à procura de emprego (como se fosse fácil comprovar que se está à procura de emprego), não podendo ter quaisquer registos de remunerações na Segurança Social nos 12 meses anteriores à entrega da candidatura (ou seja: quem estiver desempregado há menos de um ano esqueça lá a ideia de se candidatar a um estágio, o que pode pôr em risco as candidaturas de alguns dos que cumprem o requisito de terem terminado os seus estudos ou qualificações há menos de três anos, pois se tiverem de esperar mais um para se candidatarem...

3. Serem portadores de alguma deficiência ou incapacidade;

4. Integrarem uma família monoparental ou cujos cônjuges ou pessoas com quem vivam em união de facto se encontrem igualmente desempregados e inscritos nos serviços de emprego;

5. Serem vítimas de violência doméstica.

Não cumprindo nenhum dos requisitos para poder candidatar-me a um estágio profissional, parece-me que vou ter de me queixar de violência doméstica, mesmo que cá em casa essa seja uma realidade muito, muito distante. Talvez assim consiga uma colocação, por um ano, numa qualquer empresa aqui da zona, pois tudo o que está a recrutar parece escolher esse caminho, o que até compreendo. Para os candidatos com alguma qualificação o "salário" até nem é dos piores, como podem ser aqui, mas chato mesmo é que isto não seja de facto um emprego, mas antes uma maneira de iludir os números oficiais de desemprego, pretendendo mostrar que o número de pessoas sem colocação está a descer, quando na verdade elas apenas vão rodando nas pautas de estágio disponíveis. Serei a única a pensar que este esquema, podendo ser útil às empresas (contra isso nada!), não ajuda de facto nenhum desempregado?

sábado, 19 de abril de 2014

Velejador paraplégico promove vela adaptada no Algarve


João Pinto vai velejar as 90 milhas entre Lagos e Vila Real de Santo António com paragens nos portos de Portimão, Albufeira, Vilamoura, Faro e Tavira.

O velejador paraplégico João Pinto vai percorrer a costa algarvia a bordo de uma embarcação à vela, entre hoje e domingo, para promover a prática da vela adaptada a pessoas portadoras de deficiências, adianta o «Correio da Manhã». "É um desafio que quero concretizar para sensibilizar e promover a vela adaptada a pessoas com deficiências", disse João Pinto, velejador algarvio que há dois anos ficou paraplégico devido a uma lesão medular, durante a apresentação da iniciativa em Lagos, no Algarve. A bordo de uma embarcação de vela adaptada ao seu grau de deficiência, o velejador algarvio prevê cumprir, durante os três dias, as cerca de 90 milhas do percurso entre Lagos e Vila Real de Santo António, com paragens nos portos de Portimão, Albufeira, Vilamoura, Faro e Tavira.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Faro acolhe 1º Encontro de Canoagem da Ria Formosa


Realiza-se no próximo dia 26, entre as 9h30 e as 17 horas, no Centro Náutico da Praia de Faro, o 1º Encontro de Canoagem da Ria Formosa, numa iniciativa conjunta da Câmara Municipal de Faro, da Universidade do Algarve, da Associação Regional de Canoagem do Algarve e do Clube Sport Faro e Benfica, a ter lugar num local paradisíaco que foi recentemente integrou a lista das sete maravilhas naturais de Portugal.

A prova está aberta a todos os interessados, tendo a inscrição um preço simbólico, que oscila entre os cinco e os 10 euros. Os participantes nesta iniciativa terão de escolher uma de três vertentes:

- A Prova de Maratona, que integra o Campeonato Regional de Canoagem, e é aberta a atletas do Algarve e de outras regiões de Portugal e de Espanha;

- O Passeio de Canoagem, que adopta o formato de Turismo Náutico e que visa proporcionar um dia de lazer activo e de contacto com a natureza e com a enorme beleza do Parque Natural da Ria Formosa, em que poderão participar todos os cidadãos interessados, desde que com mais de 10 anos de idade, independentemente do seu grau de experiência;

- A Prova Kids Náutico, aberta a crianças com mais de três anos. Nesta vertente proceder-se-á à iniciação náutica dos mais pequenos, havendo também espaços de animação para as famílias.

À margem do evento terá lugar uma festa-convívio, com almoço para todos os participantes, e uma Feira Náutica. Para mais informações, os interessados deverão contactar a organização do encontro, através dos números de telefone 289 870 989 e 289 870 056. 

TABELA DE PREÇOS

- Inscrição: 5€ por pessoa
- Inscrição + caiaque: 7,50€ por pessoa (primeiras 70 inscrições)
- Inscrição + caiaque: 10€ por pessoa (após as 70 inscrições)
- Almoço: 6,50€ por pessoa

Os interessados deverão efectuar o pagamento do valor da inscrição mediante transferência bancária para a conta do Sport Faro e Benfica (NIB: 0018 0003 3680 4623 0205 8 do Banco Santander Totta), confirmando a sua participação com o envio do comprovativo de pagamento para o e-mail centronauticofaro@cm-faro.pt. Nesta mensagem deverá constar o nome de todos os participantes inscritos.

Biblioteca de Faro adere ao projecto «Voluntários da Leitura»


Irá decorrer, no próximo dia 28 de Abril, pelas 17h00, na Biblioteca Municipal de Faro, uma sessão de apresentação do projecto «Voluntários da Leitura», com presença de Isabel Alçada, coordenadora-geral desta iniciativa. Promovido pelo Centro de Investigação para Tecnologias Interativas da Universidade Nova de Lisboa em parceria com a Associação para o Voluntariado da Leitura, o «Voluntários da Leitura», a que o Município de Faro aderiu através da sua Biblioteca, destina-se a potenciar o desenvolvimento de uma rede nacional de voluntariado na área da promoção da leitura, através de uma plataforma digital que estimule a adesão de voluntários e funcione como instrumento congregador de iniciativas de escolas, bibliotecas e outras organizações.
Um dos objetivos principais do projecto é o de sensibilizar a sociedade civil para o valor social do voluntariado de leitura, como forma de se atingir um maior desenvolvimento da literacia e do gosto pela leitura. Na Biblioteca Municipal de Faro já colaboram activamente dois voluntários, que realizam atividades no âmbito da «Leitura a Par» e ações destinadas às famílias, esperando-se, no entanto, que no futuro venha a acolher mais voluntários.

1.ª Feira do Queijo e do Vinho de Faro

A AmbiFaro – Agência para o Desenvolvimento Económico de Faro, EM vai realizar de 24 a 27 de Abril a 1ª Feira do Queijo e do Vinho de Faro, que decorrerá, no Jardim Manuel Bívar. Este certame vai trazer a Faro um sector ainda desconhecido por muitos, permitindo que os seus visitantes aprofundem os seus conhecimentos num sector estratégico para a economia do nosso país e que precisa de ser valorizado e promovido, reforçando a coesão territorial e a importância dos produtos endógenos na economia e na identidade portuguesa.

Para além de queijos e vinhos, esta Feira, que pretende também criar novas dinâmicas e novos elementos atractivos na cidade de Faro, irá contar com a exposição e venda de vários produtos de produção artesanal regional tais como doces, mel, licores e enchidos, a que se juntará uma tenda de gastronomia com tasquinhas. Esta iniciativa é de entrada livre e o público presente poderá também contar com algumas provas de queijo e vinho.